Portal de Periódicos da Ufersa (Univ. Federal Rural do Semi-Árido)
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    Avaliação de Proposta de Materiais Verdes para Aplicação como Modelo Humano em Estudos de SAR (Taxa de Absorção Específica).

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    Este trabalho visou a produção de filmes biodegradáveis a partir de quitosana e fécula de mandioca para serem utilizados na análise da Taxa de Absorção Específica (SAR) em telecomunicações. Esse estudo é relevante no contexto da Indústria 4.0, pois o aumento do uso de ondas eletromagnéticas exige materiais adequados para garantir segurança, especialmente em dispositivos geradores/receptores próximos ao corpo humano. Para o desenvolvimento dos filmes, foram preparados materiais com diferentes proporções de quitosana e fécula para a caracterização dielétrica, focando em propriedades como constante dielétrica e condutividade. A produção incluiu a adição de quitosana e ácido cítrico a 50 ml de água destilada, com agitação de 24 horas, seguida de secagem em estufa a 68°C por mais 24 horas. O processo foi repetido com fécula, utilizando 100 ml de água destilada. Após a secagem, obteve-se um material adequado para simulações e análises de SAR. Os resultados destacaram o potencial dos filmes na criação de phantoms (materiais simuladores) úteis para a análise de SAR. O trabalho mostrou, portanto, a viabilidade de biopolímeros em aplicações eletromagnéticas, unindo conceitos das áreas de química e engenharia elétrica para uma abordagem inovadora e sustentável

    Rede Urbana do semiárido potiguar: o caso de Água Nova, Riacho de Santana, Encanto E Doutor Severiano.

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    A configuração espacial do Semiárido Potiguar evidencia particularidades ao ter suas dinâmicas urbanas resultante das atividades produtivas de comércio e de prestação de serviços, especialmente entre Pau dos Ferros e Mossoró e os municípios circunvizinhos. Essas cidades destacam-se como centros aglutinadores e irradiadores destes setores econômicos, considerado como polo regional (DANTAS, 2014). Ao partir da lógica produtiva balizadora de processos e formas de materialidade do fenômeno, buscar-se-á, depreender as interposições das atuais dinâmicas na (re)estruturação territorial destas (micro) regiões, principalmente no referente às cidades médias e pequenas. Para tal se focará na análise da conformação espacial, com base em fontes bibliográficas (teóricas e metodológicas) e oficiais, levantando a peculiaridades territoriais percebidas e apontando caminhos para futuros estudos e propostas de ação pública. Ao transitar entre as escalas intraurbanas e interurbanas, pode-se delinear o arranjo espacial de padrões urbanísticos presentes na região do Semiárido Potiguar que explicam o processo crescente da extensificação da urbanização e, consequentemente, da fragmentação do seu território. Tem-se como objetivo geral compreender como se deu a formação das cidades de Água Nova, Riacho de Santana, Encanto e Doutor Severiano, considerando a interferência das dinâmicas urbanas de comércio e prestação de serviço que configuram e determinam padrões no espaço que concerne ao Semiárido Potiguar. Para alcançar os objetivos, será realizada uma pesquisa de caráter exploratório, aplicada de maneira que os pesquisadores tivessem uma maior proximidade com o universo do objeto de estudo, não somente com construção de referencial teórico-metodológico, mas também como análises socioespaciais, capazes de oferecer informações e orientações sobre a formulação das hipóteses da pesquisa.

    Macroalgas do litoral semiárido do Rio Grande do Norte: guia ilustrado e incremento da coleção ficológica do Herbário MOSS

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    Macroalgas são um grupo ecológico que corresponde aos organismos macroscópicos aquáticos fotossintetizantes de três linhagens distintas: Chlorophyta Pascher, Rhodophyta Wettst. e Phaeophyta Hansg. As macroalgas desempenham papel essencial na manutenção dos ecossistemas aquáticos, especialmente marinhos, a exemplo dos recifes, pois contribuindo para a manutenção da biodiversidade, principalmente atuando como fonte primária de nutrientes. No entanto, estudos taxonômicos e florísticos sobre macroalgas no Brasil, especialmente na Região Nordeste, são escassos. No Rio Grande do Norte, os trabalhos existentes sobre macroalgas são limitados, com poucas abordagens taxonômicas recentes. Diante desse cenário, este estudo teve como objetivo principal a elaboração de um guia fotográfico prático das macroalgas do litoral semiárido do Estado, além de incrementar a coleção ficológica do Herbário Dárdano de Andrade Lima (Herbário MOSS) com a inclusão de novos espécimes e identificação de seu acervo. Para isso, foram realizadas coletas em costões rochosos e bancos de areia de praias em seis pontos amostras nos municípios de Areia Branca, Grossos, Porto do Mangue e Tibau, entre fevereiro e maio de 2024. As macroalgas serão coletadas manualmente, fotografadas no campo e no laboratório, e posteriormente fixadas em formol (4%) para identificação e preservação. O material coletado foi identificado com base em literatura taxonômica e será incorporado ao acervo do Herbário MOSS. Além disso, espécimes previamente depositados nesta coleção também foram identificados ao menor nível taxonômico possível. Como resultado, foram coletadas 72 amostras (e suas duplicatas) que correspondem a 34 espécies. A linhagem mais rica em espécies foi Rhodophyta, com 15 espécies registradas, seguida por Chlorophyta (14) e Phaeophyta (cinco). Os gêneros mais ricos foram Caulerpa J.V.Lamour. e Gracilaria Greville, com cinco e quatro espécies, respectivamente; sendo este último o gênero mais amostras determinadas apenas a nível genérico, dado o estado fragmentário das amostras. O produto (i.e., guia fotográfico) deste trabalho contribuirá significativamente para a ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade marinha do Rio Grande do Norte, facilitando o acesso a informações sobre as espécies de macroalgas locais e, apoiado pelo estudo taxonômico com identificação das amostras do Herbário MOSS, poderá apoiar futuros estudos de conservação e manejo de recursos marinhos

    Resistência de acessos de meloeiro à Meloidogyne javanica

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    O meloeiro (Cucumis melo L.) está inserido na família das Cucurbitáceas, a qual é composta por aproximadamente 120 gêneros e mais de 800 espécies. Esta hortaliça ocupa lugar de destaque na região Nordeste devido a sua produção e sua importância socioeconômico associado a geração de emprego e renda. No entanto, a produção do meloeiro vem sendo afetada por diversos fatores, associados principalmente a problemas fitossanitários, decorrentes do aparecimento de nematoides. Dentre os principais nematoides causadores de danos no meloeiro, pode-se citar Meloidogyne javanica, pertencente ao gênero Meloidogyne. O objetivo do trabalho foi avaliar 41 acessos da coleção de germoplasma de meloeiro (Cucumis melo L.), pertencente a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), quanto a hospedabilidade de Meloidogyne javanica. O experimento foi conduzido em casa de vegetação em delineamento inteiramente casualizado, com 10 repetições, onde as parcelas foram compostas por um vaso, com capacidade de 2 litros, com uma planta. A inoculação da espécie de nematoide foi realizada no mesmo dia do transplante com pipeta automática. Foram inoculados 5.000 ovos e J2 por planta. A extração dos nematoides das plantas ocorreu aos 65 dias após a inoculação e a contagem foi realizada com auxílio da câmara de contagem de Peters ao microscópio fotônico. A resistência foi definida com base na reprodução do nematoide em cada acesso. Os valores médios de FR (fator de reprodução) para cada acesso foram obtidos pela relação entre PF (população final) e PI (população inicial), sendo considerados resistentes acessos com FR < 1 e suscetíveis ≥ 1. Os acessos AC-07, AC-18, AC-19, AC-41, AC-42, AC-51, AC-52, C-14, C-82, PI124111 e o P1124112 foram considerados resistentes, com fator de reprodução menor < 1. Estes acessos são promissores para uso em programas de melhoramento genético visando à resistência a Meloidogyne javanica

    Seletividade de herbicidas pré-emergentes na cultura do melão

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    Um dos principais fatores que podem afetar negativamente a produtividade do cultivo de melão é a presença de plantas daninhas. O uso de herbicidas representa uma alternativa eficaz para o controle químico dessas plantas, mas o número de herbicidas registrados para o melão ainda é bastante limitado. Dessa forma, as informações sobre quais herbicidas podem ser utilizados sem prejudicar o crescimento e o rendimento do melão são escassas. O objetivo deste estudo foi avaliar a efetividade de herbicidas aplicado em pré-transplantio do melão. Foram testados 7 herbicidas em duas doses diferentes (Oxyfluorfen, Piroxasulfona + Flumioxazina, Pendimetalina, Clomazone, Glufosinato +SMetolachlor, Flumioxazin e Fomesafen + S-Metolachlor) mas um controle sem herbicida, totalizando 15 tratamentos. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com 4 repetições. Avaliações de fitointoxicação foram feitas aos 7, 14, 21 e 28 dias após a primeira aplicação dos herbicidas. As principais plantas daninhas infstantes do cultivo de melão foram Urochloa decumbens e Sida spp. A Pendimetalina teve bom controle das plantas daninhas, porém sua aplicação resultou em níveis elevados de intoxicação, impactando negativamente na produtividade da cultura. Por outro lado, as aplicações de Fomesafen + S-Metolachlor, Glufosinato + S-Metolachlor e Flumioxazin demonstraram ser eficazes no controle das plantas daninhas, embora ainda tenham gerado algum nível de intoxicação nas plantas de melão. A produtividade da cultura, a qualidade dos frutos e o teor de Brix não foram significativamente afetados pela aplicação desses herbicidas s. Esses resultados destacam que o manejo de plantas daninhas na cultura do melão pode ser realizada com diferentes herbicidas, representando uma importante ferramenta para o manejo e redução de custos

    Análise do processo de corte da palha da carnaúba

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    A carnaúba (Copernicia prunifera (Mill.) H.E. Moore), também conhecida como “árvore da vida” é uma espécie nativa do bioma Caatinga, bastante explorada no Nordeste em função da sua versatilidade. A produção de cera de carnaúba é um trabalho com grande risco de erros e acidentes, bem como doenças que podem ser desenvolvidas devido ao tipo de atividade. Partindo deste pressuposto propõe-se uma análise do processo de coleta de palha de carnaúba. O presente estudo, foi realizado na região Oeste Potiguar–Rio Grande do Norte, abrangendo 3 municípios, Apodi, Caraúbas e Felipe Guerra. Os dados do presente trabalho foram coletados entre outubro e dezembro de 2023, contabilizando 3 coletas, onde a primeira, foi realizada na localidade de Sítio Pindoba 1- Apodi, tendo enfoque nas atividades de coleta e extração da palha, isto é, avaliou-se inicialmente as funções do vareiro, aparador, junteiro, comboieiro, carregador, descarregador e lastreiro. Nas coletas subsequentes, avaliou-se as funções que contemplam o processo de bateção da palha, ou seja, transportador, operador, espalhador e embalador, realizadas nas localidades Sítio Mariana e Sítio Santana localizadas no Município de Caraúbas e Felipe Guerra. A obtenção do pó da carnaúba ocorreu em duas etapas, onde a primeira consistiu em fazer a extração das palhas, e a segunda, após a secagem tradicional (chão batido), consistiu na operação de bater as mesmas para obtenção do pó. O presente estudo foi realizado a fim de estimar o tempo de execução das tarefas presentes no processo produtivo do pó da carnaúba. Mediante estudo de tempos, no geral, apresentaram os seguintes tempos, em média, para um ciclo da sua função: vareiro 18,98 s, aparador 1,63 s, junteiro 21,44 s, comboieiro 125,54 s, carregador 1 6,83 s, carregador 25,51 s, descarregador 3,73 s, lastreiro 5,88 s, transportador 71,74 s, operador 5,76 s, espalhador 2,15 s e embalador 120,00 s. Quanto aos fatores humanos deste processo, constatou-se que a principal razão para se trabalhar com a carnaúba foi devido à falta de outras oportunidades (69,20%). Além disso, devido à baixa remuneração, a maioria dos entrevistados estavam sujeitos a buscar outras fontes de renda, como auxílios governamentais e outras profissões. Dentre os entrevistados, 80,00% sentiam desconforto ou dor nas costas durante a realização das suas funções, podendo influenciar, a longo prazo, na produtividade de pó e no surgimento de problemas de saúde. Com isso, os gargalos da produção do pó da carnaúba, concentraram-se no ambiente de execução das atividades, visto que além da utilização de técnicas tradicionais de coleta da palha pelos trabalhadores, os mesmos foram submetidos a condições desconfortantes de estresse térmico e níveis altos de ruído, podendo influenciar negativamente na produtividade

    Influência da fluidodinâmica em um processo de dessalinização com emprego do método de malha adaptável

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    Há décadas, a falta de água tem sido um problema que afeta a humanidade, e nos últimos anos, esse problema se tornou ainda mais grave devido ao aquecimento global, crescimento da população e aumento das secas. Diante disso, os processos de dessalinização surgiram como alternativas importantes para a produção de água potável em todo o mundo. Diversas tecnologias são utilizadas nesses processos, sendo a técnica de dessalinização por osmose reversa (RO), com separação por membranas, destacada como uma tecnologia promissora, devido à sua alta capacidade de separar um solvente (água), de um soluto que tem massa molecular baixa (sais), bem como por possuir alta eficiência energética, fácil manutenção, menor ocupação de área e boa relação custo-benefício. No entanto, uma das principais desvantagens com relação ao emprego desta técnica, é a membrana ser suscetível a incrustações, que ocasiona uma redução de fluxo permeado, aumento de pressão de operação, seletividade inadequada, redução da vida útil da membrana e aumento de custos operacionais. Diante desse pressuposto, o objetivo deste trabalho é apresentar um estudo de modelagem computacional com foco na otimização do processo de separação por membrana via osmose reversa, por meio de análise da geometria do módulo de permeação e dos efeitos da movimentação dos promotores de turbulência. Com isso, buscou-se gerar turbulências benéficas no escoamento com intuito de aumentar a taxa de cisalhamento nasproximidades da interface da membrana e, assim, reduzir a fração mássica do soluto nas regiões vizinhas à superfície da membrana. Para isso, foram realizadas simulações numéricas com modelos matemáticos capazes de compreender o comportamento dos fenômenos presentes no processo de separação de membranas via RO. O modelo matemático utilizado para realizar as simulações foi baseado nas equações que conservação de massa, quantidade de movimento, transporte de espécies e no modelo de Spiegler e Kendem. Todas as simulações foram realizadas usando os softwares ANSYS FLUENT e ICEM CFD. O modelo de geometria utilizada nessas simulações foi a com domínio de espaçadores circulares. Os resultados das simulações mostraram uma representação eficiente dos fenômenos de transferência envolvidos no processo de separação por osmose reversa. Além disso, esses resultados permitiram uma análise minuciosa do comportamento de um fluido sob a ação de promotores de turbulência em movimento, destacando que os espaçadores para o caso estudado aumentaram a turbulência no local devido a sua movimentação, fazendo com que a camada de concentração de sal se disperse para a vizinhança, causando uma limpeza na membrana

    Patogenicidade de Macrophomina euphorbiicola em híbridos de meloeiro

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    O melão (Cucumis melo L.) é uma das principais olerícolas-frutícolas cultivadas no Estado do Rio Grande do Norte, maior produtor brasileiro. Dentre as doenças que acometem essa cultura, a podridão radicular e declínio de ramas é uma das principais. Macrophomina euphorbiicola (Me) é um patógeno radicular bastante polífago e que apresenta grande longevidade no solo através de suas estruturas de resistência, os microesclerócios. Esse trabalho objetiva estudar a patogenicidade de Me em híbridos comerciais de meloeiro. Foram utilizados dois isolados de Me (CMM2158 e A9P23), inoculados em quatro híbridos de Meloeiro: ‘Natal’, ‘Beloro’, ‘Berlim’ e ‘Acclaim’, acrescido de uma testemunha absoluta. O ensaio foi montado seguindo o delineamento inteiramente casualizado, com quatro (4) repetições por tratamento, sendo a unidade experimental considerada de uma planta por vaso. A inoculação dos isolados de Me foi realizada mediante o método do palito de dente infestado (Ambrósio et al., Euphytica 206:287–300, 2015), sendo estes introduzidos no hipocótilo das plântulas aos oito dias da semeadura. As avaliações foram realizadas aos 30 dias da inoculação, sendo avaliadas: incidência (%) e severidade da doença, avaliada mediante uma escala diagramática de notas (Ravf et al., 13th Iranian Plant Protection Congress-Karaj, 113, 1998), com valores de 0 a 5, onde: 0 = sem sintomas e 5 = mais de 50% dos tecidos infectados. As variáveis biométricas da cultura: comprimento da raiz - CR, peso fresco e seco da parte aérea (PFPA – PSPA) e raízes (PFR – PSR) foram avaliadas, sendo aquelas mensuradas com uma régua graduada (cm), e estas com uma balança digital (g). Os dados dos ensaios foram combinados, após uma análise de variância preliminar. Os resultados de incidência e severidade da doença foram analisados através do teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis. Nas variáveis biométricas foi utilizado o teste Tukey. Neste estudo, os testes estatísticos foram verificados ao nível de 5% de probabilidade. Em relação a incidência e a severidade da doença, nos híbridos ‘Natal’ e ‘Beloro’, (médias 100% e 1,75, respectivamente), o isolado CMM2158 apresentou diferença estatística da testemunha (média 0,00 para ambas). Com relação ao híbrido ‘Berlim’(62,5% e 0,62, respectivamente), o tratamento A9P23  apresentou diferença estatística da testemunha (0,0). Já para o híbrido ‘Acclaim’, os dois isolados de Me (100% 1,0, respectivamente) apresentaram diferença estatística da testemunha (0 para ambas as características). A maioria dos isolados estudados foram patogênicos aos híbridos de meloeiro, com exceção do CMM2158 para o híbrido ‘Berlim’. Novos estudos são necessários para avançar no manejo e estudo desse patossistema em meloeir

    Dinâmica e período de controle de plantas daninhas em alface cultivada no sistema orgânico

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    Growing lettuce in a shaded environment in the semi-arid region has become an alternative to creating an ideal microclimate for crop development. However, this microclimate also favors weed development. Therefore, the objective of this study was to evaluate the effect of the reduction in luminosity caused using shading screens on the critical period of interference prevention (CPIP) in organic lettuce cultivation. Two experiments were carried out in randomized blocks with three replications in a split-plot design. The first experiment was conducted under full light conditions and the second in a shaded environment with a 35% reduction in light intensity. Shading altered the dynamics of weeds, with Digitaria horizontalis Willd and Amaranthus spinosus L. having the highest density in crops without cover and shaded environments, respectively. The lack of weed control reduced lettuce productivity by 66 and 90% in uncovered and shaded systems, respectively. The CPIP of lettuce in an uncovered environment occurred 11–33 and 12–28 days after transplant (DAT) considering an acceptable production reduction of 2.5 and 5%, respectively. The shaded environment decreased the CPIP of lettuce to 8–19 and 9–18 DAT for acceptable production reductions of 2.5 and 5%, respectively. Therefore, growing organic lettuce in a shaded environment allows for a shorter control period.O cultivo de alface em ambiente sombreado na região semiárida tem se tornado uma alternativa para criar um microclima ideal para o desenvolvimento da cultura. No entanto, esse microclima também favorece o desenvolvimento de plantas daninhas. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da redução da luminosidade provocada pelo uso de tela de sombreamento sobre o período crítico de prevenção à interferência (PCPI) no cultivo orgânico da alface. Dois experimentos foram realizados em blocos ao acaso com três repetições em esquema de parcela subdivididas. O primeiro experimento foi conduzido sob condição de luminosidade plena e o segundo em ambiente sombreado com redução de 35 % da intensidade luminosa. O sombreamento alterou a dinâmica das plantas daninhas, sendo que a Digitaria horizontalis Willd e a Amaranthus spinosus L. foram as espécies com maior densidade nos cultivos sem cobertura e ambiente sombreado, respectivamente. A ausência de controle das plantas daninhas reduziu em 66 e 90 % a produtividade da alface nos sistemas descobertos e com sombreamento, respectivamente. O PCPI da alface em ambiente descoberto foi do 11º ao 33º e 12º aos 28º dias após o transplante (DAT), considerando redução da produção aceitável de 2,5 e 5 %, respectivamente. O ambiente sombreado diminuiu o PCPI da alface para o 8º ao 19º e 9º ao 18º DAT para redução da produção aceitável de 2,5 e 5 %, respectivamente. Sendo assim, o cultivo da alface orgânica sob cultivo em ambiente sombreado permite diminuir o período de controle

    Bioatividade de inseticidas botânicos comerciais contra Duponchelia fovealis (Lepidoptera: Crambidae)

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    Botanical insecticides have emerged as valuable tools for integrated pest management, offering particularly appealing ecological advantages in strawberry cultivation. Restrictions in the phytosanitary schedule pose challenges, such as controlling Duponchelia fovealis Zeller (Lepidoptera: Crambidae), a significant pest for this crop. This study aimed to evaluate the toxicity and lethal concentrations of two commercial botanical insecticides, one based on Sophora flavescens extract and the other on Azadirachta indica oil, against D. fovealis under laboratory conditions. Seven concentrations were tested for each botanical insecticide: S. flavescens extract (oxymatrine; Matrine®) at 6%, 4%, 2%, 1.5%, 1%, 0.75%, and 0.5%; and A. indica (azadirachtin; Fitoneem®) at 8%, 6%, 4%, 1.5%, 1%, 0.75%, and 0.5%). The synthetic insecticide chlorfenapyr (Pirate®) was used as a positive control (0.0104%, 0.0139%, 0.0186%, 0.0440%, 0.0587%, 0.0789%, and 0.1042%), while distilled water was used as a negative control. Topical applications were performed on third-instar larvae of D. fovealis to determine lethal concentrations through bioassays. The S. flavescens-based botanical insecticide exhibited the highest toxicity against D. fovealis, resulting in a mortality rate of 95.9% at a 6% concentration. A. indica at a 6% concentration resulted in a maximum mortality of 66.3%. The lethal concentrations (LC50 and LC90) observed were 1.97% and 5.84% for S. flavescens and 3.93% and 30.57% for A. indica, respectively. Therefore, the botanical insecticide based on S. flavescens extract shows high potential as an alternative for controlling D. fovealis, a significant pest in strawberry cultivation.Os inseticidas botânicos têm se destacado como ferramenta no manejo integrado de pragas, cujas características ecológicas são particularmente atraentes para o morangueiro. Devido as restrições na sua grade fitossanitária, um dos desafios está no controle da praga-chave Duponchelia fovealis Zeller (Lepidoptera: Crambidae). Este estudo teve como objetivo avaliar a toxidade e as concentrações letais de dois inseticidas botânicos comerciais a base de extrato de Sophora flavescens e óleo de Azadirachta indica contra D. fovealis, em condições de laboratório. Utilizaram-se sete diferentes concentrações (Sophora flavescens [Oximatrine / Matrine®]: 6%, 4%, 2%, 1,5%, 1%, 0,75% e 0,5% e Azadirachta indica [Azadiractina Fitoneem®]: 8%, 6%, 4%, 1,5%, 1%, 0,75% e 0,5%) Como controle positivo foi testado Clorfenapir (Pirate®) (0,0104%, 0,0139%, 0,0186%, 0,0440%, 0,0587%, 0,0789% e 0,1042%). Como controle negativo, utilizou-se água destilada. Em bioensaios para determinar concentrações letais, foram realizadas aplicações tópicas sobre lagartas do terceiro instar da D. fovealis. Os resultados demonstraram que o inseticida botânico S. flavescens apresentou a mais alta toxicidade contra D. fovealis, alcançando uma taxa de mortalidade de 95,9% das lagartas a uma concentração de 6%. Azadiractina apresentou uma mortalidade máxima de 66,3% a uma concentração de 6%. As concentrações letais de S. flavescens foram CL 50: 1,97% e CL 90: 5,84% e de Azadiractina CL50: 3,93% e CL90: 30,568%. O inseticida botânico formulado a partir de S. flavescens apresenta elevado potencial como ferramenta alternativa no controle de D. fovealis, uma praga significativa em morangueiro

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