Portal de Periódicos da UNIVILLE (Universidade da Região de Joinville)
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Avaliação da qualidade do remanescente de material obturador apical, após preparo do espaço para pino, com diferentes técnicas de desobturação do conduto: um estudo ex vivo
Comparar os efeitos do uso do termocompactador aquecido eletricamente e das brocas Gates-Glidden, em dois tempos, imediato e mediato, na qualidade da adaptação do material obturador apical, após o preparo do espaço do pino. Material e métodos: Selecionaram[1]se 80 dentes unirradiculares com conduto único e circular. Após a instrumentação e obturação dos canais, as amostras foram divididas em quatro grupos (n=20): GGI (Gates-Glidden + desobturação imediata), TCI (termocompactador + desobturação imediata), GGM (Gates-Glidden + desobturação mediata) e TCM (termocompactador + desobturação mediata). Ao final de cada obturação, desobturação e condensação apical, os espécimes foram radiografados e analisados quanto ao deslocamento apical e à qualidade do material obturador remanescente. Resultados: Os testes de Kruskal-Wallis, de Wilcoxon e o teste U de Mann-Whitney serviram para analisar estatisticamente os resultados (P=0,05). Ao comparar o deslocamento e a qualidade da obturação após o preparo do espaço do pino, com os diferentes métodos e momentos e após a condensação apical, constatou-se que não houve diferença estatisticamente significativa (p>0,05). Conclusão: Conforme as evidências apresentadas, concluiu-se que as diferentes abordagens e períodos utilizados no preparo do espaço dos retentores intrarradiculares não têm impacto na qualidade da adaptação apical do material obturador remanescente
ESPÉCIES VEGETAIS PARA O ARTESANATO: UM ESTUDO PARA PRESERVAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA E DO CERRADO MINEIRO
Este trabalho apresenta um breve levantamento das espécies vegetais da mata atlântica e do cerrado mineiro, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Busca-se analisar a viabilidade dessas espécies nativas como matéria-prima para o artesanato, respeitando os biomas locais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em revisão de literatura. Foram realizados estudos e relatórios individuais das 46 espécies coletadas, por meio de bibliografias que abordam aspectos geográficos, morfológicos e usuais das espécies em questão. São apresentadas algumas espécies, que vão compor um catálogo, contendo o nome popular, nome científico, características e possíveis aplicações das espécies para o artesanato. Acredita-se este trabalho, sob as bases do design, poderá contribuir com a preservação da natureza e da cultura local, incentivando o desenvolvimento de produtos sustentáveis
No curso do rio, o percurso da cidade: reflexões sobre Balneário Camboriú (SC) por meio da análise da paisagem da foz do Rio Camboriú
Nas últimas décadas, a cidade de Balneário Camboriú (SC) tem passado por profundas modificações em seu espaço. Essas transformações marcaram, especialmente, um significativo local para a história do município: a foz do Rio Camboriú. Foi ali, nas margens desse rio, que ocorreu a ocupação inicial da cidade em meados do século XIX. Com o passar dos anos, diferentes edificações foram se instalando em suas margens, modificando as relações sociais ali estabelecidas. Pensando nisso, o presente artigo propõe uma leitura da paisagem da foz do Rio Camboriú como um palimpsesto para compreender aspectos relacionados à história da cidade, assim como as dinâmicas que têm se engendrado na cidade contemporânea. Ao analisar os elementos que compõem tal paisagem atualmente, foi possível identificar dois processos que ali ocorrem: por um lado, verifica-se a privatização de suas margens, sendo acessado e/ou visualizado sobretudo por meio de equipamentos turísticos, edifícios residenciais e marinas. Por outro lado, há um esforço, por parte do poder público municipal, em delimitar as margens do rio como local da tradição e da cultura popular, em torno da Igreja Santo Amaro, um dos únicos bens tombados da cidade. Assim, as diversas formas urbanas que ocupam suas margens atualmente possibilitam um debate sobre as práticas e usos do passado, como também especulações sobre as transformações que estão ocorrendo no espaço da cidade
Vila Belga: arquitetura e tipologias de uma vila ferroviária
A Vila Belga corresponde a um conjunto habitacional localizado no município de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que foi construída por uma empresa belga, detentora da concessão da construção da ferrovia que cruzava a cidade no final do século XIX. O objetivo deste estudo é analisar os aspectos arquitetônicos da Vila Belga e identificar as suas principais características, bem como as diferentes tipologias existentes e o que as diferencia. Com relação aos aspectos metodológicos, o estudo envolveu pesquisa em fontes bibliográficas e documentais, incluindo plantas baixas, mapas e fotografias. O conjunto de dados pesquisados permitiu não só a identificação das características da Vila Belga e de suas tipologias, como também a comparação com o que é abordado na literatura sobre o objeto de estudo e sobre vilas operárias. Constatou-se que alguns elementos variam entre as tipologias, enquanto outros fazem a diferenciação entre as edificações do conjunto, independentemente da tipologia, refletindo a preocupação com a diversidade das unidades
A (I)MOBILIDADE DAS MEMÓRIAS DAS CIDADES EM EDIFÍCIOS HISTÓRICOS
Este artigo busca, por meio do paradigma das mobilidades, promover uma investigação teórica interdisciplinar entre memória, patrimônio edificado e políticas públicas de patrimônio, considerando que os valores que exercem influência sobre o espaço urbano estão em constante movimento, sujeitos à circulação de pessoas, assim como a ideias, informação, técnicas, materiais e capital ao longo do tempo
Monumento Nacional ao Imigrante Brasileiro: história, turismo e conflitos em Caxias do Sul-RS, Brasil
O Monumento Nacional ao Imigrante Brasileiro, de autoria do escultor Antônio Caringi, foi inaugurado em 1954, em localização que lhe confere visibilidade urbana e turística na cidade de Caxias do Sul (RS), Brasil. Os processos que envolveram sua concepção e instalação, entretanto, ainda carecem de registros acadêmicos mais consistentes. O presente artigo objetiva compreender o contexto histórico, social e político que acompanhou a sua concepção, execução e instalação, assim como a sua incorporação como atrativo turístico na referida cidade. A metodologia é qualitativa descritiva com pesquisa documental em jornais da época, aqui resgatados como fontes primárias, e outros documentos acessados no Banco de Memória do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, localizado no mesmo município. Os resultados indicam que a instalação do monumento não foi pacífica, mas acompanhada por polêmicas e que, na atualidade, ele estaria subaproveitado tanto para o turismo como para outras práticas museológicas