Portal de Periódicos de Ciências Humanas e Filosofia, da Universidade Federal Fluminense
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    O Brasil como Epicentro mundial da COVID-19: Estudo de Representações Sociais

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    Em 2019 um novo coronavírus passou a ser noticiado e, em poucos meses, levou o mundo a uma grande pandemia que demandou uma série demedidas sanitárias. Em pouco tempo, o debate sobre a letalidade e consequências da COVID-19 politizou-se e dividiu opiniões no Brasil. No intuito de analisar as Representações Sociais de internautas brasileiros sobre o fato de o Brasil ter se tornado o novo epicentro mundial da COVID-19, o presente estudo examinou um corpus composto por 1.321 comentários, realizados por internautas nas páginas do Facebook de três jornais de grande circulação no país. Foi realizada análise lexicográfica sobre o material, com o auxílio do software IRaMuTeQ. Em geral, os comentários foram polarizados, dividindo os internautas entre crentes e descrentes em relação à doença e elementos ideológicos da extrema direita foram observados nos conteúdos dos comentários negacionistas, podendo manter relação com o avanço da doença

    Misoginia: quando a saída não é pela via da criminalização – Uma conversa com a vereadora feminista Luciana Boiteux

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    A entrevistada é Luciana Boiteaux, professora da graduação e da pós-graduação de Direito Penal e Criminologia da Faculdade Nacional de Direito na UFRJ e vereadora do município do Rio de Janeiro. Atualmente tramita no Congresso Nacional um projeto de lei (PL) que criminaliza a misoginia. O projeto é fruto de uma ideia legislativa registrada pela psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello. A partir desse PL, foram publicados posicionamentos da professora Débora Diniz e o seu como contrapostos antipunitivistas, contrários ao projeto, e da professora Márcia Tiburi em defesa da proposta. O debate respeitoso e de alto nível entre referências feministas brasileiras motiva essa conversa, sobretudo, diante da abordagem abolicionista e antipunitivista da entrevistada

    Acerca do ChatGPT

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    Ruralidades e saúde mental: revisão de literatura

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    As populações rurais brasileiras são historicamente marcadas por desigualdades sociais expressas pela pobreza multidimensional geradora de sofrimento mental. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura sobre a saúde mental em contextos rurais. A literatura foi revisada nas bases de dados SciELO e PEPSIC, conforme a metodologia PRISMA. Foram selecionados 45 artigos, em que 14 foram incluídos em síntese qualitativa. Os resultados sinalizam um conjunto de fatores que revelam vulnerabilidades psicossociais, ligados as expressões de pobreza, os casos de transtornos mentais comuns e padrões de risco do consumo de álcool. A pobreza possui implicações no bem-estar pessoal, sentimentos de comunidade, humilhação e vergonha. As intervenções em grupo foram estratégias potenciais para a promoção da saúde mental. A pesquisa possibilitou conhecer a literatura sobre saúde mental em ruralidades e reunir recomendações que podem contribuir para as políticas públicas, prática e produção científica

    Criminalizar a misoginia, por quê?

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    A emergência do agora

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    Linguagem, alteridade e contemporaneidade: que suportes para subjetivações da pandemia?

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    Este artigo é fruto de um estudo teórico acerca dos processos de subjetivação presentificados no cenário contemporâneo, sob os vieses da psicanálise e da filosofia. Partimos de considerações sobre o estatuto atual do Outro – noção lacaniana referente ao lugar da linguagem, portador de um aspecto de alteridade – para pensar modos pelos quais este lugar pôde suportar subjetivações quanto à incidência do novo coronavírus no meio social. Entendemos que o movimento de colonização dos corpos na contemporaneidade, descrito pelo filósofo Mbembe (2018), fomenta a conjuntura de exclusão da alteridade, promovendo a emergência de mecanismos paranoides no âmbito social ao serem propulsionados sentidos fixos e imediatos perante o campo da diferença. Isto promove a paralisação de ressignificações e o tensionamento de conflitos socialmente, ao que buscamos apontar a necessidade de reintroduzir o âmbito da alteridade no lugar da linguagem, a fim de deslocar questões e promover vias de contorno do não-sentido coletivamente.                       

    A nova política de saúde mental em tempos de defensivas contrarreformistas no município de Campos dos Goytacazes

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    A despeito dos avanços após a promulgação da Lei 10.216/001, marcada por avanços na busca de um novo modelo de assistência em saúde mental, a Reforma psiquiátrica teve um marco legal no que tange à proteção e aos direitos das pessoas com transtornos mentais, redirecionando o modelo assistencial em Saúde Mental. Contudo, nos últimos anos aconteceram mudanças político-legais e assistenciais no âmbito da política pública de Saúde Mental no Brasil, demonstrando os efeitos da Contrarreforma Psiquiátrica. Este artigo se propõe a analisar a produção teórica e documental que confirma um movimento de contrarreforma nas práticas de atenção e cuidado. Tal análise, num momento de retrocesso das conquistas da luta antimanicomial, busca refletir sobre a influência do neoliberalismo e do conservadorismo, bem como sobre as tensões geradas nesse processo em relação à Rede de Atenção Psicossocial

    Los afrodescendientes en el Perú: de la visibilidad cero a la narración en primera persona

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    Luego de hacer una revisión de las referencias en las que se aprecia la presencia de personajes afrodescendientes, nos centramos en dos novelas porque, de alguna manera, representan el esfuerzo por acercarnos al grupo etnocultural con sus rasgos más relevantes. Charún- Illescas y Martínez presentan sus novelas en las que se puede apreciar el modo de pensar, costumbres y creencias de la población afrodescendiente. Lo importante es que podamos apreciar cómo es que desde la invisibilidad cero (persona sin nombre) y en la condición de esclavos, los afrodescendientes aparecen progresivamente en la novela hasta que llegamos a observarlo como protagonista y narrador personaje que, desde su propio sociolecto, testimonia cómo ve el mundo y sus instituciones. Destacamos la novela de Charún Illescas en tanto permite conocer el sincretismo religioso que practicaban los afrodescendientes en tanto eran católicos, pero cantaban invocando a las deidades de la lejana África.

    “E a ama de leite cumé que fica?”: problematizando imagens de controle

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    Esta pesquisa documental investiga discursos que constituem imagens de controle sobre amas de leite, presentes na sociedade brasileira no século XVIII e meados do século XIX, e parte de suas reverberações na atualidade. Inicialmente, articula-se um debate sobre gênero como produção colonial e interseccional e a operacionalidade de parte das imagens de controle atribuídas às mulheres negras. Em seguida, são analisadas imagens de controle associadas às amas de leite negras que circularam no Brasil no século XVIII. Na continuidade, são problematizados discursos médicos articulados no século XIX que questionaram a presença das amas de leite na conjuntura familiar e, de modo breve, é anunciado um fio discursivo que conecta parcialmente as amas de leite às babás no Brasil contemporâneo. As considerações finais sinalizam a importância da articulação de análise interseccionais e localizadas sobre os processos de produção da subjetividade, como estratégia para desestabilizar a geopolítica do conhecimento na ordem global.

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