Século XXI: Revista de Relações Internacionais
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    POLÍTICA CLIMÁTICA INTERNACIONAL: UMA INTRODUÇÃO AO REGIME CLIMÁTICO E ÀS INICIATIVAS ADOTADAS POR ALEMANHA E CHINA

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    O presente artigo busca descrever e analisar, de forma introdutória, o regimeclimático internacional e como a Alemanha e a China, duas lideranças neste novotipo de concertação político-diplomática, estão moldando a política climáticainternacional. Desdobramentos tanto científicos quanto diplomáticos definiram as mudanças climáticas como um problema também de política internacional.O regime climático é marcado por debates multilaterais, porém difusos, queevidenciam conflitos de interesses entre os diferentes atores envolvidos

    HOBBES E OS ESTADOS INDEPENDENTES: RELAÇÕES INTERNACIONAIS

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    Este artigo visa a expor uma temática das relações internacionais de ThomasHobbes baseada na afirmação dos neorromanos sobre cidadãos e cidades livres.A preocupação de Thomas Hobbes é a Inglaterra do Século XVI e XVII queestá mergulhada em conflitos civis-religiosos. Hobbes se propõe a investigar ascausas desses conflitos e a apresentar uma solução para os problemas internosdo país. Hobbes precisa dar uma resposta às ideias liberais dos democráticos. Eleresponderá a este movimento elaborando uma antropologia de caráter empiristamecanicista e um estado soberano, de caráter democrático (contratualista), mascom poderes absolutos

    O OUTRO LADO DA GUERRA: UMA BREVE ANÁLISE SOBRE A EXPERIÊNCIA DA REFUGIADA EM TRÂNSITO NA LÍBIA

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    A mulher refugiada encontra-se em uma situação duplamente vulnerável emconflitos armados, sofrendo diversos abusos de direitos humanos. As razões daocorrência da violência de gênero durante guerras são diversas, a ser analisadano presente artigo a violência sexual devido o colapso da ordem social de umEstado, em especial na Líbia. O país encontra-se submerso em duas guerras civisparalelas e obstáculos no diálogo entre as partes conflitantes reflete a dificuldadeem tomar medidas para proteger os direitos não apenas dos próprios cidadãos,como também dos refugiados e migrantes. Para analisar a experiência darefugiada em trânsito na Líbia, o artigo dividir-se-á em três seções: a primeira visafazer uma exposição teórica acerca dos conceitos de gênero e sobre violência combase no gênero, enquanto na segunda seção o conflito civil no país será analisado.A terceira seção, por fim, pretende expor a situação das migrantes forçadas quefogem de perseguições em seus países de origem e utilizam a rota da Líbia até aEuropa, onde são vítimas de maiores abusos e violência de gênero

    PODER MONETÁRIO CHINÊS: O YUAN/RENMINBI COMO ALTERNATIVA AO DÓLAR NORTE-AMERICANO

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    Este artigo discute o yuan/Renminbi (RMB) como alternativa diante do dólar norte-americano. A China, desde a década de 1970, almeja a internacionalização de sua moeda, mas foi apenas nos anos 1990 que esta iniciativa obteve um maior apoio das autoridades chinesas. Contudo, com a Crise Asiática do final do século XX, esta pauta ficou em stand-by, sendo identificada novamente no transcorrer do século XXI principalmente após a crise do subprime. Diante disso, nosso debate é feito a partir de três seções. Em primeiro lugar, visamos entender a partir da revisão da literatura o posicionamento dos autores sobre o processo de internacionalização da moeda chinesa. Em seguida, buscamos apresentar as articulações da China para a internacionalização do RMB em uma perspectiva histórica anterior a 2008. Posteriormente, objetivamos identificar dentro do contexto do pós-crise do Lehman Brothers as ações chinesas, ressaltando a entrada da sua moeda na cesta dos Direitos Especiais de Saque (DES) em 2015 do Fundo Monetário Internacional (FMI). Por fim, levantamos alguns questionamentos finais sobre o RMB como alternativa ou não ao dólar norte-americano no Sistema Monetário Internacional (SMI)

    O PROGRAMA ESPACIAL CHINÊS E A BUSCA PELO AUMENTO DO PODER ESPACIAL

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    O uso do espaço sideral se tornou vital para a sociedade moderna, além deconstituir uma indústria-chave para os detentores dessa tecnologia e servir deextensão para a arena de poder dos atores no sistema internacional do novoséculo. Ao final da primeira era espacial nos anos 90, diversos países lançarammão de programas espaciais, antes apenas parte de um projeto nacional de grandespotências. A China em especial, desponta nessa esfera, com um programa deponta e planos desafiadores. Para tanto, o presente trabalho visa analisar como opaís está trabalhando o conceito de poder espacial em seu programa espacial emseu quinto período histórico (de 1996 até o momento)

    CLIVAGEM PARADIGMÁTICA NA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA: OS FÓRUNS MULTILATERAIS ENQUANTO INDICADORES DE NOVOS RUMOS NO GOVERNO TEMER

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    Este trabalho se propõe a analisar os novos apontamentos da Política Externa Brasileira no Governo Temer. Percebe-se, atualmente, uma clivagem no paradigma de inserção internacional do Brasil, que após quase 20 anos de projeção externa autônoma, regride a uma perspectiva associativista. Como indicador deste fato, toma-se a ação do país dentro dos fóruns multilaterais, com ênfase aos BRICS e ao IBAS, ferramentas importantes da projeção global que o Brasil desenhou ao longo do Século XXI

    O MODO CHINÊS DE FAZER A GUERRA NO SÉCULOS XX E XXI: RELAÇÕES INTERNACIONAIS E GUERRA SOB A PERSPECTIVA DA REVOLUÇÃO NACIONAL

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    Este trabalho tem por objetivo propor uma nova agenda de pesquisa para analisar como a China respondeu ao desafio da guerra no século XX. Tem-se como hipótese principal que a resposta a este desafio foi a construção de um conceito estratégico, operacional e tático próprio condizente com sua trajetória histórica específica, denominado aqui de Modo Chinês de Fazer a Guerra. Pressupõe-se que a principal peculiaridade dos países em desenvolvimento é o objetivo de inserirse no sistema internacional de forma autônoma. Para tanto, faz-se necessário concluir que sua revolução nacional, conceito de Celso Furtado, não está alheia ao fenômeno da guerra. O Modo Chinês de Fazer a Guerra constitui-se como uma concepção de travar a guerra que objetiva o impasse no nível estratégico e, no nível operacional, utiliza as vantagens do terreno a partir da engenharia de combate, visando anular, a partir do atrito, as vantagens tecnológicas do agressor. Este modo específico de fazer a guerra está relacionado tanto à defesa, no sentido militar, da Revolução Nacional, quanto à sua promoção.&nbsp

    A RESPOSTA ESTADUNIDENSE À ASCENSÃO CHINESA: A GRANDE ESTRATÉGIA DE OBAMA EM PERSPECTIVA

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    Este trabalho busca refletir acerca da grande estratégia estadunidense no contexto de ascensão da China. Para isso, faz-se o seguinte percurso (1) analisamos a dualidade do pensamento estratégico estadunidense; (2) discutimos os meios para se atingir esses objetivos, quais sejam, os conceitos operacionais - o Air-Sea Battle e o Offshore Control - e suas decorrências para o nível da estratégia; e, (3) conduzimos uma reflexão sobre a estratégia do governo Obama. Argumentamos então que Obama não possui uma grande estratégia definida, levando a uma autonomia excessiva dos meios (conceitos operacionais) sobre os fins (objetivos estratégicos e políticos). Adicionalmente, as escolhas operacionais prejudicam ainda mais esse processo, na medida que ignoram fatores políticos e são guiadas pela crença irrestrita na superioridade tecnológica e, por decorrência, na busca pela definição militar rápida. Por fim, discutimos e identificamos possíveis implicações para a segurança internacional.&nbsp

    UNASUL I: ERRO ESTRATÉGICO E FALTA DE COORDENAÇÃO POLÍTICA COMO ELEMENTOS DO FRACASSO

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    Os anos 2000 apresentaram uma proposta de reativação da base industrial de defesa na América do Sul. Ao mesmo tempo, houve um aprofundamento da integração regional no continente. Dentro deste contexto, a integração da base industrial de defesa da América do Sul foi um dos objetivos, cuja síntese do esforço foi o Conselho de Defesa da UNASUL. O UNASUL I foi um projeto de desenvolvimento conjunto de um avião de treinamento básico/primário que acabou não se concretizando. O objetivo deste artigo é discutir o insucesso do projeto nos âmbitos político e estratégico, trazendo o caso do desenvolvimento do cargueiro militar médio Embraer KC-390 como um caso de sucesso

    O PAPEL DA ASEAN NA CRESCENTE POLARIZAÇÃO POLÍTICA E SECURITÁRIA NO SUDESTE ASIÁTICO

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    Este artigo tem por objetivo avaliar do papel da ASEAN no contexto de crescente polarização política e securitária no Sudeste Asiático. Para tanto, propõe-se inicialmente examinar o histórico da Associação; depois, trabalhar com a transformação do contexto securitário do Sudeste Asiático, com destaque para os desdobramentos no Mar do Sul da China; e, por último, analisar os documentos produzidos pela Associação a partir de 2015 e as principais iniciativas de política externa e de defesa no âmbito regional, confrontando seu conteúdo com a realidade geopolítica exposta na seção anterior. Conclui-se que apesar dos desafios da conjuntura, institucionalmente, um novo patamar foi atingido com a criação da Comunidade Político-Securitária da ASEAN em 2015. Dado que, se por um lado a política de defesa dos países da região demonstrou cooperação limitada frente a polarização causada pela política externa de China e Estados Unidos, por outro, ainda é possível identificar esforços em direção a formação de um bloco diplomático na região

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