Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
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O MODELO DE CONCORRÊNCIA SETORIAL DE NELSON: UM COMPARATIVO DA AMÉRICA LATINA E A ÁSIA ANTES E PÓS 1980
O presente estudo pretende analisar a importância dada à produtividade como meio de alcançar o crescimento econômico tanto na América Latina quanto na Ásia antes e posteriormente à década de 1980. O interesse no tema surge de a América Latina ter passado a apresentar políticas mais neoliberais a partir dessa década. Para isto, a análise foi feita a partir do uso do modelo de concorrência setorial de Nelson em uma estimação econométrica para antes e depois de 1980 em ambas as regiões. Dentre os resultados, ao comparar as regiões, se verifica que o crescimento nos setores indústria e serviços foi devido principalmente à maior elasticidade da produtividade quando comparada ao estoque de capital fixo na Ásia, já na América Latina esses parâmetros sequer foram significativos
RELATO DE EXPERIÊNCIA: OS CAMINHOS PEDAGÓGICOS COM AS METODOLOGIAS ATIVAS NA DISCIPLINA DE MESTRADO DESAFIOS DEMOCRÁTICOS NA CONTEMPORANEIDADE
Este texto contribui com uma visão pedagógica sobre a experiência com esta disciplina. Geralmente, na pós-graduação, as experiências se resumem a produção de um artigo acadêmico não ressaltando os caminhos percorridos e as estratégias e ferramentas pedagógicas que podem ser usadas e que contribuem com a construção de um ambiente propício não apenas a produção científica, mas às desconstruções e construções as quais somos provocadas e provocados a partir de leituras, dinâmicas, debates e eventos que também constituem parte fundamental dessa experiência com determinadas disciplinas.Antes de falar das estratégias propriamente ditas, gostaria de destacar algumas singularidades da turma. Mesmo sendo uma disciplina optativa do mestrado tivemos uma grande procura e a turma teve dezesseis estudantes inscritos. Contamos com a presença de uma criança de nove anos em sala, que acompanhava sua mãe, nossa aluna. Uma turma grande e diversa, uma criança e um tema delicado de se debater em um contexto nacional de desinformação e polarização política. Muitos eram os ingredientes do fracasso. Mas não foi isto o que aconteceu..
ESTADO E DEMOCRACIA: A LEGITIMAÇÃO PELA TRIBUTAÇÃO
O processo de globalização mundial fez com que os Estados perdessem sua função de controle, especialmente sua essência de proteção e garantia de direitos, permitindo, por exemplo, que o mercado como credor da dívida do Estado ditasse as regras, incluindo quanto, quem e como eles devem tributar, perdendo uma lógica conceitual da democracia, que neste caso estaria tributando os desiguais de acordo com suas desigualdades. Portanto, o objetivo deste estudo é contribuir para o debate sobre tributação na legitimação de um Estado democrático. Diante disso, o conceito de estado é enfatizado e sua função é toda a essência da palavra proteção. A democracia se insere como a dinâmica das relações entre atores e instituições que lutam por direitos, justiça e equidade social. Partindo desses conceitos, insere-se o argumento em relação à tributação e, enfim, destacando que a aplicação de uma política tributária e fiscal baseada na realidade local, norteando a busca pela redução da desigualdade e concentração de renda, entre outros indicadores, é o primeiro passo para desencadear um processo de legitimação de um Estado de proteção e acima de tudo democrático
A RELAÇÃO DA CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL E A CRISE DA DEMOCRACIA LIBERAL
O objetivo deste artigo é o de verificar a simbiose entre capitalismo e democracia liberal atentando, a partir do ponto de vista de desenvolvimento histórico atrelado, desde o surgimento do capitalismo ao Pós Segunda Guerra Mundial (1939-1945), passando pela Guerra Fria, período no qual os Estados Unidos assumiram a “missão” de levar a democracia, o capitalismo e a liberdade para todo o mundo, em contraposição ao modelo político e econômico representado pelo socialismo real da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Como objetivo específico, pretende-se verificar de que maneira a democracia passa a ser vista pela população em geral quando esta não mais atende suas necessidades, mas sim às necessidades que o capital possui para sua própria reprodução, trazendo luz a parte intrínseca do capital, que é a de subjugar a democracia – hipótese central do artigo. Dessa maneira, realizou-se uma pesquisa bibliográfica com relação ao tema do capitalismo histórico e da democracia em autores como Karl Marx, Vladimir Lênin, Rudolf Hilferding e em Joseph Schumpeter, Robert Dahl, Samuel Huntington e Carole Pateman, dentre outros. Portanto, este artigo buscará trazer algumas questões sobre a possibilidade ou não de o Estado ultrapassar estes problemas de não legitimidade e não reconhecimento dos cidadãos sobre a democracia
ENSINO E APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS E PRÁTICAS NA INCLUSÃO A PARTIR DA CONTAÇÃO DE HISTÓRAIS
O presente artigo traz uma análise do uso da contação de história no ensino-aprendizagem de ciências, trabalhando com os conhecimentos científicos para Pessoa com Deficiência. Nesse sentido, optamos pelos estudos Chassot (2002 e 2018) que trata da alfabetização científica para o contexto do ensino-aprendizagem de ciências; Vygotsky (2012) que pondera questões importantes relacionadas ao desenvolvimento da PcD; Zumthor (1997; 2018), Abramovich (2008) e Sisto (2007) que discorrem acerca da performance do contar histórias. A metodologia se baseou na pesquisa-ação (Tripp, 2005), envolvendo uma professora de uma instituição especializada no atendimento educacional especializado e quatro alunos, sendo um Síndrome de Down, dois alunos DI e um aluno autistas, todos da faixa etária entre 6 e 9 anos de idade, com etapas de seleção da temática do ensino de ciências, construção de narrativa inédita, de recursos pedagógicos e desenvolvimento das atividades com os estudantes. Os resultados evidenciam que a utilização da contação e do recontar de histórias potencializa a interação dialógica entre os sujeitos, favorecendo o processo ensino-aprendizagem de ciências da PcD
IMAGINAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE JOGO DIDÁTICO SOBRE ALIMENTAÇÃO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E AUTOFORMAÇÃO
Criamos o jogo didático “Composição Aprendiz” com a intenção de motivar licenciandos a estudarem sobre a composição de alimentos industrializados. Relatamos, no presente artigo, uma pesquisa autoformativa, que apresenta nossas justificativas para a produção do jogo, o percurso de sua criação, seus objetivos e regras. Além disso, refletimos sobre nossas aprendizagens a respeito do tema alimentação e seu ensino, destacamos o papel da imaginação na construção do recurso didático e as possibilidades de continuar desenvolvendo esta versão do jogo, a partir da análise de suas primeiras utilizações pedagógicas. Jogamos o jogo com uma turma de licenciandos e outra de pós-graduandos. Os (futuros)professores reconheceram que o jogo os fez aprender sobre a composição dos alimentos e os motivou para novas aprendizagens. Também avaliaram a experiência inspiradora para a criação de seus próprios jogos. Consideramos que estes resultados vão ao encontro de recomendações da literatura no sentido de estimular a imaginação de (futuros)professores, abrindo espaço para sua presença mais intensa na escola