Universidade Tecnológica Federal do Paraná: Revistas UTFPR - Pato Branco
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    ESTABILIDADE DE AGREGADOS DO SOLO DEVIDO A SISTEMAS DE CULTIVO

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    A estabilidade dos agregados do solo é influenciada por sistemas de manejo e práticas culturais. O objetivo deste trabalho foi avaliar a contribuição da fração lábil da matéria orgânica do solo (MOS) na estabilidade dos agregados em sistemas de manejo e rotação de culturas. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, com quatro repetições, distribuído em esquema fatorial 2 x 2 + 1, com dois sistemas de manejo (plantio convencional (PC) e plantio direto (PD)) e dois sistemas de rotação de culturas (com rotação e com sucessão de culturas) mais uma área de mata para referência. Em 2011, foram coletadas amostras de solo nas camadas de 0-5, 5-10 e 10-20 cm, visando a separação em classes de agregados. Após o tamisamento a úmido, as amostras foram secas à temperatura de 40°C, determinando-se o diâmetro médio ponderado (DMP). Nas amostras integrais foi determinado o conteúdo das frações lábeis extraídas por água quente (C-aq) e por permanganato (C-per). O sistema de plantio direto proporcionou maior DMP em relação ao PC. O solo em PD apresentou maior quantidade de carbono lábil e proporcionou maior coeficiente de correlação em relação ao PC. O sistema de plantio convencional apresentou menores índices de agregação em relação ao sistema de plantio direto. Sistemas de cultivo sem revolvimento do solo e com rotação de culturas promovem maiores teores de carbono da fração lábil. Valores de C-aq e C-per relacionam-se positivamente com DMP, o que reflete em maior qualidade física e maior proteção da matéria orgânica do solo

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    A adição de dejetos ao solo como fertilizante é uma das alternativas para repor os elementos extraídos pelas culturas, substituindo ou complementando a fertilização mineral recomendada. Entretanto, a aplicação excessiva de dejeto líquido de suínos (DLS) e de cama de aviário (CA) pode contaminar o solo e a água com nitrato e amônio. Objetivou-se, neste trabalho, avaliar o efeito da aplicação de DLS e de CA na lixiviação de nitrato e amônio em um Latossolo Vermelho eutroférrico, em sistema de semeadura direta. Os estercos foram aplicados antes do plantio das safras de inverno e verão, durante três anos consecutivos. Os tratamentos foram: testemunha (T1); adubação mineral recomendada para a cultura da aveia 60 kg N ha-1 (T2); 60 kg N ha-1 de DLS (T3); 60 kg N ha-1 de CA (T4); 120 kg N ha-1 de DLS (T5); 120 kg N ha-1 de CA (T6). As amostras de solo foram coletadas aos 49 dias após aplicação dos estercos nas camadas de 0-10; 10-20; 20-30; 30-40 e 40-60 cm. Os teores de amônio e de nitrato foram determinados por espectrofotometria de azul de salicilato (UV-VIS a 697nm). Verificou-se que 120 kg de N ha-1 proveniente de DLS promove aumento nos teores de nitrato de 0 a 60 cm de profundidade e de amônio na camada de 0 a 10 cm. Por outro lado, a adição de CA ao solo diminui a concentração de nitrato na camada de 0-40 cm e de amônio na camada de 10-40 cm do solo

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    O solo urbano, onde se encontra a arborização viária, geralmente teve seu perfil modificado pela ação do homem, o que pode restringir o desenvolvimento das plantas. O objetivo do presente trabalho foi identificar características morfológicas dos solos utilizados pelas espécies Lagerstroemia indica L. (extremosa), Bauhinia variegata L. (pata-de-vaca) e Schinus molle L. (aroeira) no município de Pato Branco/PR em cinco diferentes bairros. Para tanto, foram feitas tradagens de prospecção ao lado do sistema radicular de 114 indivíduos arbóreos e as amostras retiradas com o trado foram reconstruídas sobre plástico de cor branca. Foi possível perceber que a maioria do solo urbano analisado não possui horizonte A bem definido e que as intervenções sofridas no solo utilizado pelas três espécies, nos cinco bairros, compreendem decapitação; adição de materiais diversos; adição de solos não originários do local; mistura e/ou inversão de horizontes e impermeabilização. Observou-se presença de areia, cimento e pó de pedra nos solos analisados, o que refletiu nos resultados de plasticidade e pegajosidade. A maioria dos solos foram classificados como ligeiramente plásticos (48%) e ligeiramente pegajosos (63 %). Os resultados obtidos foram coerentes com informações bibliográficas a respeito dos solos urbanos, havendo uma grande diversidade de características e atributos, variando em pequenos espaços

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    O milho é uma das culturas mais produzidas no mundo, tendo alta adaptabilidade o que facilita o seu cultivo. Porém, para alcançar altas produtividades a cultura precisa encontrar condições favoráveis para expressar seu potencial. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de sistemas de preparo de solo (plantio direto, cultivo mínimo e preparo convencional) e de plantas de cobertura de solo (aveia preta, ervilhaca, ervilha forrageira e nabo forrageiro) cultivadas no inverno, sobre os caracteres morfológicos: diâmetro de colmo (DC), altura de planta (AP), altura de inserção de espiga (AIE) e os componentes do rendimento: número de fileiras por espiga (NFE), número de grãos por fileira (NGF) e peso de mil grãos (PMS) da cultura do milho. As plantas de cobertura de solo não afetaram os caracteres morfológicos DC, AP e AIE de milho, os quais apresentaram valores médios de 23,11 cm, 1,86 m e 1,05 m, respectivamente. O mesmo observou-se para os componentes de rendimento NFE, NGF e PMG. Os sistemas de preparo de solo não promoveram alterações significativas para os caracteres morfológicos DC, AP e AIE, nem para os componentes de rendimento NGF e PMS. Em curto prazo, não se observou diferença significativa para a maior parte dos caracteres morfológicos e componentes de rendimento de milho, em função das plantas de cobertura de solo cultivadas no inverno e dos diferentes sistemas de preparo. O número de fileiras por espiga, porém, foi maior quando o milho foi cultivado sob preparo convencional

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    A bacia hidrográfica do Rio Canguiri sofreu um intenso processo de urbanização nos últimos anos, implicando riscos ambientais e impactos negativos tanto para as comunidades rurais como urbanas. Teve-se por objetivo neste trabalho avaliar o potencial de uso agrícola e a fragilidade ambiental na Estação Experimental da UFPR, no município de Pinhais-PR. A Estação Experimental foi classificada segundo o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola (SAA), Sistema de Avaliação da Capacidade de Uso das Terras (SCU) e Fragilidade Ambiental (FA). Foi realizado o cruzamento de dados através de Sistema de Informação Geográfica com o uso do software IDRISI para geração dos mapas de uso das terras, conflito de uso, fragilidade ambiental e uso e ocupação de áreas de proteção permanente (APP’s). Foram encontradas nove classes de uso do solo tanto no SAA como no SCU. O sistema de capacidade de uso mostrou-se mais restritivo. A maior restrição do SCU é importante no local por se tratar de área de preservação ambiental, devido à represa do rio Iraí que é anexa, restringindo o uso das terras quanto ao emprego de agrotóxicos e fertilizantes químicos nocivos. O estudo da FA indicou cinco classes de fragilidade potencial sendo que as de muito baixa fragilidade e a classe média de fragilidade emergente foram predominantes. Notou-se que há a necessidade de recuperação de 33,17 ha das áreas de vegetação nativa, atualmente consideradas inadequadas, a fim de recompor as APP’s. A área de reserva legal revelou-se de acordo com a legislação ambiental

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    O objetivo deste trabalho foi avaliar a evolução da respiração do solo e sua relação com o C oxidado visando quantificar o C perdido durante 10 meses de incubação. O experimento foi conduzido em laboratório, com amostras coletadas em experimentos de Ponta Grossa (PG), Londrina (LDN) e Lucas do Rio Verde (LRV). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em fatorial 3x4, com três repetições. Os fatores foram: por três profundidades (0-20, 20-40 e 40-100 cm), e quatro níveis de C (0, 6, 12, 24 Mg ha-1). Cada tratamento foi incubado por dez meses. Em intervalos predeterminados foi feito a determinação da respiração basal do solo. Após o período de incubação, houve uma resposta positiva nas emissões de C-CO2 devido as adições crescentes de resíduos vegetais, variando de 414 (LRV, camada de 40-100, adição de 0 Mg ha-1) a 6563 mg  kg-1 (PG, camada de 0-20, adição de 24 Mg ha-1). Houve uma relação linear positiva entre o conteúdo de C inicial das amostras com a emissão de C-CO2. Em todos os locais e camadas houve uma taxa de efluxo de C-CO2 muito elevada nos primeiros dias de incubação, ocorrendo a estabilização ao longo do tempo. Relacionando o C oxidado com as emissões de C-CO2 de todos os locais e camadas, encontramos uma relação linear positiva muito forte. Com isso, concluímos que os efluxos totais de C-CO2 no solo estão diretamente relacionados as adições de resíduos ao sistema e ao conteúdo de COS

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    Com o mercado de commodities em cenário instável, e com variações altas nos custos de produção, para uma permanência ativa no mercado a exploração mais técnica da agricultura é indispensável. Visando produtividade, se faz necessário um solo equilibrado e fértil, e para isto a correção é fundamental. Neste trabalho se testou a correção tradicional de solo e a agricultura de precisão, realizada por empresa terceirizada da Bela Agrícola. Através de análises financeiras, se calculou a viabilidade destes investimentos em comparação a testemunha que não sofreu interferência. Foi avaliado os benefícios provenientes de análise georreferênciada da fertilidade do solo, sobrepondo o maior investimento nesta nova tecnologia. A partir de dados obtidos nas repetições foram realizadas análises de payback para visualizar o tempo necessário para o retorno do investimento, a VPL demonstrando o lucro adquirido no momento da tomada de decisão, e a TIR expressando relativamente o retorno adquirido anualmente. Todos os três tratamentos obtiveram enorme vantagem ante a testemunha, com resultados nos tratamentos 1, 2 e 3 de payback 2.3, 1.1 e 1.3, na VPL R225.97,R225.97, R1040.81 e R$347.93, com TIR de 36.75%, 106.09% e 84.82%, respectivamente. Sendo os melhores resultados econômicos foram os da correção com agricultura de precisão.  &nbsp

    TAXA DE COBERTURA DO SOLO COM PLANTAS SUBMETIDAS A DIFERENTES SISTEMAS DE PREPARO

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    A utilização de plantas que atuem na cobertura do solo e na ciclagem de nutrientes, protegendo o solo contra a erosão e perdas de nutrientes, é de extrema importância em sistemas sustentáveis. O objetivo do trabalho foi avaliar a taxa de cobertura do solo de plantas invernais, submetidas a diferentes sistemas de preparo do solo. Utilizou-se delineamento de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas, onde as parcelas principais foram três sistemas de preparo do solo: Preparo Convencional, Cultivo Mínimo e Plantio Direto, e nas subparcelas, quatro plantas de cobertura de inverno: aveia preta, nabo forrageiro, ervilhaca peluda e ervilha forrageira. As avaliações da taxa de cobertura foram realizadas aos 15, 30, 45, 60, 75 e 90 dias após a emergência. Não se observou diferença significativa para os sistemas de preparo do solo, possivelmente por se considerar como cobertura apenas o tratamento das plantas, pois caso contrário o sistema plantio direto apresentaria uma maior taxa de cobertura pela presença de resíduos das culturas anteriores. Porém, as diferentes plantas de cobertura apresentaram comportamento diferenciado. O nabo forrageiro foi a espécie que cobriu mais rapidamente o solo, superior em todas as datas avaliadas, seguido da ervilhaca, aveia preta e ervilha forrageira. Aos 75 dias após a emergência, todas as plantas testadas cobriam praticamente 100% da superfície do solo

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