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Outros modos de palavrear: como nasce uma tese com crianças?
To (dis)inform and unmold words accustomed to the harshness of science, we chose to narrate, as a literary genre, how a research thesis with children is born. It was a poetic exercise that made us perform with/in other languages. Choosing to narrate a doctoral thesis emerged as a proposal of feedback on the research to the children. Thus, we sought to share along the lines of this article, with support from Gonçalves (2018), ways of wording through a poetic-scientific essay. Thus, we moved along the path of first-person writing in which the narrator-character is the thesis itself, the object that becomes a person, in a script in which poetry and science are amalgamated. In the arrangements for scientific research up to the moment of its defense, we sought to present a narrative that concerns how a research thesis with children is born, and that mobilizes us to think about how to communicate a thesis to children, that is, presenting the results for the research collaborators.Para (des)informar e desenformar as palavras acostumadas à dureza da ciência, escolhemos narrar, como gênero literário, como nasce uma tese de pesquisa com crianças. Um exercício poético que nos fez performar com/em outras linguagens. Escolher narrar uma tese de doutorado emergiu como uma proposta de devolutiva da pesquisa para as crianças. Assim, buscamos compartilhar nas linhas desse artigo com apoio em Gonçalves (2018), modos de palavrear, por meio de um ensaio poético-científico. Para tanto, nos movemos no caminho de uma escrita em primeira pessoa a qual o narrador-personagem é a própria tese, o objeto que vira gente, num enredo em que se amalgamam poética e ciência. Nos arranjos de uma pesquisa científica até o momento de sua defesa, buscamos apresentar uma narrativa que diz respeito a como nasce uma tese de pesquisa com crianças e que, nessa esteira, nos mobiliza a pensar em como comunicar uma tese para crianças, a devolutiva para os sujeitos colaboradores da pesquisa
Experiências entre corpo e brincar
This text presents two phenomenological incursions experienced during a doctoral internship in Berlin in 2020, the year the SARS-CoV-2 pandemic began. The aim is to highlight the potential of play as a means for children to resist and understand the world, understood here as an expressive and powerful way of dealing with and reinventing reality. As a starting point, I outline a brief overview of how Germany faced the beginning of the pandemic, in order to situate this context between two key elements of the experience: the body and play. In the following sessions, the games created by Nina reveal gaps that allow concrete forms of contesting reality through play. Then, I describe what I was able to "capture" from these experiences with the help of Merleau-Ponty (1999), Manoel de Barros (2010a, 2010b), Milton Santos (1997; 1999), among others. Finally, I propose a conclusion, pointing to play as a subversive and transformative force for children.Este texto traz duas incursões fenomenológicas vivenciadas durante um estágio doutoral em Berlim, em 2020, ano de início da pandemia da Sars-CoV-2. O objetivo é significar as potencialidades de resistência e compreensão do mundo pela criança através do brincar, entendido aqui como uma forma expressiva e potente de lidar com a realidade e reinventá-la. Como ponto de partida traço um sucinto panorama de como a Alemanha enfrentou o início da pandemia, no sentido de situar este contexto entre dois elementos cadenciados na experiência, corpo e brincar. Nas sessões seguintes, as brincadeiras criadas por Nina mostram brechas que possibilitam formas concretas de contestação da realidade através do brincar. Em seguida escrevo um pouco do que pude “captar” dessas experiências com auxílio de Merleau-Ponty (1999), Manoel de Barros (2010a, 2010b), Milton Santos (1997;1999), dentre outros. Ao fim, uma proposta de conclusão, acenando para o brincar como força subversiva e transformadora da criança
Marfim e trabalhadores itinerantes durante a “Partilha da África”
The conventional period of the so-called “Scramble for Africa” (1884-1914) coincides with a large influx of raw ivory into the metropolises. As a commodity in an expanding colonial economy, the ivory trade depended on a series of itinerant African labor groups. From the extraction of tusks to storage, land transport and boarding in seaports, several groups of Africans (guides, hunters, batsmen, porters) were needed until the ivory reached the hands of European workers who, after disembarking and from the distribution of the raw material across different countries, they would transform it into jewelry, piano keys, billiard balls etc. From some examples such as a ivory factory in Germany during the Second Reich, the aim is to retrace the ivory production chain with a focus on the various groups of itinerant African workers. With emphasis on sources from the German colonial press and based on an entangled history (verflochtene Geschichte) between the extraction, transport, storage and transformation of ivory, the purpose of this article aims to connect the work of itinerant Africans with the leisure of sedentary European bourgeoisie around a pool table or a piano.O período convencional da chamada “Partilha da África” (1884-1914) coincide com um grande afluxo de marfim bruto para as metrópoles. Enquanto mercadoria de uma economia colonial em expansão, o comércio de marfim dependeu de uma série de grupos de trabalhadores africanos itinerantes. Desde a extração das presas até a armazenagem, o transporte terrestre e o embarque em portos marítimos, vários grupos de africanos (guias, caçadores, batedores e carregadores) eram necessários até que o marfim chegasse às mãos dos trabalhadores europeus que, depois do desembarque e da distribuição da matéria-prima por diferentes países, o transformariam em joias, teclas de piano, bolas de bilhar, etc. A partir de alguns exemplos como a principal fábrica de marfim da Alemanha do II Reich, busca-se retraçar a cadeia produtiva do marfim com enfoque para os vários grupos de trabalhadores africanos itinerantes. Com destaque para as fontes da imprensa colonial alemã e a partir de uma história entrelaçada (verflochtene Geschichte) entre a extração, o transporte, o armazenamento e a transformação do marfim, a proposta deste artigo visa conectar o trabalho de africanos itinerantes com o lazer da burguesia europeia sedentária em torno de uma mesa de bilhar ou de um piano
Ficar com os espectros: políticas de temporalização da história em um presente fugidio
In this reply, I return to questions from the article “Specters of coloniality-raciality and the plural times of the same”, in dialogue with the comments of María Inés Mudrovcic, Arthur Avila, Ana Paula Silva Santana, André da Silva Ramos, Allan Kardec da Silva Pereira and Marcello Assunção, to problematize what I call the “inclusive opening” of historiographies in the pluralization of their subjects and objects. I explore the notion of politics of time as a racialized temporal synchronization device that normalizes the alterities of subaltern subjects to, subsequently, discuss the possibility of an ethics of historical representation as a gesture of critical desynchronization of the spectral experience of traumatic pasts. Finally, I argue that coloniality and raciality can be understood as a spectrum, insofar as both designate logics that are not easily grasped by synchrony, succession, or linear connection between times of “then” and “now”.Esta réplica consiste em uma retomada de questões do artigo “Espectros da colonialidade-racialidade e os tempos plurais do mesmo”, em diálogo com os comentários de María Inés Mudrovcic, Arthur Avila, Ana Paula Silva Santana, André da Silva Ramos, Allan Kardec da Silva Pereira e Marcello Assunção, de modo a problematizar o que chamo de “abertura inclusiva” das historiografias na pluralização de seus sujeitos e objetos. Para tanto, abordo a noção de políticas do tempo como dispositivo de sincronização temporal racializada que normatiza as alteridades dos sujeitos subalternizados para, em seguida, discutir a possibilidade de uma ética da representação histórica como gesto de dessincronização crítica frente à experiência espectral dos passados traumáticos. Por fim, defendo que a colonialidade e a racialidade podem ser compreendidas como espectro, na medida em que ambas designam lógicas que não são facilmente apreendidas pela sincronia, sucessão ou conexão linear entre os tempos de “outrora” e o “agora”
A capital e o interior: influências da criação de Goiânia na urbanização do Mato Grosso de Goiás
In the 1930s Goiás underwent significant historical transformations in line with the political changes of the new government of President Getúlio Vargas. The ambition to create a new capital city to replace the old one had, at the same time, political and economic will. During this period, some politicians, architects, and engineers supported the idea of creating a new “metropolis” that could be built to increase industrialization and food production in Central Brazil. The progressive city model was the preference of the majority, due to the orderly distribution of spaces and its vision of transport systems and energy production. Our approach privileges the role of wild nature in justifying the success of building a modern city that would attract people to explore natural resources and produce wealth. Nature is also highlighted as an environment to be tamed and also for other useful purposes in the urban context of the new capital of Goiás. The archival research was based on different sources and archives, with vast material collected in newspapers from the 1930s, articles, maps, and reports that dealt with the atmosphere that preceded the creation and construction of Goiânia. We argue that at the heart of the urban project, natural issues played an important historical role, whether due to soil fertility, topography, or the availability of forests and rivers.Na década de 1930, Goiás passou por transformações históricas significativas em consonância com as mudanças políticas do novo governo do presidente Getúlio Vargas. A ambição de criar uma nova capital para substituir a antiga teve, ao mesmo tempo, vontade política e econômica. Nesse período, alguns políticos, arquitetos e engenheiros apoiaram a ideia de criação de uma nova “metrópole” que poderia ser construída para aumentar a industrialização e a produção de alimentos no Brasil Central. O modelo de cidade progressista foi a preferência da maioria, pela distribuição ordenada dos espaços e pela sua visão sobre sistemas de transporte e produção de energia. Nosso enfoque privilegia o papel da natureza selvagem para justificar o sucesso da construção de uma cidade moderna que atrairia pessoas para explorar os recursos naturais e produzir riquezas. A natureza é destacada também como um ambiente a ser domado e também por outras finalidades uteis ao contexto urbano da nova capital de Goiás. A pesquisa documental se baseou em diferentes fontes e arquivos, com vasto material coletado em jornais da década de 1930, artigos, mapas e reportagens que tratavam da atmosfera que antecedeu a criação e construção de Goiânia. Nosso argumento é que, no cerne do projeto urbano, as questões naturais desempenharam papel histórico importante, seja pela fertilidade do solo, pela topografia e a disponibilidade de rios
Os “Incorrigíveis”: trabalho e comércio dos pombeiros nas caravanas de Angola Central, século XIX
The formation of the Atlantic World opened various routes for the circulation of commodities in Africa, for both of those came from other continents and with high value inside the African societies in the hinterland, and those produced inside Africa and exported by the Ocean. So fundamental as the workforce involved in the production of these genders of exportation were the workers responsible for the transport of the commodities through the long-distance commercial routes, especially the caravan porters, unavoidable agents to carrying out trade in regions without big maritime or fluvial routes, or without the possibility of using animal traction. This paper aims to reflect about the pombeiros, essential agents for the recruitment of these porters in Central Angola. The pombeiros were African traders from the main commercial outpost in the countryside that, during the 19th century, commanded small fractions inside the Portuguese caravans, controlling the recruitment, safety, and discipline of these crews. In an ambiguous position as business partners and wage workers, studying the agency of pombeiros and their struggles with the settlers helps to reconsider the everyday life of the Angolan commerce during 19th century and to reconsider de labor history in the region.A formação do mundo atlântico abriu espaço para diversas rotas de circulação de mercadorias no continente africano, tanto aquelas vindas de outros continentes e altamente valorizadas entre as sociedades africanas do interior, quanto aquelas que eram produzidas na África e exportadas pelo Oceano. Tão fundamentais quanto a mão de obra envolvida na produção desses gêneros de exportação foram os contingentes de trabalhadores responsáveis pelo transporte dessas mercadorias pelas rotas de longa distância, em especial os carregadores de caravanas, sujeitos incontornáveis à realização do comércio em territórios sem grandes rotas marítimas e fluviais ou sem a possiblidade de uso de tração animal. Esse texto pretende refletir sobre agentes essenciais para o recrutamento desses carregadores em Angola Central, os pombeiros, mercadores africanos provenientes de feiras comerciais do interior que, durante o século XIX, comandavam pequenas frações das caravanas dos comerciantes portugueses, controlando o recrutamento, segurança e disciplinamento dessas comitivas. Em uma posição ambígua como parceiros de negócio e trabalhadores contratados, estudar a agência dos pombeiros e suas disputas com os colonos ajuda a repensar o cotidiano do comércio angolano oitocentista e a reconsiderar a história do trabalho na região
Para uma história global da era nuclear
The environmental history of the nuclear enterprise has grown increasingly important, not the least because of the strong conviction that an ongoing, and self-proclaimed “renaissance” in nuclear energy must be a major part of world energy scenarios in the battle against global warming and the need to abandon carbon-based energy production. This article suggests a number of ways to take advantage of the recently available primary sources by using a global approach to make sense of nuclear environmental history. It calls for looking at environmental impacts across a variety of ecosystems: desert, Arctic, tropical, limnological and oceanic. It insists on considering the entire nuclear enterprise from mining to enrichment to fission. It suggests focusing on interactions between the atom, nature, and the lives of mammals, fish and birds in the nuclear world. In the end, this analysis shows that the atom is not green, and that the argument that nuclear power is a solution to global warming ignores the troubled relationship between the natural environment and peaceful and military technologies.A história ambiental do desenvolvimento nuclear é cada vez mais importante, sobretudo devido à forte convicção de que um “renascimento” contínuo e autoproclamado da energia nuclear deve ser uma parte importante dos cenários energéticos mundiais na batalha contra o aquecimento global e a necessidade de abandonar a produção de energia baseada no carbono. Este artigo sugere uma série de maneiras de aproveitar fontes primárias disponíveis recentemente, usando uma abordagem global para dar sentido à história ambiental nuclear. Ele também aponta para que se observem os impactos ambientais numa variedade de ecossistemas: desérticos, árticos, tropicais, limnológicos e oceânicos e considera todo o empreendimento nuclear, desde a mineração até o enriquecimento e a fissão. Sugere focar nas interações entre o átomo, a natureza e a vida de mamíferos, peixes e pássaros no mundo nuclear. Por fim, esta análise mostra que o átomo não é verde e que o argumento de que a energia nuclear é uma solução para o aquecimento global ignora a relação conturbada entre o ambiente e as tecnologias pacíficas e militares
Combate a violências de gênero e ataques contra o mundo do midiativismo feminista: desafio transnacional
Based on the trajectories of members of the social world, and taking the cases of Brazil and France as a basis, this article discusses gender-based attacks and violence suffered by members of digital feminist media activist publications and what strategies the group has developed to promote gender equality and combat hate speech. To understand the forms of engagement constructed by the group, we analyzed the Brazilian publications AzMina, Think Olga, and Lado M, and the French publications Georgette Sand, Les Glorieuses, and Madmoizelle. The methodology is anchored on in-depth interviews with actors who participate in varying degrees in the composition of the world, from content producers to support staff. The results show that involvement in digital feminist spaces promotes collective exchange and creates connections that go beyond the digital sphere, establishing a sense of community among the group and moving towards social change.A partir de las trayectorias de las integrantes del mundo social y tomando como base los casos de Brasil y Francia, el artículo discute los ataques y la violencia de género sufridos por miembros de las publicaciones mediactivistas feministas digitales y las estrategias que el grupo utiliza para promover la igualdad de género y combatir el discurso de odio. Para comprender las formas de implicación construidas por el grupo, se analizan las publicaciones brasileñas AzMina, Think Olga y Lado M y las francesas Georgette Sand, Les Glorieuses y Madmoizelle. La metodología se basa en entrevistas en profundidad con actrices y actores que participan en diversos grados en la composición del mundo, desde productores de contenidos hasta personal de apoyo. Los resultados muestran que la participación en espacios feministas digital es promueve el intercambio colectivo y crea conexiones que van más allá de la esfera digital, generando un sentimiento de comunidad entre el grupo e impulsando el cambio social.O artigo aborda, a partir das trajetórias dos membros do mundo social e tomando como base os casos do Brasil e da França, ataques e violências de gênero sofridos por membros de publicações midiativistas feministas digitais e quais estratégias são traçadas pelo grupo para promoção de equidade de gênero e combate a discursos de ódio. Para compreender quais formas de engajamento são construídas pelo grupo, são analisadas as publicações brasileiras AzMina, Think Olga e Lado M e as publicações francesas Georgette Sand, Les Glorieuses e Madmoizelle. A metodologia apoia-se em entrevistas em profundidade com atrizes e atores que participam em diferentes graus da composição do mundo, desde produtoras(es) de conteúdos a equipes de apoio. Os resultados mostram que o envolvimento em espaços feministas digitais promove o intercâmbio coletivo e cria conexões que vão além da esfera digital, criando um senso de comunidade entre o grupo e impulsionando a mudança social
Feminismo e arqueologia no Peru: caminhos e desafios das arqueólogas peruanas
The aim of the article is to show the trajectory of women's insertion in Peruvian archaeology, and the development of feminist and gender archaeology in Peru. The influence of Peruvian feminist movements was crucial to open up the discipline to the entrancy of women in archaeological work. Despite this, there are a lot of challenges faced by the women in the Peruvian archaeology, and the sub-areas of feminism and gender still front resistance in the discipline.El objetivo del artículo es presentar la trayectoria de inserción de la mujer en la arqueología peruana y el desarrollo de la arqueología feminista y de género en el país. La influencia de los movimientos feministas peruanos fue crucial para abrir la disciplina y permitir que las mujeres ingresaran al trabajo arqueológico. A pesar de esto, todavía existe una serie de desafíos que enfrentan las arqueólogas peruanas y las subáreas de feminismo y género sufren resistencias en la disciplina.O objetivo do artigo é apresentar a trajetória de inserção das mulheres na arqueologia peruana e o desenvolvimento da arqueologia feminista e de gênero no país. A influência dos movimentos feministas peruanos foi crucial para que houvesse uma abertura da disciplina que permitisse a entrada das mulheres no trabalho arqueológico. Apesar disso, ainda existe uma série de desafios enfrentados pelas arqueólogas peruanas e as subáreas de feminismo e gênero ainda encontram resistências na disciplina
Ativismo e deficiência na América Latina: lutas por reconhecimento
This review aims to comprehend the experiences, demands, and political-social ramifications of the disability movements in Latin America through a critical feminist lens. A comprehensive análisis of 39 scholarly articles was conducted. The primary focal points of the movement are recognition and political impact, with the Convention on the Rights of Persons with Disabilities serving as a catalyst for rights advocacy, notwithstanding its implementation limitations. In conclusion, it is noteworthy that a scant number of studies incorporate an intersectional analysis. Nevertheless, these studies discern the intricate nature of social inequities prevalent in Latin America. Adopting an intersectional perspective would facilitate a broader understanding of disability, circumventing identity categories and accentuating potential alliances among collectives for shared struggles and social transformation. Esta revisión busca comprender las experiencias, demandas y los efectos político-sociales de los movimientos de la discapacidad en Latinoamérica desde una perspectiva crítica feminista. Se realizó una revisión de 39 artículos científicos. El reconocimiento y la incidencia política son las principales demandas del movimiento, y la Convención sobre Derechos de Personas con Discapacidad alentó la reivindicación de derechos, aun cuando presenta limitaciones en su implementación. En conclusión, se denota que pocos estudios incluyen un análisis interseccional, no obstante, identifican las complejidades de las inequidades sociales presentes en Latinoamérica. Considerar una perspectiva interseccional permitiría comprender la discapacidad como problemática amplia, evitando categorías identitarias y evidenciando las posibles alianzas entre los colectivos para las luchas comunes y la transformación social.Esta revisão busca compreender as experiências, demandas e efeitos político-sociais dos movimentos de pessoas com deficiência na América Latina a partir de uma perspectiva feminista crítica. Foi realizada uma análise de 39 artigos científicos. O reconhecimento e a incidência política são as principais demandas do movimento; a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência incentivou a reivindicação de direitos, embora apresente limitações em sua implementação. Em conclusão, destaca-se que poucos estudos incluem uma análise interseccional, no entanto, identificam as complexidades das desigualdades sociais presentes na América Latina. Considerar uma perspectiva interseccional permitiria compreender a deficiência como uma questão ampla, evitando categorias de identidade e destacando as possíveis alianças entre coletivos para lutas comuns e transformação social