Portal de Periódicos de Ciências Humanas e Filosofia, da Universidade Federal Fluminense
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    Desigualdades de gênero e condições de (re)existências em letras de músicas da banda Mulamba

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    Neste artigo, como objetivo geral, buscou-se analisar como as letras de músicas da banda Mulamba apresentam questões no que diz respeito a desigualdades de gênero e condições de (re)existências. O estudo realizado foi qualitativo, bibliográfico e documental. Para compor o estudo, foram analisadas bibliografias sobre os temas relacionados a estudos de gênero, estudos de gênero na psicologia, estudo sobre produção de sujeitos e formas de resistências. No levantamento documental, foram identificadas e selecionadas sete letras consideradas relevantes aos objetivos deste trabalho. As letras musicais foram analisadas como enunciados que relacionados entre si formam uma rede discursiva, inspirada na proposta de análise de discurso, conforme orientação de Michel Foucault. A análise possibilitou dizer que letras da banda Mulamba apresentam, assim como  questionam posições atribuídas a mulheres e que remetem a regras normativas de aceitação ou de exclusão, violências e sujeição. Produzem outras formas de existência ao discurso normativo que constituem subjetividades

    A elegância do ouriço: linhas de fuga, oportunidade para outros modos de existência

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    Paloma está decidida a cometer suicídio no dia do seu aniversário e durante os dias restantes pretende fazer um filme sobre sua vida para mostrar “por que a vida é absurda”. No filme O porco-espinho, dirigido por Mona Achache, baseado no livro A elegância do ouriço, de Muriel Barbery, percebe-se uma vida engessada em linhas duras que fazem Paloma se sentir como um peixe no aquário, mas também uma vida atravessada pelo inesperado dos encontros. Com suporte de pensadores da Filosofia da diferença, busca-se rastrear algumas linhas que compõem a vida da personagem, sejam elas mais rígidas ou mais maleáveis que apontem para rupturas em sua existência. O objetivo, com este estudo entrecruzado entre o livro e o filme, é percorrer possibilidades de novos modos de existência que emergem dos encontros articuladores de rupturas, transformações e reconstruções

    El devenir de lo grupal en el marco del Sistema Modular. Notas para dilucidar la experiencia universitaria

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    En un contexto de fuerte individualización y privatización es necesario insistir en este tema, reconocer los diversos acercamientos, elucidar sobre sus múltiples lecturas y las tensiones que convoca y provoca en la dinámica institucional. Nos situamos en el Sistema Modular porque reconocemos en él las posibilidades y, al mismo tiempo, los desafíos del trabajo grupal; este modelo pedagógico nos permite dar cuenta de una experiencia singular configurada desde las apuestas epistemológicas y teórico metodológicas, pero también éticas y políticas. Lo grupal, no está dado, no se ajusta a la prescripción, sólo deviene en tanto proceso de encuentro. Abriremos el diálogo planteando las condiciones a las que está expuesto el ámbito universitario, después nos ubicaremos en el marco del Sistema Modular que, desde sus orígenes ha promovido dispositivos grupales.

    Memória e coragem de verdade em um coletivo de luta antimanicomial potiguar: pistas para o que ainda precisamos afirmar

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    Defender os direitos humanos é indispensável para a construção de políticas e práticas no campo da saúde mental. A luta antimanicomial em defesa da reforma psiquiátrica nas últimas décadas no Brasil produziu um modelo alternativo de cuidado em liberdade com a participação de movimentos sociais no período dito de democratização pós-ditadura militar, envolvendo a disputa de forças/saberes díspares, constituindo um campo de inúmeras tensões. Nos últimos anos, observamos mudanças nas políticas de saúde mental que fortaleceram as antigas estruturas asilares, discursos e práticas que já foram alvo de denúncias de incontáveis violações. Como forma de visibilizar resistências neste cenário de ameaças, esta pesquisa cartográfica mapeou elementos da memória e história de um coletivo antimanicomial nordestino encontrando, no testemunho e na sua narratividade, pistas para novas formas de enfrentamento às capturas manicomiais e às violações de direitos que marcam histórica e dolorosamente pessoas com problemas de saúde mental no Brasil

    A Lei 11645 e as práticas grupais: Desafios e tensões na sala de aula de uma formação em psicologia.

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    Este trabalho é um ensaio que pretende debater alguns desafios e tensionamentos vividos e produzidos a partir da implementação da Lei 11.645/2008 no curso de psicologia, tendo como analisador a disciplina de psicologia dos grupos. Num primeiro momento, apresentaremos os princípios orientadores através dos quais é problematizado a questão das práticas grupais e do grupalismo na formação em psicologia. Em seguida, utilizando-se do conceito de Quilombo, desenvolvido por Beatriz Nascimento, evidenciamos os atravessamentos e transversalidades das questões étnico-raciais nos processos de formação.

    Reabertura e novas regras

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    Atuação multidisciplinar em saúde na escola Waldorf: a percepção dos professores

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    O presente estudo buscou conhecer a percepção dos professores sobre aatuação dos profissionais de saúde na escola Waldorf, a fim de investigar aaproximação prática da noção em saúde e atuação dessas equipes.Participaram da pesquisa sete professores, de três escolas Waldorf noestado de São Paulo, que contavam com profissionais de saúde. Foramrealizadas entrevistas semiestruturadas, gravadas e posteriormentetranscritas e analisadas a partir da técnica de análise de conteúdo temática.Os resultados foram separados nas seguintes categorias: Segurança naescola: uma estratégia de saúde pública; O inter-relacionamento entre saúdee educação; Uma parceria que fomenta inclusão social e; Inclusão dentro daEscola Waldorf. Concluiu-se que a presença dos profissionais de saúde éreconhecida com grande valia pelos professores, com desdobramentospositivos para a comunidade educativa, ou seja, professores e alunos,resultando também na inclusão social. Novos estudos são incentivados paramaior compreensão do tema

    Narrativa de la memoria y el perdón, luego de los años de la violencia armada

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    La presente investigación empieza mencionando los efectos de la violencia armada que se produjo en el Perú en la década de los ’80 y que dejó sesenta mil muertos. Se comenta la repercusión en la narrativa en tanto que dejó un número significativo de novelas que alcanzaron prestigio internacional. En el siglo XXI el tema de la violencia aún se mantendría en la conciencia ciudadana a través de los sentimientos de culpa y la exigencia de una necesaria reflexión. Dos narraciones son el objeto de análisis de este artículo en tanto reflejan la vida de los subversivos y las implicancias subjetivas que conlleva para quienes viven con el estigma de haber sido familiar de los perdedores de la contienda. Implicancia moral sobre la culpa y el perdón sobre lo que necesariamente se debe reflexionar

    O grupo como dispositivo ético, estético e político de governo de si e dos outros

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    Este artigo pensa o grupo como dispositivo de saber, de poder e de subjetivação em que as linhas de fuga são forças múltiplas de tensão das forças em dobras provisórias. O texto é um ensaio de análise da agonística permanente do governo de si e dos outros em que ver e dizer não se confunde com o sujeito e o grupo, mas passa a ser ressonâncias de uma coragem da verdade na parresía como tática de modos de vida éticos, estéticos e políticos. Trabalha-se com um plano de forças se torna singular de diagramas e rizomas. O grupo não tem essência nem se faz como aparência de uma suposta unidade de assujeitamento enraizado. A estilística da existência processual é efeito do grupo dispositivo pelo cuidado da cidade em entremeios com o cuidado de si.

    Aquilombamento como modo de existência: diálogos entre Brasil e África

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    O presente artigo visa discorrer sobre a noção de aquilombamento como modo de existência coletiva, observando a formação dos quilombos no contexto afro-brasileiro e sua função social, política e comunitária existente ainda na atualidade, presente através de instituições como os terreiros religiosos de matriz africana. A partir de tal análise, buscamos apresentar os terreiros como espaços de resistência e valorização étnico-cultural africana, especificamente por meio da utilização dos idiomas e métodos educacionais tradicionais, aqui representados pela chamada nagologia[1] iorubá.[1] Nagologia: neologismo criado por Márcio de Jagun para definir a metodologia científica do povo ioruba para difundir e preservar seus saberes (JAGUN, 2021, p. 20-21)

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