Portal de Publicações Eletrônicas da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Not a member yet
38158 research outputs found
Sort by
LEGALIDAD DE LA SUBCONTRATACIÓN EN UN GRUPO ECONÓMICO
Este artículo tiene como objetivo analizar la legalidad de la subcontratación entre empresas dentro del mismo grupo económico a la luz de la legislación brasileña y la jurisprudencia brasileña. Inicialmente, se discute la evolución normativa de la subcontratación en Brasil, abordando la Consolidación de las Leyes del Trabajo (CLT), la Sentencia 331 del Tribunal Superior del Trabajo (TST) y los cambios introducidos por la Reforma Laboral de 2017 (Ley 13.467/2017). A continuación, examina el concepto de grupo económico a efectos del derecho laboral, destacando su configuración y los efectos de la responsabilidad solidaria estipulada en el artículo 2, §2, de la CLT. El análisis profundiza en la jurisprudencia vinculante establecida por el Supremo Tribunal Federal (STF) en el caso 725, que consolidó la legalidad de la subcontratación sin restricciones, así como el uso por parte del STF de la técnica de distinción para evitar la aplicación de esta jurisprudencia en casos que involucran grupos económicos. El estudio demuestra que, si bien la externalización dentro de grupos económicos no está prohibida, su legalidad depende de la ausencia de subordinación directa y de la autonomía real de la empresa prestadora de servicios. Se concluye que la caracterización de fraude o legalidad debe verificarse en el caso concreto, con base en el análisis de la injerencia administrativa, la afectación personal y la subordinación del trabajador subcontratado en relación con la empresa receptora de los servicios.This article aims to analyze the legality of subcontracting between companies within the same economic group in light of Brazilian legislation and jurisprudence. It begins by discussing the regulatory evolution of subcontracting in Brazil, addressing the Consolidation of Labor Laws (CLT), Ruling 331 of the Superior Labor Court (STJ), and the changes introduced by the 2017 Labor Reform (Law 13.467/2017). Next, it examines the concept of an economic group for labor law purposes, highlighting its configuration and the effects of joint and several liability provided for in Article 2, § 2, of the CLT. The analysis delves into the binding jurisprudence established by the Supreme Federal Court (STF) in Case 725, which consolidated the legality of unrestricted subcontracting, as well as the STF's use of the distinction technique to avoid applying this jurisprudence in cases involving economic groups. The study demonstrates that, although outsourcing within economic groups is not prohibited, its legality depends on the absence of direct subordination and the real autonomy of the service provider company. It is concluded that the characterization of fraud or legality must be verified in the specific case, based on an analysis of administrative interference, personal involvement, and the subordination of the outsourced worker in relation to the company receiving the services.O presente artigo tem por objetivo analisar a legalidade da terceirização entre empresas de um mesmo grupo econômico à luz da legislação e de importantes precedentes da Justiça Brasileira. Inicialmente, discorre-se sobre a evolução normativa da terceirização no Brasil, abordando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e as alterações introduzidas pela Reforma Trabalhista de 2017 (Lei 13.467/2017). Em seguida, examina-se o conceito de grupo econômico para fins trabalhistas, destacando sua configuração e os efeitos da responsabilidade solidária prevista no artigo 2º, §2º, da CLT. A análise se aprofunda na tese vinculante firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 725, que consolidou a licitude da terceirização irrestrita, bem como no uso da técnica do distinguishing pelo STF para afastar a aplicação dessa tese nos casos que envolvem grupos econômicos. O estudo demonstra que, embora a terceirização dentro de grupos econômicos não seja proibida, sua licitude depende da ausência de subordinação direta e da real autonomia da empresa prestadora de serviços. Conclui-se que a caracterização de fraude ou licitude deve ser verificada no caso concreto, a partir da análise da ingerência administrativa, da pessoalidade e da subordinação do trabalhador terceirizado em relação à empresa tomadora de serviços
Uma Repressão que Nunca Termina: Organização de Familiares e Militantes Anticarcereiros Diante da “Incerteza”, “Espera” e “Confusão” Durante a Pandemia de Covid-19.
https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/93191
Este artículo analiza las formas en que familiares de personas privadas de la libertad y militantes enfrentan la violencia institucional al interior de las cárceles de Córdoba (Argentina) durante la pandemia del COVID-19. A través del trabajo de campo etnográfico se exploran los modos en que la “incertidumbre”, la “confusión” y la “espera” operan como dispositivos que estructuran la experiencia carcelaria.
Asimismo, el texto reflexiona sobre el rol de la intervención antropológica en estos contextos. El trabajo de campo incluyó el acompañamiento del reclamo de los interlocutores, la producción colectiva de datos estadísticos sobre muertes y contagios y la organización de una conferencia de prensa, entre otras actividades, junto a familiares, organizaciones sociales y movimientos de derechos humanos. A lo largo de esta pesquisa, se reconstruyen los cruces entre las demandas acuciantes al Estado y el lugar ocupa la labor etnográfica en la vehiculización de esas peticiones, en un escenario marcado por el terror. https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/93191
This article analyzes how relatives of incarcerated individuals and activists confront institutional violence within prisons in Córdoba (Argentina) during the COVID-19 pandemic. Through ethnographic fieldwork, it explores the ways in which "uncertainty," "confusion," and "waiting" operate as devices that structure the prison experience.
Furthermore, the text reflects on the role of anthropological intervention in these contexts. The fieldwork included accompanying the interlocutors' demands, the collective production of statistical data on deaths and and contagions, and organizing a press conference, among other activities, alongside family members, social organizations, and human rights movements. Throughout this research, the intersections between urgent demands to the State and the role of ethnographic work in channeling these requests are reconstructed, in a scenario marked by terror.https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/93191
Este artigo analisa as formas pelas quais familiares de pessoas privadas de liberdade e militantes enfrentaram a violência institucional no interior das prisões de Córdoba (Argentina) durante a pandemia de COVID-19. A partir de um trabalho de campo etnográfico, exploram-se os modos pelos quais a “incerteza”, a “confusão” e a “espera” operam como dispositivos que estruturam a experiência carcerária.
O texto também reflete sobre o papel da intervenção antropológica nesses contextos. O trabalho de campo incluiu o acompanhamento das demandas dos interlocutores, a produção coletiva de dados estatísticos sobre mortes e contágios, e a organização de uma coletiva de imprensa, entre outras atividades, junto a familiares, organizações sociais e movimentos de direitos humanos. Ao longo da pesquisa, são reconstruídos os cruzamentos entre as demandas urgentes dirigidas ao Estado e o lugar ocupado pelo trabalho etnográfico na veiculação dessas reivindicações em um cenário marcado pelo terror
Mental health related to work in international cooperation for the promotion of decent work
This article summarizes the findings of an investigation into the following research problem: is there consensus and/or disagreement regarding diagnostic analyses and recommendations on mental health at work (MHW) within the International Labour Organization (ILO), the World Health Organization (WHO) and the United Nations Development Programme (UNDP)? Method:The research started from the premise that MHW is part of the multidimensional notion of Decent Work, advocated by the ILO and, consequently, endorsed by SDG 8 of the 2030 Agenda. Results: After using an eminently documental method, systematizing, describing and analysing documents produced by the aforementioned international institutions that have dealt with the theme of MHW, it was concluded that this motto has only recently come to occupy a space of specific attention in the studies of the three bodies examined, especially the ILO and WHO. Contributions: On the other hand, these studies, although prevalently convergent in their diagnoses and recommendations, are still very much in their initial stages and have excessively limited and perfunctory approaches to a phenomenon that is ontologically complex because it encompasses, in an imbricated and correlated way, not only psychic aspects, but also social, political and economic aspects of life experienced under a neoliberal capitalist societal model.Este estudo artigo sintetiza os achados de investigação do seguinte problema de pesquisa: há consensos e/ou dissensos a respeito das análises diagnósticas e das recomendações atinentes à saúde mental relacionada ao trabalho (SMRT) nos âmbitos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)? A investigação partiu da premissa segundo a qual a SMRT compõe a noção multidimensional de Trabalho Decente, preconizada pela OIT e, consequentemente, encampada pelo ODS 8 da Agenda 2030. Após emprego do método eminentemente documental, realizado mediante sistematização, descrição e análise de documentos produzidos pelas referidas instituições internacionais que tenham abordado o tema da SMRT, concluiu-se que este mote passou a ocupar, apenas recentemente, espaço de atenção específica nos estudos das três instâncias examinadas, com destaque para OIT e OMS. Por outro lado, tais estudos, conquanto prevalentemente convergentes em seus diagnósticos e recomendações, ainda se mostram sobremaneira iniciais e com abordagens excessivamente limitadas e perfunctórias frente a um fenômeno ontologicamente complexo por abarcar, de modo imbricado e correlacionado, aspectos não apenas psíquicos, mas também sociais, políticos e econômicos da vida experienciada sob um modelo societal capitalista neoliberal
Construction of a building on spouse’s own land – brief jurisprudential commentary (portuguese case)
Este artigo tem como objetivo principal analisar a jurisprudência portuguesa e as diferentes soluções perfilhadas acerca da titularidade do bem quando, na constância do matrimónio, se constrói edificação em terreno próprio do outro cônjuge.
Para o efeito são, entre outros, considerados fundamentalmente os seguintes acórdãos: Supremo Tribunal de Justiça de 30/04/2019; Tribunal da Relação de Lisboa de 8/06/2010; Tribunal da Relação de Guimarães, de 30/06/2022; Tribunal da Relação de Évora, de 25/03/2010; Tribunal da Relação do Porto, de 08/05/2023.
Assim, amplamente, discute-se a aplicação do regime das benfeitorias, da acessão e da aplicação do regime matrimonial, mais concretamente do art. 1726º do CC.
Atenta à especificidade da situação e ao impacto prático na vida do ex-casal, entendemos dever aplicar-se o regime do artigo 1726º, propondo, pois, que o legislador proceda a um juízo definitivo, através do aditamento de um número ao preceito legal que permita a sua indubitável adoção.This article's main objective is to analyze Portuguese jurisprudence and the different solutions adopted regarding the ownership of property when, during the marriage, a building is constructed on land belonging to the other spouse.
For this purpose, among others, the following judgments are fundamentally considered: Supreme Court of Justice of 04/30/2019; Lisbon Court of Appeal of 06/8/2010; Court of Appeal of Guimarães, of 06/30/2022; Court of Appeal of Évora, of 03/25/2010; Porto Court of Appeal, of 05/08/2023.
Thus, the application of the regime of improvements, accession and application of the matrimonial regime, more specifically of article 1726 of the Portuguese Civil Code.
Aware of the specificity of the situation and the practical impact on the life of the ex-couple, we believe that the regime of article 1726 should be applied, therefore proposing that the legislator make a definitive judgment, by adding a number to the legal precept that allows its undoubted adoption
THE BLACK LITTLE PRINCE AND THE TEACHING INTERNSHIP FROM AN ANTI-RACIST PERSPECTIVE
Esta investigación se refiere a la acción pedagógica tematizada por El Principito Negro como un recurso para valorizar la dimensión étnico-racial del niño, concretada en las prácticas supervisadas con niños de Educación Infantil y Educación Básica, en el curso de Pedagogía de la Universidad Estatal Vale do Acaraú. El objetivo de la investigación es señalar caminos de aprendizaje de la docencia a partir de la educación antirracista. La metodología fue de enfoque cualitativo (Lüdke; André, 2022), con el dispositivo de la práctica pedagógica relacionada con la Metáfora del Árbol (Lima, 2009). Los resultados obtenidos son el entrelazamiento de las identidades negras y la ancestralidad en la enseñanza antirracista, a través de intervenciones que conectaron a los niños con la cultura afrobrasileña. En resumen, las identidades negras se nutrieron de la simbología de los baobabs en la historia del Pequeño Príncipe Negro, en la que el «yo-baobá» se constituye en la colectividad, en la historia y en el protagonismo de la negritud en el contexto social.This research concerns pedagogical action themed by Black Little Prince as a resource for valuing the ethnic-racial dimension of the child, concretized in supervised internships with children in Preschool and children in Elementary School, in the Pedagogy program at Acaraú Valley State University. The research objective is to point out learning pathways for teaching based on the anti-racist education. The methodology was a qualitative approach (Lüdke; André, 2022), with the pedagogical practice’s device related to the Tree Metaphor (Lima, 2009). The results obtained are the intertwining of black identities and ancestry in anti-racist teaching through interventions that connected children to afro-brazilian culture. In summary, black identities were nurtured by the baobab’s symbolism in the story of Black Little Prince, in which the self-baobab constitutes himself in the collectivity, history and blackness’s protagonism in the social conjuncture.Esta pesquisa diz respeito à ação pedagógica tematizada pelo Pequeno Príncipe Preto como um recurso de valorização da dimensão étnico-racial da criança, concretizada nos estágios supervisionados com crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, no curso de Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú. O objetivo de pesquisa é apontar caminhos de aprendizagem da docência a partir da educação antirracista. A metodologia foi de abordagem qualitativa (Lüdke; André, 2022), com o dispositivo da prática pedagógica relacionada à Metáfora da Árvore (Lima, 2009). Os resultados obtidos são o entrelaçamento das identidades negras e da ancestralidade na docência antirracista, através de intervenções que conectaram as crianças à cultura afrobrasileira. Em síntese, as identidades negras foram nutridas pela simbologia das baobás na história do Pequeno Príncipe Preto, na qual o “eu-baobá” constitui-se na coletividade, na história e no protagonismo da negritude na conjuntura social
CROSSING THE RIVER: A READING IN THE LIGHT OF THE CONCEPT OF NEO-SLAVE NARRATIVE
The objective of this article is to analyze Caryl Phillips's novel Crossing the River to demonstrate that, alongside its atypical narrative structure, it can be classified as a neo-slave narrative. To this end, we first present a brief retrospective of the theoretical assumptions that guide this subgenre of the novel, its context of emergence, and its characteristics. We then examine the work's constituent parts, emphasizing the narrative's hybrid and polyphonic nature. As our primary theoretical approach, we draw on the perspective of Valerie Smith (2007), who argues that neo-slave narratives have undergone an evolutionary process that, today, embraces a variety of writing styles, producing new forms of aesthetic experience, while also undertaking a critical review of the historical past.O objetivo do artigo é analisar o romance A travessia do rio, de Caryl Phillps, de modo a demonstrar que, a par de sua estrutura narrativa atípica, ele pode ser classificado com uma neonarrativa de escravidão. Para tanto, inicialmente, apresentamos uma breve retrospectiva dos pressupostos teóricos que norteiam esse subgênero do romance, o seu contexto de surgimento e suas características. Em seguida, examinamos as partes que compõem o romance de Phillips, enfatizando o caráter hibrido e polifônico da narrativa. Como principal abordagem teórica, recorremos à perspectiva de Valerie Smith (2007), para quem as neonarrativas de escravidão passaram por um processo evolutivo que, hodiernamente, abraça uma variedade de estilos de escrita, produzindo novas formas de experiência estética, ao mesmo tempo em que empreende uma revisão crítica do passado histórico
desegregating the community of inquiry in philosophy for / with children: a dialogue on racism
This dialogical article examines persistent challenges in engaging racism, colonialism, and white supremacy within the theory and practice of Philosophy for/with Children (P4/wC). Framed as a mutual interview between two long-standing colleagues, the dialogue revisits formative encounters in the P4/wC community and situates them within broader intellectual traditions, including American pragmatism, deliberative democracy, and Africana philosophy. Drawing on personal experience, archival material, and critical scholarship, the authors interrogate the metaphilosophical assumptions underpinning the “community of inquiry,” particularly its commitments to reasonableness, consensus, and democratic dialogue. Concepts such as the “gated community of inquiry,” white ignorance, nonideal theory, and insurrectionist ethics are mobilized to illuminate how norms of reasonableness can function as mechanisms of exclusion. Rather than abandoning dialogue, the authors explore the possibilities for reconstructing the community of inquiry in light of nonideal realities, positioning it as a site not only of deliberation but of critical transformation.Este artículo dialógico examina los desafíos persistentes para abordar el racismo, el colonialismo y la supremacía blanca en la teoría y la práctica de la Filosofía para/con Niñas y Niños (Fp/cN). Enmarcado como una conversación entre dos colegas de larga trayectoria, el diálogo retoma encuentros formativos en la comunidad FpcN y los sitúa dentro de tradiciones intelectuales más amplias, como el pragmatismo estadounidense, la democracia deliberativa y la filosofía africana. Basándose en su experiencia personal, material de archivo y estudios críticos, los autores interrogan los supuestos metafilosóficos que sustentan la "comunidad de investigación", en particular su compromiso con la razonabilidad, el consenso y el diálogo democrático. Conceptos como la "comunidad de investigación cerrada", la ignorancia blanca, la teoría no ideal y la ética insurreccional se movilizan para ilustrar cómo las normas de razonabilidad pueden funcionar como mecanismos de exclusión. En lugar de abandonar el diálogo, los autores exploran las posibilidades de reconstruir la comunidad de investigación a la luz de realidades no ideales, posicionándola no solo como un espacio de deliberación, sino también de transformación crítica.Esse artigo dialógico examina os persistentes desafios para abordar o racismo, o colonialismo e a supremacia branca na teoria e prática da Filosofia para/com Crianças (Fp/cC). Concebido como uma entrevista mútua entre dois colegas de longa data, o diálogo revisita encontros formativos da comunidade de Fp/cC e os situa dentro de tradições intelectuais mais amplas, incluindo o pragmatismo estadunidense, a democracia deliberativa e a filosofia africana. Baseando-se em suas experiências pessoais, arquivos materiais e estudos críticos, os autores interrogam as hipóteses meta-filosóficas que sustentam a “comunidade de investigação”, especialmente seu compromisso com a razoabilidade, o consenso e o diálogo democrático. Conceitos como o de “comunidade de investigação fechada”, ignorância branca, teoria não-ideal e ética insurrecional são mobilizados para ilustrar como as normas da razoabilidade podem funcionar como mecanismos de exclusão. Em vez de abandonar o diálogo, os autores exploram as possibilidades de reconstruir a comunidade de investigação sob a luz de realidades não-ideais, posicionando-a não apenas como um lugar de deliberação, mas de transformação crítica
PEDAGOGICAL CONVERSATIONS AS A TRAINING STRATEGY FOR PROFESSIONAL INSERTION FOR LITERACY TEACHERS
In this article, a training proposal on the professional insertion of literacy teachers developed in a research group is discussed. The objective was to investigate whether the Pedagogical Conversations, proposed by Franco (2019), meet the needs presented by teachers, thus contributing to their professional development. Methodologically, Pedagogical Conversations were adopted as a formative investigative strategy, with the results of the discussion circles being the main instruments of analysis. The results showed that this strategy favored research and training processes, in which “other people's words” were incorporated, transformed, refuted, refuted, contributing to the constitution of personal and collective discourses about the knowledge necessary to teach literacy. If there is one conclusion that we can draw from this work, it is that the Pedagogical Conversations established authorship even in the midst of many other voices that permeated the teachers' speeches. From this perspective, we can say that the training activities carried out in a dialogical way, shared in the research group, have constituted a space for teachers at the beginning of their careers to guarantee their voices in the construction of their profession, in a constant dialogue between their discourse and the many “other people’s words” that emerge in the midst of the needs that arise.
Keywords: teacher training; teaching insertion; pedagogical conversations.Neste artigo, discute-se uma proposta de formação voltada à inserção profissional de professoras alfabetizadoras, realizada no âmbito de um grupo de pesquisa. O objetivo consistiu em investigar se as conversas pedagógicas, propostas por Franco (2019), atendem às necessidades reveladas pelas docentes, contribuindo, assim, para o seu desenvolvimento profissional. Metodologicamente, as conversas pedagógicas foram adotadas como estratégia investigativa formativa, tomando-se os registros das rodas de discussões como principais instrumentos de análise. Os resultados evidenciaram que essa dinâmica favoreceu processos de investigação e formação: “palavras alheias” foram incorporadas, transformadas, rebatidas e refutadas, colaborando na constituição de discursos pessoais e coletivos acerca dos conhecimentos necessários à alfabetização. Conclui-se, neste trabalho, que as conversas pedagógicas instauraram a autoria, mesmo em meio a muitas outras vozes que atravessaram os discursos das professoras. Por esse viés, pode-se ainda dizer que as atividades formativas, desenvolvidas de forma compartilhada no grupo de pesquisa, têm se constituído como um espaço para que docentes em início de carreira garantam suas vozes na construção de sua profissão - num diálogo constante entre o próprio discurso e as muitas “palavras alheias” que vão surgindo em meio às necessidades que se apresentam no cotidiano escolar.
Palavras-chave: formação de professores; inserção docente; conversas pedagógicas.En este artículo se discute una propuesta de formación sobre la inserción profesional de alfabetizadores desarrollada en un grupo de investigación. El objetivo fue investigar si los Conversatorios Pedagógicos, propuestos por Franco (2019), satisfacen las necesidades que presentan los docentes, contribuyendo así a su desarrollo profesional. Metodológicamente, se adoptaron las Conversaciones Pedagógicas como estrategia investigativa formativa, siendo los resultados de los círculos de discusión los principales instrumentos de análisis. Los resultados mostraron que esta estrategia favoreció procesos de investigación y formación, en los que “palabras ajenas” fueron incorporadas, transformadas, refutadas, refutadas, contribuyendo a la constitución de discursos personales y colectivos sobre los conocimientos necesarios para alfabetizar. Si hay una conclusión que podemos sacar de este trabajo es que las Conversaciones Pedagógicas establecieron la autoría incluso en medio de muchas otras voces que permearon los discursos de los docentes. Desde esta perspectiva, podemos decir que las actividades de formación realizadas de manera dialógica, compartidas en el grupo de investigación, han constituido un espacio para que docentes en el inicio de su carrera garanticen su voz en la construcción de su profesión, en un constante diálogo entre su discurso y las muchas “palabras ajenas” que emergen en medio de las necesidades que surgen.
Palabras clave: formación de docentes; inserción docente; conversaciones pedagógicas
POLÍTICAS MONSTRUOSAS, CURRICULUM E INSURGENCIAS COTIDIANAS CONTRA EL FASCISMO
Los aportes y críticas de las teorías queer y los estudios cotidianos, decoloniales, subalternos y de giro afectivo conciben los cuerpos y las emociones como superficies centrales en las que acontece a través de prácticas de disciplinamiento y normalización, el proceso de humanización y de identidad, por ende también de deshumanización y desidentificación. La escuela, encargada de la socialización de las nuevas generaciones, se ha constituido en unos de los espacios centrales desde los cuales se llevan adelante procesos de subjetivación legitimando determinadas maneras de ser y estar en el mundo como humanas, al mismo tiempo que, ofreciendo modos para elaborar y simbolizar la otredad. El siguiente artículo tiene por objetivo reflexionar sobre el lugar de lo monstruoso en la escuela, advertir las maneras en las cuales se han fabricado, no sin tensión, estas figuras que acaban en segregación y odio, como así también reconocer su potencia de reinvención, al ofrecer formas de exploración y variación de cuerpos y afectos, resistencias e insurgencias cotidianas que interpelan las aulas y los saberes pedagógicos.The contributions and critiques of queer theory and everyday, decolonial, subaltern, and affective turn studies conceive of bodies and emotions as central surfaces where, through practices of discipline and normalization, the process of humanization and identity unfolds, and consequently, so does the process of dehumanization and disidentification. The school, co-responsible for the socialization of new generations, has become one of the central spaces from which processes of subjectivation take place, legitimizing, not without tension, certain ways of being and existing in the world as humans, while simultaneously offering ways to elaborate and symbolize otherness. This article aims to reflect on the place of the monstrous in school, examine the ways in which these figures, culminating in segregation and hatred, have been constructed, and recognize their potential for reinvention, offering forms of exploration and variation of bodies and affects, resistances and everyday insurgencies that challenge classrooms and pedagogical knowledge.Los aportes y críticas de las teorías queer y los estudios cotidianos, decoloniales, subalternos y de giro afectivo conciben los cuerpos y las emociones como superficies centrales en las que acontece a través de prácticas de disciplinamiento y normalización, el proceso de humanización y de identidad, por ende también de deshumanización y desidentificación. La escuela, encargada de la socialización de las nuevas generaciones, se ha constituido en unos de los espacios centrales desde los cuales se llevan adelante procesos de subjetivación legitimando determinadas maneras de ser y estar en el mundo como humanas, al mismo tiempo que, ofreciendo modos para elaborar y simbolizar la otredad. El siguiente artículo tiene por objetivo reflexionar sobre el lugar de lo monstruoso en la escuela, advertir las maneras en las cuales se han fabricado, no sin tensión, estas figuras que acaban en segregación y odio, como así también reconocer su potencia de reinvención, al ofrecer formas de exploración y variación de cuerpos y afectos, resistencias e insurgencias cotidianas que interpelan las aulas y los saberes pedagógicos
Editorial
O ano de 2026 inicia, para Teias, com a boa notícia de que somos A1, segundo a avaliação do Qualis Periódicos, referente ao quadriênio 2021-2024. Essa conquista é fruto do trabalho de uma equipe comprometida técnica, acadêmica, ética e politicamente com a publicação de textos igualmente atentos à realidade social e à humanidade. Entendemos essa notícia não apenas como resultado do cumprimento das exigências formais das métricas avaliativas, cada vez mais rigorosas, mas a recebemos com a satisfação de que isso também se deve ao contínuo trabalho de construção de um canal de produção e publicização orientado por esses mesmos princípios. A pesquisadora Marielle Macé convoca em seu livro “Siderar, considerar: migrantes, formas de vida” (2018) a ira, como sentimento que nos mobiliza de verdade a levar em consideração a vida na sua plenitude – composta de beleza, poesia, mas também de precariedade e descompassos. Do ponto de vista político (e humano), a ira não pode ser acionada apenas pelas nossas conveniências e interesses privados, mas deve nos conduzir a um “nós”, instituído por uma causa, uma luta, uma tarefa, “[...] um horizonte de uma vida comum passível de ser compartilhada” (Moraes, 2018, p. 9). Para isso, diz Macé (2018, p. 46): “é preciso evidentemente ver, ver, ver, em toda parte, o sofrimento, a dor, as tensões, porque eles estão em toda parte; mas é preciso também reconhecer as vidas aqui vivas e vividas”. Ira, comprometimento e consideração são tomados, pela autora, como a gramática que deve guiar nosso caminhar pelo mundo, como aquela que nos leva a compadecermo-nos com os sofrimentos, a sair de si e também a estar atentos às nossas realizações e “esperanças desmedidas”