Revistas Eletrônicas - UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
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EXPANSÃO DO SETOR SUCROALCOOLEIRO NO BRASIL: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
O aumento da produção de biocombustíveis no mundo é um fato. Neste artigo apresentamos algumas reflexões referentes à expansão da indústria canavieira no Brasil. Sem desconsiderar o contexto histórico de formação do território brasileiro e sua relação com a cultura da cana, nosso recorte temporal parte da criação do Proálcool, em 1975, até os dias atuais. Para tanto, buscou-se levantamento bibliográfico de documentos como “O Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação” (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO, 2008) e o Relatório da Anistia Internacional - 2008, além de outros importantes textos para fundamentar a discussão. O objetivo é trazer contribuições e elementos para a questão a fim de ampliar o debate, que se faz necessário na ordem do dia. Observa-se atualmente no país, o incentivo do Estado em expandir as áreas cultivadas pela cana. Tal empenho, que inclui financiamentos e isenção de impostos, vem de encontro às ordens internacionais relacionadas aos biocombustíveis, ao invés de primar pela promoção do desenvolvimento nacional, em seu aspecto mais amplo. Nesse sentido, traçamos um panorama da recente expansão da indústria sucroalcooleira no sentido Centro-Sul do país, especificamente, na região do Triângulo Mineiro, Estado de Minas Gerais. Buscou-se levantar a discussão no âmbito sócio-ambiental, problematizando a produção dessa fonte de energia, supostamente “limpa”; correlacionar a precarização e involução geradas nas relações de trabalho, bem como os problemas de ordem ambiental, criados por esta monocultura. As análises nos conduzem a importantes reflexões sobre a real necessidade dos biocombustíveis e os possíveis desdobramentos desencadeados por esta opção. Palavras-chave: setor sucroalcooleiro. Cana-de-açúcar. Precarização do trabalho Triângulo Mineiro
INTERDISCIPLINARIDADE, ENVELHECIMENTO E ATIVIDADE FÍSICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Trata-se de um relato de experiência de um programa de atividade física para a terceira idade (Envelhecimento Saudável) que integra o Programa de Promoção da Saúde (Pró-Saúde) da Universidade de Uberaba. O subprograma Envelhecimento Saudável foi elaborado e desenvolvido para trabalhar com a noção de envelhecimento na perspectiva de um processo no qual se articulam questões de ordem social, política, cultural, econômica e de saúde de modo a configurar um quadro variado que, por sua vez, interfere na qualidade de vida do idoso. Diante da complexidade dessas questões, o subprograma Envelhecimento Saudável tem buscado desenvolver ações interdisciplinares, contando com a participação de diferentes cursos da Universidade de Uberaba, e também dos dispositivos existentes na comunidade onde o subprograma se desenvolve. No Brasil, o número de idosos, maiores 60 anos de idade, passou de 3 milhões em 1960 para 14 milhões em 2002. As taxas de mortalidade e morbidade entre a população idosa e a baixa aptidão física levam à falta de bem estar funcional. Portanto, a atividade física proporciona aos idosos benefícios biológicos, psicológicos e sociais. Diante desse contexto a interdisciplinaridade se destaca como forma de atuação importante. É necessário ressaltar que o fisioterapeuta na atenção primária atua na prevenção e assistência fisioterápica coletiva e individual, trabalhando de forma interdisciplinar, desenvolvendo atividades físicas e culturais para a terceira idade, melhorando a qualidade de vida do idoso e prevenindo as complicações decorrentes da idade avançada. Os usuários do subprograma relataram que o programa contribui positivamente na melhora da qualidade de suas vidas. Frente a essas informações a equipe multiprofissional julgou necessário relatar as experiências vivenciadas pelo subprograma. Palavras-chave: Idoso. Fisioterapia. Atividade física. Atenção primári