Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
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Abrazando la memoria estética ritual diaspórica de muñecas de trapo em ubuntu
La metáfora, como poética de conocimiento, encarnas prácticas semiótico-discursivas de las y los sujetos comunitarios de estas epistemologías ancestrales que configuran sensibilidades complejas donde el trabajo con inteligencias múltiples y campos cognitivos alternativos interpelan nuevos caminos, hablas y políticas de relacionalidad en paridad, reciprocidad, complementariedad y equidad. Este proyecto de recuperación de memorias estético-rituales de mujeres afrodescendientes es un espacio simbólico itinerante e intercultural con enfoque feminista decolonial. Un grupo de artesanas aprenden y enseñan a elaborar muñecas de trapo negras, generando una política de afectividad que encarna la sabiduría afrodescendiente del Ubuntu-muntu (“soy porque eres parte de mí”). El ejercicio del derecho imaginativo y (auto) creativo posibilita la emergencia de argumentación emocional. El objetivo es construir una propuesta de modelo estético-ritual desde la semiosis de encajes y puntadas metafóricas. En esta trama se alberga a voces y silencios de mujeres diversas en polifonía hilvanada. Se concluye que, al hacerse cargo de sus memorias, estas mujeres abren un “aquí y un ahora” esperanzador en comunidad. Los discursos de la emoción-cuerpo-espiritualidad han permitido a nuestras culturas originarias o diaspóricas resistir, insurgir, subvertir, y representan lógicas de sentipensamiento complejo de re-existencia, regeneración y resiliencia
FEMINISMOS CONTRA-HEGEMÔNICOS EM EU, TITUBA: BRUXA NEGRA DE SALEM, DE MARYSE CONDÉ
O propósito desse texto é realizar uma breve análise do romance Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salem (2020), de Maryse Condé, à luz de contribuições de teóricas feministas negras e decoloniais, em especial Angela Davis (2016), María Lugones (2014) e Patricia Hill Collins (2015). Reflete-se como essa obra literária trata de questões caras aos feminismos contra-hegemônicos na atualidade, como a colonialidade e a intersecção entre raça, gênero e classe
BREVE APRESENTAÇÃO DO PROJETO (RE)PENSA HUMANIDADE: EDITORIAL E ARQUIVO VIRTUAL DE PRODUÇÕES ORIGINÁRIAS
A plataforma virtual “(RE)pensa Humaninade” (www.repensahumanidade.com.br) é um produto ainda em construção que tem formato de editorial e arquivo virtual pensado a partir das urgências contra a permanência de movimentos e referenciais tutelares ainda presentes em estudos e transmissões das chamadas “temáticas indígenas”. Constitui-se como um projeto que caminha junto ao enfrentamento de lugares estáticos e marcados da existência Originária que, de formas equivocada e simplista, acabam por anular e silenciar a participação destes povos ao longo do tempo
Os brutos também amam? "Amores Perros" e o cinema mexicano contemporâneo
Both the subject of violence and marginalization including their social implications are recurrent in Latin American cinematography, which are discussed from different perspectives, commonly creative and even subversive. This article aims to analyze the Mexican movie Amores Perros (2000), directed by Alejandro González Iñárritu and written by Guillermo Arriaga, both belong to renewal movement of contemporary Mexican films. Aiming to this analyze under discussion were used mostly critical and theoretical works related to film studies. Firstly, this feature film is contextualized into the Mexican film industry and, after, analyzed as of its fragmentary construction and its relation to the themes such as violence, social marginalization and death. The fragmented structure of the movie, divided into three narrative segments, shows the reality of various characters connected by chance, a car accident. From this accident, the viewer follows the story of three mainly narratives and their confrontation with the consequences of the car accident and their own dilemmas. Beyond the excellent screenplay, whose plot reveals meaningful metaphors, editing, cinematography and camera movements stand out by director team.
Tanto o tema da violência quanto o da marginalização e suas implicações sociais são recorrentes no cinema latino-americano, os quais são abordados a partir de perspectivas diversas, não raro criativas e mesmo subversivas. Este artigo tem como objetivo analisar o filme mexicano Amores Perros (2000), dirigido por Alejandro González Iñárritu e roteirizado por Guillermo Arriaga, ambos pertencentes ao movimento de renovação do cinema mexicano contemporâneo. Para a análise em questão foram utilizadas sobretudo fontes tanto críticas quanto teóricas relativas aos estudos de cinema. Primeiramente, o longa-metragem é contextualizado na produção cinematográfica do México e, na sequência, analisado a partir de sua construção fragmentária e sua relação com os temas da violência, da marginalização social e da morte. A estrutura fragmentada do filme, dividido em três segmentos narrativos, apresenta a realidade de diferentes personagens que se conectam por meio do acaso, um acidente automobilístico. A partir deste acidente, o espectador acompanha a trajetória dos três núcleos diegéticos e o confronto destes com as consequências deste acidente e seus próprios dilemas. Além do argumento muito bem construído, cujo roteiro revela metáforas significativas, destacam-se a montagem, a fotografia e o movimentos de câmera por parte da equipe realizadora.
 
Uma resistência no entre-lugar: uma leitura da personagem Amélia do romance Chove nos Campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir
The study aims to focus, in particular, on statements that refer to discursive formations colonies of inferiorization based on color. Therefore, the novel “Chove nos Campos de Cachoeira” by Dalcídio Jurandir brings some characters that corroborate the emergence of rifts between the white man and the black woman. To accomplish this intent, it is necessary to profile the character Amélia as a woman, poor and, above all, black in a social context constituted by the Eurocentric ideological formation. It is in proposing to Amélia that we find a black woman who talks and laughs. The former marks the displacement of his subordination, the latter marks his resistance to the “enunciative events” that are inscribed in an ideological formation. However, the methodology is to study Amélia\u27s actions through authors who draw attention to the black condition, especially women, in the face of inferiority discourses. Writers such as Hugo Achugar, Gayatri Chakravorty Spivak, Frantz Omar Fanon and others guide the position of the character under discussion.El estudio tiene como objetivo perfilar las reacciones del personaje Amélia, de la novela Chove nos Campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir, frente a las fisuras ideológicas hegemónicas que se constituyeron a lo largo del tiempo entre el hombre blanco y la mujer negra. Para ello, la narración se centra en algunos personajes que se presentan, en particular, con enunciados en el lugar intermedio que remiten a formaciones discursivas coloniales de inferiorización basadas en el color, sin embargo, es en este espacio que la mujer negra también se encuentra la figura y sus reticencias frente a la estética hegemónica. Para lograr este objetivo, es necesario enfocarse en Amélia como una mujer negra que habla y ríe. El primero marca el desplazamiento de su subalternidad, el segundo marca su resistencia a los “acontecimientos enunciativos” que se inscriben en una formación ideológica. Además, la metodología es rastrear al personaje junto a autores que adoptan teorías como estrategias para desestabilizar y romper el orden establecido sobre la alteridad. De esta forma, escritores como Homi K. Bhabha, Hugo Achugar, Gayatri Chakravorty Spivak, Frantz Omar Fanon y otros orientan la posición del personaje en discusión.
Palabras clave: formación ideológica, discurso, inferiorización, mujer negra, resistenciaO estudo visa perfilar as reações da personagem Amélia, do romance Chove nos Campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir, frente às fendas ideológicas hegemônicas que se constituíram ao longo do tempo entre o homem branco e a mulher negra. Para tanto, a narrativa centraliza algumas personagens que se apresentam, em particular, com enunciados no entre-lugar que remetem às formações discursivas colonias de inferiorização a partir da cor, contudo, é nesse espaço que, também, encontra-se a figura feminina negra e suas relutâncias frente à estética hegemônica. Para realizar este intento é necessário debruçar à Amélia como mulher negra que fala e dá risos. O primeiro marca o deslocamento de sua subalternidade, o último baliza sua resistência frente aos “acontecimentos enunciativos” que se inscrevem numa formação ideológica. Ademais, a metodologia é traçar a personagem junto a autores que adotam teorias como estratégias de desestabilização e ruptura a ordem estabelecida sobre a alteridade. Dessa forma, os escritores como Homi K. Bhabha, Hugo Achugar, Gayatri Chakravorty Spivak, Frantz Omar Fanon e dentre outros norteiam a posição da personagem em discussão.
Palavras-chaves: Formação ideológica, discurso, inferiorização, mulher negra, resistência
Entre la experiencia y la escritura etnográfica: DOS LIBROS EN COAUTORÍA CON NIÑXS
This article presents 2 texts -one of them complete- in co-authorship with children, elaborated and edited in 2004 and 2005, respectively. Both present partial results of an ethnographic fieldwork carried out by the author with children in Villa La Florida, Quilmes, Argentina. The texts place readers in a lived and shared time and space as part of a communicative experience intertwined with narrative and organized versions of fieldwork. In 2004, the fieldwork was aimed to study what adult thought about neighbors, the school and recent history of this locality. While in 2005, what did children think about parents, families, jobs, neighborhoods, and schools in that locality. The intention here, is to show that the content, form and genre of these texts meaningfully communicate the local experience spanning diverse domains and areas of both, adults and children. It also seek to confirm the agency of children in their capacity for symbolic production and in the organized constitution of their representations and beliefs. And it strengthens the idea that this elaboration of senses is part of a symbolic system shared with adults.Resumen
Este artículo presenta 2 escritos -uno de ellos completo- elaborados y editados en 2004 y 2005, respectivamente, en coautoría con niñxs. Ambos exponen resultados parciales de un trabajo de campo etnográfico realizado por la autora con niñxs en Villa La Florida, Quilmes, Argentina. Sitúan a lxs lectorxs en un tiempo y un espacio vividos y compartidos en una experiencia comunicativa entrelazada con versiones narrativas y organizadas del trabajo de campo. En 2004, el trabajo de campo se orientó a indagar acerca de qué pensaban lxs vecinxs adultxs acerca del lugar en el que vivían, de la escuela y de la historia reciente. Mientras que en 2005, hacia qué pensaban niñxs acerca de los padres, las familias, los trabajos, los barrios y las escuelas de esa localidad. La intención aquí, es mostrar que el contenido, la forma y el género de estos textos comunican de manera significativa la experiencia local abarcando dominios y áreas diversas tanto de adultxs como de niñxs. Asimismo, busca confirmar la agencia de lxs niñxs en su capacidad de producción simbólica y en la constitución organizada de sus representaciones y creencias. Y fortalece la idea de que esa elaboración de sentidos es parte de un sistema simbólico compartido con los adultos.
Este artigo apresenta dois textos - um deles completo - em coautoria com crianças, elaborados e editados em 2004 e 2005, respectivamente. Ambos apresentam resultados parciais de um trabalho de campo etnográfico realizado pela autora com crianças em Villa La Florida, Quilmes, Argentina. Os textos colocam os leitores em um tempo e espaço vividos e compartilhados como parte de uma experiência comunicativa entrelaçada com versões narrativas e organizadas de trabalho de campo. Em 2004, o trabalho de campo teve como objetivo estudar o que o adulto pensava sobre os vizinhos, a escola e a história recente dessa localidade. Enquanto em 2005, procuramos comprehender o que as crianças pensavam sobre pais, famílias, empregos, bairros e escolas naquela localidade. A intenção aqui é mostrar que o conteúdo, a forma e o gênero desses textos comunicam significativamente a experiência local abrangendo diversos domínios e áreas de adultos e crianças. Também busca confirmar a agência de crianças em sua capacidade de produção simbólica e na constituição organizada de suas representações e crenças. E fortalece a ideia de que essa elaboração de sentidos faz parte de um sistema simbólico compartilhado com adultos
Grafias de vida e morte, e Ishi como um meshwork
In this article I am suggesting that biography is a term, a notion, with a perverse encompassing. It hides a relation, that of death with life. Among other discussions, I narrate Ishi with the concept-graphy of meshoworkEm este artículo estoy sugiriendo que biografía es un término, una noción, con un englobamiento perverso, esconde una relación, de la muerte con la vida. Entre otras discusiones, narro a Ishi con el concepto-grafia de meshwork.
A intenção deste artigo é colocar sob suspeita as oposições entre narrativa e conceito, escrita literária e experimento científico, moderno e não moderno, entre a vida e a morte. Com este propósito, em primeiro lugar, eu apresento algumas discussões, principalmente, mas não apenas, antropológicas, sobre narrativas biográficas e, em seguida, apropriando-me do desenho descritivo de Ingold, o meshwork (linhas de vida entrelaçadas. Linhas que são movimentos e não conexão entre pontos como sugere a network) como um conceito eu desenho e analiso o que é contado sobre Ishi. Ishi apareceu faminto e maltrapilho em frente a um matadouro em Oroville. Ele foi levado por Alfred Kroeber para a Universidade da Califórnia e tornou-se personagem de uma biografia sucessivamente reeditada, escrita por Theodora Kroeber. Ele é também um personagem emblemático de disputas artísticas e políticas anticoloniais. Lévi-Strauss, em Tristes Tropiques (1955) conta sobre Ishi sem citar o nome que fora atribuído ao indígena e foi onde o “encontrei”. Ao contar as histórias contadas sobre Ishi pretendo aqui sugerir que biografia é também uma designação inapropriada porque obscurece a morte no conceito englobante de vida – bio- e assim não elucida a sua relação tensa. Com o conceito-desenho do meshwork, estou sugerindo uma grafia que não reitere a redutibilidade do biográfico ao indivíduo como oposto ao coletivo (seja este designado como sociedade ou considerado como um comum) nem opere com as oposições acima mencionadas. Finalmente, eu sugiro, que dobra é um necessário parceiro conceitual do meshwork
As Tecnologias Digitais presentes nos produtos educacionais de Matemática na região sul do Brasil
O presente artigo busca compreensões sobre as Tecnologias Digitais (TD) utilizadas para o desenvolvimento de produtos educacionais de Matemática resultantes de pesquisas em programas de pós-graduação profissional stricto sensu na região sul do Brasil. O objetivo principal foi verificar o que se tem produzido, no âmbito destes programas, sobre o uso de TD para o trabalho com os conteúdos de Matemática. Para tanto, apresenta um Mapeamento Sistemático, numa abordagem qualitativa, que mapeou os produtos educacionais. O mapeamento encontrou 20 produtos, que foram analisados em busca das compreensões desejadas. Entre os resultados, foi possível perceber que a maioria dos produtos foi elaborada como material didático e instrucional, nos formatos de guias e sequências de atividades. Em relação aos conteúdos matemáticos que mais se fizeram presentes destacaram-se, na Educação Básica, os conteúdos de estatística, probabilidade e análise combinatória. No Ensino Superior destacaram-se os conteúdos relacionados a limites e derivadas, sequências numéricas, critérios de convergência e raciocínio covariacional. O mapeamento permitiu verificar que foram utilizadas 25 diferentes TD para o desenvolvimento dos produtos, dentre as quais o GeoGebra e o Excel foram os mais citados. Foi possível concluir que os produtos educacionais podem ser mais explorados pelos professores se forem: disponibilizados em ambientes virtuais mais acessíveis em relação aos atualmente utilizados, e separados por níveis de ensino, por disciplina e conteúdo. Percebeu-se, também, que há a necessidade da criação de mecanismos que aproximem os estudos da pós-graduação da realidade dos professores do Ensino Básico