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    RELAÇÃO ENTRE O HÁBITO DE FUMAR E A PRESENÇA DE LESÕES ORAIS E ANSIEDADE – UM ESTUDO PILOTO COM GRUPO DE COMPARAÇÃO

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    O cigarro convencional é amplamente reconhecido como o principal fator responsável pela elevação da incidência de câncer oral. Em oposição, o cigarro eletrônico foi introduzido com a premissa de oferecer maior segurança, ganhando notável popularidade, especialmente entre as gerações mais jovens. O objetivo deste estudo transversal observacional com grupo de comparação, aprovado pelo CEP (#63764022.7.0000.0095), foi avaliar a prevalência de lesões orais e de ansiedade em usuários de cigarro convencional, cigarro eletrônico e não fumantes. Foram totalizados 80 participantes, com idades entre 19 e 75 anos, que compareceram à Clínica Odontológica UniBrasil e aceitaram participar da pesquisa. Durante o período de 8 meses foram avaliados 33 fumantes de cigarro convencional (41,3%), 20 fumantes de cigarro eletrônico (25%) e 27 não fumantes (33,8%). Os participantes responderam a uma anamnese estruturada pelos pesquisadores, a ansiedade foi avaliada através do questionário validado IDATE traço, o hábito de fumar foi avaliado por um questionário adaptado da OMS e todos passaram por exame físico da cavidade bucal. Os dados foram analisados através do software SPSS, com nível de significância de 5%. A presença de lesões orais foi associada ao hábito de fumar cigarro convencional (p= 0,013) e não associada ao hábito de fumar cigarro eletrônico (p= 0,258) ou a ingestão de bebida alcoólica (p= 0,739). Além disso, não foi observada associação entre a quantidade de cigarros consumidos por dia e a presença de lesões (p= 0,437). Com relação a idade, foi observada associação com a presença de lesões (p < 0,001), sendo que os indivíduos com mais idade possuíam significantemente mais lesões que os mais jovens. Assim como, pessoas brancas apresentaram ter mais leões que negros ou pardos (p=0,007). Ao comparar o estado civil, os solteiros exibiram mais lesões que os casados e divorciados (p=0,009). Em relação a escolaridade pessoas com ensino médio demonstraram ter maior incidência de lesões que indivíduos com ensino fundamental e superior completo/incompleto (p=<0,001). O escore médio de IDATE foi 46,6 (±6,52). A ansiedade não foi relacionada com o hábito de fumar, escores mais elevados de IDATE foram associados a realização de tratamento psiquiátrico (p= 0,005), no entanto não foram vinculados ao hábito de fumar cigarro eletrônico (p= 0,722) ou cigarro convencional (p= 0,583). As lesões encontradas nesse estudo foram: leucoplasia, papiloma, glossite romboidal mediana, pigmentações melânicas, todas em indivíduos fumantes de CC. Contudo, para verificar o real efeito do CE sobre a incidência de lesões orais é necessário a realização de estudos longitudinais

    CLAREAMENTO INTRARADICULAR EM PACIENTES COM TRATAMENTO ENDODONTICO

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    O clareamento dental interno, uma técnica empregada no tratamento de dentes descoloridos devido a trauma, tratamento endodôntico ou outras condições, possui uma trajetória que reflete avanços significativos na odontologia e no entendimento da estética dental.  Este estudo tem como objetivo principal identificar as principais metodologias para a recuperação da cor original de um dente que, após ser submetido a tratamento endodôntico, sofreu escurecimento.  As alterações cromáticas dentárias podem ser desencadeadas por uma variedade de fatores, incluindo trauma, calcificações pulpares, técnicas terapêuticas inadequadas, falhas na execução da terapia endodôntica, além da utilização de materiais obturadores, como cones de gutapercha, cones de prata e cimentos endodônticos, que podem resultar no manchamento da estrutura dentinária quando deixados no interior da câmara pulpar após a finalização do tratamento endodôntico. Durante o exame clínico, é fundamental analisar a integridade do remanescente dental, o grau de escurecimento, bem como as condições periodontais. No exame radiográfico, a avaliação da condição do tratamento endodôntico torna-se essencial. Independentemente da técnica selecionada, ao acessar a câmara pulpar, a confecção de um tampão cervical é um passo indispensável. Existem diversas técnicas aplicáveis ao clareamento dental, entre as quais se destaca a técnica Power Bleaching, que é realizada externamente e oferece resultados imediatos. Nessa abordagem, o agente clareador, preferencialmente o peróxido de hidrogênio a 35-38%, não permanece no interior da câmara pulpar entre as sessões. O agente é inserido na câmara apenas durante a consulta e aplicado simultaneamente na superfície vestibular do dente a ser clareado, sendo o procedimento repetido em sessões subsequentes conforme necessário. Outra técnica amplamente utilizada é a Walking Bleach. Neste método, o agente oxidante é introduzido na câmara pulpar, seguido pelo fechamento provisório, com trocas semanais do agente clareador. Essas trocas devem ser realizadas por um período de três a seis semanas no caso do uso de peróxido de hidrogênio. Já no emprego de perborato de sódio associado à água destilada, não há restrições quanto à duração do tratamento.  Historicamente, os primeiros registros do clareamento de dentes não-vitais remotam á metade do século XIX, onde os odontólogos começam a utilizar substâncias como cal colorada para clarear dentes escurecidos, que era aplicada diretamente no interior do dente. No século XX, a técnica de clareamento evoluiu com a introdução de agentes clareadores, como o ácido oxálico, peróxido de sódio, peróxido de hidrogênio. Atualmente, o clareamento interno é executada com segurança e uso de agentes clareadores modernos, proporcionando resultados eficazes. Conclui-se que o tratamento de dentes não vitas é um procedimedimento viável e de baixo custo, sendo uma opção segura e eficaz, desde que relizada por profissionais qualificados, para pacientes que visam buscar estética e qualidade de vida

    O BIODIREITO E O FIM DA VIDA

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    C. A. L é brasileira, diagnosticada com Neuralgia do Trigêmeo Bilateral e deseja colocar fim a sua dor por meio do suicídio assistido. Sua doença não tem cura e a sua condição é extremamente debilitada. Ela busca arrecadar fundos para financiar seu deslocamento para a Suíça e realizar o procedimento no país cuja legislação permite a prática. Essa foi a forma encontrada por ela para ter seu desejo atendido, embora para isso tenha precisado o deixar o seu país, sua casa e até seus familiares. Foi a alternativa legal, já que esse amparo não foi possível no seu país de origem. Este é apenas um exemplo, entre muitos, de pessoa que por ser acometida por uma grave doença, deseja ter uma morte digna, quando todas as tentativas de parar de sofrer já se esgotaram, mas o ainda sofrimento não. Seja por doença grave, idade avançada, acidente ou qualquer outra razão que traga dor e sofrimento. Casos sem cura, terminais, em que não existem mais possibilidades de vida plena e sem sofrimento. No Brasil, o suicídio assistido e a eutanásia são proibidos por lei, entretanto a distanásia (prolongamento artificial da vida) também é, embora essa prática seja utilizada com frequência mesmo quando contrária à vontade do paciente. Esse estudo busca problematizar essas questões, assim como abordar as raízes da legislação que proíbe a prática e comparar com a legislação de países onde a prática é legalizada. Ademais, a Resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1.995/2012 busca regulamentar as diretivas antecipadas de vontade do paciente no contexto da ética médica brasileira e regulamentar a conduta do médico em face das escolhas dos pacientes. Tal resolução define o que são as DAVs, mas não estabelece de seus limites e nem regulamenta critérios de cumprimento de tais vontades. A discussão também envolverá questões culturais e morais sobre o tema.&nbsp

    JUSTIÇA E MATERNIDADE NO CÁRCERE: O IMPACTO DO HABEAS CORPUS 143.641 NO SUL DO BRASIL SOB A ÓTICA DO ESTATUTO DA PRIMEIRA INFÂNCIA

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    O presente estudo examina a aplicação do Habeas Corpus 143.641, concedido pelo Supremo Tribunal Federal, que determina a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar para mulheres gestantes, puérperas e mães de crianças, sob a perspectiva do Estatuto da Primeira Infância. Por meio do método dedutivo e da análise jurisprudencial, o estudo pretende verificar a possibilidade do Habeas Corpus como um remédio constitucional garantidor de direitos individuais homogêneos. Embora tal medida tenha surgido em resposta às falhas do sistema prisional, principalmente no que diz respeito às necessidades das mulheres presas, os resultados preliminares revelam que, apesar de alguns avanços, a garantia da ordem pública frequentemente prevalece sobre o direito ao regime domiciliar para essas mulheres, mesmo em casos sem violência ou grave ameaça

    Domingo de Ramos

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    Projeto: quebrado, porém inteiro

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    Golpes e Fraudes por Meio da Inteligência Artificial

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