Revista GeoAmazônia (Universidade Federal do Pará)
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L’ÎLE ET LE VIVANT REVISITÉS DANS LA THÉORIE DE LA BIOGÉOGRAPHIE INSULAIRE: LES SYMPTÔMES DU SYNDROME D’INSULARITÉ / ISLAND AND THE LIVING REVISITED IN THE ISULAR BIOGENOGRAPHY THEORY: THE SYMPTOMS OF INSULARITY SYNDROME
Devido à variabilidade das situações insulares, a ilha aparece como um verdadeiro laboratório natural, que tem sido objeto de atenção vigorosa desde o século XVIII. As ilhas "verdadeiras", assim chamadas por alguns autores, são espaços isolados de outros espaços similares por extensões marinhas, mas ainda mais territórios que apresentam suas próprias singularidades biogeográficas. No atual contexto ambiental de modificação da biosfera, as características biológicas das ilhas verdadeiras tendem a ser ameaçadas de extinção. Toda a dimensão explicativa conceitual da análise espaço-temporal dessas especificidades emerge através de uma das ferramentas fundamentais no estudo das ilhas: a teoria da biogeografia insular. Alguns dos fundadores mais famosos incluem Robert MacArthur, Edward Wilson e David Lack. Jacques Blondel e Robert Whittaker, em seguida, tentou modernizar o modelo de biogeografia de ilhas por uma abordagem com foco na descrição das características biogeográficas das ilhas e não na busca de suas causalidades. A demonstração dos sintomas de uma síndrome de insularidade representa uma contribuição considerável para a biogeografia ecológica. A insularidade leva a mudanças morfológicas, ecológicas, etológicas e genéticas nos sistemas vivos em uma situação de isolamento e contenção geográfica. No entanto, em uma abordagem clássica enfatizando aspectos da biogeografia histórica, a ênfase foi colocada em três principais parâmetros explicativos: a área da ilha, seu grau de isolamento e sua diversidade de habitat
IMPACTOS ANTROPOGÊNICOS EM BACIAS URBANAS DA ÁREA CENTRAL DA CIDADE DE BELÉM-PA / ANTHROPOGENIC IMPACTS IN BELÉM-PA CENTRAL AREA URBAN WATERSHEDS
O presente estudo representa uma etapa inicial de estudos sobre geomorfologia antropogênica, hidrogeomorfologia tendo como unidade de análise a bacia hidrográfica. As bacias urbanas refletem um quadroambiental complexo que abrange uma variedade de aspectos naturais e humanos que interagem no tempo e no espaço. A contribuição dos estudos de geomorfologia antropogênica tem ajudado a compreender a dinâmica dos processos que estão sendo alterados pela atividade humana, sobretudo em áreas urbanas que tem resultado na criação de novas formas de relevo, novos solos e alteração dos processos fluviais. Como área piloto do projeto teremos: a área central de Belém também conhecida como 1ª Légua Patrimonial, onde elencamos como bacias experimentais (Bacia do Tucunduba, Bacia da Estrada Nova, Bacia da Tamandaré, Bacia do Reduto e Bacia das Armas). Essas bacias estão localizadas na área de maior adensamento urbano da cidade, apresentam elevado grau de edificações, extensas superfícies impermeáveis, baixa quantidade de cobertura vegetal e intervenções na rede de drenagem
A ARBITRAGEM DE CONFLITOS DE USO DE RECURSOS HÍDRICOS NO COMITÊ INTERESTADUAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARANAÍBA / THE USE OF WATER RESOURCES CONFLICTS ARBITRATION IN THE PARANAÍBA RIVER WATERSHED'S INTERSTATION COMMITTEE
Depois de anos de mobilização e com a participação de vários segmentos da sociedade, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH, no dia vinte e quatro de maio de 2002, aprovou a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba, que a partir daquele momento passou a ser administrado por uma Diretoria Provisória. A função de parlamento das águas, onde segmentos de interesses divergentes, e em alguns momentos antagônicos, encontrar-se-iam para debater e deliberar conjuntamente assuntos relacionados à convivência pacífica da diversidade, sempre foram uma certeza e um motivo para a existência do Comitê, pois se partiu da premissa da construção coletiva de instrumentos de planejamento e resolução de conflitos. Uma das atitudes que comprovam essa função, foi a aprovação pioneira em 10 de junho de 2010, da Deliberação n. 19/2010, que definiu os procedimentos para arbitrar administrativamente os conflitos relacionados aos recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba. De maneira concreta, doisprocedimentos relacionados a possíveis conflitos, já foram realizados no CBH-Paranaíba, um relacionado à turismo e produção de energia elétrica na bacia do rio Aporé e outro relacionado à irrigação e produção de energia elétrica na bacia do rio São Marcos
HISTORICIDADE DAS INUNDAÇOES PARA COMPREENSÃO DO EFEITO DE RETROALIMENTAÇÃO POSITIVA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS URBANAS - ESTUDO DE CASO EM ALTAMIRA / HISTORICITY OF FLOODS FOR UNDERSTANDING THE POSITIVE FEEDBACK EFFECT ON URBAN WATERSHEDS
As bacias hidrográficas constituem a principal célula de planejamento ambiental, nas áreas mais preservadas o monitoramento das mesmas torna-se essencial manejo dos recursos naturais. Nas áreas urbanas onde as alterações são aceleradas e em muitos casos irreversíveis favorecem a ocorrência de Inundações rápidas (enxurradas) e maximização das inundações graduais. A pesquisa será desenvolvida na área urbana de Altamira, em planícies de inundações primaria (Xingu) e secundárias (Altamira, Ambé e Panelas), no médio curso do Xingu. A metodologia da pesquisa contou de um levantamento histórico da ocupação da área urbana de Altamira em recorte de jornais; caracterização das áreas de ecossistemas de planície de inundação e, embasado nos relatórios da defesa civil e trabalho de campo onde foram identificadas as principais alterações antrópica e identificando o estagio de intervenção; e por fim análise micromorfológica de amostras dos sedimentos coletados nas áreas que foram aterradas, a fim de identificar natureza do material presente nas amostras. Os jornais da região apresentam referencias de inundações em Altamira desde o inicio do século XX, com os anos de maior impacto socioeconômico -1957, 1974 e 2009. Os dois primeiros anos as informações são qualitativas, pois relata o impacto sobre a economia local destruição armazenamento de do látex, o comercio da castanha do Brasil (Bertholletia excelsa), a agricultura do arroz e a atividade oleira esta ultima na década de 70. Em 2009 os dados são qualitativos onde são apresentados o numero desabrigados, casas destruídas, danificadas eafetadas. Dos ecossistemas nas margens mais atingidos estão a lagoas marginais que são identificadas em três estágios, sua degradação estão associadas à expansão urbana. Os resultados da analise micromorfológica será essencial para avaliar se além da alteração morfológica da planície o tipo de material contribuem para uma retroalimentação positiva das inundações
PARTICIPAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO NA GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS DO ACRE / PARTICIPATION AND DECENTRALIZATION IN STATE OF ACRE WATER RESOURCES MANAGEMENT
O presente trabalho tem o objetivo de estudar e avaliar a gestão dos recursos hídricos no Acre em comparação com a gestão paulista. Na prática, busca-se expor um panorama da gestão acriana, a partir da análise comparativa referente à descentralização da gestão e à participação da sociedade. Os procedimentos metodológicos baseiam-se na pesquisa bibliográfica e no levantamento documental, utilizando-se indicadores propostos para avaliação e monitoramento da dimensão de governança denominada interação do estado com a sociedade, visando cumprir a análise em questão e definindo o estágio em que se encontram os aspectos de governança em tal dimensão nesta unidade da federação. Os resultados demonstraram que o estágio da gestão é básico para a dimensão de governança avaliada
AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS FÍSICOS E QUÍMICOS DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS DO MUNICÍPIO DE FORTIM, CEARÁ / UNDERGROUND WATERS PHYSICAL AND CHEMICAL PARAMETERS EVALUATION OF FORTIM MUNICIPALITY, CEARÁ
A crescente preocupação com a disponibilidade e qualidade dos recursos hídricos tem gerado discussões sobre a gestão e planejamento das bacias hidrográficas. Para tanto antes de avaliar a qualidade da água disponibilizada é necessário identificar o uso a que ela se destina. Este trabalho teve como objetivo avaliar alguns parâmetros físicos e químicos de amostras de água coletadas em 12 pontos do município de Fortim, Ceará. As amostras foram coletadas diretamente de chafariz e poços utilizados pela população para consumo e outras atividades domésticas. Apesar dos resultados mostrarem que a água subterrânea apresenta boa qualidade, verificou-se que a bacia vem sofrendo com atividades de ocupação sem prévio planejamento o que pode prejudicar a quantidade e qualidade de água disponível
A MORFOLOGIA DE UMA CIDADE NO MEIO DO MUNDO: TRANSFORMAÇÕES URBANAS E OS NOVOS DESAFIOS DE MACAPÁ-AP / THE MORPHOLOGY OF A CITY IN THE WORLD OF MEDIA: URBAN TRANSFORMATION AND THE NEW CHALLENGES MACAPÁ -AP
Macapá, capital do Estado do Amapá, tem crescido muito nos últimos 20 anos (321,4%), crescimento este que se deve ao fato de constituir um ponto de grande atração para os habitantes dos estados vizinhos, em busca de melhores condições de vida, após a estadualização do Amapá, pela Constituição Federal de 1988, e pelos diversos investimentos realizados neste território pela União e pelo capital nacional e estrangeiro. Estas procuras pelo urbano colocam numerosos desafios às entidades públicas, sobretudo o da gestão de um território complexo, onde as infraestruturas urbanas não acompanham o crescimento. As autoridades mostram-se incapazes de responder a estas demandas, gerando disfunções territoriais e desafios que podem não ser cabalmente percebidos. Com este artigo pretende-se refletir sobre as transformações urbanas recentes e perceber quais são os desafios que Macapá enfrentará no futuro próximo
CONTEXTO GEOAMBIENTAL DA BACIA DO RIO DO PEIXE, SUDESTE DO BRASIL / GEO-ENVIRONMENTAL CONTEXT OF RIO DO PEIXE'S WATERSHED, SOUTHEAST OF BRAZIL
O presente trabalho trata de divulgar os resultados referentes à compartimentação geoambiental da bacia hidrográfica do rio do Peixe, Estado de Minas Gerais, mediante abordagem geossistêmica. O objetivo foi identificar e caracterizar diferentes sistemas ambientais (unidades de paisagens) através de imagens de satélite (SRTM e LANDSAT-8), basescartográficas e trabalhos de campo para análise ambiental sobre os atributos naturais em conectividade às tipologias de uso/cobertura do solo. Esta bacia agrupa paisagens de significativo interesse em termos de expressão biótica e abiótica, configurando áreas prioritárias e estratégias para conservação da biodiversidade e geodiversidade. Contudo, as atividades humanas, caracterizada pela ocupação e uso da terra para diversos fins, vem delineando cenários de perda de ecossistemas, especialmente naqueles de acesso dificultado pelos altos declives como é o caso dos compartimentos serranos
ENSAIOS DE INTERAÇÕES TRANSFRONTEIRIÇAS AMAPÁ-GUIANA FRANCESA (1943-2013): REFLEXÕES DE UMA FRONTEIRA TARDIA / ESSAYS OF INTERACTIONS CROSSBORDER AMAPÁ-GUIANA (1943-2013): REFLECTIONS ABOUT BORDER LATE
Este trabalho concebe que a fronteira Amapá-Guiana Francesa é uma fronteira tardia, cuja relação espacial entre eles se configura como ensaios de interações transfronteiriças. Utiliza-se o enfoque de ajustes espaciais natentativa de captar as ações adotadas para a mudança de comportamento desta linde de relações fronteiriças para a configuração daqueles ensaios. O estado do Amapá localiza-se na margem esquerda da foz do rio Amazonas,atravessada pela linha do Equador e possui fronteira com a Guiana Francesa e Suriname. Sua origem como integrante da federação brasileira é decorrente de sua criação como Território Federal (1943). A partir de então,vários fatores e aspectos sobre o uso do seu território começam a ser construídos, recompondo o uso de seu território em diversos momentos de sua construção histórica e econômica. A ocupação do espaço amapaense noséculo XX foi estimulada pela exploração de suas matérias primas (minérios, madeira), de grandes projetos (ICOMI, na exploração do manganês; Complexo Industrial do Jari, na fabricação de celulose e exploração do caulim; AMCEL, na silvicultura de pinhos e eucaliptos para celulose) e; apoiadas por políticas públicas do Governo Federal. Quanto às dinâmicas geográficas de sua fronteira, embora haja ações desde o período colonial, as recentes manifestações dessas dinâmicas (pós-1990) têm estimulado novos usos desta fronteira. Este trabalho visa discutir o recente processo de transfronteirização entre Amapá-Guiana Francesa como uma configuração tardia mediante a ensaios de interações espaciais entre eles
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE USO SUSTENTÁVEL E AGRICULTURA FAMILIAR NA AMAZÔNIA: CONFLITOS E DESAFIOS NA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ / SUSTAINABLE USE AND FAMILY AGRICULTURE CONSERVATION UNITS IN THE AMAZON: CONFLICTS AND CHALLENGES IN THE STATE FOREST OF...
Este artigo trata inicialmente sobre as áreas protegidas no Brasil relacionando com os impactos da ocupação antrópica da agricultura familiar. Em seguida, o trabalho foca em seu objetivo principal de analisar a trajetória histórica e legal de criação da Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP), uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável criada através da Lei Estadual 1.028/2006 e implementada a partir de 2011 com a instituição de seu Conselho Gestor Consultivo e do Plano de Manejo da Unidade. Nesta análise é dada ênfase para caracterização das diversas categorias populacionais que habitam os limites desta Unidade de Conservação e o seu entorno. Enfatiza-se também a compreensão sobre a relação entre a UC e a agricultura familiar. O estudo é baseado em análise documental; entretanto, realiza algumas reflexões baseadas na observação participante em função da convivência de um dos autores do trabalho durante a constituição da FLOTA/AP