Portal de Periódicos da UCS (Univ. de Caxias do Sul)
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Representação do hibridismo cultural em O Selvagem da Ópera
O objetivo deste trabalho é analisar o romance O Selvagem da Ópera (1994), de Rubem Fonseca, a partir da ideia de hibridismo cultural representada pela personagem de Carlos Gomes, maestro que obteve projeção internacional com a ópera O Guarani, mas sofreu forte discriminação pelo fato de ser brasileiro e mestiço. O romance mostra os contratempos da trajetória do músico devido ao preconceito quanto à sua origem étnica e nacionalidade. A partir da análise da representação do hibridismo cultural, este trabalho visa destacar no romance de Rubem Fonseca a crítica ao ideal brasileiro de democracia racial e o etnocentrismo europeu
Para onde aponta o nariz: paradigmas de pertencimento na Ruanda de Scholastique Mukasonga
Este artigo se propõe a ler dois arcos do romance Nossa Senhora do Nilo, da escritora ruandesa Scholastique Mukasonga, como alegoria da coexistência, na Ruanda pós-colonial, de dois paradigmas de pertencimento, dois conjuntos de ações, de corporeidades e de discursos que, em determinado território, em determinada cultura, esteiam a vida das pessoas. Um deles, instaurado pelos colonizadores, seria o paradigma da história ou da origem; o outro, tomado como tradição ruandesa, mas que também pode ser pensado como um modo de pertencimento africano, seria o paradigma da memória ou da ancestralidade. Além disso, com base em uma genealogia sobre o ódio étnico entre hútus e tútsis e seu impacto na vida e na obra de Mukasonga, sugere-se que a coexistência de paradigmas de pertencimento apresentada pela autora não os torna equivalentes quando viver em Ruanda se torna uma questão de assegurar a sobrevivência
Das representações em Linguística Cognitiva: olhares múltiplos
O presente número da revista Antares possui como enfoque, no âmbito da Linguística Cognitiva, os múltiplos olhares adotados na discussão acerca da relação entre linguagem e cognição, especialmente no que diz respeito à questão da representação. Os artigos que integram este dossiê, ao tratarem a linguagem em termos de representação mental, fazem-no sob diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, associando-a, em sua maioria, à visão de uma cognição socialmente situada, fortemente influenciada pelos postulados da teoria da metáfora conceitual, cujas bases foram lançadas, em 1980, por Lakoff e Jonhson. Ou seja, ao se entender a linguagem como um dos aspectos de uma cognição situada, ela é abordada como um conhecimento não autônomo, representado mentalmente, cuja estruturação, organização, processamento e transmissão seriam atravessados por dispositivos conceituais motivados pelas diversas interações corpóreas humanas social e culturalmente situadas
Conflicts and Management Perceptions Between Native and Non-Native Residents of Four Beaches in Ecuador / Conflitos e Percepção de Residentes Nativos e Não Nativos em Relação ao Manejo Ambiental em Quatro Praias do Equador
ABSTRACTBy conducting an exploratory research, 705 surveys were collected along four sandy beaches in Ecuador: Ayangue, Chipipe, Olon and Puerto Engabao, chosen because of their unequal levels of tourism development. A correlation study takes into account the perception of native and non-native residents and as a result environmental conflicts affected most residents from Ayangue, Olon and Puerto Engabao, and physical conflicts mainly affected residents from Chipipe. Also, according to the perceptions of native and non-native residents on beach management, only in Olon both groups considerate a community management while in the other beaches, the preferences varied between national, regional and community management. Finally, the Chi-Square tests show non-relation between the conflicts and the place of origin. However, in terms of management, there is significant relation between this aspect and their native land. This study aims to contribute to beach management research considering residents as a heterogeneous group. KEYWORDSTourism. Beach Tourism. Resident. Ecuador. RESUMOA presente pesquisa, exploratória com 705 questionários respondidos, foi aplicada em quatro praias do Equador - Ayangue, Chipipe, Olon e Puerto Engabao -, escolhidas considerando-se seus níveis desiguais de desenvolvimento turístico. Estudo de correlação levou em consideração a percepção dos residentes nativos e não-nativos e, como resultado, constatou-se que conflitos ambientais afetaram a maioria dos moradores de Ayangue, Olon e Puerto Engabao, e conflitos sociais afetaram principalmente os moradores de Chipipe. Além disso, de acordo com as percepções dos residents, nativos e não nativos, sobre o manejo das praias, somente em Olon ambos os grupos consideram a possibilidade de um manejo comunitário, enquanto nas demais, as preferências variaram entre manejo federal, regional e comunitário. Por fim, o Qui-Quadrado mostrou não-relação entre os conflitos e o local de origem. No entanto, em termos de gestão, existe uma relação significativa entre este aspecto e a terra natal dos sujeitos. Este estudo visa contribuir para a pesquisa sobre manejo de praias, considerando os moradores como um grupo heterogêneo.PALAVRAS-CHAVETurismo. Turismo de Sol-e-Mar. Residente. Equador. AUTORASFanny Manner-Baldeon – Mestra. Professora e pesquisadora na Universidad de Especialidades Espíritu Santo, Samborondon, Guayas, Ecuador. Currículo: https://orcid.org/0000-0003-0946-0890. E-mail: [email protected][1]María Fernanda Icaza-Moran – Escuela Superior Politécnica del Litoral, Guayaquil, Equador. E-mail: [email protected] REFERENCIASAaker, J. & Schmitt, B. (2001). Culture-dependent assimilation and differentiation of the self: preferences for consumption symbols in the United States and China. Journal of Cross Cultural Psychology, 32(5), 561-576. LinkAndereck, K. L., & Nyaupane, G. P. (2010). 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Cartografias Imaginativas do Brasil nas Brochuras Turísticas Portuguesas e Espanholas. 2012-2013 e 2014-2015 / Imaginative Cartographies of Brazil in Portuguese and Spanish Tourist Brochures. 2012-2013 and 2014-2015
O conjunto de narrativas utilizadas na representação do Brasil faz parte das relações construídas ao longo de séculos. Com base nas brochuras turísticas recolhidas nas operadoras de viagens portuguesas e espanholas, verifica-se que o Brasil é representado a partir de três geografias ou cartografias imaginativas distintas: natural-rural, cultural urbana e, ainda, uma vertente social humana. Além disso, cada uma das cartografias fornece um conjunto de referências responsável pela caracterização dos destinos. Considerando a importância da realização de estudos sobre a imagem do Brasil e a relevância da temática relativa à representação do “outro”, estabelecida pelo turismo, este artigo tem como objetivo investigar a representação do Brasil a partir do conteúdo textual das brochuras de promoção turística em Portugal e Espanha, nas temporadas 2012-2013 e 2014-2015.PALAVRAS-CHAVETurismo. Imaginativas. Brochuras Turísticas. Brasil. ABSTRACTThe narratives used in the representation of Brazil are part of the relationships built up throughout the centuries. Based on tourist brochures in Portuguese and Spanish collected in tour operators, Brazil is represented by three different geographical spaces or imaginative cartographies: natural/rural, urban/cultural and, also, a human social dimension. In addition, each of these spaces provides a set of references responsible for the characterization of destinations. Considering the importance of studies on Brazil's image as well as the relevance of the theme relative to the representation of the "other", established by tourism, this article aims to investigate the representation of Brazil focusing on the textual content of the tourism promotion brochures distributed in Portugal and Spain in the seasons 2012/2013 and 2014/2015.KEY WORDSTourism. Imaginative. Tourist Brochures. Brazil AUTORESLélian P. de Oliveira Silveira – Doutora. Professora no Curso de Gestão de Turismo no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Sykow Da Fonseca (CEFET-RJ), Petrópolis, RJ, Brasil. Currículo: http://lattes.cnpq.br/3586443372650590 E-mail: [email protected] Manuel Baptista – Doutora. Professora Auxiliar com Agregação do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro, Portugal. Currículo: http://www.lasics.uminho.pt/lusofonia2013/wp-content/uploads/2013/03/Maria-Manuel-Baptista_cv.pdf. E-mail: [email protected] REFERÊNCIAS Aitchison, C. (2001). Theorizing other discourses of tourism, gender and culture: Can the subaltern speak (in tourism)? Tourist Studies, 1(2), 133-147.Andsager, J. & Drzewiecka, J. (2002). Desirability of differences in destinations. Annals of Tourism Research, 2(29), 401-421.Brito-Henriques, E. (2014). Visual Tourism and post-colonialism: imaginative geographies of África in a portuguese travel magazine. Journal of Tourism and Cultural Change, 12(4), 320-334.Caton, K. & Santos, C. A. (2008). 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O desenrolar de uma meada multicolor: biografia, gênero, paisagens e o discurso oficial em Joinville (SC)
Analisa-se a obra Eu, Wittich Freitag, da historiadora Raquel S. Thiago (2000). Discute-se uma obra do gênero textual biografia como objeto de uma investigação sobre os discursos do campo patrimonial. Depois, buscam-se elementos que expliquem as escolhas e os atores que determinam os sujeitos que têm o direito a ter sua vida contada e as suas memórias perpetuadas (CANDAU, 2016; POLLAK, 1989; 1992). Ademais, parte-se das possibilidades que a biografia também apresenta, ao ser considerada como fonte de estudo (SCHMIDT, 2014), como o fato da sua indissociabilidade da construção do discurso oficial que permeia o âmbito nacional e local. No caso específico de Joinville (SC), cenário da narrativa, discutem-se ainda as tensões oriundas das manifestações culturais de grupos sociais e que condicionam o tempo e o espaço na obra, conforme Canclini (1990), Bhabha (1999) e Schwarcz (2013).
Memórias e educação escolar indígena Kariri-Xocó: “por uma educação do nosso jeito”
Este texto apresenta reflexões sobre memória, educação escolar indígena e interculturalidade. Resulta de pesquisa que objetivou analisar as memórias narradas nos suportes didáticos elaborados pelos indígenas Kariri-Xocó/AL e foi desenvolvida com o povo Kariri-Xocó, que habita o território indígena no município de Porto Real do Colégio, no Estado de Alagoas. O estudo orientou-se pela abordagem da pesquisa qualitativa em Educação e ancorou-se nos pressupostos da fenomenologiahermenêutica, porque objetivou evidenciar os significados atribuídos pelos sujeitos ao fenômeno pesquisado. Tratouse de um estudo de caso, em que se adotou uma postura etnográfica de pesquisa, na intenção de valorizar a escuta, as observações e o respeito às práticas culturais. Neste texto, privilegiamos a perspectiva das lideranças indígenas Kariri-Xocó sobre a importância da memória para a educação escolar indígena intercultural e diferenciada, como instrumento de resistência e de construção de relações de pertencimento cultural
Projeto “educar para emancipar”: gestão da EJA no campo
O presente artigo é fruto de pesquisas realizadas em educação no campo, na sua estreita articulação com os movimentos sociais. Ele é parte da dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Agrícola (PPGEA), na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), cujo objetivo principal foi identificar as descontinuidades do projeto de educação de jovens e adultos “Educar para Emancipar”, desenvolvido ema parceria entre UFRRJ, MST e Fetag, através do Pronera. Utilizamos, predominantemente, a pesquisa bibliográfica, documental e a percepção das coordenadoras pedagógicas do projeto, por meio de entrevistas compostas porperguntas semiestruturadas. Concluímosque as políticas públicas em educação no campo são utilizadas no processo de compreensão das demandas educacionais defendidas pelos movimentos sociais do campo, num estreito diálogo com a luta pela terra. Nesse sentido, a falta de infraestrutura básica e a gestão financeira ineficiente produzem impactos negativos na execução dos projetos emancipadores
Para além do dia 19 de abril: a temática indígena na escola, entre limites e possibilidades
Este texto resulta de uma pesquisa de Mestrado em Educação, cujo objetivo geral foi compreender as práticas pedagógicas sobre a temática indígena nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas escolas municipais de Pesqueira, PE, entre os anos de 2013 e 2015. Nesse município habita o povo indígena Xukuru do Ororubá, sendo comum a presença de crianças indígenas nas escolas públicas no contexto urbano, sobretudo crianças advindas de famílias Xukuru que residem na cidade. Neste artigo, procura-se evidenciar os limites e as possibilidades de superação de práticas docentes convencionais sobre a temática indígena, em uma das escolas mais próxima da área indígena. Nota-se que, para além da comemoração do conhecido Dia do Índio, as professoras têm empreendido esforços para visibilizar a presença indígena no passado e no presente