LabCom Comunicacao e Artes (Universidade da Beira Interior)
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Retratos y precariedad en el documental latinoamericano
O artigo estuda o fenômeno do retrato documental a partir da tendência desse gênero de expandir suas fronteiras e incluir identidades antes excluídas. No caso da produção recente, o documentário latino-americano não só aborda setores sociais precários pela política económica do neoliberalismo, mas também constrói uma estética precária como resposta à precariedade social.El artículo estudia el fenómeno de los retratos documentales a partir de la tendencia de este género a ampliar sus fronteras e incluir identidades antes excluidas. En el caso de la producción reciente, el documental latinoamericano no solo aborda sectores sociales precarizados por la política económica del neoliberalismo, sino que construye estéticas precarias como forma de responder a la precarización social
A performance como dispositivo de produção do artifício em Lady, de Ira Sachs
The paper presents an analysis of the queer short film Lady, directed by the American filmmaker Ira Sachs (1993), and written and performed by the lesbian actress and screenwriter Dominique Dibbell. In dialogue with Comolli (2008), Brasil (2011), Lopes (2022; 2016) and Sontag (2020), the proposition to think about the issue of auto-mise en scène as a performance problem posed by the film which, based on the body and voice on the scene of a never-identified woman, inscribes both the fiction in the documentary and the documentary in the fiction. Throughout the text, relationships are established between performance, gender politics and artifice to reflect on the ways in which the film produces, in its aesthetic project, unavoidable implications between life and image based on the encounter between filmmaker, camera and actress.Keywords: performance; mise en scène; documentary; fiction; Lady.El artículo presenta un análisis del cortometraje queer Lady, del cineasta estadounidense Ira Sachs (1993), escrito y protagonizado por la actriz y dramaturga lesbiana Dominique Dibbell. En diálogo con Comolli (2008), Brasil (2011), Lopes (2022; 2016) y Sontag (2020), proponemos pensar la cuestión de la auto puesta en escena como un problema de performance planteado por la película, que, desde del cuerpo y la voz en la escena de una mujer nunca identificada, inscribe tanto la ficción en el documental como el documental en la ficción. A lo largo del texto se establecen relaciones entre performance, políticas de género y artificio para reflexionar sobre las formas en que la película produce, en su proyecto estético, inevitables superposiciones entre vida e imagen a partir del encuentro entre cineasta, cámara y actriz.Palabras clave: performance; puesta en escena; documental; ficción; Lady.L’article présente une analyse du court métrage queer Lady, du cinéaste américain IraSachs (1993), écrit et mettant en vedette l’actrice et dramaturge lesbienne Dominique Dibbell. Endialogue avec Comolli (2008), Brasil (2011), Lopes (2022; 2016) et Sontag (2020), nous proposons deréfléchir sur la question de la mise en scène comme un problème de performance posé par le film, qui,du corps et de la voix dans la scène d’une femme jamais identifiée, inscrit à la fois la fiction dans ledocumentaire et le documentaire dans la fiction. Tout au long du texte, nous établissons des relationsentre performance, politique de genre et artifice pour réfléchir sur la manière dont le film produit,dans son projet esthétique, d’inévitables implications entre vie et image fondées sur la rencontre entrecinéaste, caméra et actrice.Mots-clés : performance ; mise en scène ; documentaire ; fiction ; Lady.O artigo apresenta uma análise do curta-metragem queer Lady, do cineasta estadunidense Ira Sachs (1993), escrito e protagonizado pela atriz e dramaturga lésbica Dominique Dibbell. Em diálogo com Comolli (2008), Brasil (2011), Lopes (2022; 2016) e Sontag (2020), propõe-se pensar a questão da auto-mise en scène como um problema de performance colocado pelo filme que, a partir do corpo e da voz em cena de uma mulher nunca identificada, inscreve tanto a ficção no documentário quanto o documentário na ficção. Ao longo do texto, são estabelecidas relações entre performance, políticas de gênero e artifício para refletir sobre os modos como o filme produz, em seu projeto estético, imbricações incontornáveis entre vida e imagem a partir do encontro entre cineasta, câmera e atriz
Walter Benjamin e a Flor Azul da A-Encenação Documentária
The mise-en-scène, or staging, of documentary film varies in the historical modes of constructed staging, direct staging and a-staging. The concepts of aura, optical unconscious, monad and dialectical image, as discussed by Walter Benjamin in several essays, will serve to analyze the type of documentary staging that we define as a-staging. When it opens in the fissure of the encounter in the shot, the a-staging shifts the agency to an expanded cosmos, being that which passes through us, life, in the reflexive plane of the camera-machine adhering to immanence as a screen.Keywords: a-staging; documentary; Walter Benjamin; aura; optical unconscious, monad, dialectical image.La puesta en escena del cine documental varía en los modos históricos de puesta en escena construida, puesta en escena directa y a-puesta en escena. Los conceptos de aura, inconsciente óptico, mónada e imagen dialéctica, tematizados por Walter Benjamín en varios ensayos, servirá para analizar el tipo de puesta en escena Documental que definimos como una puesta en escena. Cuando se abre en la fisura del encuentro en el plano, la puesta en escena traslada la agencia a un cosmos expandido, siendo lo que nos atraviesa, la vida, en el plano reflejo de la cámara-máquina adhiriendo a la inmanencia como pantalla.Palabras clave: a-puesta en escena; documental; Walter Benjamín; aura; inconsciente óptico, mónada, imagen dialéctica.La mise en scène du film documentaire varie selon les modes historiques de mise en scèneconstruite, de mise en scène directe et de a-mise en scène. Les concepts d’aura, d’inconscient optique,de monade et d’image dialectique, tels que thématisés par Walter Benjamin dans plusieurs essais,servira à analyser le type de mise en scène documentaire que nous définissons comme une mise enscène. Lorsqu’il s’ouvre dans la fissure du rencontre dans le plan, la mise en scène déplace l’agencevers un cosmos élargi, étant ce qui nous traverse, la vie, dans le plan réflexe de la caméra-machineadhérant à l’immanence comme à une toile.Mots-clés : a-mise en scène ; documentaire; Walter Benjamin ; aura; inconsciente optique ; monade; image dialectique.A mise-en-scène, ou encenação, do filme documentário varia nos modos históricos da encenação-construída, encenação-direta e a-encenação. Os conceitos de aura, inconsciente ótico, mônada e imagem dialética, conforme tematizados por Walter Benjamin em diversos ensaios, servirão para analisarmos o tipo de encenação documentária que definimos como a-encenação. Quando se abre na fissura do encontro na tomada, a a-encenação desloca a agência para um cosmos ampliado, sendo aquilo que transcorre por nós, vida, no plano reflexo da máquina-câmera aderindo à imanência como tela
Cidade-babel e a diáspora brasiliense: : cinema direto e testemunho em Fala Brasília (Nelson Pereira dos Santos, 1966)
In the short film "Fala Brasília" (Nelson Pereira dos Santos, 1966), the Brazilian capital is depicted as a space of cultural encounter, a case study of the "Brazilian diaspora" that marks the contradictory modernization and urbanization of the country throughout the 20th century. We argue that the type of filmic arrangement produced - a simple device of filmed encounter established between characters - evokes the tradition of French cinema verité in its inclination towards encountering the reality mediated by a certain performativity of social experience. By rejecting the use of narration, the film allows us to put the sociological model\u27s reading, a consecrated explanation of the history of Brazilian documentary that has Jean-Claude Bernardet\u27s work as a reference point, under tension. We propose that "Fala Brasília" anticipates aesthetic and political concerns that would be deepened by Brazilian documentary throughout the 1970s.No curta-metragem Fala Brasília (Nelson Pereira dos Santos, 1966) a capital brasileira é retratada como espaço de encontro de culturas, um estudo de caso da diáspora brasileira que marca a modernização e a urbanização contraditórias do país ocorridas ao longo do século XX. Argumentamos que o tipo de arranjo fílmico produzido - um dispositivo simples de encontro filmado que se estabelece entre personagens - evoca a tradição do cinema verité francês em sua inclinação ao encontro com o real mediado por certa performatividade da experiência social. Ao recusar o uso da narração, o filme nos permite colocar sob tensão a leitura do modelo sociológico, consagrada explicação da história do documentário brasileiro que tem a obra de Jean-Claude Bernardet como ponto de referência. Propomos que Fala Brasília antecipa preocupações estéticas e políticas que seriam aprofundadas pelo documentário brasileiro ao longo do década de 1970
Participación política, apropiaciones comunicativas y selva global
The technological era has made possible new unexpected articulations. Lanceros digitales is one of these supposed oxymorons. An apparent contradiction that allows us to reread the proposals of Marshall McLuhan and Media Ecology, to verify new discoveries with a renewed look. This article focuses on the extensions of new media in a complex environment, an indigenous context of technological appropriation. Based on the Sarayaku case, a paradigmatic example of indigenous resistance, climate activism and cyberactivism, the changes that emerge in the new digital environment will be pointed out. For this, the theory of appropriation will be applied, showing Media Ecology’s thesis in a scenario of indigenous modernity and the transformations that take place in the changes of ecosystem will be observed. The consequences of the Moebius effect, of Sarayaku\u27s round trip, from the communitarian to the global, from the village to the global village, will be established. Finally, the keys to its political achievements, synthesized in the control of the art of the spear, now digital, wielded with community commitment and directed by and for the reconstruction of the myth, will be exposed.La era tecnológica en la que vivimos ha posibilitado nuevas articulaciones inesperadas. Lanceros digitales es uno de esos supuestos oxímoron. Una contradicción aparente que nos posibilita releer las propuestas de Marshall McLuhan y la Ecología de Medios, para constatar nuevos descubrimientos con una mirada renovada. Este artículo se centra en las extensiones de los nuevos medios en un ambiente complejo, concretamente, en un contexto indígena de apropiación tecnológica-digital. A partir del caso Sarayaku en Ecuador, ejemplo paradigmático de resistencia indígena, activismo climático y ciberactivismo, se señalarán los cambios que emergen en los conflictos de participación en el nuevo ambiente digital. Para ello, se aplicará la teoría de la apropiación, mostrando las tesis de la Media Ecology en un escenario de modernidad indígena y, se observarán de este modo, las transformaciones que tienen lugar en los cambios de ecosistema. Se establecerán las consecuencias del efecto Moebius, del viaje de ida y vuelta de Sarayaku, de lo comunitario a lo global, desde la aldea a la aldea global. Para finalizar, se expondrán las claves de sus logros políticos, sintetizados en el control del arte de la lanza, ahora digital, empuñada con compromiso comunitario y dirigida por y para la reconstrucción del mito.La era tecnológica en la que vivimos ha posibilitado nuevas articulaciones inesperadas. Lanceros digitales es uno de esos supuestos oxímoron. Una contradicción aparente que nos posibilita releer las propuestas de Marshall McLuhan y la Ecología de Medios, para constatar nuevos descubrimientos con una mirada renovada. Este artículo se centra en las extensiones de los nuevos medios en un ambiente complejo, concretamente, en un contexto indígena de apropiación tecnológica-digital. A partir del caso Sarayaku en Ecuador, ejemplo paradigmático de resistencia indígena, activismo climático y ciberactivismo, se señalarán los cambios que emergen en los conflictos de participación en el nuevo ambiente digital. Para ello, se aplicará la teoría de la apropiación, mostrando las tesis de la Media Ecology en un escenario de modernidad indígena y, se observarán de este modo, las transformaciones que tienen lugar en los cambios de ecosistema. Se establecerán las consecuencias del efecto Moebius, del viaje de ida y vuelta de Sarayaku, de lo comunitario a lo global, desde la aldea a la aldea global. Para finalizar, se expondrán las claves de sus logros políticos, sintetizados en el control del arte de la lanza, ahora digital, empuñada con compromiso comunitario y dirigida por y para la reconstrucción del mito
Novos tons de verde: Lógicas contemporâneas de greenwashing a partir da mineração
The article reflects on contemporary elements of greenwashing, addressing the practice om a corporate/firm-level. Using a literature review on the topic, we highlight the need for scientific efforts capable of going beyond a more specific product-level to address the phenomenon as an ambiguous practice shaped by a multitude of discourses. Subsequently, we discuss the methodology and procedures of a pilot study adapted from international examples to analyze posts from the mining company Vale on Instagram. Adopting three narratives as categories, namely "Green Innovation," "Disorientation," and "Business as Usual," the investigation reveals markers and discursive patterns that point to the erasure of mining impacts, the appropriation of nature images, and silence about climate and dams. Finally, steps for the evolution of the analytical model for new research are discussed.O artigo reflete sobre elementos contemporâneos do greenwashing, abordando a prática a partir de uma dimensão corporativa. Em termos específicos, promove uma revisão bibliográfica sobre o tema, destacando a necessidade de esforços científicos capazes de irem além de uma dimensão mais pontual dos produtos para abordar o fenômeno enquanto uma prática ambígua e conformada por multitudes de discursos. Na sequência, discute a metodologia e os procedimentos de um estudo piloto adaptado a partir de exemplos internacionais para analisar postagens da mineradora Vale no Instagram. Adotando como categoria três narrativas, a de “Inovação Verde”, “Desorientação” e “Negócios como de costume”, a investigação revela marcadores e padrões discursivos que apontam para o apagamento dos impactos da mineração, a apropriação de imagens da natureza e o silenciamento sobre o clima e sobre barragens. Por fim, são discutidos passos para a evolução do modelo analítico visando novas pesquisas. 
Nomear o desconhecido e fazer visível o invisível. Uma abordagem semiótica da discursivização científica do SARS-CoV-2
Desde que o SARS-CoV-2 irrompeu nas nossas vidas como uma entidade biológica que representava uma ameaça à saúde e ao bem-estar humanos, dezenas de imagens referentes tanto ao vírus como à sua relação com a humanidade foram criadas por diferentes enunciadores e circularam em diferentes canais. Este artigo aborda, a partir de uma perspetiva semiótico-discursiva, o discurso que grupos de cientistas produziram sobre o coronavírus no contexto da pandemia de Covid-19. O seu objetivo é refletir sobre alguns dos mecanismos de produção semiótica envolvidos no trabalho que os cientistas realizaram para identificar um novo vírus e torná-lo compreensível para o público em geral, tanto em termos do seu nome como da sua composição