Portal de Periódicos da UCS (Univ. de Caxias do Sul)
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    O que pensamos sobre o que é ensinado sobre nós

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    Esse texto é parte de uma pesquisa de mestrado mais ampla, que tem por indagação central identificar como avançar na direção de um ensino/ aprendizagem mais significativo sobre as sociedades indígenas na escola. Os resultados de pesquisas sobre como os povos indígenas são abordados no livro didático, foram sistematizados e apresentados a sete pessoas que compõem as sociedades indígenas Kaingang, Guarani e Xetá que, por meio de entrevistas, socializaram suas interpretações sobre os mesmos. Neste texto, apresenta-se o conceito de tradução (SANTOS, 2002), o conteúdo das pesquisas e as análises efetuadas pelos indígenas

    Apresentação - MÉTIS: história & cultura – v. 17, n. 34, jul./dez. 2018

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    Cooperação, promessa e obrigação na teoria do contrato de Thomas Hobbes // DOI: 10.18226/21784612.v23.dossie.11

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    Ao apresentar a estratégia dos agentes racionais na situação do estado de natureza em Hobbes como de não coordenação, tem-se como resultado uma situação em que a melhor escolha individual alcança o pior resultado em termos coletivos. Hampton pretende mostrar que a melhor estratégia para resolver essa aporia consiste em eliminar, na argumentação de Hobbes, o uso de conceitos jurídicos, como o de obrigação ou contrato. Desse modo, é possível resgatar a coerência argumentativa hobbesiana a partir simplesmente da ideia de um acordo autointeressado, isto é, a partir da situação em que os benefícios da barganha mostram-se suficientes para as partes realizarem um acordo. O presente texto procura mostrar a incoerência de tal argumentação. Eliminar a noção de obrigação que sustenta as promessas presentes nos pactos inviabiliza, em Hobbes, qualquer possibilidade de equilíbrio e convergência das ações humanas.Palavras-chave: Escolha Racional. Promessa. Obrigação. Teoria do Contrato

    Pesquisas sobre leitura e escrita nos Programas de Pós-Graduação em Educação do Sul do Brasil // DOI: 10.18226/21784612.v23.n1.2

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     As pesquisas sobre leitura e escrita é o foco deste artigo que visa  mapear e apresentar as teses e dissertações dos programas de pós-graduação em Educação de Santa Catarina e Paraná que investigaram leitura e escrita; analisar o contexto geral das pesquisas, destacando o foco investigativo; refletir sobre os fazeres realizados e as ausências sentidas. A ancoragem teórica aproxima os estudos dos letramentos compreendendo-os como um conjunto de práticas que se fazem com a linguagem sob a ótica enunciativa com destaque para o campo discursivo. É uma pesquisa caracterizada como “estado do conhecimento” a qual mapeou sessenta e cinco produções escritas entre 2009 e 2013. A análise quantificou as produções em cada Programa, delimitou os temas investigados e os focos abordados em leitura e escrita em cada estado. Os resultados revelam que, devido à pluralidade da área da linguagem, esta abarca pesquisas que articulam conhecimentos da educação e da linguística como método fônico, avaliação em leitura, variação linguística, mas o tema que mais dialogou com a leitura e a escrita foi o da formação docente. A leitura e análise dos resumos indica que as pesquisas se concentram nos Programas da UEL, FURB, UFPR, UEM, UNOESC, UNIVALI, sendo que, em média, 14 pesquisas foram produzidas por ano com pequena queda em 2013, no qual ocorreram nove, isso revela o interesse e a necessidade de discussão da leitura e da escrita na educação. Outro ponto detectado, por se tratar de um estado do conhecimento, foi a informatividade e qualidade dos resumos os quais, na sua maioria, apresentam as seguintes lacunas: ausência de palavra-chave ou falta de coerência entre elas e o resumo; falta de informação sobre a base teórica o que impossibilita depreender a concepção de leitura e escrita.Palavras-chave: Pesquisa. Leitura. Escrita. Pós-Graduação. Educação

    Reimaginação das cidades de Calvino por meio de fragmentos tradutórios // DOI: 10.18226/21784612.v23.n1.4

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    Este ensaio tem como objetivo afirmar a leitura e a escrita enquanto processo ativo tradutório, por meio da reimaginação do Texto de Partida As cidades invisíveis, redigido em 1972 pelo autor italiano Ítalo Calvino. O ensaio é tecido mediante a noção de fragmentos, tal como entendido por Tavares (2013), em que a escrita se constitui como uma experimentação do pensamento. Toma como ponto de partida as pistas deixadas pelo viajante Marco Polo, na obra de Calvino, a qual foi lida e reinventada pelos acadêmicos do Curso de Pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior localizada no interior do Rio Grande do Sul. Um Roteiro de Procedimentos Escrileitores – escritura e leitura – das Cidades de Calvino foi disponibilizado aos estudantes, tendo como proposição mostrar nove regras, cujo objetivo consistiu em servir à operação tradutório-inventiva. A partir delas, os estudantes arriscaram uma leitura ativa e uma escritura viva, ou seja, uma escritura tradutória, que não visa à recuperação literal do texto, mas privilegia uma escrileitura inventiva e traduções-reinvenções. Como aporte teórico, o texto aproxima-se do pensamento da diferença, de Roland Barthes, de Gilles Deleuze, além das teorizações da tradução literária propostas por Haroldo de Campos. Trata-se de experimentar a prática da leitura e o ensaio da escrita gerando novas interpretações ao Texto de Partida. Nesse sentido, ler-e-escrever configuram-se como uma prática aberta, jamais definitiva e tampouco estática. Em síntese, o texto propõe defender que os Textos de Partida são sempre fisgados pelos processos tradutórios e, por isso, novamente reinventados via leitura e escrita em Textos de Chegada. Palavras-chave: Tradução. Recriação. Pedagogia. Educação

    La escuela como cultura y sus prácticas educativas: entrevista con Augustín Escolano Benito

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    Realismo fantástico: pseudociência e história social

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    O presente artigo busca fazer uma análise histórica dos antecedentes e do sucesso, a partir da década de 1970, de um gênero literário que ficou conhecido como realismo fantástico. Tais obras apresentam um passado alternativo da humanidade, baseado naquilo que chamamos de teorias dos “antepassados superiores” e dos “antigos astronautas”, e concluímos que sua popularidade e persistência se deu, a partir de circunstâncias sociais específicas do período do pós-guerras

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    Relatos de aborto medicamentoso na internet: ilegalidade restringindo os direitos das mulheres

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    Este artigo tem a intenção de realçar as experiências de aborto medicamentoso (com misoprostol) em contexto de ilegalidade. Desenvolve análises qualitativas feministas de relatos de mulheres publicados na internet, particularmente em blogues. Ele objetiva compreender o contato com o mercado ilícito de drogas abortivas e as consequências da ilegalidade do aborto. Os resultados mostram que, apesar do uso do medicamento tornar possível a prática do aborto, a ilegalidade e a falta de suporte afetivo e médico reforçam a experiência de sofrimento. Conclui-se que os blogues são recursos importantes para compartilhar e atenuar as consequências negativas do aborto ilegal. Eles são espaços em potencial para expressar sororidade e desmantelar mitos que tolhem a autonomia das mulheres

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