Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
Not a member yet
    7292 research outputs found

    ANÁLISE DO PROCESSO DE SECURITIZAÇÃO E INCLUSÃO DA TRÍPLICE FRONTEIRA NA “GUERRA AO TERRORISMO”

    Get PDF
    Ao analisar o expressivo destaque e a grande visibilidade que a região da Tríplice Fronteira, área que envolve as cidades de Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazu (Argentina) adquiriu ao longo dos últimos anos, podemos ser levados a crer, de forma precipitada, que esta área se tornou relevante aos olhos da opinião pública internacional e, especialmente, dos Estados Unidos somente após os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. Este artigo analisa em âmbito histórico, a inserção da Tríplice Fronteira na agenda de segurança do governo dos Estados Unidos para compreender, de forma adequada, quando e de que maneira as fronteiras de Brasil, Argentina e Paraguai atraem a atenção e preocupação das autoridades norte-americanas no período que antecede a Guerra ao Terrorismo

    Invasões biológicas e espécies exóticas no continuum dos Parques Nacionais do Iguaçu (Brasil) e Iguazú (Argentina)

    Get PDF
    Invasões biológicas estão entre as principais causas da perda de biodiversidade, mas seus impactos são pouco estudados nas Unidades de Conservação. Realizamos o levantamento dos registros científícos sobre espécies invasoras nos Parques Nacional do Iguaçu (Brasil) e Iguazú (Argentina). Encontramos apenas 23 trabalhos citando espécies exóticas e/ou invasoras, num total de 32 espécies identificadas e 4 gêneros morfoespeciados. São urgentes os esforços no levantamento, identificação de padrões de distribuição e avaliação dos impactos das espécies invasoras para ambos os Parques

    O Parque Nacional do Iguaçu e a Educação Ambiental: uma trajetória a ser contada.

    Get PDF
    O presente artigo constitui-se de uma pesquisa bibliográfica e documental acerca da prática de Educação Ambiental (EA) desenvolvida pelo Parque Nacional do Iguaçu. Tem por objetivo colaborar com a produção acadêmica sobre o parque, especialmente ao resgatar o histórico da EA e da formação de professores realizada no Parque Nacional do Iguaçu nos últimos 17 anos. Para tanto, apresenta-se um panorama geral da EA no Brasil, seus principais conceitos e legislações, além do histórico e caracterização do Parque Nacional do Iguaçu, discutindo sobre a prática da educação ambiental realizada nesse contexto

    CONTEXTUALIZANDO E DISCUTINDO AS ATIVIDADES LÚDICAS EM CIÊNCIAS NO ENSINO FUNDAMENTAL

    Get PDF
    O objetivo da pesquisa foi verificar as diferentes formas compreendidas por atividades lúdicas presentes nos livros didáticos e currículos e os papeis que ocupam nesses documentos com objetivo de demonstrar a importância atribuída a essas atividades, de que forma estampam diferentes documentos oficiais. Os documentos analisados foram os Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências, os Conteúdos Básicos Curriculares do Estado de Minas Gerais, as Diretrizes Curriculares Nacionais e o Programa Nacional do Livro Didático. Além desses, foram também analisadas algumas coleções didáticas de Ciências. Verificou-se que as atividades lúdicas se fazem presente em quase todos os currículos e são consideradas por eles importantes no processo de aprendizagem. As atividades lúdicas são entendidas pelos currículos como ações que podem atuar como agente, paciente ou meio no processo de ensino e aprendizagem. Existem atividades lúdicas nos livros didáticos, porém muitas vezes são consideradas como complemento sendo apresentadas apenas no manual do professor como sugestões de atividades. Observamos a existência de recontextualização dos livros didáticos sobre as orientações curriculares

    Sobre a obsolescência das disciplinas: Frantz Fanon e Sylvya Winter propõem um novo modo de ser humano

    Get PDF
    Este artigo discute a difícil, mas necessária tarefa de desmontar nossas fronteiras disciplinares de maneira a começar a entender o quem, o quê e o como dos seres humanos. Sylvia Wynter argumenta que, quando Frantz Fanon fez a afirmação de que “além da filogenia e da ontogenia está a sociogenia” em Peles negras, máscaras brancas (FANON, 1967), ele rompeu efetivamente com o atual sistema de conhecimento mantido por nossas disciplinas acadêmicas, colocando em questão “a definição puramente biológica da nossa cultura atual de que significa ser, e, portanto, do que pode ser, humano” (WYNTER, 2001, p. 31). Esta ruptura operada por Fanon permanece como um espaço, argumenta Wynter, que necessariamente deslocará nossa concepção ocidental/europeia/bio-econômica de ser humano em que o Eu requer um Outro para sua definição, em direção a uma concepção híbrida natureza/cultura (2006a, p. 156) que não precisa de um Outro para se compreender (1976, p. 85)

    Educação decolonial e formação intelectual no Brasil

    Get PDF
    IntroduçãoO presente artigo propõe a reflexão sobre a identidade e o referencial epistêmico negro a partir das ações afirmativas de ingresso nas universidades brasileiras. Para isso, discutimos sobre a exclusividade do acesso ao conhecimento eurocêntrico como efeito do epistemicídio, que produz o aniquilamento cognitivo de outros saberes, fortalecendo o preconceito e a discriminação racial.Dessa forma, traremos ao longo do texto, por meio da revisão da literatura, algumas referências que promovem um olhar crítico sobre a produção do conhecimento e como essa diversidade epistêmica está diretamente ligada à formação intelectual brasileira, que ao descolonizar saberes promove a inclusão de grupos historicamente excluídos, como negros, mulheres, latinos e africanos. Os aportes teóricos decoloniais nos auxiliam a aprofundar a análise proposta nesse trabalho que defende a educação como promotora de práticas libertadoras quando estas emergem de epistemologias outras. Por que criticar os referenciais eurocêntricos?Mais da metade da população brasileira se autodeclarou negra - preta ou parda - no censo realizado pelo IBGE em 2010. No entanto, apenas 26 em cada 100 alunos das universidades do país são negros. Apesar de ainda muito inferior, o acesso da população negra ao ensino superior aumentou 232% na comparação entre 2000 e 2010. Os dados constam no infográfico Retrato dos Negros no Brasil feito pela Rede Angola (BRASIL, 2014).O aumento no acesso à formação universitária reflete as políticas afirmativas implementadas pelo governo nos últimos anos, em resposta às reivindicações históricas do movimento negro no país. Entre 2013 e 2015, a política afirmativa de reserva de cotas garantiu o acesso a aproximadamente 150 mil estudantes negros em instituições de ensino superior em todo o país (SEPPIR, 2016).A cada cem formados, menos de três (2,66%) são pretos e pardos. Apesar disso, segundo dados do Ministério da Educação, em 2013 o percentual de vagas para cotistas foi de 33%, índice que aumentou para 40% em 2014 e deve atingir 50% ainda em 2016 (SEPPIR, 2016). Lembrando que o Brasil é o 2º país com a maior população negra no mundo, superando apenas a Nigéria.Nesse sentido, com o aumento da população negra nas universidades é natural que ocorra uma crescente busca por identificação. Gomes (2005) aponta que “construir uma identidade negra positiva em uma sociedade que historicamente, ensina aos negros, desde muito cedo, que para ser aceito é preciso negar-se a si mesmo é um desafio enfrentado pelas negras e pelos negros brasileiras(os)”. Aqui verificamos um dos motivos da importância de estudarmos intelectuais negras e negros: o processo de tomada de consciência que surge do reconhecimento da identidade negra como uma construção social, histórica e plural, da relação de um grupo étnico-racial sobre si mesmo e sobre o outro (GOMES, 2005).Ao se reconhecer como um segmento excluído da participação na sociedade -apesar de ter contribuído economicamente -, por causa da discriminação racial da qual os negros são vítimas (independente da construção subjetiva de suas identidades), quase todos se remetem retoricamente aos valores culturais negros ou tentam recuperá-los, pelo menos simbolicamente, como mostra o discurso da negritude (MUNANGA, 1988).Kabengele Munanga aponta que a identidade é “sempre um processo e nunca produto acabado, não será construída no vazio, pois seus constitutivos são escolhidos entre os elementos comuns aos membros do grupo: língua, história, território, cultura, religião, situação social etc.” (1988).Aqui surge outro papel fundamental da leitura de intelectuais negras e negros: não é possível a construção de uma identidade positiva, se esses constitutivos continuarem a serem apontados à luz da visão eurocêntrica.  Maneiras de se vestir, jeito de falar, modo de se portar, tudo segue à luz do olhar do colonizador, se não é observado o que os intelectuais negros nos apontam, inclusive a mantença de processos de efabulação e enclaurusamento, que se articulam em torno das construções sobre a figura do negro (MBEMBE, 2014).Por tanto, para analisarmos esse cenário de destaque do referencial eurocêntrico nas universidades brasileiras, utilizamos a ideia de racismo institucional conceituado por Werneck (2013) como uma ideologia que desenvolve uma relação de hierarquias a partir da cor da pele, gerando uma estrutura de desigualdade social permanente em nossa sociedade, limitando a população negra de ter acesso a seus direitos. Segundo ela, “o racismo institucional ou sistêmico opera de forma a induzir, manter e condicionar a organização e a ação do Estado, suas instituições e políticas públicas – atuando também nas instituições privadas, produzindo e reproduzindo a hierarquia racial”. (WERNECK, 2013, p. 17) A importância da diversidade epistêmicaUma bibliografia que preze pela diversidade epistêmica está diretamente ligada à formação de intelectuais com um pensamento crítico que valoriza saberes outros, apontando para os anos de opressão e racismo institucional que a própria academia promoveu. É o que Carneiro (2005) classifica como uma luta contra o epistemicídio, que produz o aniquilamento cognitivo de outros saberes, fortalecendo estereótipos e a discriminação racial. A diversidade de referenciais teóricos promovem maior circularidade de saberes, que interferem diretamente na produção de conhecimento, muitas vezes limitada pelo preconceitos.É preciso que a nossa “escrevivência” seja utilizada para apontar a reflexão, rumo a uma sociedade mais justa e isonômica e, não seja lida como “história de “ninar os da casa-grande”, e sim para incomodá-los em seus sonos injustos” (EVARISTO, 2014). A centralidade do homem branco precisa ser descontruída para desconstruirmos o racismo e descolonizarmos o conhecimento (FANON, 2008). A apresentação de narrativas, tanto a partir de intelectuais negros, quanto na metodologia de professores negros em sala de aula, é extremamente salutar para a disputa do conhecimento enquanto poder.Semelhante ao conceito de negritude como pan-africanismo cultural (CÉSAIRE, 2010), a importância da leitura de intelectuais negras e negros surge como “a assunção redentora de uma identidade negada, de um passado silenciado, de uma singular e rica herança histórica vergonhosamente esquecida, às vezes de maneira voluntária”. A necessidade de reconhecer os valores específicos desenvolvidos pelos povos de pele preta deve ser feita através da recuperação do passado para que esses possam encontrar-se ontologicamente (CÉSAIRE, 2010).A leitura da produção intelectual e a reescrita da história a partir de uma epistemologia negra nos permite a construção de produções acadêmicas que trabalhem a história e cultura afro-brasileira, através de oralidades, de construções coletivas, objetivando o resgate de uma cultura outrora folclorizada e invisibilizada. Dessa forma, dialogamos com Quijano (2005) e Walsh (2010), referenciais teóricos decoloniais – uma elaboração acadêmica recente que consiste em uma prática resistente ao sistema hegemônico – que têm como um de seus objetivos o reconhecimento da intelectualidade fora do eixo norte. Portanto, entendemos que a decolonialidade deve ser uma prática social de descolonização dentro e fora das universidades.Por fim, defendemos que a educação deve ser uma prática humanizadora (FREIRE, 1996), promovendo a conscientização dos indivíduos, que foram silenciados pela colonização, para que sejam removidas as estruturas teórico-metodológicas e políticas do sistema hegemônico. Tal perspectiva caracteriza a educação com potencial libertador e de emancipação de saberes e identidade

    O espaço escolar não é o lugar de/para estudantes negros: uma análise da trajetória escolar de estudantes quilombolas.

    Get PDF
    O presente trabalho visa discutir elementos presentes na trajetória de jovens quilombolas no interior da Bahia descrevendo a escola enquanto instituição que carrega valores construídos na modernidade ocidental e que reproduz continuamente a ideia de que o espaço escolar não é o lugar de/para estudantes negros. A noção de conhecimento nos espaços escolares é moldada pela cultura hegemônica ocidental. Assim, os saberes produzidos fora do enquadramento da modernidade são negados e não são reconhecidos enquanto um dos modelos possíveis de conhecimento. Nos espaços escolares a noção de igualdade é deturpada, ela é em realidade um processo de uniformização, homogeneização e padronização direcionado à afirmação dos conhecimentos hegemônicos, construída como algo a que todos têm direito a ter acesso e tornarem-se iguais. No entanto, o conteúdo presente em doze histórias de vida, com ênfase na trajetória escolar, de jovens quilombolas, do passado e do presente, apontam que é a presença de indivíduos isolados e não a instituição escolar que busca colaborar na emergência de conhecimentos subalternizados historicamente. Essa perspectiva nos desafia a problematizar o conhecimento escolar, a reconhecer os diversos saberes produzidos pelos diferentes grupos socioculturais e os saberes tradicionais no sentindo de romper com a escolar monocultural

    Tradução social, entextualização da/na/com a américa latina: Alteridade, alienação e colonialidade

    Get PDF
    Desde o nativo tallán Felipillo e a asteca Malinche, até as missões jesuíticas do séc. XVI-XVII, questões como a tradução e a interpretação, entre europeus e ameríndios, têm gerado novas práticas socioculturais na América Latina, algumas carregadas de intencionalidade, outras simplesmente mal interpretadas (ROJAS, 1980). Assim, as políticas que foram adotadas para o diálogo entre ambas as culturas se elaboraram, quase sempre, projetadas ao monólogo por parte do colonizador, quem viu na tradução a principal arma de dominação dos povos indígenas e negros. Séculos mais tarde, somos testemunhas e, nalguns casos, sujeitos passivos, do resultado da tradução da alteridade e da cosmovisão trabalhadas eficientemente a partir da episteme autorizada e de uma civilização padrão-normativa eurocentrada (monocultura), inclusive com visões apocalípticas do mundo levadas à sétima arte, o cinema. Nesse caso, falamos da ausência da outra parte, dos corpos e espaços colonizados pelo projeto colonial (MIGNOLO, 2003) que esquematiza formas de vida válidas e as que “devem” ser subalternizadas (SPIVAK, 2014), apagadas/silenciadas das entextualizações (SIGNORINI, 2008) narrativas oficiais (SANTOS, 2002). Por tal motivo, nosso trabalho consiste em discutir o problema da alienação social como resultado da tradução de uma monoprática e monosaber culturais (QUIJANO, 2014) e, desse ponto, observar como surgem os conflitos sociais na América Latina. Para a realização de nossa pesquisa, analisamos os estudos sociais apresentados no texto Para uma sociologia das ausências e uma sociologia das emergências de Boaventura de Sousa Santos (2002) que, consideramos, enfatiza os problemas da tradução social nos dias de hoje

    Geometria molecular acessível para alunos com deficiência visual

    Get PDF
    O trabalho apresenta recursos acessíveis voltados ao ensino de alunos com deficiência visual (cegos e baixa visão) no que tange a temática da geometria molecular. Para além de apresentar os recursos e as premissas de acessibilidade da sua construção, apresentamos a percepção de professores do ensino de Ciências da Natureza com relação às contribuições deste tipo de material para o ensino de alunos com deficiência visual em contextos de inclusão. A pesquisa foi levada a campo por meio de uma pesquisa qualitativa do tipo investigativa. Participaram da investigação nove professores da área de Ciências da Natureza. A análise sinaliza para a discussão a cerca da potencialidade que o recurso apresenta para aprendizagem do aluno com deficiência visual, bem como, para aprendizagem de alunos que não apresentam necessidades especiais. A continuidade do trabalho vem dando-se pelo teste destes recursos com os potenciais usuários

    Entrevista com Marina Tunerê Genan

    Get PDF
    Marina Tunerê Genan (Marina de Ogum) é uma personalidade importante no movimento negro de Foz do Iguaçu. Ela é uma das mães de santo mais antigas da cidade, da casa de candomblé Ile Asé Oju Ogúm Funmilaiyó, do iorubá “a casa de axé dos olhos de Ogum traz a alegria”. Seu trabalho de valorização da cultura afro-brasileira também está no grupo de afoxé, que mantém ensaios regulares e apresentações em diversas datas comemorativas do candomblé ou do movimento negro iguaçuense. Mãe Marina foi a responsável pelo gérmen da ação de extensão Curso de Aperfeiçoamento em Educação para as Relações Étnico-Raciais, hoje atividade institucional da Pró-Reitoria de Extensão da UNILA.A entrevista a seguir foi feita na casa de Marina Tunerê Genan com a presença de uma de suas filhas, Cristiane Galdino.Leia mais..

    1,625

    full texts

    7,292

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇