Universidade Vale do Rio Verde: Sistema de Editoração de Periódicos - UninCor
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    TEATRALIZAÇÃO DO CASAMENTO EM JOIAS DE FAMÍLIA, DE ZULMIRA RIBEIRO TAVARES

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    A novela Joias de Família, publicada em 1990, de Zulmira Ribeiro Tavares, retrata a vida de Maria Bráulia Munhoz, viúva, sem filhos, que, apesar de toda a sua decadência moral, não perde a presunção dos valores burgueses profundamente internalizados e aprendidos na vida em família. É através de suas memórias que adentramos na história, por intermédio de objetos simbólicos, como o rubi sangue-de-pombo, cisne de Murano e de rituais ostentados pela família, nos quais se observa a tentativa de prosseguimento de uma tradição que garanta sua continuidade. O rubi sanguede-pombo (uma joia de família) compõe o centro da narrativa, presente que a protagonista recebe de noivado do juiz Munhoz com o qual se casou. O rubi, como viemos a saber mais tarde, é falso, como toda a história construída em torno da joia e do próprio casamento do casal. Dessa forma, a história da novela se constrói por meio de desvendamento da aparência, que coloca lado a lado verdade e mentira, quando esta passa a ser ensaiada como real para Maria Bráulia, que internaliza, aos longos dos anos, ao lado do marido e no casamento. Assim como será desmascarada a história do rubi, há, também, um desvendamento das máscaras, a partir da teatralização das personagens nas relações familiares e da encenação do casamento burguês decadente, conforme analisamos neste artigo

    MULHERES NO BRASIL COLONIAL: METAFICÇÃO, VIOLÊNCIA E SUBALTERNIDADE EM DESMUNDO, DE ANA MIRANDA

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    A obra Desmundo (1996), de Ana Miranda, é marcada por sofrimento, violência e relações de poder que envolvem a igreja. Além disso, a autora mostra um cenário que remonta a história da colonização do Brasil sob o olhar das mulheres. É assim que conhecemos Oribela, personagem principal, e outras tantas personagens femininas da história, que exemplificam o quanto a vida das mulheres está sujeita ao outro e nunca a elas mesmas. O discurso ficcional presente nesta obra permite a desestabilização do discurso da história e o faz por meio de questionamentos e reflexões. A metaficção historiográfica, portanto, é o material teórico no qual podemos nos apoiar para a compreensão dessas questões promovidas pelo discurso ficcional. Por isso, propomos investigar como ocorre a reinterpretação do passado através da paródia, dos intertextos, discursos históricos e vozes femininas subalternas presentes em Desmundo (1996). Para a tessitura deste trabalho, utilizamos como fonte teóricas as perspectivas de Linda Hutcheon (1991), Mary Del Priori (1994), Julia Knapp Baseggio (2015) e Gayatri Spivak (2010)

    A INVENÇÃO DA MEMÓRIA OU A ESCRITA DO VIVIDO EM LYGIA FAGUNDES TELLES

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    Este artigo busca discutir as relações entre memória e criação em Lygia Fagundes Telles, tendo como corpus seu mais recente livro de contos inéditos Invenção e memória, publicado em 2000, percebendo que, por meio do resgate de fatos biográficos ou históricos, a autora reconstrói o passado fazendo uso da ficção, ao mesmo tempo em que retoma a temática do desencontro, bastante presente em sua obra. O artigo também visa a problematizar a relação estreita entre ficção e resgate de experiências da autora, já que ao usar passagens de sua vida pessoal, bem como sua visão sobre momentos da história brasileira, a autora utiliza-se de recurso peculiar à sua obra: o fantástico

    MEMÓRIA E POESIA: UMA LEITURA DO POEMA “INFÂNCIA”, DE MANUEL BANDEIRA

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    Pretendemos apresentar, neste artigo, uma investigação de como se dá, na poética de Manuel Bandeira, a presença da infância e como o poeta se utiliza do mundo infantil para construir seus poemas. Para isso, elencamos o poema “Infância”, publicado no livro Belo Belo, de 1948. Tal construção se dá de duas formas que se complementam: em um primeiro momento, aponta para uma visão da infância que se relaciona a um mundo bom e sem problemas, entendendo a infância como uma espécie de paraíso perdido, reconquistado pela poesia; em outro momento, a infância é representada pela valorização da criança carente, transfigurada no menino carvoeiro ou simplesmente na criança pertencente à classe pobre, relacionando infância ao mundo da cultura popular brasileira entre outros possíveis desmembramentos. O que vemos, na obra de Bandeira, é o cruzamento destas duas perspectivas no sentido de que a infância passa a ser mais que um tema, mas um elemento estruturante de sua construção poética

    PREDIÇÃO PARÂMETROS DE QUALIDADE DO BIODIESEL DE DIFERENTES OLEAGINOSAS

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    O biodiesel é uma mistura de ésteres monoalquílicos de ácidos graxos de cadeia longa derivado a partir de biomassa tais como óleos vegetais e gordura animal. A caracterização do biodiesel depende composição da matéria prima de origem. A densidade, a viscosidade, o número de cetona e o calor de combustão são parâmetros que avaliam a qualidade do biodiesel como combustível. O objetivo do presente artigo consiste em predizer a densidade, a viscosidade, o calor de combustão e o índice de cetona do biodiesel de diferentes oleaginosas através das equações empíricas. O biodiesel de óleo de semente de maracujá é mais denso comparada aos demais biodieseis deve ao fato desse biodiesel ser constituído de ésteres de ácidos graxos insaturados enquanto o biodiesel de gordura suína é o mais viscoso comparado com os demais biodieseis em estudos, devido a gordura suína ser composta basicamente por ácidos graxos de cadeia longa. O biodiesel de gordura suína apresentou maior calor de combustão, isso se deve ao número de carbono presente na molécula desse biodiesel. O biodiesel de óleo de palma apresentou maior índice de cetona, se deve a saturação e ao comprimento da cadeia carbônica de ácidos graxos. O número de cetano, a viscosidade e o calor de combustão aumentam devido ao aumento da massa molar e diminuem à medida que o número de ligações duplas aumenta, enquanto a densidade aumenta com a diminuição da massa molecular e com o aumento do grau de insaturação.

    A AVALIAÇÃO ESCOLAR NA VISÃO DO SUPERVISOR PEDAGÓGICO

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    O presente artigo vem elucidar os momentos de diagnóstico e de novas aprendizagens que a avaliação escolar deixa transparecer em uma instituição de ensino. O papel do supervisor pedagógico é crucial para que a avaliação seja realmente significativa, tanto para o professor quanto para o aluno. Este novo supervisor precisa ter sensibilidade em mediar condições satisfatórias para que o ensino-aprendizagem realmente aconteça, sem exageros, sem pressões e punições

    APRESENTAÇÃO

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    A Revista Recorte, do Departamento de Letras da Universidade Vale do Rio Verde, dedica seu volume 16, número 1, edição correspondente aos meses de janeiro a junho, aos Estudos da Memória, reunindo artigos de pesquisadores que refletiram, por meio de escopos teóricos e críticos pertinentes à área de Letras (Estudos Literários e Linguísticos), sobre o tema da memória, considerando as duas proposições seguintes: 1. Representação da memória em produções culturais e midiáticas brasileiras; 2. Relações entre memória, sociedade e história brasileiras. Além disso, os articulistas também se debruçaram sobre objetos culturais ou midiáticos específicos, propondo análises de corpus.O dossiê, composto por doze artigos, é aberto com três artigos dedicados ao documentário brasileiro, dois deles tratando especificadamente da obra de Eduardo Coutinho. No artigo Memória cultural e recordação – narratividade e espera no documentário Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho, Mônica Gama e Erik Kluck refletem sobre o tema da memória no documentário citado, concluído em 1984, observando a trajetória conturbada de realização do filme e o estabelecimento de “uma rede entre memória, cultura e história brasileira”. Já Cilene Margarete Pereira, no texto O cinema documental (político) de Eduardo Coutinho: narrativa, personagens e memória, examina a trajetória do documentarista e sua proposta de alteridade, destacando aspectos composicionais como a construção e a memória das personagens em filmes como Cabra marcado para morrer, de 1984, e Peões, de 2004. Ana Cláudia Paschoal, no artigo Memória coletiva e apagamentos da memória no documentário Ninguém sabe o duro que dei, examina os fenômenos da memória coletiva e do esquecimento no documentário que aborda a trajetória de Wilson Simonal, de 2009.Refletindo sobre a representação cultural em nossa música popular, o artigo Modernidade tardia brasileira e a invenção da memória no rap de Emicida, de Alexandre Carvalho Pitta, analisa “as articulações entre a obra musical de Emicida e os modos sugeridos pelo artista para promover reinvenções da memória e a identidade nacional brasileira” a partir da análise da canção “Obrigado, Darcy! (O Brasil que vai além)”, de 2014.Articulados à análise da memória de espaços de pertencimento, estão os dois artigos seguintes. Em Relações entre memória, sociedade e história brasileiras no Almanaque Gentes e Lugares: leitura, cultura e linguagem, Valéria Cristina Ribeiro Pereira e Moema Rodrigues Brandão Mendes apresentam “reflexões ligadas ao trabalho de fomento à formação do leitor, cujas experiências geraram um projeto, desenvolvido, em duas versões, nos anos de 2009 e 2010, em duas escolas da Rede Municipal de Ensino de Juiz de Fora- MG”, tendo como objeto de análise as edições do almanaque citado. O artigo Memórias do lugar: a construção enunciativa da identidade e do pertencimento, de Ilderlândio Assis de Andrade Nascimento e Antonio Flávio Ferreira de Oliveira, examina enunciados retirados de postagens do Facebook, “que instituem lugares de memórias na construção do pertencimento e da identidade do sujeito” de Marcelino Vieira, pequena cidade do interior do estado do Rio Grande do Norte.Dedicado ao estudo da memória em produções teatrais, está o artigo de Cláudia de Godoy Braz, Memórias contra o medo: articulações entre memória, história e teatro em tempos de exílio e repressão, que apresenta uma análise das relações entre história, memória, teatro e sociedade a partir de duas obras do dramaturgo brasileiro Augusto Boal, Murro em ponta de faca (1978) e Hamlet e o filho do padeiro: memórias imaginadas (2000).Dedicado à articulação entre memória e poesia brasileira, Memória e poesia: uma leitura do poema “Infância, de Manuel Bandeira, de Luciano Marcos Dias Cavalcanti, investiga como se dá, na poética do autor, a presença da infância, destacando o poema “Infância”, do livro Belo, Belo, obra que se apresenta no liminar da década de 1950.Os quatro últimos artigos desse dossiê apontam discussões sobre a representação da memória em narrativas ficcionais brasileiras. No texto Espectros da tradição na ficção brasileira: escravidão, violência e autoritarismo e seus fantasmas consistentes nas obras A Menina Morta, de Cornélio Penna, Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, de autoria de Felicio Laurindo Dias, temos a análise comparativa de “vestígios da escravidão, do patriarcalismo e das formas de autoritarismos” presentes nos romances citados, de 1954 e 1982, respectivamente. Terezinha Richartz, no texto As três Isauras: memórias da violência patriarcal em A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes, observa, no romance citado, publicado em 1987, porque a memória da violência patriarcal é tão presente na vida das protagonistas, nomeadas todas como Isaura. No artigo Sociedade, memória e literatura contemporânea: visitando as ruínas de Galiléia, Manuella Mirna Enéas de Nazaré examina o romance de Ronaldo Correia de Brito, de 2008, a partir das “dinâmicas de identidades e memórias”. Já o texto de José Carlos Dussarrat Riter, A invenção da memória ou a escrita do vivido em Lygia Fagundes Telles, discute as relações entre memória e criação ficcional na obra da escritora, tendo como corpus o livro de contos Invenção e memória, publicado em 2000.Agradecemos a todos os articulistas que compuseram este volume, dedicado à representação da memória em produções culturais e midiáticas brasileiras, e esperamos que as discussões aqui elencadas possam contribuir para o debate na área de Letras. Cilene Margarete Pereira Kátia Aparecida da Silva Oliveira Luciano Marcos Dias Cavalcanti Thayse Figueira Guimarães Comissão organizador

    ANÁLISE DO PROCESSO DE MANUTENÇÃO EM UMA METALÚRGICA

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    A elevada competitividade exige aumento de produtividade das empresas tornando fundamental a implantação do gerenciamento estratégico da manutenção. Assim sendo, há necessidade de inserção de novas técnicas e enfoques na organização da manutenção. A proposta deste trabalho consiste em analisar o processo de manutenção executado em uma indústria metalúrgica e verificar se a estratégia utilizada é a mais indicada para o caso específico do moinho de bolas. Foram analisados os planos de manutenção dos equipamentos e os dados relativos aos tempos entre falhas do moinho de bolas. A empresa necessita melhorar a sua estrutura e implantar estratégias eficientes de manutenção de seus equipamentos

    CRISE PETROLÍFERA E O DESCASO FERROVIÁRIO: DA DEPENDÊNCIA AO COLAPSO

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    O presente artigo trata da problemática da crise petrolífera e da omissão brasileira no que diz respeito as malhas ferroviárias do país como uma alternativa para a agilizar e baratear os custos de transporte. Utilizou-se de metodologia bibliográfica e exploratória, objetivando explanar a Greve dos Caminhoneiros e suas consequências tanto dentro da sociedade quanto no ordenamento jurídico que a rege, no qual se analisou leis concernentes como a Lei de Greve, CLT e Lei Antitruste. Dessa forma, foi possível abordar as malhas ferroviárias como uma opção para diminuir as importações de derivados do petróleo e assim diminuir os custos com o qual o governo arca, dando ênfase ao descaso com o qual essa opção bastante beneficente é tratada e destacando os diversos benefícios do investimento em ferrovias. Vale ressaltar que a referida pesquisa pautou-se nos mais variados pesquisadores, revistas e demais meios necessário

    BIOSSEGURANÇA EM RELAÇÃO A ADESÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

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    Milhões de trabalhadores a nível global morrem e/ou adoecem anualmente devido a enfermidades relacionadas ao trabalho, entretanto muitas dessas ocorrências poderiam ser evitadas, se houvesse a adequação dos profissionais as normas regulamentadoras NRs, uso dos equipamentos de proteção individual (EPI). Contudo, pretende como objetivo esta, identificar os fatores de resistência na utilização dos (EPI) na enfermagem e suas NRs. Metodologicamente optou-se a revisão bibliográficas de caráter exploratório, com abordagem qualitativa, realizou-se a busca de estudos em periódicos nacionais publicados entre os anos 2004 e 2017, dessa forma, na última fase de seleção, realizada a leitura integral de todos os artigos, e amostra final constituída por dezesseis artigos completos. A vulnerabilidade da equipe de enfermagem nos conduz a refletir que a exposição ao risco biológico pode ser explicada, por formar um contingente mais numeroso da força de trabalho em saúde. O uso de EPI’s aderido a todos os colaboradores da saúde envolvida na assistência direta a pacientes em instituições de saúde, independente da patologia, inicialmente suspeita ou diagnosticada, é um ato de própria proteção quanto a agentes infecciosos e biológicos. Em suma fatores de não adesão identificados foram: Habita; Costume; Confiança; Falta de informação; Percepção; Interesse Indisponibilidade e inadequação, Pressa Falta de EPI no tamanho adequado; Incomodo para determinados procedimentos; entre outros. Para isto, vê-se como fundamental o enfermeiro com liderança em sua equipe para conscientizá-los da importância do seu uso de todos os EPI durante a atividade de trabalho, evitando que riscos sejam negligenciados por motivos diversos

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