Estudos Bíblicos
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Tamar: a mulher que pensávamos conhecer
Tamar é uma mulher que enfrenta o patriarcalismo de seu tempo de maneira bastante peculiar. O relato sobre a sua vida traz uma das mais surpreendentes estratégias já elaboradas por uma mulher. Tamar é conhecida como a mulher que enganou Judá. No entanto, o que está registrado sobre ela é que se trata de uma mulher justa. A história de Tamar demonstra a reação de uma mulher que optou pela não passividade diante de uma situação que lhe foi imposta. A abordagem sobre a sua vida se dá a partir da percepção de que as mulheres são incluídas por Deus em seu projeto redentivo
Rute: símbolo da força feminina
A partir da visão de alguns autores, com destaque para Mesters e Ferreira, construímos um painel da trajetória de Rute, uma mulher pobre, estrangeira e viúva, que por todos esses predicados desfavoráveis parecia condenada à ruína, à marginalização na cultura judaica. Mas Rute se tornou símbolo dos/ das que estão à margem do sistema, mas deixam de lado a posição de vítimas para lutar por seus direitos e acabam por trazer benefícios não só individuais, mas de alcance coletivo, abalando de alguma forma todo o sistema que as exclui e marginaliza. Fizemos uma conceituação genérica do modelo conflitual de leitura bíblica, que foi o modelo que buscamos seguir em nossa análise
A crítica à violência na profecia de Naum
Do VIII ao VII século aC os camponeses de Israel e de Judá foram expropriados, explorados e violentados pela política tributária do império assírio. O Estado de Israel sofreu o exílio e a devastação de 732/722 aC e o povo de Judá, além de sofrer com a dominação do império, contou com a repressão e os desmandos dos monarcas locais que utilizam de mecanismos para se manter nopoder e fortalecer uma elite econômica e religiosa. Neste ambiente, marcado por repressão e violência política e institucional, é que aparecerá a voz da profecia no livro de Naum, Habacuc, Sofonias, Jeremias e partes da historiografia deuteronomista. O livro de Naum nos seus oráculos (1,2–2,1; 2,2-14 e 3,1-19), ao descrever violentamente o fim do império, apresenta nas entrelinhas a violência praticada pelos assírios
A juventude quer viver
É com prazer que aceitamos o convite para novamente escrever sobre Bíblia e juventudes. No artigo anterior2, falamos sobre juventudes e mundo urbano. Nosso propósito, naquele texto, era falar sobre as várias tribos juvenis presentes nas cidades ecomo essa diversidade poderia resultar em hermenêuticas que, não mais produzidas para, mas pelos jovens, pudessem alimentar sua resistência às limitações impostas pelo adultocentrismo3.Oque agora apresentamos segue a mesma linha, aprofundandoo tema, uma vez que falaremos sobre a violência, mal que aflige principalmente o público juvenil, mas que felizmente encontra movimentos de resistências organizados pelas próprias juventudes para combatê-lo
A juventude e os desafios da religião
O meu objetivo neste artigo consiste em fazer a relação entre juventude e Bíblia. Para isso, vou partir de um texto bíblico no qual é dada ao jovem Timóteo a responsabilidade de cuidar de uma comunidade. Aminha preocupação estará voltada a descobrir: O que foi exigido do jovem Timóteo?Oque Timóteo pode ensinar para a juventude atual? Farei essa análise a partir de 1Tm 4,12-16, relacionando com a situação atual da juventude a maneira como a juventude enxerga a religião e sua participação nos grupos religiosos, principalmente o cristianismo
O testemunho de João no Quarto Evangelho
Jesus Cristo afirmou que João Batista é mais que um profeta (Lc 7,26). É o mensageiro enviado pelo Pai à frente do Senhor (Lc 1,76; Mt 11,10), é ele que faz a abertura da Boa-Nova (At 1,22; Mc 1,1-4). Ele prepara os caminhos do Messias, do qual é precursor e testemunha (Jo 1,6s). Dentro dos evangelhos sinóticos há uma atenção maior com relação ao batismo realizado por João Batista e sua pregação sobre a conversão. No Quarto Evangelho a figura de João, mais que um batizador, é a testemunha que o próprio Deus envia para ser a voz que anuncia a chegada daquele que batizará com o Espírito Santo. Ele vem não para manifestar a si mesmo, mas para que, através dele, o Cristo-Esposo se revele a Israel numa abertura universal. O Quarto Evangelho encerra peculiaridades hermenêuticas e teológicas acerca do Batista que não estão presentes nos demais evangelistas. Cabem então alguns questionamentos: quem é João? Por que ele veio? Qual valor tem seu testemunho acerca do Messias? 
Editorial. Dossiê: Shekiná: a habitação de Deus no meio do povo
Editorial, v. 27, n. 101 (2009)