Portal de Periódicos do IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia)
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    ESCOLA QUEERSTIONADORA: Por um currículo que problematize as supostas estruturas de gênero e sexualidade

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    Ainda que não se discuta a respeito da diversidade de gênero e sexualidade de maneira aberta na escola, ela está presente no cotidiano dos estudantes, nos diálogos e na demarcação dos espaços físicos dessa instituição. Entretanto, ao analisarmos como os documentos norteadores do currículo citam tais questões, desde os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), percebemos a prevalência da ideologia de um regime de dominação que contribui para o amoldamento da escola aos modelos hegemônicos, inviabilizando e marginalizando todos aqueles que não se encaixam no padrão cis-heteropatriarcal. Assim, o currículo também é um espaço de poder, de autoridade e de disputas ideológicas. Nesse sentido, inspirados na pedagogia queer, proposta de autoras como Deborah Britzman (1999) e Guacira Lopes Louro (2000), sugerimos uma Escola queerstionadora, na qual o currículo escolar adotaria estratégias em que estudantes seriam estimulados a questionar modelos hegemônicos e as supostas estruturas binárias de gênero e sexualidade, nos auxiliando a pensar um currículo vivo, dialógico e que potencialize as diferenças constitutivas do ser humano.  Palavras-chave: Educação. Diversidade sexual. Gênero. Currículo

    POR UM CURRÍCULO-FENDA

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    O currículo é uma tecnologia que põe em funcionamento estruturas, relações de saber-poder e normas. Pensando assim, o currículo é uma forma de governar vidas ditando corpos, verdades e condutas. Com base no pensamento da filosofia da diferença, este ensaio tem como objetivo debater um currículo que empurre os encontros autoritários e tristes e abra espaço numa escola e numa prática pedagógica que parecem subordinadas às lógicas do capital. Por meio das alegorias muros, fissuras e passagens, problematizamos as noções de currículo para pensar em um currículo-fenda como uma possibilidade de preservação e afirmação de singularidades e diferenças que multiplicam potências de vida nas escolas. Palavras-chave: Currículo. Prática Pedagógica. Biopotência

    A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA PELA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

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    Este artigo centra-se no objetivo de analisar o planejamento teórico curricular dos cursos de Licenciatura em Matemática, oferecidos pela Universidade Aberta do Brasil (UAB). Como aporte teórico, recorreu-se à literatura científica, e percebe-se que com o intuito de incentivar a formação continuada dos professores, o Ministério da Educação em parceria com as universidades públicas, oferece cursos de aperfeiçoamento, licenciatura e pós-graduação, na modalidade de Educação à Distância (EaD). Metodologicamente, o trabalho apresenta uma análise documental como forma evidenciar o planejamento e a execução destes cursos em universidades brasileiras. Considera-se que a formação continuada do professor é de suma importância para o processo de ensino e aprendizagem, e é fundamental para suprir as demandas que hoje o mundo nos impõe através das tecnologias digitais. Palavras-chave: Formação de professor. Educação Matemática. Educação à Distância. Universidade Aberta do Brasil

    BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM E O SUJEITO QUE SE PRETENDE FORMAR

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    Este trabalho propõe uma reflexão inicial sobre a noção de sujeito disseminada pelos textos formais que constituem a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), enquanto principal documento que norteia os currículos escolares hoje. Parte do entendimento de que, uma política curricular que busca controlar a produção de sentidos no espaço da escola, traga como pressuposto a ideia de sujeito (cidadão) que se apresenta como um modelo representacional a ser seguido/forjado como um molde único. Com base nos estudos de Hall (1997), Macedo (2006) e Lopes e Macedo (2011), discutimos a impraticabilidade de uma política curricular que seja capaz de cercear todo o campo do sentido, pois os sentidos são livres e incontroláveis. Conclui que a BNCC por mais que se autoproclame como um dispositivo normalizador das práticas docentes, seus objetivos estão fadados ao insucesso, posto a impossibilidade de impedir o fluxo livre dos sentidos

    ENSINO DE CIÊNCIAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Concepções de um grupo de professoras pedagogas

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    A formação do pedagogo, profissional que leciona para a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental variou bastante ao longo dos anos, assim como os objetivos desse profissional para o mercado de trabalho. Paralelamente, o ensino de ciências e a chancela dessa como uma disciplina escolar também possuiu um histórico de mudanças, sempre atrelado e subordinado ao currículo que o contexto sócio-político do país demandava. Nesse sentido, investigou-se um grupo de professoras dos anos iniciais do ensino fundamental que lecionam na rede pública municipal de São Paulo acerca de suas concepções sobre ciências e o seu ensino, por meio da aplicação de um questionário. Os resultados obtidos revelam que ainda existem lacunas formativas para lecionar ciências, o que acaba limitando as práticas e a forma como a ciência é apresentada para os educandos, assim como aprimoramentos nas estruturas curriculares para o ensino de ciências nos cursos de Pedagogia precisam ser realizados. Palavras-chave: Ensino de Ciências. Formação de Professores. Anos Iniciais do Ensino Fundamental

    ENSINO DE HISTÓRIA E MUNDOS DO TRABALHO NA TRANSIÇÃO DOS ENSINOS FUNDAMENTAIS I E II: Uma abordagem a partir da investigação dos modelos mentais

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    Tendo em vista as constantes transformações vivenciadas no campo de pesquisa da história do trabalho, o artigo apresenta possibilidades de aproximação entre as perspectivas historiográficas recentes e a construção de saberes sobre os mundos do trabalho no Ensino de História na Educação Básica, mais especificamente, na transição dos Ensinos Fundamentais I e II. A investigação dos modelos mentais, em diálogo com diretrizes da BNCC, é apresentada como um instrumento pedagógico facilitador de um processo de ensino-aprendizagem pautado no diálogo entre academia e salas de aula. Considera-se que, diante da precarização das relações de trabalho, das investidas neoliberais no campo da educação, da profusão de narrativas históricas reacionárias e de novos negacionismos propalados por diversos meios de comunicação, essa interlocução seja primordial para uma educação emancipadora, como propõe Paulo Freire. Palavras-chave: Ensino de História. Mundos do trabalho. Modelos mentais

    DA HISTÓRIA AO CONTEXTO SOCIAL E POLÍTICO TRANSATLÂNTICO

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    O CURRÍCULO INTEGRADO NA MODALIDADE PROEJA NO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA: Um olhar a partir dos docentes

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    Apesar de diversas pesquisas educacionais apontarem a importância do Currículo Integrado (CI) para a formação de sujeitos omnilaterais, ainda existe descontinuidade entre o que se ensina e o que se pretende formar com o currículo integrado. Buscando caminhos para a superação dessas dualidades presentes na formação de Jovens e Adultos, estudantes de cursos PROEJA, desenvolveu-se essa pesquisa, realizada de maneira qualitativa com os professores de Ciências da Natureza, com o intuito de investigar possíveis caminhos para a implementação do Currículo Integrado em cursos de PROEJA, tentando identificar  e entender seus processos formativos e de educação continuada, além de compreender e explicar os limites e reflexões desses professores e de seus processos dentro do CI. Os dados provenientes das análises dos documentos sobre CI Proeja foram categorizados seguindo o sistema de codificação proposto por Bogdan e Biklen (2006). Para isso, foram entrevistados 3 professores que trabalham com Ciências da Natureza no Instituto Federal Farroupilha na modalidade PROEJA: docentes de Química, Física e Biologia. Entendemos que o tempo-espaço da sala de aula constitui o âmago da implementação desse currículo e esse entendimento pode direcionar à percepção do conjunto de diferenças que dele fazem parte e assim contribuir para a sua efetiva aplicação.  Palavras-chave: Currículo Integrado. Proeja. Saberes Docentes

    AÇÕES AFIRMATIVAS EM GÊNERO E DIVERSIDADE NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – EPT: Uma discussão pós-colonial

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    A presente pesquisa objetiva discutir e identificar ações afirmativas em gênero e diversidade no currículo da Educação Profissional e Tecnológica – EPT na pós-colonialidade, refletindo formação e educação para o mundo do trabalho como possibilidade de mediação sociocultural e econômica da emancipação humana. Em relação à metodologia, buscamos atender um caráter qualitativo pautado em uma pesquisa bibliográfica. Podemos inferir que as ações afirmativas em gênero e diversidade, presentes no currículo da EPT, devem adaptar-se, ou seja, é necessário que adotem metodologias que levem em consideração as diferenças regionais, culturais, de gênero, étnico-raciais, religiosas, os perfis populacionais etários e os contextos onde as aprendizagens acontecem. &nbsp

    AS REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO E ADULTOCENTRISMO NA LITERATURA INFANTIL: Um olhar a partir dos Estudos Culturais

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    Ao reconhecer que a Literatura Infantil é um instrumento cultural que permite caminhar pelo território da fantasia, do inesperado e do surpreendente, que possibilita a criação, a imaginação, percepções e representações do mundo e do outro, tivemos como principal objetivo identificar as obras literárias utilizadas na Educação Infantil, a fim de refletir sobre as representações de gênero e adultocentrismo presentes nessas histórias. O estudo tem caráter qualitativo e está amparado pela perspectiva dos Estudos Culturais. Como instrumento metodológico, utilizamos o questionário online para realizar um levantamento com dez professoras que atuam na Educação Infantil de duas cidades do interior do Paraná. Foi possível constatar que a maioria das professoras ainda permanecem amparadas nos contos moralistas, tendo a percepção do feminino como frágil e dependente do masculino e esse é tido como forte, aventureiro e herói. Além disso, temáticas com visão adultocêntrica, como o casamento, trabalho e problemas financeiros são destacados. Percebemos que isso pode restringir a leitura de mundo e fragilizar a ampliação de repertório na infância. &nbsp

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