Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña (HALAC - E-Journal)
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Beyond the “Yellowstone Model:” The Origins of National Parks in Brazil and Argentina
Book Review
Kaltmeier, Olaf. National Parks from North to South: An Entangled History of Conservation and Colonization in Argentina. Inter-American Studies 34. Trier; New Orleans: WVT Wissenschaftlicher Verlag Trier; University of New Orleans Press, 2021.
Freitas, Frederico. Nationalizing Nature: Iguazu Falls and National Parks at the Brazil-Argentina Border. Latin American Studies 122. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2021
Uma História Ambiental da Batinga Sul – Rio Grande do Sul (Brasil)
The paper aims to discuss the relationship established between the environmental and cultural elements that constitute the historical formation of the locality of Batinga Sul, a contryside area located in the municipality of Brochier, inserted in the border between the Valleys of the Rivers Caí and Taquari, in Rio Grande do Sul (Brazil). Its territory has been occupied since approximately ten thousand years by a constant movement of anthropism marked by renewal, readjustment and transformation in the society-nature relationship, mediated, above all, by the determination of the techniques used on that space. Its landscape is, therefore, the result of a historical and cultural process. The study in question, developed in the interdisciplinary perspective of Environmental History and valuing the inseparability between culture and nature, is subsidized in the research carried out in local collections, as well as in Oral History and Ethnography. The research indicates that the local landscape, in addition to environmental conditions, is the result of a historical and cultural process marked by permanences and renovations that have been outlined since the first human settlements in the region, which, together with the German-Brazilian colonization, are constituents of collective memory and identity references of the contemporary local community.O artigo tem por objetivo discutir a relação estabelecida entre os elementos ambientais e culturais constituintes da formação histórica da localidade de Batinga Sul, região rural situada no município de Brochier, inserida entre os Vales dos Rios Caí e Taquari, no interior do Rio Grande do Sul (Brasil). Seu território vem sendo ocupado há aproximadamente dez mil anos por um constante movimento de antropismo marcado pela renovação, pelo reajuste e pela transformação na relação sociedade-natureza, mediada, sobretudo, pela determinação das técnicas usadas sobre o espaço. Sua paisagem é, assim, resultado de um processo histórico e cultural. O estudo em questão, desenvolvido na perspectiva interdisciplinar da História Ambiental e valorizando a indissociabilidade entre cultura e natureza, está subsidiado na pesquisa realizada em acervos locais, bem como na História Oral e na Etnografia. A pesquisa indica que a paisagem local, para além das condições ambientais, é fruto de um processo histórico e cultural marcado por permanências e renovações que são esboçadas desde os primeiros assentamentos humanos na região, os quais, juntamente com a colonização teuto-brasileira, são constituintes da memória coletiva e das referências identitárias da comunidade local contemporânea
Fronteiras, ambientes e paisagens na formação do espaço colonial do Brasil e na construção do território nacional alemão (séc. XVIII e XIX)
During the second half of the 18th century the idea of “natural frontier” occupied an important place in social thought, helping to weave important considerations in the systematic advance on the colonial world and in the formation and legitimization of colonial territories. An effort that causes strangeness between subjects and landscapes that are always new or untamed. In the 19th century, in Europe, romantic thought took hold of the concept of frontier as borders and boundaries between territories and built mythologies of radical identities between environments, landscapes and subjects in the transformation of modern states into national states, imagined communities, anchored in a tradition that wants to be remote. In this work we seek to trace some research notes comparing the historical processes of the formation of the Brazilian colonial space and in the construction of the German national territory. Thinking about the concepts of frontier, territory and landscape, we try to understand what role the “frontier” plays in these processes, how the narrators list the natural world in their narratives and finally how the narratives built around such concepts generate effects on relations between subjects and territories. We also consider perceiving the effort to close the borders in the colonial world and at the national level as faces of the same historical process in modernity, which has its reverberations in the construction of national feeling on the one hand and, on the other hand, in the ambiguous bond of strangeness and otherness of the relationship with the landscape and the natural world in the colonial world.Durante a segunda metade do século XVIII a ideia de “fronteira natural” ocupava um lugar importante no pensamento social, ajudando a tecer importantes considerações no avanço sistemático sobre o mundo colonial e na formação e legitimação dos territórios coloniais. Esforço que causa estranhamentos entre sujeitos e paisagens sempre novas ou insubmissas. No século XIX, na Europa, o pensamento romântico toma o conceito de fronteira como bordas e limites entre territórios e constrói mitologias de identidades radicais entre ambientes, paisagens e sujeitos na transformação dos estados modernos em estados nacionais, comunidades imaginadas, ancoradas numa tradição que se quer longínqua. Neste trabalho buscamos traçar algumas notas de pesquisa comparando os processos históricos da formação do espaço colonial do Brasil e na construção do território nacional alemão. Pensando os conceitos de fronteira, território e paisagem, intentamos perceber qual o papel que a “fronteira” ocupa nesses processos, como os narradores elencam o mundo natural em suas narrativas e finalmente de que maneira as narrativas construídas em torno de tais conceitos geram efeitos nas relações entre os sujeitos e os territórios. Consideramos igualmente perceber o esforço de fechamento das fronteiras no mundo colonial e no âmbito nacional como faces de um mesmo processo histórico na modernidade que possui suas reverberações na construção do sentimento nacional por um lado e, por outro lado, no vínculo ambíguo de estranhamento e alteridade da relação com a paisagem e com o mundo natural no mundo colonial
El Fenómeno El Niño, las Inundaciones de 1877 y la Incorporación del Salitre a la Soberanía de Chile
Este artículo aborda las interrelaciones entre clima y sociedad durante la década de 1870 en Chile a partir del análisis de fuentes históricas como el Boletín de la Sociedad Nacional de Agricultura, El Mercurio de Valparaíso, los Mensajes Presidenciales y el libro El Clima de Chile publicado en 1877 por Benjamín Vicuña Mackenna. Tras exponer el crítico contexto socioeconómico del período se constata que la agricultura nacional, representada en la producción y exportación de trigo, estaba expuesta no sólo a fluctuaciones meteorológicas sino también a plagas, epizootias y a prácticas agrícolas que llevaron a desequilibrios socio-ecológicos que en la época fueron atribuidos al clima. Aquí se propone que fueron los temporales y las grandes inundaciones de 1877 provocadas por el fenómeno El Niño las que aceleraron y agudizaron la profunda crisis política, social y económica en que se hallaba el país. Ella fue superada por la elite chilena a partir de la Guerra del Pacífico y de la incorporación de los territorios salitreros, la gran riqueza mundial de la época
“Se quedan con todo, no nos queda nada”. Acaparamiento de Tierras y Aguas en la Región Chaqueña, Provincias de Chaco y Salta (Argentina)
En el norte argentino, desde fines del siglo XX se desarrollan procesos de expansión de la frontera agroindustrial y de implantación de proyectos de infraestructura e integración regional. Dicho avance ha sido posible a partir del progresivo acaparamiento de las tierras y otros bienes comunes (como el agua y los bosques) bajo el argumento del desarrollo regional. La consolidación del modelo del agronegocio en la región chaqueña ha sido acompañada por la pérdida de biodiversidad, el incremento en el uso de agroquímicos, la apropiación desigual y contaminación de los recursos hídricos, junto con una creciente conflictividad protagonizada por población indígena y de pequeños productores. Sustentado en un trabajo de vinculación de investigaciones precedentes y en curso, provenientes del campo disciplinar de la sociología y la antropología, en diálogo con la geografía crítica y la ecología política, el artículo se propone describir y analizar dos escenarios provinciales en los cuales esta heterogénea distribución, apropiación y uso de los territorios y la naturaleza cobra atención: las provincias del Chaco y de Salta. La estrategia metodológica combina la sistematización y análisis de fuentes documentales (medios periodísticos, datos estadísticos, legislación, informes de organismos estatales y/o privados, entre otros) con registros elaborados en los trabajos de campo (notas y entrevistas en profundidad con diversos actores). Se presentan las principales transformaciones territoriales y ambientales ocurridas en las primeras décadas del presente milenio, con especial énfasis en el problema del acceso al agua y su distribución desigual (en cantidad y calidad suficientes) entre los heterogéneos actores que disputan por su uso y apropiación. A tal fin, es imprescindible prestar atención a los procesos de más largo plazo que configuraron a la región chaqueña como espacio productivo, para comprender la trama histórica de despojos y acaparamientos que se ciernen sobre este territorio y sus poblaciones
Galeria - A Marcha das Mulheres Indígenas no Brasil (2021)
A Marcha das Mulheres Indígenas no Brasil (2021
Uma Geração Sem Terra: Injustiça Ambiental em Comunidades Indígenas Deslocadas por Construções de Hidrelétricas no Brasil, desde os Anos 1980
O Brasil tem uma dívida antiga com comunidades indígenas deslocadas em decorrência da construção de hidrelétricas, que fornecem energia para as cidades, fábricas e terras agrícolas do país. Um caso importante é a comunidade atingida pela Hidrelétrica de Itaparica, construída entre as décadas de 1970 e 1980, no trecho submédio do rio São Francisco, no Nordeste semiárido. O reservatório deslocou, além de dezenas de milhares de lavradores, os Tuxá, um povo indígena que vivia há séculos na área alagada pela usina. Para os Tuxá, esse deslocamento tem sido particularmente danoso, porque, desde os anos 1980, o governo tem renegado a promessa de garantir uma terra compensatória para o grupo. O bem-estar material e a identidade cultural dos Tuxá estão enraizados na sua terra, mas o grupo já está há mais de três décadas sem terra, o que representa um período de mais de uma geração humana. Este artigo conta a história do deslocamento do povo Tuxá e sua luta pela terra, no esforço de dar visibilidade a este caso ainda não resolvido de injustiça socioambiental
Historia y Violencia: Asesinatos de Líderes Indígenas Guardianes del Medio Ambiente en América Latina, 2016-2019
The article raises a reflection about the indigenous ancestral wisdom of wise women and men with deep knowledge of the natural world who have recently been murdered in Latin America. The theoretical documentary analysis seeks to understand the attempt to usurp ancestral wisdom in the most violent way that can occur in the contemporary world: the murder of indigenous spiritual masters in Latin America. The method is qualitative with descriptive scope and corresponds to a systematic and synthetic review of the murders of true environmental defenders., The murders that will be studied of Cristina Bautista (Neehwe’s ancestral authority, Colombia); Paulo Paulino (guardian of the forest of the Guajajara people, Brazil); Domingo Choc Ché (Q\u27eqchi \u27community, Guatemala); Macarena Valdés (Mapuche environmental activist); Olivia Arévalo Lomas (Olivia Arévalo Lomas, Shipibo-Konibo teacher, Peru) and Mark Silva Lacayo (youth Yatama, Nicaragua) ). The results can contribute to promote interest in studying the leaderships of the native peoples and, at the same time, challenges the academic and political community regarding the different murders of indigenous leaders in various territories of South America. Also, it contributes to the visibility, recognition and dissemination of the intangible cultural heritage of the diversity present in our Indigenous America.El artículo plantea una reflexión acerca de la sabiduría ancestral indígena de mujeres y hombres sabios con profundo conocimiento del mundo natural que han sido asesinados recientemente en América Latina. Con el análisis teórico documental se busca comprender el intento de usurpación de la sabiduría ancestral del modo más violento que se pueda presentar en el mundo contemporáneo: el asesinato de los maestros espirituales indígenas en América Latina. El método es cualitativo con alcances descriptivos y corresponde a una revisión sistemática y sintética de los asesinatos de auténticos defensores del medio ambiente. Se estudiaron los asesinatos de Cristina Bautista (autoridad ancestral Neehwe’s, Colombia); Paulo Paulino (guardián del bosque del pueblo Guajajara, Brasil); Domingo Choc Ché (comunidad Q\u27eqchi\u27, Guatemala); Macarena Valdés (activista ambientalista mapuche); Olivia Arévalo Lomas (maestra shipibo-Konibo, Perú) y Mark Silva Lacayo (juventud Yatama, Nicaragua).Los resultados pueden contribuir a promover el interés por estudiar los liderazgos de los pueblos originarios y, a la vez, interpela a la comunidad académica y política respecto a los diferentes asesinatos de líderes y lideresas indígenas en diversos territorios de América del Sur. A la vez, contribuye a la visibilidad, reconocimiento y difusión del patrimonio cultural inmaterial de la diversidad presente en nuestra América Indígena
Incendiarismo y Pirocultura en el Bosque Tropical Seco de Costa Rica. La Historia del Fuego como Historia Aplicada
This article analyzes the evolution of forest fires in Costa Rica from Applied History perspective. The article argues that agrarian structure shaped fire regimes in Costa Rica during the 20th century. Using the tools of Fire History and Fire Ecology, the paper identifies the historical processes implicated in fire regime formation in Costa Rica. The study is based on a review of primary and secondary sources, as well as maps and statistical data.Este artículo analiza la evolución de los incendios forestales en Costa Rica desde la perspectiva de la Historia Aplicada. Su objetivo es relacionar el desarrollo de los incendios forestales con los cambios ocurridos en la estructura agraria del país en los últimos años. Para ello aprovecha el marco teórico de la Ecología del Fuego y de la Historia del Fuego para identificar los procesos sociales e históricos que afectan la conformación del régimen de incendios. El estudio se fundamenta en la revisión de fuentes primarias y secundarias, así como de mapas y estadísticas públicas