Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
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    O individual e o coletivo em Taylor e Platão

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    In Charles Taylor's Multiculturalism: examining the Politics of Recognition, the idea of individual identity is presented, in political-cultural terms, as being partly dependent on collective identities. In this sense, the political solution for social harmonization and even for the cultural formation of particular identities is linked to collectivity. In Plato's Politics, although the final concern is also to harmonize the collective, the pólis, political art acts rather in the adjustment of the individual psyché. This is because the collective is a kind of mirroring of the individual. If on the one hand Plato is taxed as an idealist for the political solutions he presents to the collective question, on the other, he is not when he points out that (philosophical) discourse is capable of reorienting the individual towards political life.  Na obra Multiculturalismo: examinando a política do reconhecimento de Charles Taylor, a ideia de identidade individual é apresentada, em termos político-culturais, como fosse em parte dependente das identidades coletivas. Nesse sentido, a solução política para a harmonização social e até mesmo para a formação cultural das identidades particulares está ligada à coletividade. No Político de Platão, embora a preocupação final também seja de harmonizar o coletivo, a pólis, a arte política atua antes no ajuste da psyché individual. Isto porque o coletivo é uma espécie de espelhamento do indivíduo. Se por um lado Platão é taxado de idealista para as soluções políticas que apresenta para a questão coletiva, por outro, não o é quando aponta que o discurso (filosófico) é capaz de reorientar o indivíduo para a vida política.

    As heterotopias

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    In the post-colony, ungovernability depends on those who appear where they should not appear, those who speak without authorization to speak. Strictly speaking, it depends on the existence of heterotopias. The question of spectrality is, as a philosophical question, that of our relationship with these spaces where the dead can be in alliance with the living. But the specters are not entirely here, even if they move us, even if we make our bodies available so they can speak in justice. There is a rupture with the gratuitous accumulation of memory, with the desire to “know since then the past does not repeat itself”. Instead, talking to the specters, as a way to vitalize a anonymous and continuous struggle, for the terreirização of our bodies through the ritualization of these spaces. From that same stock of gunpowder comes the dose of exceeded freedom that commanded our ancestors' struggle against slavery.Na pós-colônia, a ingovernabilidade depende daqueles que aparecem onde não deviam aparecer, e falam sem autorização para falar. Depende, a rigor, da existência de heterotopias. A questão da espectralidade é, enquanto questão filosófica, a de nossa relação com esses espaços onde os mortos podem estar em aliança com os vivos. Mas os espectros não estão inteiramente aqui, ainda que nos movam, ainda que coloquemos nosso corpo à disposição para que eles possam falar em justiça. Há uma ruptura com o acúmulo da “memória pela memória”, com o desejo de “saber para que o passado não se repita”. No lugar disso, falar aos espectros, como forma de vitalizar uma luta, anônima e continuada, pela terreirização de nossos corpos através da ritualização desses espaços. Desse mesmo estoque de pólvora decorre a dose de liberdade excedida que comandou a luta dos nossos ancestrais contra a escravidão

    A pandemia e o sentido da vida

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    Nos últimos dias, o mundo foi atravessado pelo novo coronavírus – a COVID-19–, uma família de vírus responsável por desencadear desde resfriados comuns asíndromes respiratórias graves. Ninguém imaginava, mas uma pandemia estaria prestesa se instaurar e, desde então, a luta pela sobrevivência tem sido o foco. Com a pandemiachegou também o cerceamento das liberdades individuais, o excesso de informações, anecessidade de ressignificar a realidade e de encontrar novas estratégias de proteção.Uma pausa no corrido mundo pós-moderno fez com que o externo desse lugar aointerno, como resultado do isolamento social, medida adotada na tentativa de conter oavanço da doença.Talvez, o isolamento social não faça muito sentido para algumas pessoas. Abrirmão de tanta coisa a fim de quê? Porém, uma das coisas que a pandemia deixou clarocomo água é que o coletivo e o senso de responsabilidade nunca foram tãoimprescindíveis para alcançar um bem maior. Pensando nisso, a redução do ritmocotidiano é repleta de sentido, uma vez que o motivo pelo qual tomamos essa atitude é apreservação da vida. Lembranças e desejos definem perfeitamente o cenário atual.Vontades compartilhadas pelas pessoas nas redes sociais – porque foi o que nos restou –reflete o quanto a angústia compartilhada aproxima as pessoas, como diz o famosoescritor C. S. Lewis

    Alimentação, ansiedade e COVID-19

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    Quando falamos em alimentação estamos nos referindo a um conjunto defatores, que não se limita apenas à ingestão de nutrientes, mas também aos alimentosque são fontes e fornecem tais nutrientes, bem como, a forma que esses alimentos sãocombinados e preparados, as particularidades do modo de preparo e ato de comer e àsdimensões culturais e sociais das práticas alimentares (BRASIL, 2014).O mundo ao nosso redor influencia a todo momento o nosso modo de vida e nãoseria diferente com o comportamento alimentar, que sofre diversas interferências adepender do contexto, sendo influenciado, até mesmo, pelas emoções, as quais afetamdiretamente o padrão da alimentação no que se refere às escolhas, quantidadesconsumidas e frequência, não estando limitada apenas às necessidades fisiológicas(LOURENÇO, 2016).Alguns estudiosos acreditam que a ansiedade é o mal do século. Trata-se de umacondição emocional, que é direcionada sempre a uma apreensão relativa ao futuro,angústia e medo são emoções comuns ligadas a mesma, acompanhadas de certa tensãofísica. A ansiedade é um fenômeno inerente ao ser humano, acontece em diversosmomentos da nossa vida e está associada também a alterações na ordem biopsicossocialdos sujeitos. No entanto, ela se torna patológica quando não existe nenhum motivoespecífico que a desencadeie. Seja normal ou patológica, tem influência na vida daspessoas, limitando suas atividades (SOUZA et al, 2017)

    Segurança do paciente e a pandemia da COVID-19: uma reflexão de enfermagem

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    O tema segurança do paciente está inserido em um contexto transversal, que deve ser abordado e praticado pelos profissionais de saúde, em sua vasta rede de atuação. Com a chegada da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, então chamado de Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2)  o qual provoca a doença COVID-19 (Corona Virus Disease), questionamentos sobre as medidas de contingenciamento e o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) emergiram e inquietaram docentes e discentes de graduação e da Residência de Enfermagem com ênfase em Cardiologia nos diferentes cenários de atuação. A pandemia causada pelo novo coronavírus se tornou um grave e emergencial problema de saúde pública no mundo (LIPSITCH; SWERDLOW; FINELLI, 2020; ROTHAN; BYRAREDDY, 2020). Os impactos à saúde e demais dimensões da vida das pessoas ainda são subestimados; porém, as consequências já são devastadoras e preocupantes no curso do tempo

    Impactos do Racismo Institucional na saúde dos adolescentes negros assistidos em unidades de saúde da família de Salvador e Região metropolitana: relato de experiência

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    O presente estudo teve como objetivo relatar a experiência de uma Cirurgiã-Dentista residente do Programa Multiprofissional em Saúde da Família, dialogando sobre a influência do racismo institucional na saúde de adolescentes negros em Unidades de Saúde da Família (USF’s) da cidade de Salvador e Região Metropolitana de Salvador no período de 2020 a 2022. A experiência possibilitou a residente vivenciar o cotidiano de uma Unidade de Saúde da Família, em um contexto de vulnerabilidade e violação de direitos de adolescentes das periferias de dois territórios, promovendo espaços de escuta e acolhimento desses indivíduos

    Os dois lados do limite da crítica: por que o númeno faz parte da analítica?

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    Starting from our attention to the systematic divisions of the KrV, we address the chapter III of Analytic of principles and its theses on the transgression of reason and the negative expansion. Our proposal is to show the specificity of the concept of noumenon in relation to the other categories of understanding without neglecting its place within Transcendental Analytic. The peculiarity of this concept expresses in a privileged way the relation of critique to the limits of knowledge, since noumenon is a representation that is excluded from the possibility of intuition, but is included in the analysis of knowledge. We therefore intend to shed light on the arguments that, on the one hand, limit knowledge and, on the other hand, allow thought a way to go beyond experience. Thus, in the analysis activity that detaches itself from specific interests in favour of an impartial investigation, the critic’s position can embrace the inside and the outside of the delimitation of knowledge.A partir da preocupação sistemática com as divisões da CRP, abordamos o terceiro capítulo da Analítica dos Princípios, incluindo também suas teses sobre a transgressão da razão e sobre o “alargamento negativo”. Nossa proposta é mostrar a especificidade do conceito de númeno frente às outras categorias do entendimento, sem perder de vista sua pertinência dentro da Analítica Transcendental. A peculiaridade desse conceito expressa de maneira privilegiada a relação da crítica com os limites do conhecimento, uma vez que númeno é uma representação posta fora da possibilidade da intuição, mas que é exposta por análise do conhecimento – e não por inferência, como seria o caso das ideias da razão. Propomos, portanto, lançar luz sobre os argumentos que, por um lado, limitam o conhecimento e, por outro, permitem ao pensamento uma via para prosseguir além da experiência. Desse modo, a posição do crítico, que na atividade de análise se desprende de interesses específicos em prol de uma investigação imparcial, consegue abarcar o dentro e o fora da delimitação conhecimento

    Notas sobre o conceito de prazer em Epicuro

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    This article aims to examine the notion of pleasure (hedoné) as a telos of the happy life (makários zén) in Epicurus. Understood as the first good (agathòn prôton) and inherent to the human being, pleasure is presented as the beginning and the ultimate end (archê kai télos) of a happy life. Indeed, it should be noted that it is not the pleasures of the common people (which consist in the immoderate enjoyment of the senses) that Epicurus considers as the telos of a happy life, but the pleasure that is the absence of suffering in body and soul, which is named by Epicurus of katastematic pleasure (hedoné katastematiké) or static/at rest pleasure. In this sense, two concerns guide the present work: i) that of presenting pleasure as a telos of a happy life; ii) to expose the strict meaning that the concept of pleasure assumes in Epicurean philosophy (especially in ethics), paying attention to the distinction between pleasure in movement and pleasure at rest. The present study is based mainly on passages from the epistle to Meneceus, in some Main Maxims and Vatican Sentences, texts in which Epicurus exposes the foundations of his hedonism, as well as in the testimonies of later disciples, such as Tito Lucrécio Caro, Diogenes Laertius and Diogenes de Enoanda.O presente artigo tem por objetivo examinar a noção de prazer (hedoné) enquanto télos da vida feliz (makários zén) em Epicuro. Compreendido como bem primeiro (agathòn prôton) e inerente ao ser humano, o prazer é apresentado como o princípio e o fim último (archê kai télos) da vida feliz. Com efeito, convém destacar que não são os prazeres do vulgo (os quais consistem no gozo imoderado dos sentidos) que Epicuro considera como télos da vida feliz, mas o prazer que é ausência de sofrimentos no corpo e na alma, o qual é nomeado por Epicuro de prazer catastemático (hedoné katastematiké) ou prazer estático/em repouso. São, neste sentido, duas as preocupações que orientam o presente trabalho: i) a de apresentar o prazer como télos da vida feliz; ii) a de expor o sentido estrito que o conceito de prazer assume na filosofia (especialmente na ética) epicurista, atentando-se para a distinção entre prazer em movimento e prazer em repouso. O presente estudo está pautado sobretudo em passagens da epístola a Meneceu, em algumas Máximas Principais e Sentenças Vaticanas, textos em que Epicuro expõe os fundamentos do seu hedonismo, bem como nos testemunhos de discípulos tardios, como Tito Lucrécio Caro, Diógenes Laércio e Diógenes de Enoanda

    Pressupostos e balanço crítico da análise de Habermas sobre a subjetividade e da tese da individuação pela socialização

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    This paper aims to raise some arguments used by Habermas in his Postmetaphysical Thinking so that we can from this make a critical assessment of the role he claims to the problem of subjectivity in the light of his thesis of individuation by socialization. First, we will present the theoretical and historical assumptions on which the Habermasian project is based, for example, Habermas' use of Mead's social theory, and then compare it to the tradition to which it was opposed. We will then try to clarify certain trends of the time, reinforced mainly by Habermas' theory, such as the notion of reducing subjectivity to socialization, comparing them with the main elements of the metaphysical theories of subjectivity that had dominated the discourse of modernity. As we will see, the midpoint that bifurcates both perspectives will be the attitude with which each one behaves in the face of problems arising from the reflexive circle of subjectivity, thematizing the possibility of a non-propositional knowledge.Este trabalho tem por objetivo levantar alguns argumentos utilizados por Habermas em seu Pensamento pós-metafísico a fim de que possamos a partir disso fazer um balanço crítico do papel que ele alega ao problema da subjetividade à luz de sua tese da individuação pela socialização. Primeiramente apresentaremos os pressupostos teóricos e históricos aos quais o projeto habermasiano está assentado, por exemplo, a utilização de Habermas da teoria social de Mead, para então compará-lo à tradição a qual ele se contrapunha. Tentaremos então esclarecer certas tendências da época, reforçadas sobretudo pela teoria de Habermas, tal qual a noção da redução da subjetividade à socialização, comparando-as com os elementos principais das teorias metafísicas da subjetividade que haviam dominado o discurso da modernidade. Como veremos, o ponto médio que bifurca ambas as perspectivas será a atitude com que cada um se comporta diante dos problemas decorrentes do círculo reflexivo da subjetividade, tematizando a possibilidade de um conhecimento não proposicional

    Ludwig Feuerbach: por quê seu ateísmo é ponderável?

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    The article searches to retract the theme of the inversion of theology in (on the )anthropology in(of) Ludwig Feuerbach, achieving the context of the philosophical tradition to create another vision in what sense it is correct to comprehend what the 19th century  philosopher is not an atheist and also does not reduce to serving as a little point between two great authors: Hegel and Marx. Focusing(Proposing) on the an important question on the history of the philosophy, in those who looked deeply to the man, that claims a lot to find spur (encouragement),sense or peace, if in font of emptiness, of pain, produced by uncertainty, scarcity, anguish, impotency and suffering, can be realized all of this density that brought on the Feuerbach's philosophical work, which will be so much understood by inserting it in the context of discussions , tied on the field of our presenting world, because the problem that it is concerned there is  the central themes of  the philosophy leading to meditations on God, religion , theology, and everything that will be  related to it in theoretical and practical life. Reviewing the structure and functioning of religion and the religious events as such, to the beyond that can be judge an atheist by the way.O artigo busca retratar o tema da inversão da teologia em antropologia em Feuerbach alcançando o contexto da tradição filosófica para redimensionar em que sentido é correto entender que o filósofo do século XIX não é ateu e também não se reduz a servir de mero ponto de passagem entre dois grandes autores: Hegel e Marx. Focalizando a questão candente da história da filosofia, naqueles que olharam mais fundo para  o homem, que muito clama por encontrar alento, sentido, paz, diante do vazio, da dor, produzida pela incerteza, a finitude, angústias, impotência e sofrimentos, percebe-se estar revestida desta densidade o trabalho filosófico de Feuerbach que será bem compreendido ao inseri-lo no contexto de discussões presas ao campo de nosso mundo atual, pois o problema com o qual se ocupa diz respeito aos temas centrais da filosofia desembocando nas meditações sobre Deus, religião, teologia, e tudo o que com isso se relacione na vida teórica e prática, revendo a estrutura e funcionamento da religião e dos eventos religiosos como tal, para além de poder ser julgado um mero ateu

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