Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña (HALAC - E-Journal)
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Cushman, Gregory T., Guano and the opening of th Pacific World: a global ecological history. (Cambridge University Press, New York, 2014).
Conflicto por la apropiación del río Atuel entre Mendoza y La Pampa (Argentina).
Desde fines de siglo XIX los oasis irrigados y las ciudades del sur mendocino fueron progresivamente captando caudales de la cuenca media del río Atuel y Diamante, ocasionando una merma de agua hacia la cuenca baja del río Atuel (y Desaguadero) que se encuentra ya en otra provincia, La Pampa. Esta última nunca tuvo el poder político de Mendoza, e incluso fue un Territorio Nacional hasta 1952. En la actualidad es una de las provincias con menos habitantes del país, cuyo número y densidad es mucho menor en el árido oeste provincial, en el que aumentaron las emigraciones y sólo persistieron actividades de subsistencia con graves limitantes hídricos. Ya para 1950 habían surgido organizaciones sociales pampeanas que denunciaban este tema. Paralelamente comenzaron reclamos del Estado pampeano al mendocino, desde distintas escalas, institucionales y modalidades legales, que continúan hasta la actualidad.Nos proponemos indagar en las herramientas provenientes de la Historia Ambiental y la Ecología Política, que pueden enriquecer la investigación sobre este conflicto
História ambiental do Pré-sal: meio ambiente e mudanças sociais em São Paulo (2007-2016)
Este artigo tem por objetivo o estudo do comprometimento da sustentabilidade ambiental e das mudanças sociais causadas pela exploração do Pré-sal no litoral de São Paulo. Desde 2007, ano do anúncio pelo Governo Federal da existência de reservas petrolíferas na camada de Pré-sal, até 2016, houve a instalação, reforma e ampliação da infraestrutura da indústria petrolífera na região. As cidades da zona costeira paulista passaram a conviver com índices crescentes de vazamentos de petróleo, acidentes de trabalho, ocupação irregular do solo, inchaço demográfico, epidemias, deterioração de seus equipamentos sociais e conflitos com as comunidades caiçaras e indígenas. O processo de consolidação da atividade petrolífera comprometeu os sistemas hídricos, a biodiversidade e aumentou os riscos das mudanças climáticas. Estes elementos quando analisados em sua unidade mostram que a presença do Pré-sal teve vantagens e adversidades, ampliação das oportunidades econômicas e dos prejuízos ambientais e sociais
Financeirização do Meio Ambiente
O artigo a seguir propõe uma análise sobre a abordagem oferecida pela economia neoliberal para as políticas voltadas para o cenário ambiental e o desenvolvimento das nações ajustadas, então entendido como desenvolvimento sustentável. Para tanto, o fio condutor deste trabalho será o desenvolvimento internacional da economia política das últimas décadas, dimensão na qual ocorreram reacomodações na divisão internacional do trabalho. Dentro do proposto, se destaca a maneira pela qual problemática ambiental recebe tratamento semelhante às outras esferas submetidas à lógica do capitalismo, e resultante desta operação o Protocolo de Quioto figura como a solução melhor adaptada às necessidades da reprodução capitalista em pleno regime de acumulação financeirizad
Wood, Gillen D’Arcy. Tambora. The eruption that changed the World. (Princeton: Princeton University Press, 2014), 293p.
O (re)florestamento e os incentivos para introdução da monocultura de Pinus spp no planalto de Santa Catarina, Brasil
O Estado de Santa Catarina apresentou um histórico de intensa devastação ao longo do século XX. Mesmo durante o processo de desmatamento que ocorreu no Estado, entre as décadas de 1920 e 1970, já era previsto que o mesmo poderia se tornar algo imensurável e acarretaria perdas irrecuperáveis ao meio ambiente. Por este fato, o governo federal, juntamente com o governo estadual, criou decretos e outras legislações que asseguravam o reflorestamento no Estado, para manutenção da flora. No entanto, durante várias décadas, as principais preocupações por parte do governo do Estado de Santa Catarina, com relação à floresta, se limitavam a questões em prol da continuidade da ascensão econômica gerada pelo setor madeireiro. Neste momento crescia o reflorestamento com espécies exóticas como Pinus ssp e o Eucalyptus, que ameaçam o ecossistema. O plantio de espécies exóticas não era restrito e nem discriminado no Código Florestal de 1965, e os interessados no plantio podiam até receber incentivos fiscais para seu plantio. O objetivo deste artigo é analisar a legislação brasileira no que tange ao reflorestamento e os incentivos a introdução de espécies madeiráveis exóticas, no planalto catarinense durante o século XX
Os cortadores: registros orais e iconográficos dos trabalhadores imigrantes do Extremo Oeste Baiano no corte sazonal de cana-de-açúcar em Goiás, Brasil
O trabalho apresentado é resultado de um projeto de pesquisa envolvendo rurícolas que migram do oeste baiano para trabalhar no corte manual de cana-de-açúcar para a produção sucroalcooleira no município de Itapaci, Estado de Goiás. Essa região passou a ser ocupada durante expansão agrícola da década de 1940, na política da Marcha para o Oeste. O trabalho baseia-se na análise da iconografia e nos depoimentos dos cortadores. Dentre os temas e abordagens destacadas relacionamos as questões socioambientais da expansão agrícola no Cerrado e as migrações de mão-de-obra nordestina para o exercício dessa atividade em Goiás. O trabalho procura relacionar a trajetória dos cortadores com as imagens produzidas, identificando os elementos econômicos e socioambientais apontados nos depoimentos dos rurícolas entrevistados
Rios urbanos e suas adversidades: repensando maneiras de ver as cidades
O presente texto não é uma proposta de uma narrativa específica, mas sim de reflexões teóricas e metodológicas sobre o que significa conceber os rios urbanos, seus fluxos e diálogos através da cidade, assim como a apropriação social destes, de modo a desafiar a clássica dicotomia sociedade-natureza. A perspectiva da história ambiental, com a colaboração de diferentes disciplinas, é essencial para desconstruir, ao menos em parte, tal dicotomia. Ou seja, as contribuições de áreas como geografia, ecologia, e até mesmo literatura, permitem estabelecer conexões mais complexas e ricas que “costuram” essas duas entidades, que têm sido comumente separadas disciplinarmente pelas ciências da natureza e ciências sociais