Portal de Periódicos do UNILUS (Centro Universitário Lusíada)
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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA APÓS COVID-19 ATRAVÉS DO QUESTIONÁRIO SF-36
No início do ano de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a pandemia de Covid-19, responsável por causar milhões e óbitos no mundo e mais de 700 mil no Brasil. Após pouco mais de dois anos de pandemia, foi decretado mundialmente o fim da Emergência de Saúde Pública. No entanto, mesmo após o fim do quadro infeccioso, muitos indivíduos passaram a manifestar sintomas como falta de ar, perda de memória, fraqueza, queda de cabelo, entre outros, que passaram a ser estudados e conhecidos como Síndrome Pós-Covid. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida de indivíduos após contraíram e sobreviveram à COVID-19. Para tal, foi aplicado, por meio eletrônico, o questionário Short-form Health Survey (SF-36), composto por 36 perguntas que avaliam a qualidade de vida geral do indivíduo. Os participantes foram separados em dois grupos, “Covid moderada/grave” e grupo “Covid leve”. As respostas dos questionários foram convertidas em escores próprios do SF-36 que iam de zero a 100, em que pontuações mais altas indicavam melhor estado de saúde. Ambos os grupos apresentaram médias inferiores em comparação a uma população saudável, o que fortalece a hipótese de que a Covid-19 é capaz de causar prejuízos na qualidade de vida
A EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR – INSTRUMENTO ESSENCIAL PARA O TRABALHO EM SAÚDE
A educação do trabalhador é essencial para o trabalho em saúde e foi introduzida há muito tempo nos serviços, no entanto, é necessário analisar essa ferramenta constantemente, uma vez que tem se mostrado pouco eficaz no sentido de estar voltada as necessidades da população. Objetivo: Analisar como ocorre a educação do trabalhador nos serviços saúde. Metodologia: Pesquisa de revisão bibliográfica narrativa, realizada nas bases de dados com uso dos descritores: educação do trabalhador em saúde, com recorte temporal de 2017 até 2022, foram selecionadas220produções, do total, após os critérios de exclusão, totalizou 15 produções para a análise. Resultados: Todos os artigos analisados referem-se à educação permanente em saúde. Das produções, emergiram pontos essenciais inseridos no conceito de educação permanente em saúde: colaboração interprofissional, estratégia pedagógica, engajamento do trabalhador, reflexão sobre a prática profissional/problematização, identificação dos problemas do cotidiano e necessidades dos serviços e usuários. Considerações Finais: O estudo mostrou que as publicações de educação em saúde têm como conceito a educação permanente em saúde, o que é ainda um grande desafio na implementação nas Instituições em Saúde
PERDA DE AUDIÇÃO E DISTÚRBIOS VESTIBULARES EM CRIANÇAS: RELATO DE CASOS
Esta pesquisa teve como objetivo verificar a correlação entre perda auditiva e disfunções vestibulares em crianças. Trata-se de uma série de casos de caráter prospectivo observacional. Participaram desta pesquisa cinco pacientes pediátricos de ambos os gêneros, com faixa etária de 5 a 10 anos com diagnóstico de perda auditiva condutiva em uma ou ambas as orelhas. Os participantes foram submetidos à aplicação do Pediartric Visually Induced Questionnaire (PVID), questionário utilizado para identificação precoce em crianças e adolescentes com tontura e/ou vertigens visualmente induzidas, aplicação da escala pediátrica do equilíbrio (EEP) que avalia o equilíbrio dinâmico, considerando as atividades de vida diária e avaliação timpanométrica. Observou-se em relação ao PVID, os participantes da pesquisa apresentaram diferenças significativas nos escores das questões que envolvem uso de telas e durante a aplicação da EEP os participantes conseguiram realizar as tarefas de maneira adequada alcançando altos escores. Não apresentaram comprometimento equilíbrio dinâmico. Esses resultados demonstram que a aplicação da EEP foi menos sensível que o PVID para detectar queixas vestibulares em crianças com perdas auditivas condutivas
ASPECTOS DA ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO À CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA.
O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. Objetivo: identificar na literatura os aspectos da assistência de enfermagem a criança com transtorno do espectro autista. Metodologia: Revisão narrativa da literatura com os seguintes descritores: TEA; Assistência; Enfermeiro; Enfermagem; Transtorno; Autístico; Autismo; Infantil; Criança; Família. Foi realizado uma busca na Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases de dados Portal Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), dentro do espaço temporal delimitado (10 anos) e pertinentes ao objetivo do estudo. Critérios de Exclusão: Artigos duplicados e os que não apresentavam conteúdo relacionado ao autismo e a enfermagem. Resultado: Identificou-se que o uso de ferramentas validadas, identificação precoce, conhecer sinais e sintomas e conhecimento sobre o autismo, facilita as intervenções e diminui traumas de procedimentos no atendimento dessas crianças. Considerações finais: Diante de todo esse desafio o enfermeiro (a) deve se atualizar e buscar conhecimento para obter um melhor resultado em seus cuidados a essas crianças. Na graduação não nos deparamos muito com o autismo e isso limita o conhecimento dessa condição. Por ter vivência pessoal o autismo é um desafio para mim e para muitos enfermeiros
ESTUDO DAS TERAPIAS E O IMPACTO NA REMISSÃO DOS PACIENTES PEDIÁTRICOS PORTADORES DE LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA COM CROMOSSOMO PHILADELPHIA POSITIVO
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), é uma doença caracterizada pela proliferação de células progenitoras da medula óssea, sendo, em sua maioria, em linfócitos de linhagem B e a mais comum em pacientes pediátricos, representando 85% dos casos. A doença pode ser causada por alterações genéticas, tendo a translocação t(9;22)(q34;q11), conhecida como cromossomo Philadelphia positivo (Ph+) como uma das mais relevantes, e que possui um mau prognóstico. Esta translocação resulta na fusão de genes ABL1 e BCR, formando o oncogene BCR::ABL1, que codifica uma proteína com atividade de quinase não controlada, promovendo a proliferação celular e inibindo a apoptose. O diagnóstico da LLA envolve testes como hemograma e mielograma para análise morfológica, imunofenotipagem para diferenciar linhagens celulares e citogenética para determinar alterações cromossômicas. Além disso, a biologia molecular desempenha um papel essencial na classificação das neoplasias, identificando alterações moleculares de recorrência. Embora a sobrevida global para pacientes com LLA seja de cerca de 90%, aqueles com LLA e Ph+, apresentam uma taxa de sobrevida de 10% a 20%, no entanto, a introdução de inibidores de tirosina quinase (ITKs), como o Mesilato de Imatinibe, tem melhorado a taxa de remissão completa e a sobrevida livre de eventos. Mesmo assim, mutações na proteína BCR-ABL1 podem conferir resistência ao Imatinibe, levando à necessidade de novas terapias. O objetivo foi analisar a sobrevida dos pacientes que fizeram uso das outras gerações de ITKs em casos de resistência ou recidivas da doença e também avaliar uma possível troca de terapia de primeira linha. Foi observado que os ITKs de segunda geração, como o Dasatinibe e o Nilotinibe, têm mostrado eficácia em casos de resistência, inibindo a atividade da proteína BCR-ABL1 e elevando a taxa de sobrevida global para 88,4%, no caso do Dasatinibe. No entanto, surgiram mutações, como a T315I, que conferem resistência a esses ITKs também. Em resposta a essas mutações, foram desenvolvidos ITKs de terceira geração, como o Ponatinibe. Essa droga visa superar a resistência induzida por mutações e trazer uma melhora terapêutica, porém, o banco de dados ainda é escasso e necessita de mais estudos sobre sua eficácia para pacientes que possuem, LLA e Ph+
CIRURGIA ROBÓTICA VERSUS CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA NO TRATAMENTO DO CÂNCER DE RETO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE
O tratamento cirúrgico do câncer de reto por videolaparoscopia ou por robótica implica em menor trauma cirúrgico e tempo de recuperação, com resultados oncológicos semelhantes à técnica aberta. A cirurgia robótica, com ajustes dos movimentos do cirurgião, poderia trazer vantagens em relação à cirurgia videolaparoscópica nas cirurgias do reto com ressecção total do mesorreto.Objetivo: Comparar a ressecção anterior do reto associada à excisão do mesorreto por robótica com a feita por videolaparoscopia, através de uma revisão sistemática. Métodos: Utilizando-se as bases de dados MEDLINE, foi realizada a busca de artigos de ensaios clínicos randomizados ou coortes observacionais, comparando a ressecção anterior do reto para tratamento de câncer de reto, com excisão total do mesorreto, seja por videolaparoscopia ou por robótica. Os desfechos avaliados foram: mortalidade, taxa de conversão, tempo operatório, perda sanguínea, fístulas, número de linfonodos recuperados e tempo de internação. O risco de viés dos ensaios clínicos randomizados e dos coortes observacionais foram avaliados pelas ferramentas ROB 2.0 e ROBINS-I, respectivamente. A Certeza da Evidência foi avaliada com a ferramenta GRADE Pro.Resultados: Foram incluídos 10 artigos para análise, totalizando 9.867 pacientes. A mortalidade, com moderada certeza de evidência, foi baixa e semelhante nas duas técnicas. A excisão total do mesorreto foi feita em 73,2% das cirurgias robóticas e 69,2% da videolaparoscópicas, sem evidência de real benefício. A taxa de conversão, a perda sanguínea e a ocorrência de fístulas foram menores na cirurgia robótica, com baixa certeza de evidência. O tempo operatório na cirurgia videolaparoscópica foi menor do que na robótica, com baixa certeza de evidência. O número de linfonodos recuperados na peça cirúrgica e o tempo de internação foram semelhantes nos dois grupos.Conclusão: A cirurgia robótica é procedimento comparável a videolaparoscópica para realização da ressecção anterior do reto com excisão de mesorreto. Há diferenças nas taxas de conversão, perda sanguínea e ocorrência de fístulas a favor da robótica, mas a certeza de evidência é baixa, necessitando de realização de estudos mais robustos para justificar seu uso.Palavras-chave: câncer de reto; cirurgia robótica; cirurgia videolaparoscópica; ressecção anterior do reto; excisão total do mesorreto
Riscos decorrentes ao preenchimento facial com ácido hialurônico
O envelhecimento da pele é um processo que provoca alterações severas em termos estéticos e funcionais. Para mitigar esses efeitos, a aplicação estética do ácido hialurônico tem-se tornado uma prática comum. Isso se deve à capacidade higroscópica do AH (ácido hialurônico), que confere à pele volume, sustentação, hidratação e elasticidade; retardando assim os sinais visíveis de envelhecimento cutâneo. O AH é um polissacarídeo naturalmente presente no tecido conjuntivo humano, no entanto, sua quantidade diminui à medida que o indivíduo envelhece. Existem diversas variedades de ácido hialurônico disponíveis no mercado, cada uma com características específicas que determinam a sua indicação, como a concentração, estrutura molecular e grau de reticulação, o que influencia a consistência e a durabilidade do produto. No entanto, existem riscos e complicações que podem ocorrer com o uso do AH, portanto o objetivo do presente estudo foi realizar levantamento bibliográfico, através da literatura disponível na qual os materiais foram agrupados explicando objetivamente sobre os riscos inerentes à aplicação estética do ácido hialurônico e as possíveis intervenções que podem ser realizadas para reverter tal quadro. As complicações são amplamente reconhecidas e podem ser classificadas como imediatas e tardias. Dentre as mais comuns relatadas na literatura estão a hipersensibilidade, infecções, hematomas e equimoses, eritema, alterações na pigmentação, sobrecorreção, necrose, lesões papulopustulosas, efeito Tyndall e ETIP (Efeito Tardio Intermitente Persistente). O conhecimento da anatomia facial, bem como sua vascularização, é fundamental para minimizar os riscos de intercorrências causadas durante a aplicação do AH. Porém, existem tratamentos específicos para as complicações relacionadas ao procedimento; como o uso da hialuronidase, uma enzima que despolimeriza o ácido hialurônico, sendo empregada como uma abordagem terapêutica em situações de complicações resultantes da aplicação
ENTEROCOCOS RESISTENTES À VANCOMICINA EM MEIO HOSPITALAR
Os Enterococcus sp. são caracterizados como patógenos oportunistas, promotores de endocardites, bacteremias e infecções do trato urinário. As principais espécies pertencentes a este grupo são: Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium. Ao analisar o ambiente hospitalar, torna-se evidente que essas espécies representam uma ameaça significativa. Identifica-se o aumento da ineficácia terapêutica contra diferentes espécies de bactérias, entre elas os Enterococcus sp. e tal fato é associado aos mecanismos de resistência a esses antibióticos produzidos por estes microrganismos. Assim, as drogas que inicialmente seriam aplicadas para suprimir os processos infecciosos graves observados nas unidades de terapia intensiva (UTI), já não são mais escolhidas. Neste cenário, a vancomicina é um quimioterápico pertencente a classe dos glicopeptídios, utilizado no tratamento de afecções por bactérias Gram-positivas, pois esta age sob a síntese da parede bacteriana, promovendo um efeito bactericida. Mesmo com a alta taxa de efetividade terapêutica, foi constatado novos casos de resistência a vancomicina. Dessa maneira, é necessário a compreensão dos aspectos morfofuncionais dos Enterococcus, em destaque as espécies Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium, associando-os aos aspectos genéticos da vancomicina. Neste contexto, o objetivo do estudo foi analisar os mecanismos de resistência dos Enterococos sp. à vancomicina, com foco as espécies Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium, no ambiente hospitalar. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica nas principais plataformas de dados: PubMed, Scielo e Google academic. A partir dos dados obtidos ficou evidente que a expressão de bactérias multirresistentes é um problema de saúde mundial, pois o uso desenfreado de antibióticos favorece o desenvolvimento de estratégias de resistência desses microrganismos. Portanto, foi observada a importância dos estudos genéticos na compreensão do tipo de resistência desenvolvida, pois o entendimento desses mecanismos pode possibilitar novas alternativas terapêuticas, visto que o fenótipo VanA foi expresso nas duas espécies de Enterococcus e este é associado a síntese do peptideoglicano presente na parede bacteriana. Ao analisar o ambiente hospitalar, torna-se evidente que essas espécies representam uma ameaça significativa. Neste ambiente, os pacientes imunocomprometidos estão mais suscetíveis a infecções causadas por essas bactérias, a partir de diferentes fontes, como outros pacientes e os próprios profissionais da saúde. O estudo reforça a necessidade do desenvolvimento de mais estudos que promovam a associação e/ou alternativa de terapias farmacológicas à vancomicina, para que ocorra o controle das infecções bacterianas graves, principalmente em ambientes hospitalares
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: O UNILUS E OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NO PROJETO RONDON
As Instituições de Ensino Superior (IES) possuem uma função social, sendo responsáveis pelo desenvolvimento da comunidade em que se inserem. Um dos meios que permite esta relação é a Extensão Universitária, que possibilita trocas de saberes. Este estudo objetiva descrever a participação do UNILUS e de outras IES no Projeto Rondon, por meio de uma análise descritiva, um dos maiores movimentos extensionistas do Brasil, e assim, discutir o impacto da Extensão Universitária na formação acadêmica. A participação dos universitários do UNILUS em ações extensionistas é incentivada pela IES, pois é considerada um modo de educar positivo, com impactos benéficos multidimensionais, isto é, capaz de beneficiar a população e os alunos extensionistas ao trazer impactos positivos para a formação acadêmica por meios dos benefícios recebidos por estes estudantes
ESPIRITUALIDADE/RELIGIOSIDADE NA QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE COM CÂNCER: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE
Esse estudo avaliou estratégias de ativação da espiritualidade/religiosidade na qualidade de vida em pacientes com câncer em revisão sistemática e metanálise. Em Medline (PubMed) e Cochrane Library buscou-se ensaios clínicos randomizados, comparando a associação de intervenções espirituais às medidas de suporte convencionais, obtendo desfecho primário a qualidade de vida em pacientes com câncer. Risco de viés foi feita com a ferramenta ROB 2.0 e certeza de evidência por GRADE Pro. Foram incluídos 08 ensaios clínicos randomizados, envolvendo 1059 pacientes. Realizou-se metanálise em 05 artigos, avaliando qualidade de vida pelas ferramentas “Functional Assessment of Chronic Illness Therapy–Spiritual Well-Being Scale” (FACIT-sp) e “Adult Hope Scale” (AHS). FACIT-sp incluiu 675 pacientes. AHS incluiu 152 pacientes. São necessárias novas investigações que corroborem esta percepção com maior robustez. SPIRITUALITY/RELIGIOSITY IN THE QUALITY OF LIFE OF CANCER PATIENTS: A SYSTEMATIC REVIEW AND META-ANALYSISThis study evaluated strategies for activating spirituality/religiosity in the quality of life of cancer patients in a systematic review and meta-analysis. Randomized clinical trials were searched in Medline (PubMed) and the Cochrane Library, comparing the association of spiritual interventions with conventional support measures, obtaining the primary outcome of quality of life in cancer patients. Risk of bias was assessed using the ROB 2.0 tool and certainty of evidence using GRADE Pro. Eight randomized clinical trials were included, involving 1059 patients. A meta-analysis was carried out on 05 articles, evaluating quality of life using the tools “Functional Assessment of Chronic Illness Therapy–Spiritual Well-Being Scale” (FACIT-sp) and “Adult Hope Scale” (AHS). FACIT-sp included 675 patients. AHS included 152 patients. New investigations are needed to corroborate this perception with greater robustness