Portal de Periódicos da UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
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ETNOZOOLOGIA COMO FERRAMENTA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL- OS SABERES POPULARES COMO INFORMAÇÃO VALIOSA PARA A CONSERVAÇÃO: VIVÊNCIAS NA FLORESTA NACIONAL DE NEGREIROS, SERRITA-PE
A etnobiologia é o estudo do conhecimento, tradição, cultura e religião de uma população que possui relação direta com os recursos naturais. Logo, é a análise das relações do ser humano com o meio ambiente, seja através do extrativismo mineral, vegetal e ou animal. Partir do conhecimento tradicional e desmistificá-lo, a fim de estimular a preservação da natureza, não é uma fácil tarefa. Não se pode invadir um território que não é seu, e dizer: "Isso ou aquilo é certo ou errado", deve-se a priori, ganhar a confiança da população, entender os costumes, pôr-se no lugar dos mesmos, chegar a um consenso e a partir daí, mostrar os caminhos para a conservação. E é nesse ponto, que entra a educação ambiental. A Floresta Nacional de Negreiros é uma Unidade de Conservação e possui 12 comunidades de entorno. Através de entrevistas estruturadas e semiestruturadas e após todos os entrevistados terem assinado os Termos de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi feito o reconhecimento da área e da população. E então foram propostas e aplicadas atividades lúdicas em educação ambiental, tais como oficinas, palestras, e até aulas de campo, dentro da UC. Assim, é dado o primeiro passo para conservar a biodiversidade local
A honra no teatro espanhol do século XVII
A honra é um conceito central para se entender o funcionamento de uma sociedade de corte do século XVII. Ao legitimar a pertença de um indivíduo no corpo social, a honra deve ser protegida, por meio do emprego de técnicas adequadas, da murmuração. Assim, este artigo pretende analisar como o tema da honra é desenvolvido no teatro espanhol seiscentista, especificamente nas peças de Lope de Vega (1562-1635) e de Tirso de Molina (1579-1648). Para isso, adotamos uma metodologia bibliográfica e analítica, bem como reconstruímos preceitos poético-retóricos e teológico-políticos vigentes no século XVII a fim de propor interpretações às peças à luz de convenções presentes no momento de produção desses textos. Como resultado, procuramos demonstrar que, no teatro de Lope de Vega e Tirso de Molina, a honra é representada a partir do entendimento seiscentista sobre esse conceito. Por isso, as peças associam a honra à virtude e à opinião alheia, colocam-na como parte da justiça distributiva e a metaforizam na cana e no vidro
POR UMA EDUCAÇÃO NÃO GENERIFICADA: MULHERES E A PRÁTICA DO FUTEBOL NO CENÁRIO BRASILEIRO
O futebol é uma das mais tradicionais modalidades esportivas no Brasil, socialmente inserida no imaginário dos indivíduos como uma identidade nacional. No entanto, é preciso ponderar a importância de ressignificar seus sentidos, declarando que esse espaço também deve ser das mulheres. Nessa direção, este estudo analisa as perspectivas e dificuldades enfrentadas pelo futebol feminino em âmbito nacional e os impactos de uma educação generificada na consolidação da participação efetiva das mulheres. Para seu desenvolvimento, foi elaborado um questionário e realizada pesquisa com o intuito de coletar informações referentes à visão de mulheres que praticam futebol quanto a sua jornada enquanto jogadoras dessa modalidade esportiva.Contou-se com uma população formada por mulheres que praticam futebol em cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A amostra é composta por 171 mulheres, sendo 170 mulheres cisgênero e uma transgênero, com idades entre 11 (onze) e 59 (cinquenta e nove) anos (CAAE 23446919.1.0000.5160). Concluiu-se que até os dias atuais a falta de incentivo e o preconceito têm sido determinantes na trajetória das mulheres praticantes de futebol e enfatiza-se a importância de uma Educação Física escolar não generificada, que possibilite oportunidades igualitárias à prática esportiva para meninas e meninos
RREPRESENTAÇÃO DA DIVERSIDADE HUMANA NOS LIVROS DIDÁTICOS DO 4º E 5° ANO DOENSINO FUNDAMENTAL
Apresentamos os resultados da nossa pesquisa quanti-qualitativa acerca da representação da diversidade humana proposta pelos livros didáticos do alunado do 4° e do 5° ano do Ensino Fundamental que integram o Programa Nacional do Livro e do Material Didático 2019 do Ministério de Educação. Objetivamos mensurar as proporções representativas da diversidade humana nas categorias fenotípica, cultural e linguística assim como avaliar a conformidade dos livros didáticos com as prescrições do edital no que diz respeito à diversidade humana e às relações étnico-raciais. O corpus da nossa pesquisa engloba os seis componentes obrigatórios dos anos iniciais do Ensino Fundamental: Artes, Ciências, Geografia, História, Matemática e Português. Este estudo configura-se como uma análise documental cuja coleta de dados foi realizada de acordo com as três categorias de análise acima referidas. Os resultados expressos sob a forma de percentuais visam delinear de forma concreta as tendências editoriais acerca da diversidade humana a partir de uma análise comparativa entre componentes e campos de saber (ciências humanas e ciências exatas). Entre os resultados mais significativos da pesquisa, destacam-se a manutenção de estereótipos da sociedade civil entre homens e mulheres e a sub-representação da cultura e língua afro-brasileira
POR DENTRO DA ESCOLA: UMA DISCUSSÃO DOS EFEITOS DA GESTÃO ESCOLAR NA PARTICIPAÇÃO E NO CLIMA ESCOLAR DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS INICIAIS
O presente relato refere-se às atividades de Estágio Supervisionado em Administração Escolar nos Ensinos Fundamental e Médio, disciplina ministrada no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), cuja finalidade é acompanhar, compreender e contribuir com o trabalho de equipes gestoras de escolas públicas. Tem como objetivo, discutir as principais experiências vivenciadas no estágio realizado em uma escola da rede estadual paulista de Ensino Fundamental - Anos Iniciais, no município de São Carlos - SP, tendo como focos de observação e análise a participação e o clima escolar. Para tanto, debruçamo-nos nos dados coletados a partir, tanto do acompanhamento da rotina escolar, do Conselho Escolar, do Grêmio Estudantil e de Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPCs) quanto de diálogos e entrevistas semiestruturadas com estudantes, docentes e gestores, que foram então articulados qualitativamente às discussões teóricas referentes, sobretudo, às leituras e reflexões da referida disciplina. Durante a análise, buscamos adotar uma perspectiva crítica, atenta às fragilidades e potencialidades da instituição, não visando atribuir-lhe conclusões absolutas, mas sim tê-la como base para pensar sobre os dilemas escolares cotidianos e seus possíveis caminhos de aperfeiçoamento. Como resultado, não apenas reconhecemos os desafios à promoção da participação e de um clima positivo no âmbito escolar diante das violências institucionais, dos conflitos, das ausências familiares e descontinuidades de profissionais, como também identificamos o fomento a lideranças distribuídas, à mediação compartilhada de conflitos e à adoção de práticas preventivas à violência como pontos importantes de saída a essas dificuldades
SIMULAÇÃO DE OSCE NO ENSINO MÉDICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
A simulação é uma das metodologias ativas utilizadas para incentivar a participação do aluno em todas as fases do processo educativo, sendo uma abordagem inovadora que replica aspectos de uma situação real. A avaliação, vista como um instrumento de diagnóstico, evoluiu com métodos como o Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE), que exige do aluno a aplicação tanto do raciocínio e a tomada de decisão quanto as habilidades motoras para realizar procedimentos. Este trabalho relata a experiência da realização de uma simulação de OSCE aplicada como ferramenta de treinamento à alunos do curso de medicina. Essa atividade teve três propósitos: proporcionar um momento de treinamento de habilidades práticas e reproduzir de forma verossímil a realidade de uma avaliação OSCE para os alunos participantes e desenvolver a criticidade e habilidades docentes da equipe elaboradora. A simulação foi baseada no OSCE realizado pela instituição, sendo realizada no mesmo ambiente, utilizando os mesmos recursos e seguindo os mesmos parâmetros de avaliação. Assim, essa simulação ofereceu aos alunos uma oportunidade valiosa para testar seus conhecimentos em um ambiente simulado, promovendo o desenvolvimento de habilidades práticas, a identificação de lacunas no aprendizado, além de prepará-los para a avaliação enquanto que a equipe elaboradora enriqueceu sua aprendizagem ao se dedicarem ao estudo dos conteúdos, aprofundarem-se na teoria e nas habilidades práticas, para o desenvolvimento das estações
EDUCAÇÃO DOMICILIAR E ESCOLA SEM PARTIDO: EXPRESSÕES DO REACIONARISMO
O presente artigo analisa em que medida os projetos educacionais Educação Domiciliar e Escola sem Partido, socialmente relacionados à extrema direita e ao neoliberalismo, excluem a perspectiva de uma formação crítica e emancipatória e fortalecem os interesses de uma educação para formação do indivíduo estranhado e do sujeito disponível ao trabalho sob a forma do capitalismo. A tentativa do sistema capitalista para adestrar o ser humano, especialmente, tentando manipular sua subjetividade e orientá-la a favor do desenvolvimento social do capital, explica a razão pela qual avançam a extrema direita e se aprofundam os ataques à educação. Utilizando pesquisa bibliográfica e documental, buscamos analisar os avanços da Educação Domiciliar e do Escola Sem Partido. Como princípios teórico-metodológicos o trabalho está respaldado no materialismo histórico-dialético, com destaque para as categorias de educação, conservadorismo, educação domiciliar e neoliberalismo. A pesquisa apresenta, entre seus resultados, o visível ataque que a educação pública brasileira passa, especialmente no que se refere ao esvaziamento do caráter reflexivo, crítico e contextualizado dos conteúdos escolares, bem como constituem-se como uma alternativa viável e assertiva para vetar conteúdos curriculares considerados por fragmentos conservadores como indesejáveis, como questões de gênero, de etnia e de classe
FORMAÇÃO DOCENTE EM GEOGRAFIA E PRÁTICAS INCLUSIVAS PARA PESSOAS COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO EM ESCOLAS DO ALTO OESTE POTIGUAR, RN.
Na educação contemporânea, há uma necessidade de compreender a formação de professores de Geografia e as práticas docentes mediante a inclusão de alunos com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Logo, neste estudo, objetiva-se analisar a formação docente e as práticas adotadas por professores de Geografia em escolas públicas de Ensino Fundamental na região do Alto Oeste Potiguar, RN, no que diz respeito à inclusão de alunos diagnosticados com TEA. Quanto à abordagem, a pesquisa é qualitativa, valendo-se dos procedimentos bibliográficos e da pesquisa de campo, com aplicação de questionário para professores e observação de suas aulas. Os resultados indicam a fragilidade da formação nos cursos de licenciatura, de modo que os professores saibam lidar com alunos com TEA em sala de aula nas escolas. Conclui-se que este é um tema pouco explorado, que precisa de mais estudos, além de organização curricular das graduações para a inclusão desse panorama.
OS USOS DOS LIVROS DE HISTÓRIA NAS AULAS PÓS PANDEMIA
Tendo em vista que os livros didáticos são patrimônios materiais das escolas do Brasil, essa pesquisa apresenta um estudo de caso em quatro turmas de 6° ano da regional 10 de Fortaleza. Ela investigou as fronteiras que estabelecem limites e possibilidades para o aprendizado dos estudantes após o período pandêmico (2022). A metodologia está vinculada a conversações com estudantes e professores, análises dos livros didáticos de história das 4 escolas selecionadas e acompanhamento direto das aulas. Também foram abordadas as temáticas das aulas assíncronas e síncronas. As fontes de conhecimento foram: A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Edital e Guia do Programa Nacional do Livro Didático e teóricos-pesquisadores de livros didáticos, como Alain Choppin. Como resultado, foram percebidos que o livro didático de história, além de auxiliar o aluno no aprendizado, proporciona também ao professor inspirações de práticas pedagógicas no ensino-aprendizad
PERFIL DE ESTUDANTES DA EJA EM UM INSTITUTO FEDERAL
O estudo teve o objetivo de delinear o perfil de estudantes da Educação de Jovens e Adultos em um campus de um Instituto Federal brasileiro, por meio de características demográficas, acadêmicas e socioeconômicas. A pesquisa é descritiva e quantitativa e foi realizada com a análise de dados disponibilizados pela instituição de ensino, no período de 2014 até 2024. Os resultados revelam a predominância de estudantes pardos, a maioria oriunda de escolas públicas, com uma maior entrada de homens em alguns anos, mas com conclusão e rendimento acadêmico superiores das mulheres. Por fim, o estudo conclui que o perfil dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos é multifacetado, demonstrando a diversidade e os desafios enfrentados por essa modalidade educacional