Portal de Publicações Eletrônicas da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
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can the center speak for the subaltern? moving across the borders to decolonize philosophy for children (p4c)
This article offers a postcolonial critique of Philosophy for Children (P4C), arguing that despite its democratic aspirations, the program risks reproducing epistemic violence and colonial hierarchies in racial, colonial, and Indigenous contexts. Drawing on Gayatri Chakravorty Spivak’s “Can the subaltern speak?”, it examines how P4C’s universalist and Eurocentric foundations structurally silence subaltern voices by privileging the norms of Anglo-American analytic philosophy and marginalizing alternative epistemologies. Spivak’s concept of “epistemic violence” shows that even well-intentioned attempts at inclusion can reinforce subaltern invisibility when their speech remains unintelligible within dominant knowledge systems. In response to the impossibility that Spivak identifies, which closes off the possibility of authentic subaltern speech, I engage with Henry Giroux’s concept of “border pedagogy” to explore ways of decolonizing P4C. Giroux reimagines educational spaces as sites of critical negotiation where dominant and subaltern knowledge systems meet, encouraging border crossing practices that question claims to epistemic neutrality. Border pedagogy supports contextualized and pluralistic inquiry that values oral, narrative, and affective modes of reasoning alongside canonical traditions. The article proposes considerations and strategies for implementing a decolonial P4C praxis, including the use of ethnographic listening, the integration (and interrogation) of popular culture and Indigenous knowledge systems. By synthesizing Spivak’s diagnostic critique with Giroux’s practical considerations, this article’s effort is to reposition P4C as a potential site for epistemic justice, pluralistic dialogue, and transformative education accountable to history, difference, and power.Esse artigo apresenta uma crítica pós-colonial da Filosofia para Crianças (FpC), apontando que, apesar de suas aspirações democráticas, o programa corre o risco de reproduzir a violência epistêmica e as hierarquias coloniais em contextos raciais, coloniais e indígenas. A partir de “Pode o subalterno falar?”, de Gayatri Chakravorty Spivak, o artigo analisa como os fundamentos universalistas e eurocêntricos da FpC silenciam estruturalmente as vozes subalternas, na medida em que privilegiam as normas da filosofia analítica anglo-americana e marginalizam epistemologias alternativas. O conceito de “violência epistêmica” de Spivak mostra que até mesmo as tentativas bem-intencionadas de inclusão podem reforçar a invisibilidade dos subalternos quando seus discursos permanecem incompreensíveis dentro dos sistemas de conhecimento dominantes. Em resposta à impossibilidade que Spivak identifica, que encerra a possibilidade de um discurso subalterno autêntico, abordamos o conceito de “pedagogia fronteiriça”, de Henry Giroux, para explorar maneiras de decolonializar a FpC. Giroux reimagina os espaços educativos como lugares de negociação crítica, onde os sistemas de conhecimento dominantes e subalternos convergem, fomentando práticas transfronteiriças que questionam as reivindicações de neutralidade epistêmica. A pedagogia fronteiriça promove a indagação contextualizada e pluralista que valoriza os modos de raciocínio oral, narrativo e afetivo, junto com as tradições canônicas. O artigo propõe considerações e estratégias para a implementação de uma práxis decolonial da FpC, incluindo o uso da escuta etnográfica, a integração (e interrogação) da cultura popular e os sistemas de conhecimento indígenas. Ao sintetizar a crítica diagnóstica de Spivak com as considerações práticas de Giroux, esse artigo busca reposicionar a FpC como um potencial espaço para a justiça epistêmica, o diálogo pluralista e a educação transformadora, responsável perante a história, a diferença e o poder.Este artículo ofrece una crítica poscolonial de Filosofía para Niños (FPN), argumentando que, a pesar de sus aspiraciones democráticas, el programa corre el riesgo de reproducir la violencia epistémica y las jerarquías coloniales en contextos raciales, coloniales e indígenas. Basándose en ¿Puede hablar el subalterno? de Gayatri Chakravorty Spivak, examina cómo los fundamentos universalistas y eurocéntricos de la FPN silencian estructuralmente las voces subalternas al privilegiar las normas de la filosofía analítica angloamericana y marginar las epistemologías alternativas. El concepto de "violencia epistémica" de Spivak muestra que incluso los intentos bienintencionados de inclusión pueden reforzar la invisibilidad de los subalternos cuando su discurso permanece ininteligible dentro de los sistemas de conocimiento dominantes. En respuesta a la imposibilidad que Spivak identifica, que cierra la posibilidad de un discurso subalterno auténtico, abordo el concepto de "pedagogía fronteriza" de Henry Giroux para explorar maneras de descolonizar la FpN. Giroux reimagina los espacios educativos como espacios de negociación crítica donde convergen los sistemas de conocimiento dominantes y subalternos, fomentando prácticas transfronterizas que cuestionan las reivindicaciones de neutralidad epistémica. La pedagogía fronteriza promueve la indagación contextualizada y pluralista que valora los modos de razonamiento oral, narrativo y afectivo, junto con las tradiciones canónicas. El artículo propone consideraciones y estrategias para implementar una praxis descolonial de FpN, incluyendo el uso de la escucha etnográfica, la integración (e interrogación) de la cultura popular y los sistemas de conocimiento indígenas. Al sintetizar la crítica diagnóstica de Spivak con las consideraciones prácticas de Giroux, este artículo busca reposicionar la FpN como un espacio potencial para la justicia epistémica, el diálogo pluralista y la educación transformadora, responsable ante la historia, la diferencia y el poder
The Cow Conspiracy: Communication and Sustainability Through the Lens of Cowspiracy (2014): Comunicação e Sustentabilidade à luz de Cowspiracy (2014)
The documentary Cowspiracy: The Sustainability Secret (2014), directed by Kip Andersen and Keegan Kuhn, presents an investigation that seeks to understand who the main contributors to the planet’s environmental degradation are and what measures are being taken to reverse this situation. The film stems from Andersen’s personal concern; worried about climate change, he adopts sustainable habits in his daily life. However, as he delves deeper into his research, the director realizes that his individual actions, no matter how well-intentioned, had very little practical impact when compared to the damage caused by the livestock industry to the planet.
Keywords: Sustainability; Environmental Degradation; Animal Agriculture, Climate chang
Cobertura 01: uma nova narrativa sobre Ipanema a partir de um curta-metragem
A “aura” de Ipanema está ligada diretamente a contínua onda migratória, entre 1930 e 1980, que levou imigrantes de várias regiões do nordeste para o Rio de Janeiro. Muitos nordestinos não apenas participaram da construção dos edifícios, como também ocuparam o posto de porteiro do prédio, residindo em pequenas moradias construídas dentro dos mesmos. O presente artigo tem a proposta de repensar a história de Ipanema através do curta-metragem chamado, Cobertura 01. O filme é um documentário universitário, produzido em 2010. Pela perspectiva dos filhos de porteiros, ele oferece uma narrativa sobre a zona sul carioca, revelando uma complexa relação de convivência social dentro de espaços considerados nobres.The "aura" is directly linked to the continuous migratory wave between 1930 and 1980, which brought immigrants from various regions of the Northeast to Rio de Janeiro. Many Northeasterners not only participated in the construction of the buildings but also took on the role of doormen, living in small dwellings built within the same buildings. This article aims to rethink the history of Ipanema through the short film Cobertura 01. The film is a university documentary produced in 2010. From the perspective of the doormen’s children, it offers a narrative about the South Zone of Rio de Janeiro, revealing a complex social coexistence within spaces considered noble
Modelos contratuais contemporâneos: a análise jurídica dos Temas 29 e 30/TST à luz da jurisprudência do STF
O trabalho analisa as controvérsias jurídicas colocadas nos Temas 29 e 30, atualmente em julgamento pelo TST, com foco nas questões de competência jurisdicional e no mérito das controvérsias. Examina-se a evolução da jurisprudência do STF, que reconheceu a validade constitucional da terceirização e da pejotização como formas legítimas de organização do trabalho. Aponta-se que a Justiça do Trabalho tem resistido a essa orientação, o que motivou a instauração dos IRRs que deram origem aos referidos temas. O estudo distingue tecnicamente as relações empregatícias, empresariais e societárias e conclui que a Justiça do Trabalho é incompetente para julgar os casos dos Temas 29 e 30, pois envolvem, inicialmente, a validade de contratos empresariais. No mérito, demonstra-se que o reconhecimento de vínculo de emprego no Tema 29 só é possível diante de simulação contratual comprovada e má-fé da tomadora, enquanto no Tema 30 a caracterização de vínculo é inviável em razão da constituição voluntária da pessoa jurídica pelo prestador e da incidência do princípio do venire contra factum proprium
O Enfoque de Direitos Humanos aplicado às relações de trabalho
Trata-se de resenha da obra que tem como eixo central a transposição da teoria do Enfoque de Direitos Humanos (EDH), originalmente desenvolvido para a formulação de políticas públicas, com o objetivo de ampliar a efetividade dos direitos sociais e reposicionar a centralidade da pessoa trabalhadora nas relações laborais.
A proposta de D’Ambroso é que o Direito do Trabalho seja interpretado e aplicado a partir da centralidade da dignidade da pessoa humana, superando a ideologia contratualista que reduz o trabalho a uma mercadoria ou obrigação civil cada vez mais penetrado pelo critério da utilidade econômica, como único para avaliação das coisas.
O compromisso com a dignidade da pessoa humana e a justiça social permeia toda a obra, que busca visibilizar o trabalhador como ser humano indissociável do objeto (trabalho) e, portanto, não mercantilizável, e empoderar a classe despossuída. A obra se posiciona contra a "necropolítica" e o "necrodireito", defendendo uma perspectiva libertária e emancipadora que visa a transformar a realidade das relações de trabalho.
A partir de um viés crítico-humanista, o autor defende que não há um “contrato de trabalho”, mas um Direito Humano ao trabalho e que os Direitos Humanos, como valores universalmente reconhecidos, possuem uma fundamentalidade superior aos demais bens jurídicos, tecendo particular consideração sobre a dignidade da pessoa humana, a função social da propriedade e o valor social do trabalho
Public Lands and Land Institutions in the State of Rio de Janeiro (1890–2020): a tale of gaps
Tratamos sobre as instituições do Estado do Rio de Janeiro que tentaram identificar terras devolutas desde fins do século XIX. Constatamos grande descontinuidade administrativa, o que impediu a consolidação dum campo profissional específico. Concluímos que, menos que ineficiência burocrática, como proporiam os autores neoinstitucionalistas, as vicissitudes das instituições fundiárias fluminenses estiveram muito mais atreladas a uma contradição entre projetos dentro do âmbito das elites: o controle do território pelo Estado e os interesses dos latifundiários, cujo meio privilegiado de apropriação da terra é a violência. O propósito último da discussão é contribuir para a construção dum modelo sócio-histórico totalizante da dinâmica fundiária no Rio de Janeiro dos séculos XX e XXI.This paper discusses the institutions in the state of Rio de Janeiro that have been involved in finding public lands since the end of the 19th century. There have been great administrative gaps between the institutions, which prevented the emergence of a competent professional field. We conclude that, less than just bureaucratic inefficiency, as neo-institutionalist authors would surmise, Rio de Janeiro’s land institutions were much more hampered by a structural contradiction: territorial control by the state and unchecked land grabbing by the big landowners. The ultimate aim of the discussion is to build a comprehensive socio-historical model of land dynamics in Rio de Janeiro in the 20th and 21st centuries
A Escrita da história regional e os usos do passado: cultura histórica e Amaralismo (déc. 1930-1950)
1960s. During this period, a political culture was established that maintained practices from the previous period, but incorporated new dynamics specific to its period. The concept of political culture incorporates a reading of the past, which positively or negatively connotes periods, characters, events, referential texts and, mainly, a narrative of the past itself. In this sense, studying a political culture, working with its formation and dissemination, is seeking to understand how a certain interpretation of the past is produced and consolidated, integrating itself into theimagination or collective memory of social groups. This article aims to analyze the relationship established between the Amaralist political project, the writing of history and the uses of the past between the 1930s and 1950s, in the State of Rio de Janeiro. The speeches about the past produced then were associated with projects to uplift the state on the national scene.O Amaralismo se constituiu como corrente política fluminense entre os anos de 1930 e 1960. Nesse período instituiu-se uma cultura política que mantinha práticas do período precedente, mas que incorporava novas dinâmicas específicas do seu período. O conceito de cultura política incorpora uma leitura do passado, que conota positiva ou negativamente períodos, personagens, eventos, textos referenciais e, principalmente, uma narrativa do próprio passado. Nesse sentido, estudar uma cultura política, trabalhar com a sua formação e divulgação, é buscar compreender como uma certa interpretação do passado é produzida e consolidada, integrando-se ao imaginário ou à memória coletiva de grupos sociais. Este artigo objetiva analisar a relação firmada entre o projeto político amaralista, a escrita da história e os usos do passado ente as décadas de 1930 e 1950, no Estado do Rio de Janeiro. Os discursos sobre o passado então produzidos associavam-se aos projetos de soerguimento do estado no cenário nacional
GEOGRAFÍA Y TOPONIMIA:: HISTORIA, PERSPECTIVAS Y AGENDAS DE INVESTIGACIÓN EN BRASIL
Considerando que los estudios toponímicos en Brasil siguen tradicionalmente fundamentados en la lingüística, el objetivo es trazar un panorama de los estudios toponímicos geográficos en el país. Para ello, analizamos los números de la Revista Brasileira de Geografia de 1939 a 2005, en busca de investigaciones sobre toponimia, con el fin de identificar los enfoques y tendencias adoptados por estos estudios geográficos. Para complementar este análisis e incluir las perspectivas contemporáneas, realizamos un levantamiento de trabajos específicos de geógrafos, publicados entre 2002 y 2023, también enfocados en la toponimia. De este modo, se observa que las investigaciones toponímicas en Brasil han contribuido históricamente a la construcción de una identidad geopolítica y, a pesar de los avances, aún están fuertemente influenciadas por la lingüística. Esto permite concluir que existe una necesidad urgente de un enfoque crítico de la toponimia en la geografía brasileña, que revele cómo los nombres de los lugares son moldeados por fuerzas sociales, políticas y culturales, exponiendo las desigualdades y las relaciones de poder en los procesos de nominación.Considerando que os estudos toponímicos no Brasil permanecem tradicionalmente fundamentados na linguística, objetiva-se traçar um panorama dos estudos geográficos toponímicos no país. Para tanto, analisamos os números da Revista Brasileira de Geografia de 1939 a 2005, em busca de pesquisas sobre toponímia, visando identificar as abordagens e tendências adotadas por esses estudos geográficos. Para complementar essa análise e incluir as perspectivas contemporâneas, realizamos um levantamento de trabalhos específicos de geógrafos, publicados entre 2002 e 2023, também voltados à toponímia. Desse modo, observa-se que as investigações toponímicas no Brasil historicamente contribuíram para a construção de uma identidade geopolítica e, apesar de avanços, ainda são fortemente influenciadas pela linguística. O que permite concluir que há uma demanda urgente por uma abordagem crítica da toponímia na geografia brasileira, que revele como os nomes de lugares são moldados por forças sociais, políticas e culturais, expondo as desigualdades e as relações de poder nos processos de nomeação
A triangulação metodológica no estudo da percepção ambiental em geografia
O estudo da Percepção Ambiental (PA) cumpre uma mais diversificada gama metodológica em diferentes campos do conhecimento científico. O objectivo desta pesquisa é avaliar a aplicabilidade da Triangulação Metodológica (TM) no estudo da PA. Com fundamentos teóricos do estruturalismo e fenomenologia recorreu-se às Técnicas de Observação Livre (TOL), Guiada (TOG) e em Equipe (TOE), envolvendo um grupo de 22 estudantes do 4º ano, curso de graduação em ensino de Geografia na UniRovuma-ISDRB. A mesma foi conduzida no mês de Setembro de 2025 e apurou que a TM mostra-se eficiente na compreensão das relações homem-meio ambiente e vice-versa e concluiu-se que o espaço do troço estudado assume as funções de habitação, provedor de recurso de sobrevivência e meio de deposição de resíduos sólidos urbanos.
Palavras-chave: triangulação metodológica; percepção ambiental; observação.Abstract
The study of Environmental Perception (EP) encompasses a diverse range of methodologies across different fields of scientific knowledge. The objective of this research is to evaluate the applicability of Methodological Triangulation (MT) in the study of EP. With theoretical foundations of structuralism and phenomenology, Free Observation Techniques were used Free Observation (TOL), Guided Observation (TOG), and Team Observation (TOE) techniques were used, involving a group of 22 fourth-year students in the undergraduate Geography program at UniRovuma-ISDRB. The study was conducted in September 2025 and found that MT is effective in understanding human-environment relationships and vice-versa. It was concluded that the studied area serves as a dwelling, a source of survival resources, and a means of urban solid waste disposal.
Keywords: methodological triangulation; environmental perception; observation.