PARC - Plataforma Aberta de Revistas Cientificas Instituto Politécnico do Porto
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Editorial
O terceiro número da Revista Música, Psicologia e Educarão editado pelo CIPEM, surge numa linha de continuidade com os dois números anteriores, ou seja, publicando as contribuições, neste caso, da III Escola de Outono e ao mesmo tempo iniciando a desejada abertura à colaboração de outros docentes e investigadores cujo trabalho se integre nos objectivos deste projecto editorial.O terceiro número da Revista Música, Psicologia e Educarão editado pelo CIPEM, surge numa linha de continuidade com os dois números anteriores, ou seja, publicando as contribuições, neste caso, da III Escola de Outono e ao mesmo tempo iniciando a desejada abertura à colaboração de outros docentes e investigadores cujo trabalho se integre nos objectivos deste projecto editorial
Tocar-na-assistência e Ouvir-na-assistência: Os efeitos do contexto na representação mental da música
O presente artigo assenta na ideia de que os objectos musicais que ouvimos são representados mentalmente em ligação significante com a restante informação recolhida no contexto de aprendizagem e que este todo complexo é determinante na maneira como recordamos e pensamos em música. O Coneccionismo funciona como a teoria de suporte, já que permite uma concepção de estruturas mentais que preservam as ligações entre objecto e contexto e, portanto, a coexistência significante de diversos tipos de informação distribuídos pelo cérebro. A complexidade contextuai de Tocar-na-Assistência é, neste sentido, teoricamente reforçada como um enriquecimento ecológico com efeitos positivos aos níveis da aquisição e da organização da representação mental. A tese é validada através de uma experiência que compara uma condição de controle de 125 crianças a ouvir uma peça de música gravada com uma condição experimental de 125 crianças a tocar ritmos em simultâneo com a mesma gravação. Num teste de identificação auditiva de excertos da peça musical, o grupo experimental obtem classificações melhores com significado estatístico. O presente artigo assenta na ideia de que os objectos musicais que ouvimos são representados mentalmente em ligação significante com a restante informação recolhida no contexto de aprendizagem e que este todo complexo é determinante na maneira como recordamos e pensamos em música. O Coneccionismo funciona como a teoria de suporte, já que permite uma concepção de estruturas mentais que preservam as ligações entre objecto e contexto e, portanto, a coexistência significante de diversos tipos de informação distribuídos pelo cérebro. A complexidade contextuai de Tocar-na-Assistência é, neste sentido, teoricamente reforçada como um enriquecimento ecológico com efeitos positivos aos níveis da aquisição e da organização da representação mental. A tese é validada através de uma experiência que compara uma condição de controle de 125 crianças a ouvir uma peça de música gravada com uma condição experimental de 125 crianças a tocar ritmos em simultâneo com a mesma gravação. Num teste de identificação auditiva de excertos da peça musical, o grupo experimental obtem classificações melhores com significado estatístico. 
A disciplina de Canto Coral e o seu reportório de 1918 a 1960
Este artigo resulta da apresentação, no último Encontro da Escola de Outono realizado em 30 de Setembro de 2000, de um trabalho de dissertação de mestrado em Ciências Musicais, Especialidade de Ciências Musicais Históricas, sob o título A Disciplina de Canto Coral no Período do Estado Novo: Contributo para a História do Ensino da Educação Musical em Portugal. Apesar da investigação ter incidido no período compreendido entre 1930 e 1960, que para muitos historiadores são as datas que marcaram, respectivamente, o começo da estabilização do regime e o seu declínio, recuou-se até 1918, data da institucionalização da disciplina para toda a população do ensino liceal. Dado que o Canto Coral passou por fases distintas ao longo do período já referido, optou-se pela escolha de três canções que pudessem ajudar a caracterizar três momentos particularmente significativos da história da disciplina. Este artigo resulta da apresentação, no último Encontro da Escola de Outono realizado em 30 de Setembro de 2000, de um trabalho de dissertação de mestrado em Ciências Musicais, Especialidade de Ciências Musicais Históricas, sob o título A Disciplina de Canto Coral no Período do Estado Novo: Contributo para a História do Ensino da Educação Musical em Portugal. Apesar da investigação ter incidido no período compreendido entre 1930 e 1960, que para muitos historiadores são as datas que marcaram, respectivamente, o começo da estabilização do regime e o seu declínio, recuou-se até 1918, data da institucionalização da disciplina para toda a população do ensino liceal. Dado que o Canto Coral passou por fases distintas ao longo do período já referido, optou-se pela escolha de três canções que pudessem ajudar a caracterizar três momentos particularmente significativos da história da disciplina. 
Música nova, Vanguarda e Darmstadt: para a compreensão de uma estética musical
Neste artigo, a chamada "vanguarda histórica" é perspectivada a partir de alguns dos seus paradigmas. Os movimentos sociais e nacionalistas bem como os fenómenos políticos do pós-guerra são enquadrados para uma abordagem de questões como o fim da tonalidade, a modernidade e vanguarda, o dodecafonismo, a experimentação ou o determinismo e a música electrónica . A história de Darmstadt e tudo o que de relevante para ela contribuiu são investigados no sentido de uma relacionação com a chamada "vanguarda histórica\u27. Em termos de uma estética na música europeia, procura-se salvaguardar a sua enorme importância sem prejuízo de outras estéticas porventura também significativas para uma compreensão da música a partir dos anos 50.Neste artigo, a chamada "vanguarda histórica" é perspectivada a partir de alguns dos seus paradigmas. Os movimentos sociais e nacionalistas bem como os fenómenos políticos do pós-guerra são enquadrados para uma abordagem de questões como o fim da tonalidade, a modernidade e vanguarda, o dodecafonismo, a experimentação ou o determinismo e a música electrónica . A história de Darmstadt e tudo o que de relevante para ela contribuiu são investigados no sentido de uma relacionação com a chamada "vanguarda histórica\u27. Em termos de uma estética na música europeia, procura-se salvaguardar a sua enorme importância sem prejuízo de outras estéticas porventura também significativas para uma compreensão da música a partir dos anos 50
Metodologias qualitativas de investigação em Educação Musical
Neste artigo são abordadas as questões gerais que respeitam às Metodologias Qualitativas de Investigação em geral e em Educação Musical em particular. Proporciona-se o seu enquadramento na Investigação vs. Metodologias Quantitativas, traçando a sua origem filosófica, conceito de realidade, etnografia e biografia. Especificamente em relação à Educação Musical, discutem-se métodos e critérios no que toca à recolha e análise de dados bem como problemas de ética e critérios de qualidade. Neste artigo são abordadas as questões gerais que respeitam às Metodologias Qualitativas de Investigação em geral e em Educação Musical em particular. Proporciona-se o seu enquadramento na Investigação vs. Metodologias Quantitativas, traçando a sua origem filosófica, conceito de realidade, etnografia e biografia. Especificamente em relação à Educação Musical, discutem-se métodos e critérios no que toca à recolha e análise de dados bem como problemas de ética e critérios de qualidade. 
Editorial
Há um ano, o lançamento pelo ClPEM da Revista Música, Psicologia e Educação pretendeu abrir um espaço de diálogo, inédito em Portugal, entre os saberes da Música, da Psicologia e das Ciências da Educação não só numa perspectiva de integração e/ou cruzamento de pesquisas relevantes para as três áreas do saber, em geral, como também, e muito particularmente, na busca de um debate e compreensão fundamentados acerca das questões que se colocam hoje à Educação Musical no seu sentido lato. Há um ano, o lançamento pelo ClPEM da Revista Música, Psicologia e Educação pretendeu abrir um espaço de diálogo, inédito em Portugal, entre os saberes da Música, da Psicologia e das Ciências da Educação não só numa perspectiva de integração e/ou cruzamento de pesquisas relevantes para as três áreas do saber, em geral, como também, e muito particularmente, na busca de um debate e compreensão fundamentados acerca das questões que se colocam hoje à Educação Musical no seu sentido lato. 
Editorial
O Centro de Investigação em Psicologia da Música e Educação Musical (CIPEM) foi criado pela Área de Música do Departamento de Artes e Motricidade Humana da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. A sua formalização aconteceu no âmbito da l Escola de Outono que se realizou entre os dias 30 de Setembro e 3 de Outubro de 1998. Nela participaram, para além de professores/investigadores nacionais, destacados elementos da comunidade científica internacional em áreas de pesquisa relevantes da Psicologia da Música e da Educação Musical. Uma panorâmica rica dos estudos levados a cabo actualmente nestas áreas foi apresentada e discutida durante esses dias, perante um considerável número de músicos interessados neste campo de reflexão. Como resultado dos trabalhos foram produzidos textos teóricos e de relato de pesquisas cuja importância transcende o próprio evento que foi a I Escola de Outono. No sentido de dar resposta às múltiplas solicitações científicas e pedagógicas que lhe são dirigidas, o CIPEM lança agora, no momento da realização da sua II Escola de Outono, uma Revista com o nome de Música, Psicologia e Educação cujo primeiro número é dedicado à publicação dos contributos acima referidos. O Centro de Investigação em Psicologia da Música e Educação Musical (CIPEM) foi criado pela Área de Música do Departamento de Artes e Motricidade Humana da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. A sua formalização aconteceu no âmbito da l Escola de Outono que se realizou entre os dias 30 de Setembro e 3 de Outubro de 1998. Nela participaram, para além de professores/investigadores nacionais, destacados elementos da comunidade científica internacional em áreas de pesquisa relevantes da Psicologia da Música e da Educação Musical. Uma panorâmica rica dos estudos levados a cabo actualmente nestas áreas foi apresentada e discutida durante esses dias, perante um considerável número de músicos interessados neste campo de reflexão. Como resultado dos trabalhos foram produzidos textos teóricos e de relato de pesquisas cuja importância transcende o próprio evento que foi a I Escola de Outono. No sentido de dar resposta às múltiplas solicitações científicas e pedagógicas que lhe são dirigidas, o CIPEM lança agora, no momento da realização da sua II Escola de Outono, uma Revista com o nome de Música, Psicologia e Educação cujo primeiro número é dedicado à publicação dos contributos acima referidos
Desenvolvimento musical e educação no mundo social
Na aproximação do milénio, as funções da música e o acesso à música estão a transformar-se rapidamente. O antropólogo Merriam sugeriu que "provavelmente não há nenhuma outra actividade humana cultural que seja tão influente e que alcance, modele e frequentemente controle tanto o comportamento humano" (1964: 218) como a música, e a investigação psicológica está a começar a revelar o enorme poder que a música pode exercer sobre as pessoas, de várias maneiras. O meu próprio interesse reside nas funções psicológicas da música, que poderão genericamente ser resumidas em três domínios principais, nomeadamente as funções cognitivas, emocionais e sociais. Nesta apresentação argumenta-se que as funções sociais da música têm sido seriamente neglicenciadas e que, na verdade, estas funções complementam as cognitivas e as emocionais em aspectos importantes.Na aproximação do milénio, as funções da música e o acesso à música estão a transformar-se rapidamente. O antropólogo Merriam sugeriu que "provavelmente não há nenhuma outra actividade humana cultural que seja tão influente e que alcance, modele e frequentemente controle tanto o comportamento humano" (1964: 218) como a música, e a investigação psicológica está a começar a revelar o enorme poder que a música pode exercer sobre as pessoas, de várias maneiras. O meu próprio interesse reside nas funções psicológicas da música, que poderão genericamente ser resumidas em três domínios principais, nomeadamente as funções cognitivas, emocionais e sociais. Nesta apresentação argumenta-se que as funções sociais da música têm sido seriamente neglicenciadas e que, na verdade, estas funções complementam as cognitivas e as emocionais em aspectos importantes