Hospital de Santa Maria
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EAU guidelines on renal cell carcinoma: 2014 update.
The European Association of Urology Guideline Panel for Renal Cell Carcinoma (RCC) has prepared evidence-based guidelines and recommendations for RCC management.
OBJECTIVES:
To provide an update of the 2010 RCC guideline based on a standardised methodology that is robust, transparent, reproducible, and reliable.
EVIDENCE ACQUISITION:
For the 2014 update, the panel prioritised the following topics: percutaneous biopsy of renal masses, treatment of localised RCC (including surgical and nonsurgical management), lymph node dissection, management of venous thrombus, systemic therapy, and local treatment of metastases, for which evidence synthesis was undertaken based on systematic reviews adhering to Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses (PRISMA) guidelines. Relevant databases (Medline, Cochrane Library, trial registries, conference proceedings) were searched (January 2000 to November 2013) including randomised controlled trials (RCTs) and retrospective or controlled studies with a comparator arm. Risk of bias (RoB) assessment and qualitative and quantitative synthesis of the evidence were performed. The remaining sections of the document were updated following a structured literature assessment.
EVIDENCE SYNTHESIS:
All chapters of the RCC guideline were updated. For the various systematic reviews, the search identified a total of 10,862 articles. A total of 151 studies reporting on 78,792 patients were eligible for inclusion; where applicable, data from RCTs were included and meta-analyses were performed. For RCTs, there was low RoB across studies; however, clinical and methodological heterogeneity prevented data pooling for most studies. The majority of studies included were retrospective with matched or unmatched cohorts based on single or multi-institutional data or national registries. The exception was for systemic treatment of metastatic RCC, in which several RCTs have been performed, resulting in recommendations based on higher levels of evidence.
CONCLUSIONS:
The 2014 guideline has been updated by a multidisciplinary panel using the highest methodological standards, and provides the best and most reliable contemporary evidence base for RCC management.
PATIENT SUMMARY:
The European Association of Urology Guideline Panel for Renal Cell Carcinoma has thoroughly evaluated available research data on kidney cancer to establish international standards for the care of kidney cancer patients
Próteses da anca: revisão cirúrgica.
A artroplastia total da anca representa um dos procedimentos cirúrgicos de maior sucesso em Ortopedia. Na maioria das situações é possível registar excelentes resultados na eliminação da dor e na recuperação precoce da função articular, bem como na reintegração profissional e sociocultural do paciente. Todavia, as próteses da anca não resistem à prova do tempo, a longo prazo assiste-se a uma falência mecânica dos implantes que leva a uma nova intervenção cirúrgica, com a intenção de restabelecer a estabilidade mecânica, procurando reconstituir o capital ósseo e o centro da rotação da anca, corrigindo a dismetria, entre outros.
O número de artroplastias totais da anca com indicação para revisão cirúrgica por descolamento assético continua a aumentar, a esperança média de vida tem vindo a aumentar, a implantação de uma prótese da anca tornou-se uma prática cirúrgica de rotina, e a idade jovem dos doentes deixou de ser um forte fator limitativo, devido aos avanços registados na técnica cirúrgica e na melhoria dos biomateriais constituintes das próteses. Seja como for, ao descolamento assético das próteses associam-se as osteólises tanto a nível do acetábulo, quanto a nível do fémur, que se torna necessário tratar.
A etiologia das perdas do capital ósseo é multifatorial, incluindo as partículas de desgastes dos biomateriais que podem estar na origem de extensas osteólises, a infeção periprotética, as reintervenções cirúrgicas e, no caso particular do fémur, a atrofia óssea de desuso. Para além disso, os doentes podem sofrer de osteoporose fator que vai criar, ainda, mais dificuldades na reposição de uma nova prótese em condições de estabilidade mecânica. Por seu turno, as avaliações das dimensões das perdas ósseas e das variações específicas da anatomia acetabular e femoral, podem ser conseguidas na reconstrução tridimensional das imagens da TAC com subtração dos artefactos metálicos, informações de incontornável importância para a eleição da técnica mais recomendada para a reconstrução das lises ósseas.
Neste contexto, um leque alargado de técnicas cirúrgicas tem vindo a ser descrito para o tratamento dos descolamentos/desprendimentos das prótese da anca incluindo cúpulas acetabulares não cimentadas de grandes dimensões, cúpulas revestidas com biocerâmicos ou com uma superfície em metal trabecular (tântalo), anéis metálicos de reforço acetabular, armaduras acetabulares antiprotusivas, cúpulas oblongas não cimentadas, cúpulas e hastes cimentadas sobre aloenxertos esponjosos granulados impactados, hastes cónicas de revisão de fixação distal, hastes longas cimentadas ou não cimentadas com aparafusamento distal, hastes modulares, aloenxertos ósseos esponjosos granulados ou estruturais e, ainda, uma variada associação destas técnicas.
Seja como for, nem todas as técnicas contribuem para a reposição do capital ósseo, etapa que consideramos da maior importância para se poder alcançar o melhor resultado. Nesse sentido, a aplicação de aloenxertos ósseos é uma prática corrente, mormente em doentes menos idosos, porque provaram a sua eficácia clínica a médio e a longo prazo, uma vez que promovem a regeneração do osso novo.
O objetivo central deste trabalho é mostrar, de uma forma global, a estratégia que tem vindo a ser seguida pelo Serviço de Ortopedia do CHUC/HUC, na cirurgia de recolocações de próteses da anca recorrendo, para isso, a diapositivos elucidativos
Pé de Charcot – Um caso clínico
A artropatia neuropática de Charcot é uma doença osteoarticular primária progressiva que atinge mais frequentemente o pé e tornozelo. Trata-se de uma patologia característica de doentes diabéticos de longa evolução e com mau controlo glicémico. Aceita-se hoje em dia que esta condição tem origem numa combinação de hiperémia/inflamação óssea, osteopénia e défices sensitivo-motores, ou seja, uma combinação das clássicas teorias neuro-traumática e neuro-vascular, com a nova teoria inflamatória. A doença pode estar na fase aguda, activa ou inflamatória, verificando-se um pé edemaciado, com calor e eritema, ou na fase crónica ou inactiva, onde são características deformidades acentuadas devido a luxações e fracturas. O diagnóstico faz-se sobretudo pela clínica, podendo a radiografia, a ressonância magnética e a cintigrafia óssea serem úteis, nomeadamente em termos de diagnóstico diferencial. Os objectivos do tratamento são analgesia, estabilidade articular, pé plantígrado, marcha e prevenção de úlceras, deformidades e amputação. A opção de tratamento depende da fase de doença, local, gravidade e grau de ulceração. Para a fase aguda reserva-se imobilização com bota gessada por 2-4 meses e descarga, enquanto na fase crónica está indicada imobilização com ortóteses tornozelo-pé ou calçado especializado ou correcção cirúrgica das deformidades em casos específicos. Casos de dor incapacitante, exostose, úlcera recorrente, deformidades acentuadas e luxações ou fracturas, têm indicação de correcção cirúrgica, que pode ir desde exostosectomia, a artrodese ou mesmo amputação. Apresenta-se um caso clínico de um caso de pé de Charcot com evolução rápida de destruição osteo-articular em 6meses. Quanto a classificações trata-se de Sanders-Frykberg grau III-IV (sub-talar, médiotársica),Brodsky grau II (sub-talar, talo-navicular, calcâneo-cuboideia) e Eichenholtz grau III (estadio crónico/consolidação - Deformidade). Face a deformidade acentuada instável e dor incapacitante, opta-se por tratamento cirúrgico com artrodese tripla do tornozelo com encavilhamento calcâneo-tibial retrógrado. Intraoperatoriamente verifica-se destruição osteo-articular necrótica acentuada do astrágalo e parcial do calcâneo, é então feita astragalectomia, encavilhamento calcâneo-tibial retrógrado e artrodese com 2 parafusos canulados: calcâneo-tibial e fíbulo-tíbio-navicular, bem como aplicação de aloenxerto. É feita imobilização com bota gessada, que é renovada em consulta a cada 2 semanas sob vigilância. A imobilização e descarga são mantidas até sinais deconsolidação. Quanto a prognóstico é conhecida a taxa elevada de complicações deste tipo de procedimento no pé de Charcot, estando relatadas percentagens superiores a 70%, nomeadamente de infecção, mau posicionamento de material cirúrgico, úlcera recorrente e fractura. São fundamentais para boa evolução manter a descarga e imobilização prolongada, a renovação de imobilização e inspecção frequente do pé e um bom controlo da glicémia. Face à localização e presença de deformidade acentuada e lesão cutânea, este caso clínico apresenta um prognóstico reservado, podendo eventualmente por complicações progredir para amputação
Tratamento da tendinopatia de inserção crónica grave do tendão de Aquiles: técnica cirúrgica.
Introdução
Um leque alargado de procedimentos cirúrgicos tem vindo a ser descrito para o tratamento da tendinopatia de inserção crónica do tendão de Aquiles, resistente ao tratamento conservador bem conduzido. Se é dado como certo que o tipo de técnica cirúrgica é determinado pelas alterações estruturais e morfológicas dos tecidos moles e do tecido ósseo não é, porém, menos verdade que a intervenção cirúrgica deve ser realizada em tempo útil, por forma a alcançar o melhor resultado. Nas situações graves, com um acentuado processo degenerativo do tendão de Aquiles está indicado proceder à excisão da porção distal do tendão e à respetiva reinserção. Para isso, recorre-se a uma plastia do tendão ou até a um aloenxerto de tendão de Aquiles, assim como a um reforço da reconstrução com o longo flexor do hallux (LFH). O objetivo central deste poster é mostrar os passos mais relevantes do protocolo cirúrgico usado no Serviço para o tratamento de situações graves de tendinopatia crónica da inserção do tendão de Aquiles.
Material e Métodos
Posicionamento do doente em decúbito ventral, incisão cutânea longitudinal posterointerna com cerca de 15 cm a partir da inserção aquiliana. Desinserção do tendão de Aquiles. Ressecção da apófise posteroexterna do calcâneo e tecido fibrótico adjacente, originando um leito vascularizado de osso esponjoso. Ressecção distal do tendão de Aquiles com alterações macroscópicas evidentes de um processo degenerativo. Incisão longitudinal no bordo interno do pé, zona média da arcada interna, com cerca de 5 cm, na transição da pele dorsal e plantar. Abertura da fáscia e identificação do tendão do LFH. Secção do tendão 3 a 4 cm atrás dos sesamóides, libertação de expansões no nó de Henry e respetiva passagem para trás. Preparação de túnel ósseo transversal no calcâneo com broca 4.5, passagem do tendão do LFH e sutura sobre ele próprio com o tornozelo a 90º. Plastia do tendão de Aquiles em V-Y ou pela técnica de Bosworth, consoante o defeito tendinoso for inferior ou superior a 4 cm, respetivamente. Reinserção do tendão de Aquiles com 2 âncoras ósseas. Sutura do tendão de Aquiles ao tendão do LFH. Bota gessada em equino de 20º. Imobilização do tornozelo durante 12 semanas. Possibilidade de carga a partir das 3 semanas. Após retirar a imobilização, sapato com elevação do calcanhar de 3 cm durante 2 meses. Tratamento fisiátrico para libertação de aderências, recuperação da mobilidade articular e reforço muscular. Atividade física sem restrições aproximadamente aos 9 meses de evolução.
Resultados
Os resultados obtidos com esta técnica têm sido muito satisfatórios, particularmente no concernente ao alívio das queixas dolorosas.
Discussão
Este procedimento cirúrgico deve ser reservado para o tratamento das formas mais graves de tendinopatia de inserção aquiliana, em que está indicado proceder à excisão da porção distal do tendão e à respetiva reinserção, solução drástica e complexa, mas a única com capacidade para eliminar as dores incapacitantes.
Conclusão
O tratamento da tendinopatia da inserção aquiliana apresenta dificuldades acrescidas em relação a tendinopatias do corpo do tendão. A técnica cirúrgica acima descrita, apesar de exigente tanto do ponto de vista técnico quanto da colaboração do doente, pode conduzir a resultados clínicos e funcionais satisfatórios
Differential effects of the essential oils of Lavandula luisieri and Eryngium duriaei subsp. juresianum in cell models of two chronic inflammatory diseases
CONTEXT:
Effective drugs to treat osteoarthritis (OA) and inflammatory bowel disease (IBD) are needed.
OBJECTIVE:
To identify essential oils (EOs) with anti-inflammatory activity in cell models of OA and IBD.
MATERIALS AND METHODS:
EOs from Eryngium duriaei subsp. juresianum (M. Laínz) M. Laínz (Apiaceae), Laserpitium eliasii subsp. thalictrifolium Sennen & Pau (Apiaceae), Lavandula luisieri (Rozeira) Rivas-Martínez (Lamiaceae), Othantus maritimus (L.) Hoff. & Link (Asteraceae), and Thapsia villosa L. (Apiaceae) were analyzed by GC and GC/MS. The anti-inflammatory activity of EOs (5-200 μg/mL) was evaluated by measuring inducible nitric oxide synthase (iNOS) and nuclear factor-κB (NF-κB) activation (total and phosphorylated IκB-α), in primary human chondrocytes and the intestinal cell line, C2BBe1, stimulated with interleukin-1β (IL-1β) or interferon-γ (IFN-γ), IL-1β and tumor necrosis factor-α (TNF-α), respectively.
RESULTS:
The EO of L. luisieri significantly reduced iNOS (by 54.9 and 81.0%, respectively) and phosphorylated IκB-α (by 87.4% and 62.3%, respectively) in both cell models. The EO of E. duriaei subsp. juresianum caused similar effects in human chondrocytes, but was inactive in intestinal cells, even at higher concentrations. The EOs of L. eliasii subsp. thalictrifolium and O. maritimus decreased iNOS expression by 45.2 ± 8.7% and 45.2 ± 6.2%, respectively, in C2BBe1 cells and were inactive in chondrocytes. The EO of T. villosa was inactive in both cell types.
DISCUSSION AND CONCLUSION:
This is the first study showing anti-inflammatory effects of the EOs of L. luisieri and E. duriaei subsp. juresianum. These effects are specific of the cell type and may be valuable to develop new therapies or as sources of active compounds with improved efficacy and selectivity towards OA and IBD
Preliminary results of an Acceptance and Commitment Therapy (ACT) brief group intervention for psychosis.
Acceptance and Commitment Therapy (ACT) is a contextual-behavioral therapy with promising results in various psychological disorders, including psychosis. This study aims to compare the potential benefits of a 4-session ACT group intervention with the interventions commonly offered in Portugal. ACT participants improved in a wider range of measures and 2 of the 3 patients improved significantly in both symptoms, cognitive processes and positive indicators of adjustment (without any deterioration). Future studies should explore the relationship between participants’ clinical profile and benefits from ACT interventions
Mesenchymal chondrosarcoma: prognostic factors and outcome in 113 patients. A European Musculoskeletal Oncology Society study
BACKGROUND:
Mesenchymal chondrosarcoma (MCS) is a distinct, very rare sarcoma with little evidence supporting treatment recommendations.
PATIENTS AND METHODS:
Specialist centres collaborated to report prognostic factors and outcome for 113 patients.
RESULTS:
Median age was 30 years (range: 11-80), male/female ratio 1.1. Primary sites were extremities (40%), trunk (47%) and head and neck (13%), 41 arising primarily in soft tissue. Seventeen patients had metastases at diagnosis. Mean follow-up was 14.9 years (range: 1-34), median overall survival (OS) 17 years (95% confidence interval (CI): 10.3-28.6). Ninety-five of 96 patients with localised disease underwent surgery, 54 additionally received combination chemotherapy. Sixty-five of 95 patients are alive and 45 progression-free (5 local recurrence, 34 distant metastases, 11 combined). Median progression-free survival (PFS) and OS were 7 (95% CI: 3.03-10.96) and 20 (95% CI: 12.63-27.36) years respectively. Chemotherapy administration in patients with localised disease was associated with reduced risk of recurrence (P=0.046; hazard ratio (HR)=0.482 95% CI: 0.213-0.996) and death (P=0.004; HR=0.445 95% CI: 0.256-0.774). Clear resection margins predicted less frequent local recurrence (2% versus 27%; P=0.002). Primary site and origin did not influence survival. The absence of metastases at diagnosis was associated with a significantly better outcome (P<0.0001). Data on radiotherapy indications, dose and fractionation were insufficiently complete, to allow comment of its impact on outcomes. Median OS for patients with metastases at presentation was 3 years (95% CI: 0-4.25).
CONCLUSIONS:
Prognosis in MCS varies considerably. Metastatic disease at diagnosis has the strongest impact on survival. Complete resection and adjuvant chemotherapy should be considered as standard of care for localised disease
Cancer diagnosis disclosure from Portuguese physicians
OBJECTIVE:
Doctor-patient communication in oncology, particularly concerning diagnostic disclosure, is a crucial factor related to the quality of the doctor-patient relationship and the psychological state of the patient. The aims of our study were to investigate physicians' opinions and practice with respect to disclosure of a cancer diagnosis and to explore potential related factors.
METHOD:
A self-report questionnaire developed for our study was responded to by 120 physicians from Coimbra University Hospital Centre and its primary healthcare units.
RESULTS:
Some 91.7% of physician respondents generally disclosed a diagnosis, and 94.2% were of the opinion that the patient knowing the truth about a diagnosis had a positive effect on the doctor-patient relationship. A need for training about communicating with oncology patients was reported by 85.8% of participants. The main factors determining what information to provide to patients were: (1) patient intellectual and cultural level, (2) patient desire to know the truth, and (3) the existence of family.
SIGNIFICANCE OF RESULTS:
Our results point to a paradigm shift in communication with cancer patients where disclosure of the diagnosis should be made part of general clinical practice. Nevertheless, physicians still experience difficulties in revealing cancer diagnoses to patients and often lack the skills to deal with a patient's emotional responses, which suggests that more attention needs to be focused on communication skills training programs
Predictive value of heidelberg retina tomograph parameters for the development of glaucoma in the European glaucoma prevention study
PURPOSE:
To determine whether baseline Heidelberg Retina Tomograph (HRT) measurements of the optic disc are associated with the development of open-angle glaucoma (OAG) in individuals with ocular hypertension in the European Glaucoma Prevention Study (EGPS).
DESIGN:
Retrospective analysis of a prospective, randomized, multicenter, double-masked, controlled clinical trial.
METHODS:
There were 489 participants in the HRT Ancillary Study to the EGPS. Each baseline HRT parameter was assessed in univariate and multivariate proportional hazards models to determine its association with the development of OAG. Proportional hazards models were used to identify HRT variables that predicted which participants in the EGPS had developed OAG. Development of OAG was based on visual field and/or optic disc changes.
RESULTS:
At a median follow-up time of about 5 years, 61 participants developed OAG. In multivariate analyses, adjusting for randomization arm, age, baseline IOP, central corneal thickness, pattern standard deviation, and HRT disc area, the following HRT parameters were associated with the development of OAG: the "outside normal limits" classification of the Frederick Mikelberg (FSM) discriminant function (hazard ratio [HR] 2.51, 95% confidence interval [CI]: 1.45-4.35), larger mean cup depth (HR 1.64, 95% CI: 1.21-2.23), cup-to-disc area ratio (HR 1.43, 95% CI: 1.14-1.80), linear cup-to-disc ratio (HR 1.43, 95% CI: 1.13-1.80), cup area (HR 1.33, 95% CI: 1.08-1.64), smaller rim area (HR 1.33, 95% CI: 1.07-1.64), larger cup volume (HR 1.30, 95% CI: 1.05-1.61), smaller rim volume (HR 1.25, 95% CI: 1.01-1.54), larger maximum cup depth (HR 1.18, 95% CI: 1.01-1.36), and cup shape measure (HR 1.18, 95% CI: 1.01-1.36).
CONCLUSIONS:
Several baseline HRT parameters, alone or in combination with baseline clinical and demographic factors, were significantly associated with the development of OAG among the EGPS participants
Evaluation of the anti-inflammatory, anti-catabolic and pro-anabolic effects of E-caryophyllene, myrcene and limonene in a cell model of osteoarthritis
Osteoarthritis is a progressive joint disease and a major cause of disability for which no curative therapies are yet available. To identify compounds with potential anti-osteoarthritic properties, in this study, we screened one sesquiterpene, E-caryophyllene, and two monoterpenes, myrcene and limonene, hydrocarbon compounds for anti-inflammatory, anti-catabolic and pro-anabolic activities in human chondrocytes. At non-cytotoxic concentrations, myrcene and limonene inhibited IL-1β-induced nitric oxide production (IC50=37.3μg/ml and 85.3µg/ml, respectively), but E-caryophyllene was inactive. Myrcene, and limonene to a lesser extent, also decreased IL-1β-induced NF-κB, JNK and p38 activation and the expression of inflammatory (iNOS) and catabolic (MMP-1 and MMP-13) genes, while increasing the expression of anti-catabolic genes (TIMP-1 and -3 by myrcene and TIMP-1 by limonene). Limonene increased ERK1/2 activation by 30%, while myrcene decreased it by 26%, relative to IL-1β-treated cells. None of the compounds tested was able to increase the expression of cartilage matrix-specific genes (collagen II and aggrecan), but both compounds prevented the increased expression of the non-cartilage specific, collagen I, induced by IL-1β. These data show that myrcene has significant anti-inflammatory and anti-catabolic effects in human chondrocytes and, thus, its ability to halt or, at least, slow down cartilage destruction and osteoarthritis progression warrants further investigation