Portal de Periódicos da UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
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    “CHECK NUTRI”: NUTRIÇÃO CONSCIENTE EM TEMPO DE PANDEMIA DE COVID-19

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    A pandemia de COVID-19, a qual a humanidade enfrenta, provocou profundas alterações em diferentes dimensões da sociedade. Com a globalização e com os avanços tecnológicos, as mídias sociais têm recebido grande destaque e vêm se fortalecendo como veículo de influência. No entanto, o aumento da difusão de notícias falsas coloca em risco a saúde da população, principalmente, quando associada a orientações equivocadas no campo da nutrição e do enfrentamento à COVID-19. Assim, o Check Nutri: Nutrição Consciente é um projeto de extensão que desempenha a educação em saúde, em uma perspectiva inter e multidisciplinar. O presente artigo tem como objetivo relatar a experiência dessa ação de Extensão Universitária, compartilhando os trajetos e resultados obtidos, a fim de incentivar a construção de novas ações que contribuam com a promoção da saúde da população e enfrentamento à COVID-19. A ação aqui apresentada tem contribuído com a formação cidadã dos acadêmicos, além de ter possibilitado a interação dialógica com a sociedade, facilitando a identificação de demandas e a discussão crítica de informações circuladas nas mídias sociais

    CÁRCERE FEMININO E AQUILOMBAMENTO: CONSTRUINDO ESPAÇOS COLETIVOS DE AFETO

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    Em uma perspectiva interseccionada, as mulheres pretas são aquelas com maiores chances de experimentar as faces devastadoras do encarceramento massivo e suas reverberações. Em meio a tantas perdas subjetivas e materiais vivenciadas por essas mulheres, torna-se necessária a criação de espaços de resistência e de construção de afetos dentro do cárcere. Assim, a experiência ora relatada tem por objetivo apresentar a construção coletiva de oficinas multitemáticas em uma Cadeia Pública Feminina, no sertão de Pernambuco, intituladas como Quilombo no Cárcere. Nesse contexto, o aquilombamento surge como estratégia de cuidado que rompe com as lógicas coloniais de subjugação e extermínio, tão presentes nas prisões, e oferece a construção de espaços coletivos de afeto e a produção de novas aprendizagens para todos os atores envolvidos. Como principais resultados dessa experiência, têm-se a reflexão e produção de conhecimento acerca dos papéis de gênero, da violência, da raça e a promoção do autocuidado e da solidariedade entre mulheres encarceradas. Deste modo, as oficinas se mostraram como alternativa viável e potente para auxiliar as participantes no enfrentamento às adversidades do cárcere e no processo de reinserção social extramuros

    USO DE UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA INTRODUZIR O APRENDIZADO DA IMUNOLOGIA BÁSICA EM ESCOLARES DA REDE PÚBLICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

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    O ensino da imunologia básica, regulamentada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, é uma área de difícil compreensão para os discentes. Sua complexidade e exi- gência são fatores que requerem atenção no processo de ensino-aprendizagem. Nesse contex- to, a utilização de uma sequência didática (SD) pode tornar a aprendizagem mais duradoura e de construção de significados. Objetiva-se relatar a experiência vivenciada por discentes de um curso de medicina na aplicação de uma SD intitulada “Desmistificando a vacinação”, bem como refletir acerca das contribuições desta ferramenta na construção do conhecimento sobre a imunologia. A SD foi aplicada aos estudantes do 2o ano matriculados em uma escola de Ensino Médio da rede pública no município de Paulo Afonso, Bahia. Dentre as várias acepções percebidas durante esta experiência, destaca-se o estímulo à curiosidade, socialização, coope- ração e o desenvolvimento de habilidades cognitivas importantes para a construção do auto- conhecimento. Além disso, a abordagem interativa e dinâmica contribuiu como um facilitador no processo de aprendizagem e possibilitou aos educandos apropriação do conhecimento co- mo instrumento capaz de conduzir uma intervenção e aproximação com os problemas de saú- de pública presentes na comunidade local

    MÉTODOS E METODOLOGIAS DE EXTENSÃO RURAL: APLICAÇÃO PRÁTICA DO DIA DE CAMPO NOS CURSOS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

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    As mudanças na forma de atuação dos extensionistas rurais, em um contexto histórico de ATER pública no Brasil, também refletem no processo de ensino da extensão rural das faculdades de ciências agrárias. A inserção do ideal participativo nos processos de planejamento e execução dos métodos e metodologias trouxeram a necessidade de uma visão crítica sobre o aprendizado dos futuros extensionistas. Este trabalho tem como objetivo demonstrar a utilização de métodos e metodologias participativas de extensão rural no ensino dos cursos de ciências agrárias da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste com ênfase para o método dia de campo. Para a coleta de dados qualitativos e quantitativos, foi utilizada metodologia de análise participante, questionários e entrevistas estruturadas. Pode-se concluir que a adoção de práticas inovadoras no ensino da extensão rural auxilia para a formação dos acadêmicos e os preparam melhor para o mercado de trabalho

    Importa o que fazemos com nossas memórias, com nossa existência.

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    Leopardus guttulus

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    Leopardus guttulus – Desenho executado como atividade do plano de trabalho relativo à Iniciação Científica, “Ilustração Científica a Lápis de Cor, mamíferos da ordem carnívora ameaçados de extinção no Estado da Bahia”.  Técnica Mista: Lápis de cor, aquarela e tinta nankin sobre papel canson, Dimensões: 29,7 cm x 42,0 cm. 2022. Desenho integrante do acervo do Projeto de Pesquisa Desenho e Ciência: contribuições, metodologias e técnicas (UEFS)

    Madalena arrependida

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    Escrita em 1993, esta peça permanece inédita enquanto dezenas de outros textos meus foram encenados. O fato não me surpreende, pois, em sua maioria, minhas peças foram concebidas e desenvolvidas para projetos de produção predefinidos, o que as caracteriza menos como trabalhos de criação e mais como aplicações de linguagem. O fato de nunca ter sido levada à cena talvez se deva ao seu estilo démodé, fora do contexto atual, intencionalmente anacrônico, que, pelo enredo, reporta aos melodramas folhetinescos característicos do repertório dos circos-teatro brasileiros da primeira metade do século XX e, pelos diálogos em versos metrificados e rimados – cuja métrica varia para se ajustar ao clima dramático de cada cena – a escolas mais antigas, talvez aos autos sacramentais da época de Gil Vicente e Calderón de la Barca. Madalena Arrependida é um exercício de linguagem feito após um período de estudos dos melodramas circenses, tardiamente inspirados em formulações mais antigas. Minha proposta foi explorar os estereótipos para, pelo exagero, alcançar novos significados. Nesse contexto, o uso de formas arcaicas de linguagem é intencional, com o objetivo de imprimir maior autenticidade e colorido ao texto. Gosto de situá-la num espaço intermediário entre dramaturgia e poesia, uma forma de teatro para ser lido, como costumavam fazer os autores ingleses nos idos de 1800 e 1900. Espero que, terminada a leitura, o leitor concorde comigo. Também gosto de imaginar Madalena Arrependida numa versão musical totalmente cantada, com impostação operística, uma vez que a ópera é o melodrama em sua mais completa e radical expressão

    O corpo ausente e a memória para a construção de um "mais-que-presente" na dramaturgia de Jacy

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    A proposta contida neste artigo é partir dos conceitos de Jean-Pierre Sarrazac (2017) inerentes à concepção do "drama-da-vida" e das ideias de Henri Bergson presentes em seu livro Matéria e memória (1999) – a relação de corpo, espírito e memória –, e de narrativa em Paul Ricoeur (2010), para indagar como a memória é instrumento para a construção da dramaturgia da peça Jacy (2013), do Grupo Carmin (RN). O resultado é a observação de uma criação em cena de um "mais-que-presente" que, ao fundir elementos do passado com situações do presente, almeja provocar uma mudança futura

    ”Fuente Ovejuna lo hizo”: notas sobre o tiranicídio e a clemência real em Fuente Ovejuna (1619), de Lope de Vega

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    Neste artigo, buscamos fazer breves considerações sobre o tiranicídio e a clemência real na peça teatral Fuente Ovejuna (1619), de Félix Lope de Vega y Carpio (1562-1635). Assim, pretendemos demonstrar, a partir de uma metodologia bibliográfica e analítica que consiste na reconstrução de concepções poéticas, políticas e teológicas em vigência na Espanha seiscentista, que a peça coloca o tiranicídio como atitude ilícita, pois aos fuente ovejunenses caberia aguardar o socorro real ou divino que os livraria das ações tirânicas de D. Fernán Gómez de Guzmán. Além disso, visamos a demonstrar que o exercício da clemência real por parte dos Reis Católicos, além de estar amparado em um conjunto de tratados políticos da época, reitera que o homicídio praticado pelos lavradores foi uma ação ilícita. Para o logro desses objetivos este estudo fundamenta-se em autores como Alemán (1681), Mariana (1854) e Tomás de Aquino (1786), dentre outros

    O auto do prematuro

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    Um conto sobre nossa viagem pelas infinitas estações do ciclo da vida e do eterno espaço-tempo, onde o amanhã nunca veio, e o ontem nunca se foi. Um conto sobre o nascimento e a ruína. Sobre caminhos que nos mudam e crenças que nos matam. Um conto sobre o tolo que conquista o mundo. A história começa com um maestro (Deus) conduzindo a grande massa em sua sinfonia e um homem que sai da grande massa para conhecer o mundo fora daquela bolha que vivia e que, por não fazer mais parte de um todo, agora se sente só. Este início também referencia a criação do homem que sai do barro (massa) para o mundo e ao mito da caverna de Platão, onde um filósofo sai de sua caverna cheia de ilusões em busca da verdade do mundo. O Ato Um se passa em um hospício, o então homem prematuro se diz um viajante do tempo e é tido como um louco, é confrontado por uma serpente que o tenta a duvidar de si mesmo e de seus objetivos, mas sem sucesso. Ao final deste ato ele encontra o atual governante da terra, Deus Machina, aquele que está presente em nossas vidas por trás das telas e tem apenas um mandamento: Matar. 2018 foi um ano assustador, um homem que defendia tortura, fuzilamento, pena de morte e ditaduras estava sendo adorado por muitos como um messias, o país passava por um processo de “Desumanização” que teve grande propagação pelas redes sociais, revelando ainda sermos um país intolerante e apático à vida. É neste cenário que o viajante nos alerta de nosso terrível futuro. O Ato Dois se passa no purgatório, um ponto intermediário entre o reino de Deus e o reino dos mortos. O Viajante se liberta de sua alcunha de louco (camisa de força), mas ainda assim, nega o mundo à sua volta ao ser confrontado novamente com a serpente. Ele sabe que a única forma de mudar o futuro é encontrando o Olho da Tempestade, um artefato que deu início a tudo, e após ver que mesmo depois da morte, com as esperanças perdidas, o viajante era digno e possuía uma ambição nobre e forte de fazer um mundo melhor, a Serpente lhe entrega o artefato, ele pode finalmente ver “tudo”. No Ato Três, o viajante alcança o céu e assume o lugar vazio de Deus, reiniciando sua própria sinfonia, dando nascimento de um novo prematuro, um humano incompleto que ainda tem muito que aprender para se construir um mundo ideal

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