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Suicide in the Elderly – The Hastening of Death
Introdução: Os pensamentos de morte são
fenómenos comuns nos idosos, verificando-se
que em diversos países o maior grupo de risco
para o suicídio corresponde a essa faixa etá-
ria. Para além da maior letalidade das tentativas
de suicídio nos idosos, estes passam mais
provavelmente ao acto, concretizando assim o
suicídio. Reconhecem-se que são vários os factores
que contribuem para o desenvolvimento
de ideação suicida.
Objectivos: A presente revisão visa analisar as
características, os factores de risco e os programas
de prevenção relacionados com o suicídio
no idoso, de modo a alertar os vários técnicos
de saúde para esta situação.
Métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica
no PubMed, utilizando as expressões
“elderly”, “aging” e “suicide”. Foram ainda
consultados relatórios das Nações Unidas e livro
de texto.
Resultados: O suicídio nos idosos apresenta
uma etiologia multifactorial. Verifica-se que
46 a 86 % dos idosos que morrem por suicídio
apresentavam perturbação afectiva nas semanas
precedentes, nomeadamente depressão.
Outros factores associados são um nível de escolaridade
elevado, sexo masculino, ansiedade,
características de personalidade obsessivas,
fraca integração do idoso na sociedade, eventos
adversos de vida, nomeadamente a morte
do conjugue, e ainda, a presença de doença
física ou disfunção neurocognitiva.
Conclusões: Os programas de prevenção do
suicídio no idoso não se devem focar apenas
na presença de depressão, devendo ter em conta
todos os factores discutidos, promovendo o
aumento da resiliência do idoso, o envelhecimento
positivo e o envolvimento da família e
comunidade, além do controlo das comorbilidades
médicas.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
The Importance of the Differential Diagnosis of Autoimmune Limbic Encephalitis in Patients with Neuropsychiatric Symptoms
Introdução: A encefalite límbica autoimune
revela-se muitas vezes uma síndrome paraneoplásica
que pode afetar o sistema nervoso
central. Manifesta-se com alterações das fun-
ções psicológicas e pode surgir apenas com
sintomas psiquiátricos isolados. Frequentemente,
o contacto inicial com estes doentes
é realizado pelo psiquiatra. Deste modo, é essencial
a consideração desta patologia como
diagnóstico diferencial, visto a sua deteção
e tratamento precoces melhorarem consideravelmente
o prognóstico de vários tipos de
neoplasias.
Objetivo: O objetivo deste trabalho foi abordar
a encefalite límbica autoimune como
diagnóstico diferencial em doentes com sintomas
neuropsiquiátricos.
Métodos: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica
na base de dados PubMed com as seguintes
palavras: limbic encephalitis, psychiatric.
Resultados e Conclusão: A associação entre
os diversos tipos de anticorpos e os diferentes
quadros psiquiátricos é de destacar, revelando
que os distúrbios paraneoplásicos fornecem,
assim, exemplos específicos de como autoanticorpos
podem afetar a função neuronal. A
deteção e tratamento precoces desta patologia
são essenciais. É ainda necessário realçar o papel
das doenças autoimunes no conhecimento
das doenças psiquiátricas em geral.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Granulomatous Cheilitis Associated With Crohn’s Disease
info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Bethlem Myopathy Phenotypes and Follow Up: Description of 8 Patients at the Mildest End of the Spectrum.
The classical phenotypes of collagen VI-associated myopathies are well described. Little is known, however, about the progression of patients at the mildest end of the clinical spectrum. In this report, we describe the clinical findings and the results of MRI, muscle biopsy, collagen VI expression in cultured skin fibroblasts and genetic tests of a series of patients with Bethlem myopathy. Our series highlights the existence of mild presentations of this disorder that progresses only slightly and can easily be overlooked. Analysis of the genetic studies suggests that missense mutations can be associated to a milder clinical presentation. Muscle MRI is extremely useful as it shows a pathognomonic pattern in most patients, especially those with some degree of muscle weakness.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Anesthetic management for femoral neck fracture surgery in patient with severe aortic stenosis
Descrevemos a conduta anestésica que tomámos numa doente de 87 anos com estenose aórtica grave proposta para redução
e osteossíntese, com Dynamic Hip Screw, de fractura transtrocantérica do colo do fémur. Em virtude das limitações anestésicas
inerentes a esta patologia, e como forma de obter a maior estabilidade hemodinâmica possível, optou-se por realizar um blo-
queio combinado de três nervos periféricos do membro inferior (femurocutâneo lateral da coxa, femoral e ciático) associado
a uma sedação ligeira. Dada a elevada morbimortalidade perioperatória desta patologia, esta técnica permitiu, por um lado,
uma anestesia eficaz, e por outro, alterações cardiovasculares mínimas, pelo que achamos relevante relatar este caso.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Spontaneous Rupture of Pancreatic Pseudocyst: Report of Two Cases.
Introduction. Pancreatic pseudocysts are a common complication of acute pancreatitis. Pancreatic pseudocyst's natural history ranges between its spontaneous regression and the settlement of serious complications if untreated, such as splenic complications, hemorrhage, infection, biliary complications, portal hypertension, and rupture. The rupture of a pancreatic pseudocyst to the peritoneal cavity is a dangerous complication leading to severe peritonitis and septic conditions. It requires emergent surgical exploration that is often of great technical difficulty and with important morbidity and mortality. Case Study. We present two cases of spontaneous rupture of pancreatic pseudocysts, managed differently according to the local and systemic conditions. Conclusion. The best surgical choice is the internal drainage of the cyst to the GI tract; however, in some conditions, the external drainage is the only choice available
Sinonasal adenocarcinomas: experience of Lisbon Oncology Institute between 2000 and 2014
Objetivos: Analisar dados demográficos, apresentação clínica,
fatores de risco, opções terapêuticas e sobrevida de doentes
com adenocarcinoma nasossinusal.
Material e Métodos: Estudo retrospetivo de doentes com
Adenocarcinoma Nasossinusal tratados entre 2000 e 2014, no IPOFGL.
Resultados: Identificamos 33 doentes com diagnóstico
de Adenocarcinoma. A idade média foi de 65.6 anos. A
terapêutica mais comum foi cirurgia com radioterapia
adjuvante. A sobrevida global e livre de doença aos 3 anos foi
de 57.6% e 40.5%. A invasão do seio esfenoidal (p=0.038) e
da base do crânio (p=0.003) influenciaram a sobrevida global.
O desenvolvimento de metástases à distância teve impacto
sobre a sobrevida livre de doença (p=0.01).
Conclusões: Os Adenocarcinomas são tumores raros. A excisão
da lesão toma um papel determinante no tratamento dos
doentes. Na nossa amostra, a invasão do seio esfenoidal, da
base do crânio e o desenvolvimento de metástases à distância
estão associados a um pior prognóstico.Objective: To analyze treatment outcomes, including overall
and disease-free survival rates, of patients with sinonasal
adenocarcinomas.
Methods: Retrospective study of patients with sinonasal
adenocarcinoma treated in IPOFGL between 2000 and 2014.
Results: We identified 33 patients; 17 were women and 16
men. Average age at diagnosis was 65.6 years and median
follow-up was 39 months. Ethmoid sinus was the most
frequent location; 51% presented at AJCC stage IV. Surgery
with adjuvant radiotherapy was used in 70%. Overall survival
at 36 months was 57.6%, with 40.5% disease-free survival.
Recurrence was caused by local failure in majority of cases.
Survival was decreased significantly in patients with sphenoid
sinus involvement (p=0.038), skull base invasion (p=0.003) and
recurrence metastatic disease (p<0.05).
Conclusions: Complete surgical removal with postoperative
radiotherapy remains the standard treatment modality.
Sphenoid sinus and skull base invasion, and development of
distant metastasis portend for poor prognosis
Doença de Behçet: a nossa realidade
Introdução: A doença de Behçet é uma vasculite inflamatória sistémica, de etiologia desconhecida, caraterizada por episódios de recidiva de úlceras orais e genitais, lesões oculares e cutâneas, podendo atingir virtualmente todos os sistemas.
As manifestações oculares são comuns e com consequências visuais importantes.
O objectivo deste trabalho foi analisar os parâmetros demográficos, manifestações clinicas, terapêutica e principais complicações em doentes com doença de Behçet ocular.
Métodos: Estudo descritivo e retrospetivo, que incluiu 11 doentes com o diagnóstico de doença de Behçet, segundo os critérios do ISG, observados na consulta de Inflamação Ocular do Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca nos últimos 3 anos.
Resultados: Identificaram-se 11 doentes, 5 homens e 6 mulheres, todos caucasianos. A idade média ao diagnóstico foi de 33,45±6,49 anos.
A manifestação ocular foi o primeiro sinal da doença em 2 doentes.
Em 72,7% dos casos as manifestações oculares foram bilaterais. Identificaram-se 4 casos de panuveíte, 3 de uveíte posterior, 2 de uveíte anterior, 1 de queratite e 1 caso de episclerite. O glaucoma e a catarata foram a complicação ocular mais frequente.
O tratamento sistémico incluiu a corticoterapia oral em associação com terapêutica adjuvante imunossupressora, sendo os mais utilizados a azatioprina e a ciclosporina. Em 3 doentes houve necessidade de terapêutica biológica com infliximab para controlo da doença.
Conclusão: A manifestação ocular mais frequente foi a panuveite. Esta doença pode condicionar complicações oculares com diminuição irreversível da acuidade visual. A orientação destes doentes exige uma abordagem global e inter-disciplinar