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    Trajetórias individuais e a complexidade do passado escravista

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    Review of: PARÉS, Luis Nicolau. Joaquim de Almeida: a história do africano traficado que se tonou traficante de africanos. São Paulo: Cia. das Letras, 2023. 430 p.Resenha de: PARÉS, Luis Nicolau. Joaquim de Almeida: a história do africano traficadoque se tonou traficante de africanos. São Paulo: Cia. das Letras, 2023. 430 p

    A rota do indivíduo

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    Review of: COSTA, Iraneidson Santos Costa. A Bahia já deu régua e compasso: medicina legal, raça e criminalidade na Bahia (1890-1940). Salvador: EDUFBA, 2023. 357p.Resenha de: COSTA, Iraneidson Santos Costa. A Bahia já deu régua e compasso: medicina legal, raça e criminalidade na Bahia (1890-1940). Salvador: EDUFBA, 2023. 357p

    Liberdade, onde estás? O eco das vozes das vidas no cárcere

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    Review of: NASCIMENTO, Abdias. Submundo: Cadernos de um penitenciário. Rio deJaneiro: Zahar, 1ªEdição, 2023, 320 p.Resenha de: NASCIMENTO, Abdias. Submundo: Cadernos de um penitenciário. Rio de Janeiro: Zahar, 1ªEdição, 2023, 320 p

    Zimbos e Libongos: a moeda na Capitania Geral do Reino de Angola (1570-1648)

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    Since the 16th century, when the Portuguese established control of the slave trade from the West Central African port of São Paulo de Luanda, the use of local currencies, such as the zimbo, have characterized the monetary zone of this dimension of the Portuguese Colonial Empire. The Portuguese appropriated pre-existing monetary practices and sought to maintain exchanges based on this currency-merchandise based on small shells found mainly on the coast near Luanda. After the short Dutch rule and from the restoration of 1648, thereplacement of this local currency by the libongo cloths could not sustain itself for long, since this new fiat currency lost its value and was the subject of great contestation by residents and local interests. In 1694, the libongos would be replaced by copper coin.Desde o século XVI, quando os portugueses estabelecem o controle do tráfico de escravizados na costa ocidental da África a partir do porto de São Paulo de Luanda, o uso das moedas locais, como o zimbo, caracterizaram a zona monetária dessa dimensão do Império Colonial português. Os portugueses apropriaram-se de práticas monetárias preexistentes e procuraram manter as trocas com base nessa moeda-mercadoria que tinha por base essas pequenas conchas encontradas sobretudo no litoral próximo à Luanda. Depois do curto domínio holandês, e a partir da restauração de 1648, a substituição da moeda local pelos panos libongos não conseguiu se sustentar por muito tempo, uma vez que essa nova moeda fiduciária perdia o seu valor e era objeto de grande contestação pelos moradores e interesses locais. Em 1694, os libongos seriam, então, substituídos por moedas de cobre

    O Islã no Atlântico Negro: Saliu Salvador Ramos das Neves e sua família (Bahia e Lagos, c. 1830-1900)

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    Studies of Brazilian returnees or Agudás tend to focus on their attachment to Catholicism, treating Islam as a peripheral subject despite its undisputable role in catalyzing the first and most intense phase of return after the Malê Rebellion of 1835. The present study, based on extensive archival and ethnographic research, examines the history of the Muslim presence among returnees in Lagos, taking as a case study the life of Saliu Salvador Ramos das Neves, founder of one of the city’s oldest Brazilian mosques. We begin by examining his enslavement and early days in Bahia, where he lived through the Malê Rebellion, purchased his freedom, and formed a family that accompanied him to Lagos in 1857. The second part of the paper examines his household’s experience in Lagos, especially its early years there during a formative period of the town’s returnee community and the growth of its Muslim population. The final section of the paper traces the family’s continued contact with Brazil, which went on until the end of the century. The paper shows that their affective and commercial ties to Brazil existed within a larger context of voyages by Muslim returnees involved in trade between West Africa and Brazil, thus providing concrete evidence of Islam’s role in the dynamics of the Brazilian Black Atlantic.Os estudos sobre os retornados ou agudás tendem a privilegiar o papel do catolicismo como marca identitária desse grupo. O envolvimento no islã é geralmente tratado como uma questão periférica, apesar de sua incontestável importância em impulsionar a mais intensa fase de retorno, logo depois do Levante dos Malês (1835). O presente texto examina a presença de retornados muçulmanos em Lagos, onde uma comunidade agudá consolidou-se a partir dos anos 1850. A partir de detalhada pesquisa documental e etnográfica, tomamos como estudo de caso a trajetória de Saliu Salvador Ramos das Neves, fundador de uma das mesquitas brasileiras mais antigas de Lagos. A primeira parte do texto analisa sua vida na Bahia, onde ele testemunhou a Revolta dos Malês, alforriou-se e formou uma família com quem embarcou para Lagos em 1857. A segunda parte examina a trajetória da família em Lagos, com atenção especial para o período formativo do bairro brasileiro e do crescimento do islã agudá. Finalmente, o texto reflete sobre os continuados contatos afetivos e comerciais da família com a Bahia, em relação ao vaivém atlântico de outros retornados muçulmanos na segunda metade do século XIX. As evidências apresentadas demostram a existência de um importante componente muçulmano na dinâmica do Atlântico Negro

    Brasiliana: balé negro e performance no circuito transatlântico, 1949-1973

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    The Brasiliana group debuted in January 1950 in Rio de Janeiro and played a fundamental, but under-recognized, role in the transposition of black or Afro-Brazilian music and ballet to the stage and in the development of “Brazilian ballet” and “folkloric spectacle”. The article examines the creation of the group as the Brazilian Folkloric Theatre, highlighting the role of its main protagonists, Haroldo Costa and Miécio Askanasy. In contrast to the teatro de revista, which used laughter and irony to expose everyday social and political issues, Brasiliana set out to stage “authentic” manifestations of popular culture without the sarcasm of the revue production. In opposition to the ballet of the “erudite” theater, it put black protagonists on stage and aimed to reach a wider audience. Its shows dialogued both with avant-garde theater and with the folklorist movement and other black modernisms in the Atlantic. However, the option for long international tours ended up causing splits and distancing the group from its initial objectives.O grupo Brasiliana estreou em janeiro de 1950, no Rio de Janeiro, e teve um papel fundamental, mas pouco reconhecido, na transposição da música e do balé negros, ou afro-brasileiros, para o palco e no desenvolvimento do “balé brasileiro” e do “espetáculo folclórico”. O artigo examina a criação do grupo como Teatro Folclórico Brasileiro, destacando o papel de seus principais protagonistas, Haroldo Costa e Miécio Askanasy. Em contraste com o teatro de revista, que se utilizava do riso e da ironia para expor as questões sociais e políticas do cotidiano, a Brasiliana se propôs a encenar manifestações da cultura popular “autênticas”, sem o sarcasmo da produção revisteira. Em oposição ao balé do teatro “erudito”, colocava protagonistas negros no palco e almejava alcançar um público mais amplo. Seus espetáculos dialogavam tanto com o teatro de vanguarda quanto com o movimento folclorista e outros modernismos negros no Atlântico. No entanto, a opção por longas turnês internacionais provocou cisões e afastou o grupo de seus objetivos iniciais

    "A pobreza em Cabo Verde é feminina" (?): gênero, raça e políticas familiares em contextos matricentrados

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    The article examines the relationships between the State, organizations of civil society and working-class families in Cape Verde. These relationships involve a set of moral perspectives that seek to shape behaviour related to notions of family, gender, and kinship based on certain worldviews that, although specific, are intended to be hegemonic. In this sense, such perspectives have a well-defined audience, targeting: individuals from the lower classes, especially women, whose families and their dynamics are classified as a “problem to be solved”. One such category is at the centre of the concerns of the actors and documents analysed here: single-parent families headed by women, in which the husband/father is absent. Based on ethnographic data, this paper proposes shifting the perspective from an external one based on notions of deviance – in which female heads of households are seen as the cause of their family’s poverty – to one that understands the strength women bring to family dynamics in these contexts.O artigo aborda as relações entre Estado, organizações da sociedade civil e famílias de classes populares a partir do contexto cabo-verdiano. Observa-se, nessas relações, um conjunto de perspectivas morais que ambicionam moldar comportamentos associados a noções de família, gênero e parentesco a partir de determinadas visões de mundo que, embora particulares, se pretendem hegemônicas. Nesse sentido, suas ações têm público e objetivos bem definidos: indivíduos das classes populares, sobretudo mulheres, cujas famílias e suas dinâmicas são classificadas como um “problema a ser resolvido” a partir de uma categoria que está no centro das preocupações dos atores e documentos aqui analisados: as famílias monoparentais femininas – famílias chefiadas por mulheres e nas quais o homem seria o elemento ausente, não exercendo o papel de marido e pai. Com base em dados etnográficos, propomos um deslocamento de uma visão externa e que se pauta por noções de desvio – ao estabelecer relação causal entre famílias pobres e “chefia feminina” ou monoparentalidade – para a perspectiva de que nesses contextos as dinâmicas familiares têm a força do feminino

    “Cota não é esmola!”, “Cota é esmola?”

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    Review of: VAZ, Lívia Sant’Anna. Cotas raciais. São Paulo: Jandaíra, 2022 (Coleção Feminismos Plurais). 232 p.Resenha de: VAZ, Lívia Sant’Anna. Cotas raciais. São Paulo: Jandaíra, 2022 (Coleção Feminismos Plurais). 232 p

    Colônias e responsabilidade moral

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    Translation of: W. E. B. Du Bois. Colonies and moral responsibility. in: The Journal of Negro Education , Summer, 1946, Vol. 15, No. 3, The Problem of Education in Dependent Territories (Summer, 1946), pp. 311-318.Tradução de: W. E. B. Du Bois, "Colonies and moral responsibility", in The Journal of Negro Education , Summer, 1946, Vol. 15, No. 3, The Problem of Education in Dependent Territories (Summer, 1946), pp. 311-318

    Escravizados e seus descendentes: o que eles fizeram por si

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    Review de: SANTOS, Cristiane Batista da Silva. Histórias de africanos e seus descendentes no sul da Bahia. Feira de Santana, BA: UEFS Editora; Ilhéus, BA:Editus, 2022. 390 pResenha de: SANTOS, Cristiane Batista da Silva. Histórias de africanos e seus descendentes no sul da Bahia. Feira de Santana, BA: UEFS Editora; Ilhéus, BA: Editus, 2022. 390

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