127257 research outputs found
Sort by
Characterization of grapevine diversity and functional inference of berry color and aromatic typicity using whole-genome sequencing
The role of galectin-3 in acute ischemic stroke: findings of a prospective cohort study
Contexto: O acidente vascular cerebral (AVC) isquémico agudo é um evento complexo, no qual a inflamação e a ativação imunológica desempenham um papel central na sua fisiopatologia. A galectina-3 (gal-3) regula a inflamação e a remodelação vascular, podendo influenciar tanto a lesão aguda como a recuperação pós-AVC. Este estudo tem como objetivo caracterizar os níveis circulantes de gal-3 em pacientes com AVC isquémico.
Métodos: Os níveis plasmáticos de gal-3 foram quantificados na admissão, 24 horas e 72 horas após a admissão numa coorte prospetiva de 51 pacientes com AVC isquémico com oclusão de grandes vaso, submetidos a trombectomia. Avaliou-se a associação entre os níveis de gal-3 nestes tempos com variáveis clínicas, analíticas e imagiológicas.
Resultados: 51 pacientes foram incluídos (24 homens; idade média de 70.9 ± 13,1 anos). Os níveis medianos de gal-3 foram 38.95 ng/mL na admissão (n=51), 34.66 ng/mL às 24 horas (n=51) e 38.96 ng/mL às 72 horas (n=26). Níveis basais elevados de gal-3 foram relacionados com hipertensão (p=0.026) e dislipidemia (p=0.020). O aumento nos níveis de gal-3 entre a admissão e as 24 horas associam-se a marcadores de disfunção renal (menor taxa de filtração glomerular; β=-0.01, p=0.006; e níveis mais elevados de creatinina; β=0.35, p=0.007), inflamação (proteína C-reativa; β=0.01, p=0.049) e sobrecarga cardíaca (peptídeo natriurético tipo B;
β=0.01, p=0.033). Não foram encontradas associações significativas entre os níveis de gal-3 em qualquer ponto temporal ou nas suas variações com desfechos funcionais ou prognósticos, mesmo após ajuste para sexo e idade.
Conclusões: Os resultados sugerem que as variações precoces nos níveis de gal-3 podem ser um importante biomarcador para a identificação de pacientes em risco de complicações renais e cardiovasculares. São necessários mais estudos para validar esta hipótese em coortes maiores.Background: Acute ischemic stroke (AIS) is a complex event where inflammation and immune activation play a central role in its pathophysiology. Galectin-3 (Gal-3) regulates inflammation and vascular remodeling and may influence both acute injury and post-stroke recovery. This study aims to characterize gal-3 circulating levels in AIS patients.
Methods: Plasma levels of gal-3 were quantified at admission, 24-, and 72-hours post-admission in a prospective cohort of 51 AIS patients with large vessel occlusion who underwent endovascular thrombectomy. We assessed the association between gal-3 levels at these timepoints with clinical, analytical and imagiological variables.
Results: Fifty-one patients were enrolled (24 men; mean age 70.9±13.1 years). Median gal-3 levels were 38.95ng/mL at admission (n=51), 34.66ng/mL at 24h (n=51) and 38.96ng/mL at 72h (n=26). Higher baseline gal-3 levels were related to hypertension (p=0.026) and dyslipidemia (p=0.020). An increase in gal-3 levels between admission and 24h was associated with markers of renal dysfunction (lower glomerular filtration rate; β=-0.01 p=0.006; and higher levels of creatinine; β=0.35 p=0.007), inflammation (C-reactive protein; β=0.01 p=0.049) and cardiac overload (B-type natriuretic peptide β=0.01 p=0.033). No significant association was found between gal-3 levels at any time point or their variation and functional or prognostic outcomes, even after adjusting for sex and age.
Conclusions: These findings suggest that early variations of gal-3 levels may be a valuable biomarker to identify patients at risk of renal and cardiovascular complications. Further studies are needed to validate this hypothesis in larger cohorts
Guidelines for a technology roadmap to support traceability implementation for sustainability - a multiple-case analysis of the footwear industry
The Role of Digital Product Passports in Environmental and Social Sustainability for the Portuguese Footwear Industry
Effects of mineralocorticoid receptor antagonists on cardiometabolic profile and liver health in individuals with increased cardiometabolic risk: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials
O sistema renina-angiotensina-aldosterona regula a pressão arterial e o equilíbrio hidroeletrolítico. Estudos recentes associam a sobre-ativação dos recetores dos mineralocorticóides a insulinorresistência, inflamação e doença hepática esteatósica associada a disfunção metabólica. Com o uso crescente de antagonistas dos recetores dos mineralocorticóides (ARM), avaliámos os seus efeitos na esteatose e fibrose hepática, metabolismo e inflamação de pacientes com risco cardiometabólico. Nós realizámos uma revisão sistemática e meta-análise com ensaios clínicos aleatorizados (ECA) controlados com placebo que avaliam os efeitos de ARM's. A pesquisa bibliográfica foi realizada na Pubmed e na Web of Science. Foi efetuada uma meta-análise com modelo de efeitos aleatórios que avaliou os efeitos de ARM's no perfil lipídico, parâmetros inflamatórios, antropometria e metabolismo da glicose. Os resultados foram apresentados sob a forma de diferenças das médias (DM) com intervalos de confiança de 95%. Incluímos vinte e seis estudos na revisão sistemática, e dezassete na meta-análise. Os ARM's estudados incluem espironolactona, eplerenona, canrenona, apararenona e finerenona. A maioria dos participantes tinha diabetes, síndrome metabólica, obesidade, insuficiência cardíaca ou hipertensão arterial. Houve uma diminuição ligeira, mas significativa, do peso corporal (DM = -1.27, 95%CI [-2.53, -0.01]; I^2 = 76.89%) e uma tendência para a HbA1c aumentar (DM 0.13, 95%CI [-0.01, 0.27]; I^2=88.24%), sem efeitos no índice de massa corporal, HOMA-IR e perfil lipídico. Observou-se uma propensão para uma diminuição dos níveis de proteína C-reativa (MD=-0.99 [-2.22, 0.24]; I^2 = 95.29%). ECA's que estudaram a função, esteatose e fibrose hepáticas não mostraram qualquer diferença em relação ao placebo. Os ARM's parecem ter um ligeiro impacto nos parâmetros metabólicos e inflamatórios de pacientes com risco cardiometabólico aumentado. No entanto, devido à heterogeneidade dos estudos incluídos, é necessária a realização de mais ECA's sobre os efeitos metabólicos dos ARM's.The renin-angiotensin-aldosterone system regulates blood pressure and fluid balance. Recent studies link overactivation of mineralocorticoid receptors to insulin resistance, inflammation and metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease. With the rising use of mineralocorticoid receptor antagonists (MRA), we assessed their effects on liver steatosis, fibrosis, metabolism, and inflammation in cardiometabolic risk patients. We conducted a systematic review and meta-analysis including placebo-controlled randomized controlled trials (RCTs) assessing the effects of MRA. The literature search was conducted in Pubmed and Web of Science. A random-effects meta-analysis assessed MRA effects on lipid profile, inflammatory parameters, anthropometry and glucose metabolism. Outcomes were presented as mean differences (MD) with 95% confidence intervals. We included twenty-six studies in the review, with seventeen in the meta-analysis. MRAs studied included spironolactone, eplerenone, canrenone, apararenone and finerenone. Most participants had diabetes, metabolic syndrome, obesity, heart failure, or hypertension. There was a mild but significant decrease in body weight (MD = -1.27, 95%CI [-2.53, -0.01]; I^2 = 76.89%) and a tendency for HbA1c to increase (MD 0.13, 95%CI [-0.01, 0.27]; I^2=88.24%), without effects on body mass index, HOMA-IR or lipid profile. There was a trend towards a decrease on C-reactive protein levels (MD=-0.99 [-2.22, 0.24]; I^2 = 95.29%). RCTs on liver function, steatosis, and fibrosis showed no difference compared to placebo. MRAs appear to have a mild impact on metabolic and inflammatory parameters in patients with increased cardiometabolic risk. However, due to study heterogeneity, more RCTs on MRAs' metabolic impact are needed