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    Políticas Linguísticas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e para a(s) Comunidade(s) Surda(s) no Brasil

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    In this paper, we propose to survey, identify, and analyze the official language policies at the national level aimed at Libras and the Deaf population currently in force in Brazil. Through consultation with several federal public agencies, we classified the policies and actions mentioned in the following categories: status, corpus, acquisition, and structuring language policies (Kloss, 1968; Cooper, 1997 [1989]; Barbosa da Silva, 2024). Subsequently, analyzing these policies, we realized that most of them are status and acquisition policies. Corpus and structuring policies are fewer in number and more recent. With this, we conclude that Brazil still faces many challenges in guaranteeing linguistic rights for the Deaf Community(s), despite continuous advances, with resistance to setbacks, since the approval of Law No. 10.436/2002.En esta investigación nos propusimos encuestar, identificar y analizar las políticas lingüísticas nacionales oficiales dirigidas a Libras y a la población Sorda actualmente vigentes en Brasil. A través de consultas con varios organismos públicos federales, fue posible clasificar las políticas en las siguientes categorías: políticas de status, corpus, adquisición y estructuración de la lengua (Kloss, 1968; Cooper, 1997 [1989]; Barbosa da Silva, 2024). Posteriormente, analizando estas políticas, nos dimos cuenta de que la mayoría son políticas de status y adquisición. Las políticas de corpus y estructuración son menores y más recientes. Con esto, concluimos que Brasil aún enfrenta muchos desafíos en la garantía de los derechos lingüísticos de la(s) comunidad(s) sorda(s), a pesar de continuos avances, con resistencias y retrocesos, desde la aprobación de la Ley n. 10.436/2002.Nesta pesquisa, dispusemo-nos a levantar, identificar e analisar as políticas linguísticas oficiais a nível nacional voltadas para a Libras e para a população Surda vigentes atualmente no Brasil. Por meio da consulta de diversos órgãos públicos federais, foi possível classificar as políticas nas seguintes categorias: políticas linguísticas de status, de corpus, de aquisição e estruturantes (Kloss, 1968; Cooper, 1997 [1989]; Barbosa da Silva, 2024). Posteriormente, analisando essas políticas, percebemos que a maioria delas são de status e de aquisição. As políticas de corpus e as estruturantes são em menor número e mais recentes. Com isso, concluímos que o Brasil, apesar dos avanços contínuos, com resistências e retrocessos, desde a aprovação da Lei nº 10.436/2002, ainda enfrenta muitos desafios na garantia de direitos linguísticos para a(s) Comunidade(s) Surda(s)

    Por uma perspectiva situada da desaprendizagem: Notas da periferia

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    This article theorizes unlearning as a way in which subjects seek to disentangle themselves from colonial and patriarchal knowledge formations, highlighting the political and affective work involved in moving away from dominant ideologies. The empirical basis for this formulation is an educational and political practice I followed as an ethnographer and allied linguist in the Complexo do Alemão, Rio de Janeiro. It focuses on the third edition of Faveladoc, a documentary filmmaking course offered in 2021 by the local NGO Raízes em Movimento to young residents of the neighborhood. The article analyzes a class dedicated to discussions of gender, race, and sexuality in a militarized context. Theoretically, it engages with perspectives on unlearning developed by authors from the so-called Global South, who emphasize the situated and often ambivalent nature of distancing oneself from hegemonic ideologies. The analysis focuses on how students responded to the perspective brought by the instructor. In interaction, students and teacher problematized their lived experiences, recognized internalized forms of violence, and challenged the recurring association between Blackness and suffering. Attentive to dynamics of (in)security and digital mediation, the article ultimately suggests that the classroom can be reimagined as a site of activism, collective critique, and epistemic experimentation—a space that unsettles dominant narratives and rehearses alternative futures from the periphery.Este artículo teoriza el desaprendizaje como una forma en que los sujetos buscan desvincularse de formaciones de saber coloniales y patriarcales, destacando el trabajo político y afectivo implicado en el proceso de alejarse de ideologías dominantes. La base empírica de esta formulación es una práctica educativa y política que acompañé como etnógrafo y lingüista aliado en el Complexo do Alemão, Río de Janeiro. Se trata de la tercera edición de Faveladoc, un curso de producción de documentales ofrecido en 2021 por la ONG local Raízes em Movimento a jóvenes del barrio. El artículo analiza una clase dedicada al debate sobre género, raza y sexualidad en un contexto militarizado. Teóricamente, se apoya en perspectivas sobre el desaprendizaje formuladas por autoras y autores del llamado Sur Global, que enfatizan el carácter situado y, a veces, ambivalente de distanciarse de ideologías hegemónicas. El análisis destaca cómo las y los estudiantes respondieron a la perspectiva traída por la profesora. En la interacción, estudiantes y docente problematizaron sus vivencias, reconocieron formas internalizadas de violencia y cuestionaron la asociación recurrente entre negritud y sufrimiento. Atento a las dinámicas de (in)seguridad y mediación digital, el artículo sugiere finalmente que el aula puede ser repensada como un espacio de activismo, crítica colectiva y experimentación epistémica — un lugar que desestabiliza narrativas dominantes y ensaya futuros alternativos desde la periferia.Este artigo teoriza a desaprendizagem como um modo pelo qual o sujeito busca se desvencilhar de formações de saber coloniais e patriarcais, destacando o trabalho político e afetivo envolvido no processo de se afastar de ideologias dominantes. A base empírica para essa formulação é uma prática educativa e política que acompanhei, como etnógrafo e linguista aliado, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro. Trata-se da terceira edição Faveladoc, um curso de produção de documentário, oferecido pela ONG local Raízes em Movimento a jovens moradores do bairro, em 2021. O artigo analisa uma aula dedicada ao debate sobre gênero, raça e sexualidade em um contexto militarizado. Em termos teóricos, o artigo se engaja com perspectivas sobre desaprendizagem formulados por autoras/es do chamado sul global, que enfatizam o caráter situado e, por vezes, ambivalente de se distanciar de ideologias hegemônicas. A análise enfatiza como estudantes responderam à perspectiva trazida pela professora. Em interação, estudantes e professora problematizaram suas vivências, reconheceram formas internalizadas de violência e questionaram a associação recorrente entre negritude e sofrimento. Atento às dinâmicas de (in)segurança e mediação digital, o artigo finalmente sugere que a sala de aula pode ser repensada como local de ativismo, crítica coletiva e experimentação epistêmica — um espaço que desestabiliza narrativas dominantes e ensaia futuros alternativos a partir da periferia

    Três guerras em curso: contra o povo Palestino, contra a produção do conhecimento e contra a formação docente

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    O Editorial do Volume 43 número 2 de 2025 apresenta os artigos da seção de Demanda Contínua e também o dossiê Ensino de História na encruzilhada: ontologia, epistemes e epistemologia

    É preciso ler e interpretar o mundo e as palavras

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    O Editorial do Volume 43 número 3 de 2025 apresenta os artigos da seção de Demanda Contínua e também o dossiê A escola remota aconteceu: e agora, cadê o leitor

    Entre o trauma e a diplomacia: o memorial da guerra da Coreia e a construção da memória global

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    This article analyzes the War Memorial of Korea, highlighting its creation following the country’s democratization in 1987 and its role in South Korea’s memory politics concerning other countries. The article discusses this memorial construction's epistemic, social, and material dimensions. The analysis deepens by examining the impact of neoliberalism on the preservation and commercialization of memory, which transforms historical reflection spaces, such as the War Memorial of Korea, into tourist attractions. The article also addresses how the memory of the Korean War is treated internationally, exploring divergent narratives in countries such as the United States and North Korea, revealing their diplomatic implications. A central aspect that deserves greater emphasis is the reflection on how the war and its monumentalization are perceived by other countries involved, especially in the context of the Cold War. The article critiques the intersection between historical memory, political power, and neoliberal economics, highlighting the use of history for commercial and diplomatic purposes. By crossing national and international data with theoretical approaches, it contributes to a broader understanding of the construction, manipulation, and consumption of collective memory on a global scale.Este artigo analisa o Memorial da Guerra da Coreia, destacando sua criação após a democratização do país em 1987  e seu papel na política de memória da Coreia do Sul, em conexão com outros países. São discutidas as dimensões epistêmicas, sociais e materiais dessa construção memorial. A análise se aprofunda ao investigar a influência do neoliberalismo na preservação e comercialização da memória, que transforma espaços de reflexão histórica, como o Memorial da Guerra da Coreia, em atrações turísticas. O artigo também aborda como a memória da Guerra da Coreia é tratada internacionalmente, explorando narrativas divergentes em países como os Estados Unidos e Coreia do Norte revelando suas implicações diplomáticas. Um aspecto central que merece maior destaque é a reflexão sobre como a guerra e sua monumentalização são percebidas em outros países envolvidos, especialmente no contexto da Guerra Fria. O artigo oferece uma crítica à interseção entre memória histórica, poder político e economia neoliberal, destacando o uso da história para fins comerciais e diplomáticos. Ao cruzar dados nacionais e internacionais com abordagens teóricas, contribui para uma compreensão mais ampla da construção, manipulação e consumo da memória coletiva em escala global

    Escritas do impensável: figurações do passado haitiano

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    Throughout this article, I propose a reflection on different figurations of the Haitian past. First, I provide a brief description of Haiti’s unthought place as a theoretical problem. Then, I select four works for a cross-analysis: The Black Jacobins (1938) by C. L. R. James, The Kingdom of This World (1949) by Alejo Carpentier, Hegel and Haiti (2005) by Susan Buck-Morss, and A Decolonial Ecology (2022) by Malcom Ferdinand. Despite their thematic diversity—ranging from Pan-Africanism to magical realism, from Hegelian dialectics to the Anthropocene—these works share an engagement with Haiti’s revolutionary past, both in the texture of their narratives and in the temporal agency they evoke. In sum, the essayistic approach adopted in this writing seeks to render flexible the different figurations of an unfinished and spectral past, one that resists oblivion and remains in continuous reopening through political and theoretical agendas.A lo largo de este artículo, propongo una reflexión sobre diferentes figuraciones del pasado haitiano. En primer lugar, hago una breve descripción del lugar impensado de Haití como problema teórico. A continuación, selecciono cuatro obras para un análisis cruzado: Los jacobinos negros (1938), de C.L.R. James; El reino de este mundo (1949), de Alejo Carpentier; Hegel y Haití (2005), de Susan Buck-Morss; y Una ecología decolonial (2022), de Malcom Ferdinand. A pesar de la diversidad temática —que abarca desde el panafricanismo hasta el realismo mágico, desde la dialéctica hegeliana hasta el antropoceno—, estos trabajos comparten el pasado revolucionario haitiano tanto en la textura de sus relatos como en la agencia narrativa de los tiempos que evocan. En síntesis, la economía ensayística adoptada en la escritura busca hacer maleables las diferentes figuraciones de un pasado inacabado y espectral, que rechaza el olvido y se mantiene en continua reapertura a través de agendas políticas y teóricas.Tout au long de cet article, je propose une réflexion sur différentes figurations du passé haïtien. Tout d'abord, je fais une brève description de la place impensée d'Haïti en tant que problème théorique. Ensuite, je sélectionne quatre œuvres pour une analyse croisée : Les Jacobins noirs (1938) de C.L.R. James, Le Royaume de ce monde (1949) d'Alejo Carpentier, Hegel et Haïti (2005) de Susan Buck-Morss et Une écologie décoloniale (2022) de Malcom Ferdinand. Malgré la diversité thématique — allant du panafricanisme au réalisme magique, de la dialectique hégélienne à l’anthropocène —, ces ouvrages partagent le passé révolutionnaire haïtien, tant dans la texture de leurs récits que dans l’agence narrative des temporalités qu’ils évoquent. En somme, l'économie essayistique adoptée dans l'écriture vise à rendre malléables les différentes figurations d'un passé inachevé et spectral, qui refuse l'oubli et demeure en perpétuelle réouverture à travers des agendas politiques et théoriques.Este artigo propõe uma reflexão sobre figurações do passado haitiano. Primeiramente, descrevo o lugar impensado do Haiti como problema teórico. Em seguida, seleciono quatro obras para uma analítica cruzada: Os jacobinos negros (1938), de C. L. R. James; O reino deste mundo (1949), de Alejo Carpentier; Hegel e o Haiti (2005), de Susan Buck-Morss; e Uma ecologia decolonial (2022), de Malcom Ferdinand. Apesar da diversidade temática, que vai do pan-africanismo ao realismo mágico, da dialética hegeliana ao Antropoceno, os trabalhos compartilham o passado revolucionário haitiano na tessitura de seus enredos e na temporalidade que elaboram. A escrita, de feição ensaística, procura conferir plasticidade às diferentes figurações de um passado inacabado, que recusa o esquecimento e se mantém em contínua reinscrição e aparição por meio de agendas políticas e teóricas

    De Salvador ao Rio de Janeiro: a construção da autoria em Carlos Nelson Coutinho

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    This article examines the intellectual formation and authorship construction of Carlos Nelson Coutinho between Salvador and Rio de Janeiro. From his early engagement with familial, educational, and political literary environments, the study explores his affirmation as a Marxist author, particularly through the reception of Lukács and Gramsci. It highlights how social spaces, editorial networks, and cultural activism contributed to the consolidation of his intellectual identity, culminating in the publication of O estruturalismo e a miséria da razão (1972). The analysis draws on documents, letters, and publications to understand the emergence of authorship in Coutinho.Este artigo analisa a formação intelectual e a construção da autoria de Carlos Nelson Coutinho entre Salvador e Rio de Janeiro. Partindo de sua inserção inicial em ambientes letrados familiares, escolares e políticos, examina-se o processo de afirmação como autor marxista, articulado à recepção de Lukács e Gramsci. A análise evidencia como espaços sociais, vínculos editoriais e militância cultural contribuíram para consolidar sua identidade intelectual, culminando na publicação de O estruturalismo e a miséria da razão (1972). O estudo mobiliza documentos, correspondências e publicações para compreender o surgimento da função autor em Coutinho

    Sobreviver e suportar o corpo

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    This article presents an analysis of the production of discourses on climacteric or perimenopause in private Chilean clinics, from a feminist perspective, considering the conceptual and methodological frameworks of Critical Medical Anthropology (CMA) and Critical Discourse Studies (CDS). The corpus consisted of eight web pages from Chilean private clinics. The quantitative salience points to a pathologization, and in the contextual dimension, discursive strategies of essentialization are identified, justifying the pathologization, medicalization, and commodification of the bodies of women categorized as climacteric. Biomedical statements reveal symbolic structures that situate women in a liminal territory between nature and disease, consistent with an ideological discourse centered on their reproductive power.Este artículo presenta un análisis acerca de la producción de discursos sobre el climaterio o perimenopausia en clínicas privadas chilenas, desde una mirada feminista y considerando marcos conceptuales y metodológicos de la Antropología Médica Crítica (AMC) y los Estudios Críticos del Discurso (ECD). El corpus estuvo conformado por ocho páginas web de clínicas privadas chilenas. La saliencia cuantitativa apunta a una patologización y en la dimensión contextual, se identifican estrategias discursivas de esencialización, que justifican la patologización, medicalización y mercantilización del cuerpo de las mujeres categorizadas como climatéricas. Los enunciados biomédicos ponen de manifiesto estructuras simbólicas que sitúan a las mujeres en un territorio liminal entre la naturaleza y la enfermedad, siendo consistentes a un discurso ideológico centrado en su potencia reproductiva.Este artigo apresenta uma análise sobre a produção de discursos sobre a climatério ou perimenopausa em clínicas privadas chilenas, a partir de uma perspectiva feminista e considerando quadros conceituais e metodológicos da Antropologia Médica Crítica (AMC) e dos Estudos Críticos do Discurso (ECD). O corpus foi composto por oito páginas web de clínicas privadas chilenas. A saliência quantitativa aponta para uma patologização e, na dimensão contextual, são identificadas estratégias discursivas de essencialização, que justificam a patologização, medicalização e mercantilização do corpo das mulheres categorizadas como climatéricas. As afirmações biomédicas revelam estruturas simbólicas que situam as mulheres em um território liminar entre a natureza e a doença, sendo consistentes com um discurso ideológico centrado em sua potência reprodutiva

    “Com H sou muito homem”: masculinidades, desafios e transformações hodiernas

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    Femininity(ies) and masculinity(ies) are not innate characteristics of women and men per se, but rather constructions that are temporally, socially and spatially localized, permeated by power relations. Since reality itself is mutable, the reconfiguration of socially established perceptions of what it means to be a woman versus what it means to be a man is an expected process. However, this process is not linear, since these transformations are often slow. As such, resorting to a theoretical overview of studies about masculinities and their connection to the field of gender and qualitative data gathered through an online survey, significant, albeit insufficient, transformations are observed in what is currently understood as the role of the male, revealing new angles of problematization and enabling broader and more effective approaches to promote equality and social transformation.Feminidad(es) y masculinidad(es) no son características innatas de las mujeres y los hombres per se, sino construcciones localizadas en el tiempo, social y espacialmente, atravesadas por relaciones de poder. Dado que la propia realidad es mutable, la reconfiguración de las percepciones socialmente establecidas de lo que significa ser mujer frente a lo que significa ser hombre es un proceso esperado. Sin embargo, este proceso no es lineal, ya que las transformaciones suelen llevar tiempo. Así, a partir de un relevamiento teórico de estudios sobre masculinidades y su conexión con el campo del género y de datos cualitativos recogidos a través de un formulario aplicado vía internet, se observan transformaciones significativas, aunque insuficientes, en lo que actualmente se entiende como el rol del hombre, revelando nuevos ángulos de problematización y posibilitando abordajes más amplios y eficaces para promover la igualdad y la transformación social.Feminilidade(s) e masculinidade(s) não são características inatas a mulheres e homens per se, mas, sim, construções localizadas temporal, social e espacialmente, trespassadas por relações de poder. Sendo a própria realidade mutável, a reconfiguração das perceções socialmente estabelecidas acerca daquilo que é ser mulher versus aquilo é ser homem é um processo expectável. Todavia, esse processo não é linear, uma vez que as transformações são, não raramente, morosas. Como tal, recorrendo a um levantamento teórico dos estudos sobre masculinidades e à sua conexão com o campo do gênero e a dados qualitativos reunidos por meio de um formulário on-line, verificam-se transformações significativas, embora insuficientes, naquilo que é hodiernamente entendido enquanto o papel do masculino, descortinando novos ângulos de problematização e possibilitando abordagens mais amplas e eficazes para a promoção da igualdade e da transformação social

    Vivi e Amelinha: lesbiandade no Brasil dos anos de 1930

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    This work seeks to analyze the construction of representations about lesbians and lesbianity in the brazilian legal medicine discourse of the 1930s, as well as identify which meanings were used in this production of sexual subjects. To do this, we selected the account of the relationship between two lesbians from Salvador, Bahia, present in the book A Inversão dos Sexos (1935), by the doctor Estácio de Lima, taking into account the disciplinary and bourgeois power/knowledge that supported pathological views on bodies non-cisheterosexuals and the intersection of inequality markers of the period. As a research technique, we employed some french discourse analysis (DA) operators.Este trabajo busca analizar la construcción de representaciones sobre lesbianas y lesbianidad en el discurso médico-legal brasileño de la década de 1930, así como identificar qué significados fueron utilizados en esa producción de sujetos sexuales. Para eso, seleccionamos el relato de la relación entre dos lesbianas de Salvador, Bahia, presente en el libro A Inversão dos Sexos (1935), del médico Estácio de Lima, teniendo en cuenta el poder/saber disciplinario y burgués que sustentaba visiones patológicas sobre los cuerpos no cisheterosexuales y la intersección de marcadores de desigualdad del período. Como técnica de investigación, empleamos algunos operadores de análisis del discurso (DA) francés.Neste artigo, analisamos a construção de representações sobre lesbianas e lesbiandade no discurso médico-legal brasileiro dos anos de 1930, com o intuito de identificar quais sentidos foram empregados na produção dessas sujeitas sexuais. Para isso, selecionamos o relato do relacionamento de duas lesbianas de Salvador, na Bahia, presente no livro A Inversão dos Sexos (1935), do médico Estácio de Lima, tendo em vista o poder/saber disciplinar e burguês que embasava miradas patológicas sobre os corpos não cisheterossexuais e a intersecção de marcadores de desigualdade no período. Como técnica de pesquisa, empregamos alguns operadores da análise de discurso (AD) de vertente francesa

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