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ANÁLISE SOBRE OS IMPACTOS DA JORNADA DE TRABALHO REDUZIDA NO BRASIL
A presente pesquisa tem a finalidade de uma melhor compreensão acerca da proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, analisando seus aspectos positivos e negativos. A discussão ganhou maior repercussão após a Proposta de Emenda Constitucional nº 231/1995. Essa tem como finalidade a diminuição da jornada de trabalho sem a redução salarial, além do aumento no valor das horas extras. Buscou-se compreender a questão sob uma perspectiva capitalista, a fim de identificar os pontos positivos e negativos decorrentes de possíveis mudanças na carga horária de trabalho. Pretendeu-se, também compreender os benefícios que poderiam surgir, especialmente para os trabalhadores, como a ampliação salarial, o aumento da demanda e, consequentemente, a maior disponibilidade de empregos. O objetivo é analisar como a redução da jornada de trabalho poderia favorecer uma organização laboral que contribua para o prazer no trabalho. Para tal, foi realizada uma pesquisa bibliográfica. A partir da revisão bibliográfica, observou-se que os aspectos positivos incluem a possibilidade de um aumento das contratações, benefícios para os agentes econômicos e sujeitos empregados. Gera também a viabilidade do surgimento de novos empregos. Para os empresários, o crescimento do consumo interno poderia ampliar as receitas, fortalecendo a competitividade. No Brasil, os salários são inferiores em comparação a outros países e, nesse sentido, caso a redução na jornada seja efetivada, não haveria prejuízo à competitividade entre as empresas brasileiras. Assim, pode-se compreender que o que determina a competitividade em um país são as vantagens oferecidas pelo custo da mão de obra. Considerando os aspectos mencionados, a iniciativa poderia promover melhorias na qualidade de vida no trabalho e na conciliação entre a vida profissional e a pessoal-familiar. Entretanto, ainda é necessário aprofundar a discussão em diversos aspectos. Com base na pesquisa realizada, concluiu-se que, embora os trabalhadores e a economia possam ser beneficiados, a medida também poderia desencadear uma crise econômica, já que esta medida prevê a redução da carga horária sem a diminuição proporcional da remuneração, exigindo, uma reavaliação estrutural do sistema capitalista. (Psicologia, UNIBRASIL)
A MUDANÇA ORGANIZACIONAL NO CONTEXTO DE ATUAÇÃO DA ENFERMEIRA
Introdução: A teoria da mudança organizacional é um fundamento metodológico que ajuda organizações a planejar, implementar e avaliar iniciativas de mudança, definindo claramente as etapas necessárias para alcançar um estado futuro desejado. Ela descreve como e por que uma mudança ocorre em um determinado contexto, alinhando atividades com objetivos de longo prazo, promovendo uma cultura de melhoria contínua, comunicação clara e maior responsabilização durante o processo de transformação. Essa teoria é usada para entender as motivações, resistências e as fases do processo de mudança, incluindo a sustentabilidade das transformações implementadas. O planejamento é uma ferramenta de gestão essencial para enfrentar incertezas e cenários competitivos, bem como se faz necessário realizar a análise criteriosa da necessidade e impacto das mudanças organizacionais. 2) Justificativa: O conhecimento da temática prepara a enfermeira para lidar com transformações constantes no ambiente de trabalho, como alterações nas políticas institucionais e no setor saúde, introdução de novas tecnologias, mudanças nos modelos de gestão e nas necessidades da população. 3) Objetivo: Descrever a relevância da teoria da mudança organizacional na atuação da enfermeira. 4) Método: A investigação ocorreu por meio de pesquisas em fontes bibliográficas, publicadas em Português, no período de 2015 a 2025. 5) Resultados: A teoria da mudança organizacional aplicada à atuação da enfermeira é fundamental para o planejamento e implementação de melhorias no ambiente de trabalho e nos processos assistenciais. Enfermeiras, especialmente em posições de liderança e gestão, podem usar essa teoria para conduzir transformações sustentáveis que promovam um clima organizacional favorável à inovação, à qualidade do cuidado e à incorporação do conhecimento científico na prática clínica. O empoderamento das enfermeiras e o suporte organizacional são determinantes para a facilidade e implementação das mudanças. A resistência à mudança pode ser minimizada com comunicação clara, participação dos envolvidos no processo decisório e formação contínua. 6) Considerações finais: O planejamento detalhado, aliado ao empoderamento dos profissionais e ao suporte institucional, mostra-se necessário para superar resistências, fomentar o engajamento coletivo e garantir que as transformações ocorram de maneira ética, segura e eficiente, destacando o papel central do enfermeiro como líder e agente ativo na condução desse processo. A enfermeira, enquanto líder e facilitadora da mudança, desempenha papel decisivo na transformação dos processos organizacionais, contribuindo para ambientes mais resilientes e inovadores, essenciais para a sustentabilidade dos serviços de saúde
ANÁLISE QUALITATIVA DOS CARDÁPIOS DOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CMEIs) DE COLOMBO- PARANÁ
A alimentação na primeira infância é determinante para o desenvolvimento físico, cognitivo e a formação de hábitos saudáveis. Neste contexto, os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) desempenham papel central ao oferecer refeições equilibradas e promover educação alimentar. Este estudo analisou qualitativamente os cardápios de CMEIs de Colombo-PR, utilizando os critérios de Prado et al. (2013) e o método AQPC, proposto por Veiros e Proença (2003). Foram considerados aspectos positivos e negativos das preparações servidas ao longo de quatro meses. Os resultados indicaram avanços importantes, como a presença frequente de frutas, mas também revelaram limitações, especialmente na oferta de vegetais folhosos e na composição visual dos pratos. A ausência de doces e frituras reflete o cumprimento da Resolução nº 6/2020 do FNDE. Os achados reforçam a importância do planejamento nutricional alinhado às diretrizes do PNAE para promover saúde e bons hábitos alimentares desde a infância
TRABALHAR ATÉ PERDER O SENTIDO: O BURNOUT COMO SINTOMA DE UMA CULTURA PRODUTIVISTA
Este resumo examina se na contemporaneidade o sofrimento é glamourizado como resiliência, e o prazer é sequestrado como moeda de troca até que ambos se tornem faces da mesma moeda: o burnout. A crise existencial manifesta-se constantemente em uma sociedade que supervaloriza o trabalho em detrimento do bem-estar, problematizando a redução do indivíduo à sua função produtiva e os impactos dessa lógica na saúde mental. A justificativa reside na alta prevalência do fenômeno no Brasil, onde afeta 30% dos trabalhadores (ISMA-BR, 2019), com custos sociais e econômicos significativos. O objetivo é analisar a relação entre prazer e sofrimento no trabalho. Este estudo é qualitativo com base em Frederick Herzberg e Christophe Dejours, e articula críticas à cultura laboral tóxica por meio de revisão bibliográfica e da análise de entrevistas semiestruturadas com 6 trabalhadores de diversas organizações. Os resultados indicam que 4 dos 6 entrevistados possuem entre 40 e 50 anos, com tempo de empresa variando de 4 meses a 25 anos, 4 dos 6 se considera feliz no trabalho por gostar do que faz. Os fatores que mais contribuem para essa felicidade são as relações interpessoais, o reconhecimento, a confiança e a autonomia. Os principais obstáculos à felicidade citados foram a remuneração, a cobrança excessiva, a alta demanda e, em alguns casos, os próprios relacionamentos interpessoais. A percepção sobre o impacto da liderança e da cultura organizacional foi dividida, variando entre relatos de impactos positivos (respeito, autonomia) e negativos (falta de diálogo, desvalorização), enquanto a abertura para discutir emoções e sofrimento foi considerada limitada ou desvalorizada. Sobre a compatibilidade entre trabalho e felicidade, os participantes veem possibilidade, especialmente ao se trabalhar com o que gosta em um ambiente saudável, mas ressaltam que a prática nem sempre corresponde a esse ideal. As sugestões de mudanças desejadas concentraram-se em melhores condições de descanso, aumento salarial com oportunidades de crescimento e maior empatia no ambiente laboral. A análise desses resultados à luz do referencial teórico permite observar a importância crucial dos fatores motivacionais de Herzberg – como reconhecimento, autonomia e o próprio conteúdo da tarefa – na sustentação do prazer no trabalho. Simultaneamente, a valorização das relações interpessoais e do apoio coletivo aponta para a construção das estratégias coletivas de defesa propostas por Dejours, que funcionam como um antídoto contra a organização patogênica do trabalho. A glamourização do cansaço e a transformação do sofrimento em sinônimo de dedicação revelam uma cultura que sequestra o bem-estar em nome da produtividade, fragilizando o sentido do trabalho e contribuindo para o aumento dos casos de esgotamento. Dessa forma, conclui-se que a discussão sobre burnout não deve se restringir a medidas individuais de enfrentamento, pois é necessária desde a revisão de práticas de gestão até a criação de espaços de diálogo, para equilibrar produtividade e qualidade de vida e ressignificar o trabalho. O desafio está em transformar as organizações em espaços que acolham a complexidade humana, reconhecendo o prazer e a coletividade como antídotos fundamentais contra o burnout
A CRISE HUMANITÁRIA DOS POVOS INDÍGENAS YANOMAMI, A ABERTURA CONSTITUCIONAL E A COOPERAÇÃO INTERNACIONAL COM A OPAS
O artigo analisa a crise humanitária que assombra os povos indígenas Yanomami no ano de 2023, sob a ótica da abertura constitucional e da cooperação internacional com a OPAS, para o combate e controle dessa crise humanitária. Parte-se da compreensão de que a abertura constitucional às organizações indígenas, bem como a cooperação internacional, aqui entendida como a cooperação técnica com a OPAS, se constituem em fatores essenciais a proteção dos povos indígenas Yanomami. A pesquisa analisa a crise humanitária dos povos indígenas Yanomami e os atos que foram empreendidos para o controle dessa crise em 2023, com objetivação na preservação da concretização dos Direitos Fundamentais do Povos Indígenas e dos axiomas basilares do Estado Constitucional Democrático de Direito. A proposta de pesquisa tem como premissa a abertura constitucional e a cooperação internacional com a OPAS, como meio eficaz ao combate da crise humanitária que assombra os povos indígenas Yanomami
PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE NA RESOLUÇÃO DA COLISÃO ENTRE DIREITOS HUMANOS
O artigo analisa a colisão entre direitos humanos e a aplicação do princípio da proporcionalidade como instrumento de solução. Parte-se do pressuposto histórico de que os direitos humanos, embora reconhecidos como inatos, consolidaram-se juridicamente após a Segunda Guerra Mundial, passando a conviver com restrições e tensões normativas. O objetivo central é demonstrar a proporcionalidade como meio eficaz de resolver conflitos entre direitos humanos. O método utilizado foi o lógico-dedutivo, com caráter exploratório e pesquisa bibliográfica. Os resultados indicam que, diante de choques entre princípios de igual hierarquia, a proporcionalidade oferece critérios técnicos de adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito para orientar decisões. Casos recentes, como restrições durante a pandemia de Covid-19, a suspensão da política de privacidade da Meta (2024) e a suspensão da plataforma Rumble pelo STF (2025), demonstram sua aplicação prática. Conclui-se que a proporcionalidade constitui critério constitucional implícito e indispensável à efetividade dos direitos humanos
CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS: CASO EMPREGADOS DA FÁBRICA DE FOGOS DE SANTO ANTÔNIO DE JESUS E SEUS FAMILIARES VS. BRASIL
A introdução ao problema estudado decorre da explosão ocorrida na fábrica de fogos em Santo Antônio de Jesus (BA), em 1998, que matou sessenta pessoas (majoritariamente mulheres afrodescendentes pobres), incluindo vinte crianças e deixou seis pessoas feridas. Violações a direitos humanos por falta de fiscalização estatal em atividade perigosa, agravadas por discriminação interseccional (gênero, raça, classe, idade); a justificativa de estudo analisa falhas estatais na regulação de trabalhos perigosos, discriminação estrutural e lentidão judicial, contribuindo para jurisprudência interamericana sobre proteção a vulneráveis e prevenção de acidentes laborais em contextos de pobreza; objetivo do estudo é determinar a responsabilidade do Brasil por violações aos artigos 4.1, 5.1, 19, 24 e 26 da Convenção Americana, avaliando garantias judiciais (artigos 8 e 25), com medidas de reparação e não repetição; o desenvolvimento da investigação decorre na atuação da Corte Interamericana de Direitos Humanos que analisou os fatos de 1998 a 2020, rejeitando exceções preliminares do Estado. Examinou omissões em fiscalização, condições precárias, trabalho infantil e demoras em processos penais, civis e trabalhistas, com base em documentos e jurisprudência; os resultados demonstram as violações confirmadas, tais como: omissão estatal violou vida e integridade de 66 vítimas (incluindo crianças); condições laborais precárias infringiram trabalho digno e igualdade; processos judiciais demorados violaram prazos razoáveis; integridade de 100 familiares afetada. Discriminação interseccional identificada; a conclusão frente ao caso demonstra a responsabilidade do Brasil com ordenadas reparações devendo este prosseguir os processos com diligência, tratamentos médicos, psicológico e indenizações às vítimas sobreviventes e familiares das sessenta pessoas falecidas, publicações e ato de reconhecimento, inspeções em fábricas e programas socioeconômico
ANÁLISE MACROSCÓPICA DA FACE DORSAL DA LÍNGUA NO GATO DOMÉSTICO
A língua é uma estrutura multifuncional nos mamíferos, exercendo papéis na alimentação, vocalização e termorregulação. Nos carnívoros domésticos, como o gato (Felis catus), a língua apresenta características anatômicas adaptadas ao comportamento alimentar e à higiene corporal. Este estudo descreveu a morfologia da superfície dorsal da língua de um gato, destacando os diferentes tipos de papilas linguais. Utilizou-se a língua de quatro gatos adultos, dois machos e duas fêmeas. A análise macroscópica evidenciou uma língua de formato alongado e afinado rostralmente. Na região apical e corpo da língua, observam-se numerosas papilas filiformes, altamente queratinizadas, com disposição densamente compacta e orientação caudal. Essas estruturas conferem à língua textura áspera e desempenham papel fundamental na apreensão e trituração de alimentos, além de auxiliar na limpeza do pelame - comportamento típico felino. Papilas fungiformes, menos numerosas e distribuídas entre as filiformes, apresentam formato arredondado e função gustativa, possuindo botões gustativos. Na região caudal (raiz da língua), foram encontradas papilas valadas, dispostas em linha transversal próxima à junção com a faringe, envoltas por sulcos profundos que alojam glândulas gustativas. A análise anatômica da língua de felinos evidencia adaptações funcionais à dieta carnívora e aos hábitos de autolimpeza. A presença marcante de papilas filiformes longas e rígidas distingue os gatos de outros mamíferos domésticos, sendo relevante para o ensino de Anatomia Veterinária, bem como para estudos comparativos e clínicos
ATAQUE FATAL DE CÃO DOMÉSTICO EM LEBRE: ANÁLISE MACROSCÓPICA DAS LESÕES PERI MORTEM
A necropsia de animais silvestres constitui uma ferramenta essencial não apenas para o diagnóstico das causas de morte, mas também para a vigilância sanitária, estudos de impacto ecológico e compreensão da interação entre fauna nativa e fatores antrópicos. Casos de predação ou ataques por cães domésticos representam uma ameaça crescente à fauna silvestre brasileira, especialmente em áreas rurais e periurbanas, sendo importantes indicadores de desequilíbrios ecológicos e falhas no manejo de animais domésticos. O presente trabalho descreve o exame necroscópico externo de uma lebre (Lepus sp.) vítima de ataque por cão doméstico (Canis lupus familiaris), proveniente de área rural e encaminhada ao serviço de patologia veterinária. Durante o exame externo, observaram-se múltiplas lesões traumáticas compatíveis com mordedura, distribuídas predominantemente na região dorsal, com maior intensidade nas porções lombossacra e pélvica. A inspeção da superfície interna da pele revelou extensas áreas de hemorragia subcutânea difusa, indicando trauma contuso de alta energia. Em vista ventral, evidenciaram-se hemorragias marcantes na região abdominal caudal e pélvica, estendendo-se às porções proximais dos membros pélvicos, sem evidência de destruição tecidual ou fraturas ósseas. As lesões descritas são compatíveis com ação mecânica de preensão, tração e sacudimento, típicas de ataques por cães, resultando em lacerações e choque hipovolêmico como provável causa imediata da morte. O caso reforça a relevância do exame necroscópico como ferramenta diagnóstica, contribuindo para a documentação de eventos de predação antrópica e para a formulação de estratégias de manejo e conservação da fauna silvestre. Além disso, evidencia a necessidade de políticas públicas de controle populacional de cães em áreas de interface urbano-rural, visando à proteção da biodiversidade e à promoção do equilíbrio ecológico
CIRURGIA PARAENDODÔNTICA COMO ALTERNATIVA TERAPEUTICA: RELATO DE CASO CLÍNICO
Na Endodontia, busca-se eliminar microrganismos e selar os canais radiculares para evitar recontaminação. Mesmo com tratamento eficaz, infecções apicais podem persistir e evoluir para lesões, como os cistos apicais. Quando o tratamento primário falha, as opções são o retratamento e, caso este não tenha sucesso, a cirurgia paraendodôntica; se ainda houver falha, recorre-se à exodontia com implante. A apicectomia, forma de cirurgia paraendodôntica, remove o ápice radicular e a lesão periapical, visando preservar o dente e favorecer a regeneração dos tecidos. Este trabalho relata um caso em que essa cirurgia foi utilizada após insucesso dos tratamentos anteriores. O paciente, homem de 52 anos, apresentou lesão periapical extensa associada a fístula, dor leve e ausência de infiltração na restauração endodôntica. Após o retratamento endodôntico, permaneceu assintomático, porém a lesão não regrediu totalmente, levando à decisão pela cirurgia paraendodôntica. Foi realizada apicectomia de aproximadamente 1,5 mm, com remoção da lesão e envio para biópsia, que confirmou tratar-se de cisto periapical. Após curetagem e preparo da cavidade óssea, colocou-se enxerto de hidroxiapatita sintética Blue Bone® para regeneração óssea. A sutura foi feita com fio mononylon 4.0, e o pós-operatório incluiu amoxicilina, cetoprofeno e dipirona para controle de infecção e dor. O acompanhamento clínico e radiográfico mostrou resolução da lesão e preservação do dente, confirmando a eficácia da cirurgia paraendodôntica. O insucesso endodôntico pode ocorrer mesmo com técnica adequada, sendo geralmente causado por microrganismos resistentes, fatores anatômicos ou falhas técnicas (MACHADO, 2022). Nessas situações, as principais opções são retratamento ou cirurgia paraendodôntica, indicada quando o retratamento não é viável (SETZER; KRATCHMAN, 2022). Cistos verdadeiros, originados da proliferação dos restos epiteliais de Malassez, geralmente exigem abordagem cirúrgica (LIZIO et al., 2018 apud MACHADO, 2022). A apicectomia permite remoção da lesão e preservação do dente, podendo dispensar retrobturação quando o selamento apical é satisfatório, sem prejuízo ao prognóstico (BERCINI; AZAMBUJA, 1998; RAPP et al., 1991 apud BERCINI; AZAMBUJA, 1998; CARRA, 1989). O retalho de Oschsenbein-Luebke oferece boa visibilidade e baixo risco de retração (LODI et al., 2008). No caso relatado, optou-se por apicectomia sem retrobturação e com enxerto ósseo, conduta respaldada por evidências de benefício do enxerto e ausência de impacto significativo do uso de membrana de barreira (FLYNN et al., 2024). Esse procedimento mostrou-se uma alternativa eficaz, eliminando processos infecciosos crônicos e preservando o elemento dental, reafirmando a importância do diagnóstico preciso, planejamento adequado e manejo pós-operatório criterioso.