Southwest Bahia State University
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Curriculum, color, and coloniality: the BNCC (National Common Core Curriculum) through the lens of miscegenation
Este artigo propõe discutir como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com sua universalidade normativa e eurocêntrica, intensifica a dor da miscigenânsia e como a Linguística Aplicada Crítica e os estudos decoloniais oferecem caminhos para a concretização da Justiça Curricular. A miscigenânsia emerge como uma categoria de análise que nomeia o sofrimento, a cisão e a dupla não-pertença do sujeito miscigenado, cuja identidade se torna um construto em permanente crise diante do ideal de branquitude. Sob um prisma fenomenológico, o trabalho mobiliza a metodologia da escrevivência (Evaristo, 2020) e a escrita-dor da miscigenânsia (Vieira, 2025) para transformar a alienação existencial (Fanon, 2008) em narrativa e resistência. Analisa-se o Colorismo (Devulsky, 2023) como um instrumento de governança racial que fragmenta a identidade e perpetua a colonialidade do ser (Walsh, 2012). O currículo, ao operar a partir de um universalismo branco (Apple, 2006), ignora essa dimensão corpórea e racializada da existência. Argumentamos que a Justiça Curricular demanda a descolonização desse currículo, expondo o mito da democracia racial e promovendo a reparação epistêmica contra o epistemicídio histórico, validando a complexidade do sujeito miscigenado como uma potência para a transformação social e educacional.This article proposes to discuss how the National Common Curricular Base (BNCC), with its normative and Eurocentric universality, intensifies the pain of Miscegenancy (Miscigenânsia) and how Critical Applied Linguistics and decolonial studies offer pathways for the implementation of Curricular Justice. Miscegenancy emerges as a category of analysis that names the suffering, the cleavage, and the double non-belonging of the mixed-race subject, whose identity becomes a construct in permanent crisis when facing the ideal of whiteness. From a phenomenological perspective, this work mobilizes the escrevivência methodology (Evaristo, 2020) and the Misgenânsia\u27s escrita-dor (writing-pain) (Vieira, 2025) to transform existential alienation (Fanon, 2008) into narrative and resistance. Colorism (Devulsky, 2023) is analyzed as an instrument of racial governance that fragments identity and perpetuates the coloniality of being (Walsh, 2012). The curriculum, operating from a white universalism (Apple, 2006), ignores this corporeal and racialized dimension of existence. We argue that Curricular Justice demands the decolonization of this curriculum, exposing the myth of racial democracy and promoting Epistemic Reparation against historical epistemicide, validating the complexity of the mixed-race subject as a potency for social and educational transformation
Ser mujer negra en la docencia universitaria en Ciencias Naturales: Narrativas de existencia y re(existencia)
This article is an excerpt from research that investigates the autobiographical narratives of black women university professors in the field of natural sciences in their life journeys, research and training. The study is guided by the contributions of autobiographical research, an approach that recognizes self-writing, autobiographies and narratives as artifacts for reinventing cultural, political and historical meanings of concrete reality. Therefore, the narrative of a black woman scientist and research professor in the field of natural sciences, explored as one of the stages of this research, enables us to weave more powerful understandings about the intersections of race, gender and class in university teaching and in life/profession itineraries in the face of the historical constraints faced by black women doing science. In short, this work is organized as follows: 1) notes on the relevance of the discussion of gender, race and class in science education; 2) presentation of a conceptual overview of autobiographical research and its political dimension; 3) A brief history of women\u27s movements and the emergence of feminist epistemologies and black feminism; 4) Reflections on life, narratives and views on racial asymmetries and the condition of black women in university teaching in the natural sciences.Este artigo é um recorte da pesquisa que investiga narrativas autobiográficas de mulheres negras, professoras universitárias da área de ciências da natureza em seus percursos de vida, pesquisa e formação. O estudo é orientado pelos aportes da pesquisa autobiográfica, abordagem esta que reconhece as escritas de si, as autobiografias e narrativas como artefatos de reinvenção de sentidos culturais, políticos e históricos da realidade concreta. Por conseguinte, a narrativa de uma mulher negra, cientista, professora pesquisadora da área de ciências da natureza, explorada como uma das etapas desta pesquisa, nos possibilita tecer entendimentos mais pujantes sobre as intersecções de raça, gênero, classe na docência universitária e nos itinerários de vida/profissão frente aos embargos históricos enfrentados por mulheres negras fazendo ciência. Em suma, este trabalho está organizado da seguinte maneira: 1º) apontamentos sobre a relevância da discussão de gênero, raça e classe na educação em ciências; 2º) apresentação de um panorama conceitual da pesquisa autobiografia e sua dimensão política; 3º) Um breve históricos dos movimentos de mulheres, a emergência das epistemologias feministas e o feminismo negro; 4º) Reflexões sobre vida, narrativas e olhares sobre assimetrias raciais e a condição das mulheres negras no exercício docência universitária na área de ciências da natureza.Este artículo es un extracto de una investigación que indaga en las narrativas autobiográficas de profesoras universitarias negras del ámbito de las ciencias naturales en sus trayectorias vitales, investigadoras y formativas. El estudio se guía por las aportaciones de la investigación autobiográfica, un enfoque que reconoce la autoescritura, las autobiografías y las narrativas como artefactos para reinventar los significados culturales, políticos e históricos de la realidad concreta. En consecuencia, la narrativa de una mujer negra científica y profesora investigadora en el campo de las ciencias naturales, explorada como una de las etapas de esta investigación, nos permite tejer comprensiones más poderosas sobre las intersecciones de raza, género y clase en la enseñanza universitaria y en los itinerarios de vida/profesión frente a las limitaciones históricas a las que se enfrentan las mujeres negras en la ciencia. En síntesis, este trabajo se organiza de la siguiente manera: 1) notas sobre la relevancia de la discusión sobre género, raza y clase en la enseñanza de las ciencias; 2) presentación de un panorama conceptual de la investigación autobiográfica y su dimensión política; 3) breve historia de los movimientos de mujeres y del surgimiento de las epistemologías feministas y del feminismo negro; 4) reflexiones sobre la vida, las narrativas y las visiones sobre las asimetrías raciales y la condición de las mujeres negras en la enseñanza universitaria de las ciencias naturales
Memorias de intelectuales negros y formación docente: diálogos entre brasil y mozambique
This article an ongoing postdoctoral research project that was initiated at the Jequié campus of the State University of Southwest Bahia. It focuses on the formation process of Black intellectuals (male and female). The main question of this study is to find out how Black intellectuals from a "Postgraduate Program in Ethnic Relations and Contemporaneity" (PPGREC) talk to teachers who were trained before colonialism. These conversations are connected to the lives of African intellectuals (male and female) from universities in Mozambique. This helps create knowledge that helps people fight for equality. As a tentative hypothesis, we propose that the consolidation of these factors will promote the strengthening of research groups within participating institutions. The research uses oral history, the research aims to help create anti-racist education and increase Black intellectual production dedicated to education and strengthening academic ties between Brazil and Mozambique. Our theoretical framework is informed by studies by Macedo (2013), Santos (2014), Grosfoguel (2008), Nogueira (2024), West (1999), among others. As one potential outcome, we hope to contribute to the advancement of public policies for affirmative action aimed at racial equity in access to education.El texto presenta una investigación de posdoctorado en curso desarrollada en la Universidad Estatal del Sudoeste de Bahía, campus Jequié, y discute el proceso formativo de intelectuales negros(as). La problemática de este trabajo busca investigar cómo la memoria de intelectuales negros(as) del Programa de Posgrado en Relaciones Étnicas y Contemporaneidad (PPGREC), en diálogo con una formación docente descolonizada, ambos procesos articulados con las historias de vida de intelectuales africanos(as) de institutos de educación superior en Mozambique, impactan en la producción de un conocimiento académico insurgente y emancipador. Con el fin de responder al interrogante planteado, mediante el empleo de un método metodológico de la historia oral, la investigación persigue fomentar la creación de una educación antirracista, además del incremento de la producción intelectual negra comprometida con el desarrollo de la educación y el fortalecimiento del vínculo académico entre Brasil y Mozambique. Para fundamentar nuestra investigación, nos valemos de los estudios de: Macedo (2013), Santos (2014), Grosfoguel (2008), Nogueira (2024), West (1999), entre otros. Como uno de los posibles resultados, esperamos colaborar para el fortalecimiento de las políticas públicas de acciones afirmativas visando la equidad racial en el ámbito del acceso a la educación.O texto apresenta uma pesquisa de pós-doutorado em andamento desenvolvida na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus Jequié e discute o processo formativo de intelectuais negros(as). A problemática deste trabalho busca investigar como a memória de intelectuais negros(as) do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade (PPGREC), em diálogo com uma formação docente decolonizada, ambos processos articulados com as histórias de vida de intelectuais africanos(as) de institutos de ensino superior em Moçambique, impactam na produção de um conhecimento acadêmico insurgente e emancipatório. Como possível hipótese desta investigação, acreditamos que a consolidação desses fatores promoverá o fortalecimento dos grupos de pesquisa das instituições participantes. Para responder ao questionamento proposto, com o auxílio metodológico da história oral, a pesquisa busca fomentar a construção de uma educação antirracista, além do incremento da produção intelectual negra comprometida com o desenvolvimento da educação e o fortalecimento do vínculo acadêmico entre Brasil e Moçambique. Para embasar nossa pesquisa, nos valemos dos estudos de: Macedo (2013), Santos (2014), Grosfoguel (2008), Nogueira (2024), West (1999), entre outros. Como um dos possíveis resultados, esperamos colaborar para o fortalecimento das políticas públicas de ações afirmativas visando a equidade racial no âmbito do acesso à educação
Ríos de aquilombar-se: la confluencia de las infancias y los saberes ancestrales a través de la pedagogía eco-ancestral
O presente artigo visa refletir acerca de quais práticas pedagógicas dentro do processo da aquisição da leitura e da escrita, para além de cumprir com as habilidades e competências previstas para essa fase, permitem fomentar uma educação para as relações étnico-raciais de forma significativa, efetiva e permanente. As vivências estudadas partem do conceito da Pedagogia Eco-Ancestral concebida por Oliveira (2020), que oportuniza refletir a educação antirracista no viés da ancestralidade e das afrorreferências. Para essa pesquisa, foi adotada a metodologia filosófica dos Odus (Oliveira, 2010) onde, a partir das experimentações e processos de construção de saberes com as infâncias, fomentou caminhos em função da circularidade e da horizontalidade dos trabalhos. A realização destas investigações se deu com base na viabilização de pedagogias que envidenciam as infâncias em sua totalidade, considerando a luta antirracista, a decolonização dos saberes e a conscientização da diversidade multicultural e étnico-racial da sociedade brasileira.This article aims to reflect on which pedagogical practices within the process of acquiring reading and writing skills, beyond fulfilling the abilities and competencies expected at this stage, enable the fostering of education for ethnic-racial relations in a meaningful, effective, and lasting way. The experiences studied are based on the concept of Eco-Ancestral Pedagogy conceived by Oliveira (2020), which provides an opportunity to reflect on anti-racist education through the lens of ancestry and Afro-references. For this research, the Philosophical Methodology of the Odus (Oliveira, 2010) was adopted, where, through experimentation and the process of knowledge construction with children, it fostered paths rooted in circularity and horizontality of work. These investigations were carried out based on the implementation of pedagogies that highlight childhoods in their entirety, considering the anti-racist struggle, the decolonization of knowledge, and the awareness of multicultural and ethnic-racial diversity within Brazilian society.El presente artículo tiene como objetivo reflexionar sobre qué prácticas pedagógicas dentro del proceso de adquisición de la lectura y la escritura, más allá de cumplir con las habilidades y competencias previstas para esta etapa, permiten fomentar una educación para las relaciones étnico-raciales de manera significativa, efectiva y permanente. Las experiencias estudiadas parten del concepto de Pedagogía Eco-Ancestral concebido por Oliveira (2020), que ofrece la oportunidad de reflexionar sobre la educación antirracista desde la perspectiva de la ancestralidad y las afrorreferencias. Para esta investigación, se adoptó la Metodología Filosófica de los Odus (Oliveira, 2010), donde, a partir de las experiencias y los procesos de construcción de saberes con las infancias, se promovieron caminos basados en la circularidad y la horizontalidad del trabajo. Estas investigaciones se llevaron a cabo con base en la viabilización de pedagogías que visibilizan las infancias en su totalidad, considerando la lucha antirracista, la descolonización de los saberes y la concienciación sobre la diversidad multicultural y étnico-racial de la sociedad brasileña
Entre el velo y la vela: un análisis de la película \u27El día en que me convertí en mujer\u27 de Marziyeh Meshkiny
Este artigo tem por objetivo apresentar uma discussão teórica a partir de uma análise interpretativa do filme iraniano “O dia em que me tornei mulher” (2000) da diretora Marziyeh Meshkini. O filme longa-metragem, em formato episódico, narra a história de três mulheres, em diferentes fases da vida que nos mostram as experiências vivenciadas pelas mulheres no Irã. O véu, que abre a primeira imagem do filme, usado também como vela de uma jangada, foi escolhido como objeto chave para nossa interpretação, por representar as mulheres iranianas no contexto de suas diferentes performances sociais.This article aims to present a theoretical discussion based on an interpretative analysis of the Iranian film “The Day I Became a Woman” (2000) by director Marziyeh Meshkini. The feature-length film, in episodic format, tells the story of three women, at different stages of life, showing us the experiences lived by women in Iran. The veil, which opens the first image of the film, is also used as a sail for a raft, was chosen as the key object for our interpretation, as it represents Iranian women in the context of their different social performances.Este artículo tiene como objetivo presentar una discusión teórica basada en un análisis interpretativo de la película iraní “El día que me convertí en mujer” (2000) de la directora Marziyeh Meshkini. El largometraje, en formato episódico, cuenta la historia de tres mujeres, en diferentes etapas de la vida, mostrándonos las experiencias vividas por las mujeres en Irán. El velo, que abre la primera imagen de la película, también se utiliza como vela por una balsa, fue elegido como objeto clave para nuestra interpretación, ya que representa a las mujeres iraníes en el contexto de sus diferentes actuaciones sociales
Cuerpo-Territorio y Salud del Trabajador: educación de las relaciones étnico-raciales en la enseñanza de Fisioterapia y Sociología
Este artigo discute a inserção da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) na formação em Saúde do Trabalhador (ST), abordando estratégias didático-pedagógicas que desafiam o epistemícidio de saberes no ensino superior. O propósito é investigar e refletir sobre caminhos e desafios para abordar as relações de corpo-território e território-corpo para além das discussões teóricas do espaço de sala de aula. Através de metodologia não extrativistas, discentes de fisioterapia e ciências sociais de quatro instituições de ensino superior foram estimulados a compreender através das confluências de saber formas de (re)existência dos trabalhadores e as precariedades estruturais vivenciadas. Os resultados indicam que tais estratégias fortalecem o papel social da universidade, formando profissionais comprometidos com justiça social, preparados para promover práticas antirracistas na educação e na saúde.The present article raises the discussion about interseccions between Education for Ethnic-Racial Relations (ERER) in worker’s health subject, approaching pedagogical-didatical strategies that could challenge and break up with the epistemicide of knowledges in higher education. The purpose of the article is to investigate and reflect on challenges and ways to approach the relationship between body-territory and territory-body to beyond the theoretical discussions that take place in the classroom. Through a non-extractive methodology, physiotherapy and social science students, from four Public Institutions of Higher Education Level, were encouraged to to understand, through the confluence of knowledges, the forms of (re)existence of workers and the structural precarities they face. The results indicate that such strategies strengthen the social role of the university, training professionals committed to social justice, prepared to promote antiracist practices in education and health.Este artículo discute la inserción de la Educación para las Relaciones Étnico-Raciales (ERER) en la formación en Salud del Trabajador (ST), abordando estrategias didáctico-pedagógicas que desafían el epistemicidio de saberes en la educación superior. El propósito es investigar y reflexionar sobre los caminos y desafíos para abordar las relaciones de cuerpo-territorio y territorio-cuerpo más allá de las discusiones teóricas del espacio del aula classe. A través de metodologías no extractivas, estudiantes de fisioterapia y ciencias sociales de cuatro instituciones de educación superior fueron estimulados a comprender, a través de la confluencia de saberes, las formas de (re)existencia de los trabajadores y las precariedades estructurales vividas. Los resultados indican que estas estrategias fortalecen el papel social de la universidad, formando profesionales comprometidos con la justicia social, preparados para promover prácticas antirracistas en la educación y en la salud
Mulheres na segurança pública: desafios, identidade profissional e resiliência em um campo tradicionalmente masculinizado
Com o intento de compreender os desafios e as estratégias de adaptação de mulheres policiais na formação de sua identidade profissional, o presente ensaio teórico propõe reflexões preliminares sobre esse processo em carreiras historicamente masculinas, com foco no contexto da segurança pública. Para tanto, a partir de uma revisão bibliográfica, discute como normas sociais e culturais moldam as oportunidades femininas e impõem desafios na busca por reconhecimento profissional. O estudo destaca que, apesar do aumento da presença feminina na Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda há discriminação e estereótipos que limitam seu avanço. Também são abordadas questões como segregação ocupacional, preconceito na alocação de funções e dificuldades enfrentadas por mulheres em posições de comando. Além disso, discute como a resiliência e a adaptabilidade se mostram fundamentais para a permanência dessas profissionais no setor, permitindo o fortalecimento de sua trajetória e a conquista de espaço mais equitativo. Ao considerar a diversidade de experiências femininas, evidencia-se que a inclusão nas forças de segurança ainda enfrenta resistência, mas a presença crescente das mulheres desafia estruturas de poder e promove mudanças culturais, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária.With the aim of understanding the challenges and adaptation strategies of female police officers in building their professional identity, this theoretical essay proposes preliminary reflections on this process within historically male-dominated careers, focusing on the contexto of public security. To this end, through a literature review, it discusses how social and cultural norms shape women\u27s opportunities and impose challenges in the pursuit of professional recognition. The study highlights that, despite the increasing presence of women in the Federal Highway Police (PRF), discrimination and stereotypes still limit their advancement. It also addresses issues such as occupational segregation, bias in task allocation, and the difficulties faced by women in leadership positions. Additionally, it explores how resilience and adaptability are essential for these professionals to remain in the field, fostering the creation of a more equitable space. By considering the diversity of female experience, it becomes clear thar the inclusion of women in security forces still faces encouters resistance, but their increasing presence challenges power structures and promotes cultural change, contributing to a fairer and more equal society
O Programa Estadual de Sementes Crioulas na agenda governamental do Rio Grande do Norte: entre ativismos e (des) engajamentos
Movimentos sociais e ONGs no meio rural têm buscado reintroduzir e incentivar práticas de conservação de sementes crioulas como forma de luta pela soberania alimentar e da valorização das relações sociais e ambientais de comunidades tradicionais e camponesas questionando o modelo produtivo hegemônico e ampliando sua incidência nas políticas públicas. Este texto explora as interações entre movimentos sociais e Estado na co-produção das políticas públicas, buscando compreender como as distintas formas de ativismo colocaram a temática das sementes crioulas na agenda governamental, a ponto de criar o Programa Estadual de Sementes Crioulas no Rio Grande do Norte. O processo de pesquisa-ação em curso desde 2020, pelas autoras envolvendo entrevistas com representantes dos movimentos sociais, ONGs, Estado e agricultores familiares, bem como a leitura de documentos oficiais, forneceu a base para os argumentos discutidos aqui
Educational crisis and schools affected by market logic: some notes on teaching and learning in the classroom
This essay aims to discuss teaching and learning in schools influenced by market logic. It establishes the paradox of subjects who are present in the classroom space, but completely absent to critically think about the world in which they live, through the bias of life experience associated with school culture. Therefore, this study is justified in the sense of analyzing the various contradictions of school educational activity, which functions in the hegemonic propositions of capital in only informing the subjects. Within the scope of this formation, individuals find themselves deprived of narratives of school culture linked to the desire to know. In methodological terms, this discussion about the crisis in education is approached through the bias of psychoanalytic concepts and, primarily, through critical theory in the field of Philosophy of Education. Our conclusion points to the relevance of discussing the precariousness of classroom activities, as a project of the reproduction of capital which disqualifies the workforce in the formation of individuals as intellectuals. The function of the subject as an intellectual would be the condition of resuming critical discursive narratives as a form of resistance to the annulment of the lived experience that institutes the crisis in education.Este ensaio tem como objetivo discutir o ensinar e o aprender na escola atravessada pela lógica do mercado. Nela se institui o paradoxo do sujeito que está presente no espaço de sala de aula, mas completamente ausente para pensar criticamente o mundo em que vive pelo viés da experiência de vida associada à cultura escolar. Portanto, este estudo se justifica no sentido de analisar as diversas contradições da atividade educativa escolar, a qual funciona nas proposições hegemônicas do capital em somente informar o sujeito. No âmbito desta formação, o sujeito se encontra destituído de narrativas da cultura escolar vinculada ao desejo de saber. Em termos metodológicos, esta discussão sobre a crise na educação é abordada pelo viés dos conceitos da psicanálise e, primordialmente, pela teoria crítica no campo da Filosofia da Educação. A nossa conclusão é que se torna oportuno discutirmos a precarização da atividade no espaço de sala de aula como projeto da reprodução do capital que desqualifica a força de trabalho na formação do sujeito como intelectual. A função do sujeito como intelectual seria a condição de retomar as narrativas discursivas críticas como forma de resistência à anulação da experiência vivida que institui a crise na educação
Neurociência e educação
Felipe Pegado é médico-psiquiatra, Pós-Doutor em Neurociências Cognitivas. Tem publicações em periódicosde alto impacto como PNAS, Neuroimage, Journal of Experimental Psychology: General, Frontiers e Science. Atualmente morando na Bélgica, Pegado colabora com importantes pesquisadores da área de neurociências elinguagem como: Stanislas Dehaene, José Morais, Laurent Cohen, Kimirhiro Nakamura, Régine Kolinsky, entre outros