Portal de Periódicos da Ufersa (Univ. Federal Rural do Semi-Árido)
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    Abordagem da educação ambiental nos currículos e práticas pedagógicas das engenharias na Ufersa, Mossoró-RN, Brasil.

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    A educação ambiental é um tema central para a formação acadêmica, conforme previsto pela Lei nº 9.795/1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). De acordo com essa legislação, a educação ambiental deve ser abordada de forma contínua e transversal em todos os níveis de ensino formal, promovendo o desenvolvimento de valores, conhecimentos e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. No contexto dos cursos de engenharia, essa necessidade torna-se ainda mais premente, visto que esses profissionais estão diretamente envolvidos com a transformação da natureza e a gestão dos recursos naturais. Nesse sentido, a educação ambiental precisa ser incorporada de maneira sistemática e integrada na formação dos futuros engenheiros, contemplando as dimensões ecológicas, sociais, econômicas, políticas e culturais. Este trabalho tem como objetivo avaliar, por meio de um estudo de caso, a inserção da educação ambiental em sete cursos de graduação em engenharia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus sede, localizado em Mossoró-RN. A metodologia foi dividida em duas etapas: análise dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) e documentos institucionais, com o intuito de identificar ações de ensino, pesquisa e extensão relacionadas ao meio ambiente e à educação ambiental, além da aplicação de questionários com os docentes dos Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs). Os resultados indicam que os cursos de engenharia da UFERSA não possuem um componente curricular específico dedicado à educação ambiental em seus PPCs. As disciplinas existentes abordam questões ambientais de forma genérica, como desenvolvimento sustentável e gestão ambiental, sem cumprir os princípios de transversalidade e permanência estabelecidos pela PNEA. Além disso, tanto as ações de pesquisa quanto de extensão relacionadas ao tema ambiental são escassas. Dos projetos analisados, menos de 30% abordam a temática ambiental de forma significativa. Os questionários aplicados aos docentes dos NDEs revelam que, embora a maioria reconheça a importância da educação ambiental para a formação dos engenheiros, essa percepção não se reflete em práticas educativas integradas e permanentes. Apenas 29,4% dos docentes relataram desenvolver ou já terem desenvolvido atividades relacionadas à educação ambiental. As principais barreiras identificadas para a ampliação dessas práticas incluem a falta de capacitação docente e a ausência de estratégias pedagógicas que garantam a transversalidade do tema. Diante disso, conclui-se que é necessário fortalecer a inserção da educação ambiental de maneira mais robusta e integrada nos cursos de engenharia da UFERSA, de modo a promover uma formação profissional que considere os aspectos socioambientais de forma crítica e interdisciplinar. Tal inclusão seria um passo importante para alinhar a instituição às diretrizes da PNEA e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), contribuindo para a melhoria da qualidade dos cursos e para a formação de engenheiros comprometidos com a sustentabilidade

    Primeiros passos na pesquisa sobre práticas restaurativas na superação de discriminações.

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    Vinculado ao plano de trabalho que carrega o título “Práticas restaurativas na superação de discriminações”, conforme cadastrado junto à PROPPG-UFERSA. Este trabalho visa investigar a aplicação das práticas restaurativas como estratégias para enfrentamento das discriminações. Nesse contexto, será feita a análise de trabalhos científicos publicados em que envolvem a análise da Justiça Restaurativa como resposta possível a esses problemas. A investigação tem os seguintes objetivos específicos: analisar os meios de enfrentamento às diversas formas de discriminação; identificar, na produção científica, trabalhos que relacionem as práticas restaurativas ao combate de discriminações; e compreender os mecanismos da Justiça Restaurativa voltado ao tratamento de casos discriminatórios. Para alcançar os objetivos propostos, o plano de trabalho será desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e documental em caráter exploratório. Será utilizada revisão de literatura abrangente sobre práticas restaurativas na abordagem de discriminações. Serão utilizados livros, artigos acadêmicos, legislação, estatísticas e outros documentos relevantes para fundamentar teoricamente a pesquisa. Pretende-se construir, descrevendo-se cada etapa do processo, o estado da arte sobre os assuntos investigados. Inicialmente, será utilizado o Portal de Periódicos Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), bem como a Biblioteca Brasileira de Teses e Dissertações. Os descritores foram “discriminação”, “racismo”, “homofobia”, “sexual”, “etnocentrismo”, “xenofobia”, “socioeconômico”, “idosos”, “etarismo”, “capacitismo”, “estigma”, “esteriótipo”, “intolerância”, com auxílio do operador booleano “AND/E”, para associar às expressões “justiça restaurativa” “OR/OU” “práticas restaurativas”. Os resultados da revisão de literatura incluíram 2 trabalhos sobre discriminação, 3 sobre raça ou racismo, 2 sobre deficiência ou capacitismo, 1 sobre estigma ou estigmatização, 5 sobre questões socioeconômicas e 7 sobre gênero ou diversidade. Foram excluídos 5 artigos duplicados, totalizando ao fim, 15 trabalhos. Não foram encontrados resultados para os descritores relacionados à homofobia, etnocentrismo, xenofobia, idosos, etarismo ou intolerância. Esses achados apontam para áreas bem desenvolvidas, como raça, gênero, e vulnerabilidade socioeconômica, ao mesmo tempo em que revelam lacunas significativas envolvendo os demais termos de busca. A literatura disponível, a partir dos resultados da revisão, sugere uma maior incidência de práticas envolvendo adolescentes, especialmente em conflito com a lei, e casos de violência doméstica. De maneira provisória, os resultados sinalizam a compatibilidade da justiça restaurativa no enfrentamento das discriminações

    Papilionoideae DC. (Leguminosae Juss.) do Parque Nacional da Furna Feia, Nordeste do Brasil

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    Leguminosae Juss. (ou Fabaceae Lindl.) é a terceira maior família de plantas angiospermas do mundo, com cerca de 20.410 espécies. A família está dividida em seis subfamílias, das quais a maior é Papilionoideae DC., com 14.000 espécies em 503 gêneros. A família é notadamente conhecida pela sua importância econômica, especialmente pelas plantas alimentícias, e, no Brasil, está representada por 3077espécies, das quais 1631 são endêmicas. Leguminosae é a família de plantas mais rica em espécies da Caatinga e no estado do Rio Grande do Norte, a unidade da federação do Brasil com nos espécies da família, está representada por 647spécies. A fim de preencher lacunas no conhecimento das plantas do Rio Grande do Norte e incrementar as listas de plantas das áreas protegidas do Estado, este estudo objetivou inventariar as espécies de Leguminosae, especificamente da subfamília Papilionoideae, que ocorrem no Parque Nacional da Furna Feira (PNFF), uma importante área protegida do Nordeste brasileiro. Para isto, foram analisadas amostras previamente depositadas no Herbário Dárdano de Andrade Lima (Herbário MOSS), da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, e realizadas coletas em campo no PNFF. As expedições a campo foram realizadas entre os meses de maio a agosto de 2024, seguindo o método de caminhamento em trilhas preestabelecidas, áreas de mata nativa, afloramentos calcários e áreas antropizadas. As coletas, o processo de herborização e o preparo das amostras seguiram os métodos usuais em taxonomia vegetal, com posterior depósito dos espécimes na coleção do Herbário MOSS. As amostras foram identificadas a partir da literatura especializada e por comparação com os materiais do Herbário MOSS. Como resultado, foram registradas 21 espécies de Papilionoideae na área de estudo, as quais se encontram distribuídas em 14 gêneros, a saber: Aeshynomene L. (com uma espécie), Ancistrotropis A.Delgado (uma espécie), Arachis L. (uma espécie), Canavalia DC. (uma espécie), Centrosema (DC.) Benth. (quatro espécies), Chaetocalyx DC. (uma espécie), Desmodium Desv. (uma espécie), Dioclea Kunth (uma espécie), Erythrina L. (uma espécie), Galactia P.Browne (uma espécie), Macroptium Schreb. (duas espécies), Rhynchosia Lour. (uma espécie), Stylosanthes Sw. (duas espécies) e Tephrosia Pers. (três espécies). À exceção de E. velutina Willd. (árvore) e Di. violacea Mart. ex Benth. (liana), as demais espécies são todas herbáceas anuais ou perenes. Apenas uma espécie de Centrosema não pôde ser identificada ao nível específico por diferir das espécies congenéricas da Caatinga pelo tamanho dos folíolos e pela morfologia dos legumes. Este estudo evidenciado que o inventário de herbáceas e a sua amostragem na estação chuvosa incrementa as listagens de plantas da Caatinga. Além disso, estes dados podem subsidiar a construção do plano de manejo do PNFF, o qual ainda carece de listagem oficial das plantas que ocorrem na área

    Incorporação de Saberes Indígenas no Ensino da Física

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    Na realidade escolar atual, o uso de conhecimentos sobre os povos originários está focado nas áreas de Ciências Humanas. Por isso, a inclusão de conhecimentos indígenas e tradicionais no ensino de Física busca enriquecer o aprendizado ao integrar perspectivas culturais que valorizam o conhecimento científico dos povos originários. Essa abordagem educacional oferece um ensino mais inclusivo, desmistificando estereótipos que negam o conhecimento científico indígena e destacando a relevância de seus saberes na compreensão de fenômenos naturais. Nesse contexto, este trabalho propõe estudar e incentivar a inclusão de exemplos oriundos da cultura indígena do Brasil, mais diversos e culturalmente relevantes, para enriquecer o ensino de Física. Além disso, visa estabelecer uma conexão com a Lei nº 11.645/2008, que altera a LDB e exige o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, reforçando a importância de incorporar essas perspectivas no currículo escolar para valorizar as contribuições culturais ao conhecimento científico e social. Para isso, foi realizada uma pesquisa sobre as questões abordadas no Enem nos últimos dez anos, buscando a palavra 'indígena' ou outras claramente relacionadas a essa cultura. Também foi conduzido um estudo sobre a cultura dos povos originários com base na literatura disponível e em materiais audiovisuais, para demonstrar como algumas práticas se conectam à Física. Como resultado, observou-se que, nos últimos dez anos, o Enem, sendo um dos grandes influenciadores do comportamento educacional em termos de relevância dos conteúdos abordados, apresenta questões relacionadas às culturas indígenas de forma superficial nas áreas de Linguagens e Ciências Humanas, mas há uma significativa lacuna em Ciências da Natureza e Matemática. Em contraste, a prova valoriza predominantemente as culturas euro-ocidentais, tanto nas áreas de exatas quanto nas de humanas. Foram identificadas práticas de caça, culinária, contagem do tempo, jogos, entre outras, em que é possível aplicar conhecimentos físicos sobre como cada uma delas é executada. Dessa forma, esses exemplos podem ser incluídos facilmente nas discussões em sala de aula. Por fim, esta pesquisa é relevante por demonstrar como a Física pode ser ensinada a partir de conhecimentos indígenas, enriquecendo a didática escolar e valorizando nossa diversidade cultural. A investigação dos desafios e benefícios dessa integração propõe uma reflexão crítica sobre as práticas educacionais, incentivando o acesso a novos saberes. Além de fortalecer a aprendizagem acadêmica, essa abordagem promove o reconhecimento social das culturas indígenas, fundamentais para o legado cultural do país

    Percepção da melhoria do aprendizado no ensino/aprendizagem de Geometria no ensino básico via utilização de material concreto e digital - Olhando os dados

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    A geometria espacial consolidou-se como um pilar no desenvolvimento de competências matemáticas e tecnologias de auxílio para a sociedade contemporânea, indo além da memorização de fórmulas e promovendo uma experiência de aprendizado prática e eficiente. Este projeto explora como o ensino de geometria espacial pode ser enriquecido com a utilização de materiais didáticos diversos e tecnologias educacionais, como o software GeoGebra, com o objetivo de atender às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e estimular o desenvolvimento crítico e criativo dos estudantes. A metodologia adotada no projeto iniciou-se com a pesquisa das habilidades previstas na BNCC para o ensino fundamental e médio, juntamente com a revisão de artigos acadêmicos sobre práticas pedagógicas em geometria. Com base nessas referências, foi elaborado um material de ensino para a construção de sólidos geométricos, como pirâmides, aplicando conceitos geométricos elementares, utilizando de materiais simplórios como lápis, régua, compasso e cartolina. O material elaborado durante as pesquisas foi construído para ser aplicado em oficinas para professores dentro do Laboratório de Ensino de Matemática da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Adicionalmente, foi realizada uma análise dos materiais já disponíveis no laboratório para integrá-los em sequências didáticas de geometria, incluindo jogos educativos como as Caixas de Perspectivas e Tangram, que se mostraram úteis para explorar conceitos de simetria, congruência e decomposição de figuras geométricas. Os resultados destacaram que o uso de jogos e materiais didáticos lúdicos torna o ensino da geometria mais dinâmico e acessível, auxiliando na compreensão de conceitos complexos de forma interativa e simplificada. Ademais, a utilização de recursos digitais com o GeoGebra foi uma implementação no método de ensino dentro da pesquisa, pois permite a visualização de sólidos em 3D e a manipulação de planos bidimensionais, representando um diferencial ao complementar o ensino tradicional e ampliar as possibilidades de aprendizagem para os alunos. Em conclusão, o projeto foi eficaz na criação de recursos instrucionais e no apoio à capacitação de professores, oferecendo novas ferramentas para os docentes aplicarem dentro das salas de aula e enriquecer o ensino da geometria. A integração de métodos virtuais e tradicionais proporciona uma abordagem mais completa e contextualizada da geometria espacial, preparando alunos e educadores para os desafios de uma sociedade cada vez mais orientada pela tecnologia

    O uso do Tracker no estudo de rolamento no plano inclinado

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    O fenômeno do rolamento em um Plano Inclinado (PI) costuma ser negligenciado nos cursos de Física, possivelmente devido à sua complexidade a respeito do deslizamento. No entanto, o PI é comum em diversas rampas ao nosso redor, o que pode fazer com que sua presença e importância passem despercebidas, mesmo que desempenhe um papel crucial na acessibilidade urbanística. Para a realização do trabalho foi construído um plano inclinado utilizando duas tábuas de madeira presas por uma dobradiça simples de modo a controlar ângulo.  A gravação da descida das esferas de diferentes raios e massam que rolam sem deslizar, no plano inclinado, é feita por meio do celular, que é submetido ao software de vídeoanálise, o Tracker. Seu uso possibilitou o estudo do movimento de um objeto determinando a curva de seu movimento, através do rastreamento da posição em função do tempo ao longo de um vídeo. No estudo da conservação da energia mecânica, a energia cinética rotacional deve ser levada em conta. O momento de inércia (I) do centro de massa é levado em consideração devido ao rolamento, a fim de que o valor teórico da aceleração corresponda ao valor experimental. As variações nas dimensões, materiais e massas das esferas podem gerar dúvidas nos estudantes sobre qual delas teria a maior aceleração durante a descida. No entanto, pode haver surpresa ao descobrir que, em um plano inclinado com a mesma inclinação, todas as esferas se comportam de maneira semelhante durante o rolamento. O dispositivo, juntamente com a análise, mostrou uma boa correspondência entre as previsões analíticas e os resultados experimentais, tanto em relação à posição quanto à energia durante a descida. Além disso, a utilização de celulares para a coleta de dados é um aspecto relevante, já que muitos alunos possuem smartphones com boa qualidade de filmagem, facilitando o acesso a recursos didáticos que podem melhorar a compreensão dos fenômenos físicos

    Múltiplas Linguagens e Currículos na Educação Infantil: sentidos e experiências cotidianas de crianças e professores(as)

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    A Educação Infantil legalmente instituída como primeira etapa da Educação básica, se constitui como “tempo-espaço de processos e práticas que envolvem aprendizagem e desenvolvimento integral da criança pequena como pessoa concreta e contemporânea - com especificidades etárias e direitos constitucionais” (Lopes; Oliveira; Dantas, 2022, p. 13). As Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil - DCNEI (Brasil, 2009) e a Base Nacional Comum Curricular - BNCC (Brasil, 2017) orientam em caráter mandatório a construção de propostas curriculares a partir da definição de aprendizagens essenciais que precisam ser garantidas a todas as crianças. Os currículos são pensados e desenvolvidos, tendo como elementos constitutivos, as interações e a brincadeira, as experiências e as múltiplas linguagens das crianças (Baptista, 2010; Gobbi, 2010; Vigotski, 2007; Oliveira; Barbosa, 2006). Desse modo, temos nos indagado: os currículos construídos nos cotidianos da educação infantil estão considerando as especificidades das crianças? As crianças estão se apropriando e desenvolvendo múltiplas linguagens em suas experiências? Quais linguagens constituem as experiências e os currículos construídos no cotidiano? Portanto, temos como objetivo: investigar sentidos de professores(as) e crianças acerca das linguagens nos currículos da Educação Infantil; e analisar como as linguagens se presentificam nas experiências oportunizadas às crianças na Educação Infantil. Nos ancoramos na abordagem histórico-cultural de Vigotski (2005; 2007;2009) e proposições do dialogismo de Mikhail Bakhtin (1995; 2003). Desenvolvemos leituras para aprofundamento do tema e embasamento da construção dos instrumentos de pesquisa. Aprofundamos e concluímos a pesquisa bibliográfica, realizamos pesquisa documental, e iniciamos as observações participantes e as entrevistas com crianças, em uma turma de creche II e pré - escola I, com crianças de 3 a 5 anos. Para o levantamento bibliográfico, fizemos uma busca no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no qual 14 (quatorze) trabalhos foram encontrados, sendo 7 (sete) que mais se aproximam do nosso tema. Para o aprofundamento, uma segunda consulta na plataforma foi realizada, e identificamos mais 24 (vinte e quatro) artigos científicos. Os trabalhos selecionados foram de fundamental importância para desenvolvimento dos estudos, pois dialogam com o currículo, cotidiano e ambientes de aprendizagem na Educação Infantil. Na pesquisa documental, analisamos as Linguagens do Brincar nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil - DCNEI (Brasil, 2009). O texto aponta para a centralidade da brincadeira como propulsora de apropriação de diferentes linguagens pelas crianças. E, nas observações nas salas de referência, identificamos que as linguagens se apresentam de forma incipiente. Porém, durante os momentos de brincadeira, identificamos a linguagem do brincar, e a presença da linguagem, oral, escrita e das artes. Estão em andamento as entrevistas coletivas e individuais com as crianças, uma vez que renovamos o plano de trabalho para continuidade da pesquisa.&nbsp

    Concentrações foliares de nutrientes na melancieira irrigada com água salina sob aplicação de ácidos orgânicos.

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    A melancia (Citrullus lanatus) se destaca no Brasil como um cultivo de grande importância econômica e social, especialmente para pequenos agricultores. A mesma exige menos investimento, com mão de obra barata, além de tratos culturais simples e um bom retorno financeiro e se adapta a diferentes tipos de clima e solo, possibilitando o cultivo em diversas regiões do país (ALENCAR et al., 2012). O uso de fontes hídricas com salinidade elevada para irrigação é uma importante alternativa, principalmente em regiões áridas e semiáridas. O estudo objetivou avaliar as respostas de acúmulo de nutrientes foliares na cultura da melancieira irrigada com água salina sob aplicação de substâncias para atenuar os efeitos adversos do estresse salino. As cultivares estudadas foram a sensível a Rocheda F1 (V1) e a tolerante a Crimson Sweet (V2), totalizando oito tratamentos. T1 - Controle, irrigação com água de baixa salinidade (0,54 dS m-1); T2 - Estresse salino, irrigação com água de alta salinidade (4,5 dS m-1); T3 - (4,5 dS m-1) + embebição das sementes na solução de ácido giberélico; T4 - (4,5 dS m-1) + aplicação exógena de ácido giberélico na fase vegetativa (V2); T5 - (4,5 dS m-1) + aplicação exógena de ácido giberélico na fase reprodutiva (R2); T6 - (4,5 dS m-1) + embebição das sementes na solução de ácido salicílico; T7 - (4,5 dS m-1) + aplicação exógena de ácido salicílico na fase vegetativa (V2) e T8 - (4,5 dS m-1) + aplicação exógena de ácido salicílico na fase reprodutiva (R2). A irrigação com água salina influencia de forma negativa o crescimento das plantas das melancias. O estresse salino causa o acúmulo de sódio nas folhas

    Estudo de decomposição em fatores paralelos PARAFAC para análise de dados

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    Estudos recentes, como o relatório publicado pela Internacional Data Corporation (IDC) em 2017 para o ano de 2025, demonstram que a sociedade contemporânea gera, retém e utiliza grandes quantidades de dados, e a tendência é que nos próximos anos essa demanda só aumente. Dentro desse contexto, surge a necessidade de analisar conjuntos de informações com muitas variáveis correlacionadas, por isso nas últimas décadas, técnicas analíticas multivariadas têm sido utilizadas para uma melhor interpretação de grandes bancos de dados, dentre elas está a Análise de Fatores Paralelos (PARAFAC). O PARAFAC permite a identificação de padrões por meio da decomposição do banco de dados originais, aqui chamado de tensor, em matrizes de carregamento, onde cada elemento do tensor original é representado como uma combinação de produtos das matrizes de carregamento. Essas matrizes refletem a contribuição de diferentes variáveis para cada fator, possibilitando uma visão mais simplificada sobre quais variáveis estão mais correlacionadas com todo o banco de dados. Dentre a características mais importantes do PARAFAC, a unicidade é um destaque. Devido a utilização de baixos graus de liberdade, o método fornece uma decomposição única e um resultado único, sendo uma grande vantagem para o estudo em que se é aplicado. Além disso, para assegurar a precisão do modelo, a decomposição busca minimizar a soma dos erros ao quadrado (SSE), que mede a diferença entre os valores observados e os estimados pelo modelo, sendo um valor mais baixo indicativo de um melhor ajuste. A escolha do número de fatores, porém, é uma das partes mais difíceis e cruciais, ela pode ser feita por meio de métodos estatísticos, como a análise da SSE, que indica a qualidade do ajuste, o Fator Match Score (FMS), responsável por avaliar a estabilidade das componentes extraídas, e o Diagnóstico de Consistência de Núcleo (CORCONDIA), que ajuda a evitar a superestimação do número de fatores necessários para descrever adequadamente os dados. Esta pesquisa tem como objetivo identificar, através do uso do PARAFAC, dentre os microdados do ENEM 2022 fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), qual o principal fator socioeconômico relacionado com o desempenho positivo ou negativo dos alunos. Com esse propósito, primeiro foi necessário calcular a média geral das notas de 2022. O passo seguinte foi a filtragem dos dados e a formação de dois grandes grupos: o grupo A, com maior desempenho, e o segundo, o grupo B, de menor desempenho. Depois um tensor de ordem três foi formado a partir do agrupamento dos dois grupos. Finalmente, o algoritmo do PARAFAC foi implementado no banco de dados, posteriormente o SSE, FMS e CORCONDIA foram utilizados e em todos os casos o modelo com 3 componentes foi o que melhor representou os dados. Por fim, a análise dos componentes indicou que a renda foi fator mais impactante para o desempenho dos estudantes do ENEM 2022, deixando evidente a necessidade do contínuo investimento em políticas públicas que visam diminuir a disparidade econômica no Brasil

    Controle de conversores boost CC-CC de potência nos modos controle de tensão e controle de corrente

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    Os conversores boost CC-CC são componentes essenciais para sistemas de energia renovável, como turbinas eólicas e painéis solares, pois são componentes responsáveis por aumentar a tensão de entrada para níveis operacionais específicos a aplicação. Este estudo foca nos modos de controle de corrente e de tensão desses conversores: o controle de corrente regula a entrada para proteger contra sobrecorrentes, enquanto o controle de tensão mantém a saída estável, ambos fundamentais para a eficiência e estabilidade. A pesquisa se justifica pela necessidade de otimizar o uso de conversores boost em energias renováveis. Após uma revisão da literatura, realizou-se uma modelagem matemática em regime contínuo (CCM), que permite a análise linear do sistema. As simulações, feitas no software ATPDraw, avaliaram o comportamento dos conversores nos dois modos de controle, observando parâmetros como tensão de entrada, tensão e corrente de saída e o sinal PWM aplicado ao transistor. Os resultados indicaram que o controle de tensão estabiliza a saída do conversor, mesmo com variações na entrada e na carga, essencial para sistemas que precisam de uma tensão constante. O controle de corrente, por sua vez, assegura que a corrente de entrada fique regulada, promovendo uma operação segura. A modulação PWM desempenhou papel importante para o desempenho do sistema, garantindo estabilidade com oscilações mínimas. Em conclusão, os modos de controle de corrente e tensão são eficazes para a operação estável e eficiente dos conversores boost CC-CC em energias renováveis, sendo úteis para futuros projetos de conversores que visem melhorar a integração com sistemas solares e eólicos

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