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Nuvens de Palavras como Recurso Analítico: Narrativas de Aprendizado Interprofissional em Imunologia Clínica na Pós-Graduação
Este estudo avalia o ensino de imunologia no Brasil, destacando lacunas na aplicação clínica do conhecimento e fragilidades na formação multidisciplinar em programas de saúde. Com enfoque no ensino interprofissional (EIP) na pós-graduação, o trabalho busca identificar a percepção de residentes e preceptores de um programa de residência em pediatria sobre o EIP de imunologia clínica. Utilizando uma abordagem mista, com análise qualitativa e quantitativa, os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, na última etapa das quais os participantes descreveram sua experiência com EIP de imunologia clínica em três palavras. As respostas foram apresentadas em forma de nuvem de palavras. As narrativas revelam diversas perspectivas, destacando a complexidade e a riqueza do aprendizado interprofissional. Conclui-se que o EIP surge como estratégia para auxiliar na aquisição de conhecimento, relacionado à Imunologia clínica e na otimização do fluxo do cuidado nos programas de residência analisados
EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO NA FUNCIONALIDADE DE IDOSOS COM SARCOPENIA
O envelhecimento da população é um dos grandes desafios de saúde do século XXI, já que as pessoas estão vivendo mais, mas também convivendo com um número maior de doenças crônicas. Dentro desse contexto, a sarcopenia merece destaque por causar a perda de massa e força muscular, o que acaba prejudicando a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida dos idosos. Reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde, a sarcopenia tem várias causas e precisa de estratégias eficazes tanto para prevenção quanto para tratamento de reabilitação. Dentre as formas de intervenção, o treinamento de resistência aparece como a forma mais indicada de minimizar seus efeitos, gerar adaptações neuromusculares e ajudar a manter a independência funcional. O objetivo deste estudo foi analisar, através de uma revisão sistemática, os efeitos do treinamento resistido na funcionalidade de idosos diagnosticados com sarcopenia. Portanto, foram feitas buscas nas bases PubMed, SciELO e CAPES, pelo período de janeiro de 2020 a setembro de 2025. Somente artigos em português ou inglês, publicados em revistas classificadas como Q1 ou Q2 pelo SCImago, foram incluídos. Ficaram de fora revisões, teses, dissertações, pesquisas com animais e estudos centrados em dieta ou suplementação. O processo de seleção seguiu as diretrizes do PRISMA. Ao todo, foram encontrados 68 trabalhos, mas apenas quatro atenderam a todos os critérios e entraram na análise final. Os resultados mostraram que o treino resistido estruturado trouxe benefícios importantes para diferentes aspectos da sarcopenia. Observou-se um aumento de massa muscular, redução da gordura intramuscular e até a remissão da doença nos estudos analisados, autores também relatam a melhora significativa de força máxima, desempenho físico e melhor condições de qualidade de vida, sendo que o treino em contraste se destacou pelo ganho de potência muscular, embora não tenha alterado a densidade mineral óssea. O treinamento com faixas elásticas em comparação a dança em grupo foi mais eficiente para o aumento da massa magra, força e velocidade de marcha. E ainda afirma-se que em uma relação dose–resposta: quanto maior o volume e a intensidade do treino, maiores foram os ganhos na força do quadríceps e nos testes funcionais, sem que isso comprometesse a segurança. De maneira geral, os artigos analisados trazem programas de treinamento resistido, eficazes para a melhora de força, massa e funcionalidade muscular nos idosos. Isto destaca a importância de um profissional qualificado para a prescrição de exercícios que garantam uma melhora na saúde e qualidade de vida para este público que vem crescendo nos últimos anos.
 
Os EFEITOS DA ALTA PERFORMANCE NO ENVELHECIMENTO DO ATLETA: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA DE OSTEOARTRITE
O presente estudo demonstra que a prática esportiva de alto rendimento pode ocasionar impactos significativos à saúde dos atletas. Uma das consequências que mais afeta atletas de elite ao longo prazo são as osteoartrites, em função da sobrecarga musculoesquelética do praticante, evidenciando um acentuado desgaste nas articulações envolvidas no movimento, além de dores e limitações funcionais que – futuramente – podem afetar a sua qualidade de vida durante o processo de envelhecimento. Uma das causas principais no desenvolvimento precoce da osteoartrite são doenças articulares inflamatórias, associados a pré-disposição genética e a consequência da concentração anormal de força na articulação, como em causas pós-traumáticas. A relação da sobrecarga mecânica ou intensidade na prevalência da osteoartrite está vinculada a uma disfunção crônica que acaba sendo ocasionada ao longo da carreira profissional de atletas por lesões e/ou traumas repetitivos que levam a inflamações das articulações de baixa intensidade, mas que contribuem para a degradação do tecido cartilaginoso e sinovial, favorecendo a osteoartrite. Os dados de tais publicações proporcionam uma base mais ampla de análises e comprovações sobre a prevalência de problemas articulares, sobretudo em modalidades esportivas que impõem grandes demandas biomecânicas sobre as articulações como: Beisebol, Rugby, Críquete, entre outras. O objetivo desta pesquisa é analisar a prevalência da osteoartrite decorrentes do treinamento de alta performance ao longo do processo de envelhecimento nos atletas sênior e ex-atletas. A metodologia de pesquisa é baseada em revisão narrativa com ênfase em artigos científicos indexados nas bases de dados PUBMED, abordando os principais fatores de risco para a manifestação clínica das osteoartrites: mecanismos fisiopatológicos; prevalência decorrente da alta performance (elevada taxa do acometimento da doença entre os atletas). Diante dos estudos preliminares a evidência de fatores associados ao desgaste articular levaram a uma síntese de dados, como no presente estudo em que ex-atletas, comparados a indivíduos não atletas, mas que praticavam o mesmo esporte, demostraram divergências nas suas comparações, como a identificação do acometimento da osteoartrite em ex-atletas de elite do Rugby em que 51% desenvolveram a osteoartrite, já no nível amador foram 36% e em ex-atletas que não praticavam esportes de impacto foram associados 22% do desenvolvimento da doença. Portanto a conscientização sobre os riscos da sobrecarga articular e a implementação de estratégias multidisciplinares são fundamentais para minimizar os impactos do desgaste precoce no sistema musculoesquelético e promover um envelhecimento mais saudável entre ex-atletas da alta performance. Este trabalho ainda está em andamento, portanto os resultados ora apresentados têm caráter parcial.  
A IMPORTANCIA DO EXERCICIO FISICO NA REABILITAÇÃO PARA IDOSOS COM AVC
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade funcional em idosos, impactando diretamente sua qualidade de vida e autonomia. A problemática que orienta este estudo é: qual é a importância da prática de atividade física na reabilitação de idosos pós-AVC? Este trabalho tem como objetivo principal analisar através dos artigos, como o exercício físico pode contribuir para a reabilitação de idosos que apresentaram um ou mais episódios de AVC. Por meio de uma revisão bibliográfica, serão explanados também os objetivos específicos como investigar as causas, sintomas e efeitos do acidente vascular cerebral (AVC) bem como suas tipologias, pesquisar quais exercícios físicos são indicados para cada debilidade causada pelo AVC em idosos e analisar como a prática contínua de exercício físico pode contribuir no processo de reabilitação física dos pacientes idosos afetados pelo AVC. O presente trabalho justifica-se pela necessidade de ampliar o conhecimento sobre os benefícios da atividade física na reabilitação de idosos acometidos por AVC, visando contribuir para a formação de profissionais da Educação Física capacitados para atuar nesse contexto e para o desenvolvimento de programas de intervenção mais eficazes. A prática regular de exercícios físicos, adaptada às necessidades específicas dessa população, pode auxiliar na recuperação das funções motoras, na melhora do equilíbrio, na prevenção de novas complicações e na promoção do bem-estar geral. Diante da crescente incidência de AVCs em idosos e da demanda por estratégias eficazes de reabilitação, torna-se imprescindível investigar a importância da atividade física nesse processo. Por meio de levantamento de dados busca-se comprovar que a prática regular de exercícios físicos, devidamente orientados, contribui significativamente para a recuperação das funções motoras, equilíbrio, força muscular e capacidade cardiorrespiratória. Além disso, a atividade física promove benefícios cognitivos, emocionais e sociais, reduzindo o risco de recorrência e favorecendo a reintegração social em grande parte dos casos. A coleta de dados vem sendo realizada de forma qualitativa, utilizando os critérios de inclusão: artigos originais, língua portuguesa, publicações nos últimos dez anos, nas bases de dados EBSCO e Pubmed, buscando elucidar estudos que possam resultar possíveis benefícios na reabilitação de episódios de AVC em idosos. Esse trabalho encontra-se na fase de leitura e analise de artigos selecionados e ainda não apresenta conclusões
PERFIL ALIMENTAR E PREVALÊNCIA DE SINTOMAS EM MULHERES NA MENOPAUSA
A menopausa é uma fase natural do ciclo de vida feminino marcada pela interrupção definitiva da menstruação e por alterações hormonais que repercutem em diferentes aspectos da saúde física e emocional das mulheres, sendo frequentemente associada a sintomas como ondas de calor, insônia, irritabilidade, ansiedade e depressão, que impactam negativamente a qualidade de vida. A relevância do tema justifica-se pela alta prevalência de manifestações emocionais e físicas durante a menopausa e pela necessidade de compreender de que forma fatores alimentares podem influenciar esse processo. Assim, este estudo tem como objetivo analisar os hábitos alimentares de mulheres na menopausa e identificar padrões associados à presença ou ausência de sintomas característicos, buscando fornecer subsídios para a prática clínica nutricional e para o desenvolvimento de estratégias de promoção da saúde. O estudo será conduzido com delineamento transversal, observacional e descritivo, realizado com mulheres entre 45 e 60 anos de uma comunidade em Curitiba–PR, por meio da aplicação de questionário sociodemográfico, escala de avaliação da menopausa (MRS) e registro alimentar de 24 horas. Os dados serão tabulados em Excel® e analisados no SPSS® 19.0, incluindo estatística descritiva e análise de componentes principais para identificação de padrões alimentares e sua correlação com os sintomas relatados. Espera-se como resultado a identificação de associações significativas entre padrões alimentares de baixa qualidade nutricional — caracterizados por elevado consumo de alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas — e maior prevalência e intensidade de sintomas físicos e emocionais, como alterações de humor e ondas de calor. Por outro lado, padrões alimentares equilibrados, ricos em frutas, hortaliças, proteínas magras, fibras, fitoestrógenos, cálcio, vitamina D e ômega-3, tendem a contribuir para a atenuação desses sintomas e para a promoção do bem-estar geral. Conclui-se que compreender o perfil alimentar das mulheres na menopausa é essencial para a elaboração de intervenções nutricionais direcionadas, capazes de contribuir para a redução de sintomas e para a melhoria da qualidade de vida, além de subsidiar políticas públicas e práticas clínicas voltadas à saúde da mulher na menopausa
LIBERDADE DE EXPRESSÃO COMO VÍTIMA DA POLARIZAÇÃO
O artigo define o sentido polissêmico da liberdade de expressão. Destaca, então, os seus dois principais sentidos: liberdade de informação, que visa comunicar e discutir fatos, com o seu caráter objetivo, e a liberdade de expressão em sentido estrito, que visa expressar ideias e opiniões, com o seu caráter subjetivo. Também enfatiza a natureza de norma-princípio da liberdade de expressão, o que permite que a norma seja extraída do fato concreto, segundo o contexto atual. Expõe que o Poder Judiciário possui um papel decisivo e, por isso, é alvo das respectivas críticas. Ressalta que a celeuma sobre a liberdade de expressão reside mais na polarização e inexistência de autocontenção do que propriamente no embate sobre a existência ou não de limites. A existência de limites, enfim, é própria das liberdades públicas