Universidade Tecnológica Federal do Paraná: Revistas UTFPR - Pato Branco
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A propagação do maracujazeiro amarelo é por sementes. Todavia, sua germinação é desuniforme, necessitando estudos que alterem tal comportamento. O objetivo deste trabalho foi avaliar o tempo de embebição e tempo de secagem pós – embebição na quebra de dormência de sementes de maracujazeiro amarelo. O experimento foi conduzido na UTFPR – Câmpus Dois Vizinhos. As sementes foram extraídas de frutos maturos com pectinase a 1% por 24 horas. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em fatorial 4 x 3 (tempo de embebição x tempo de secagem pós – embebição) com quatro repetições de 100 sementes. Antes da semeadura embebeu-se as sementes em água nos tempos de: 0; 12; 24 e 48 horas, seguido pela pré- secagem em 25ºC, durante 0; 3 e 7 dias. A semeadura foi realizada em canteiros com substrato a base de composto orgânico e latossolo amarelo [1:1 (v/v)], em casa de sombra, revestido por tela de sombreamento de 50%. Aos 28 dias foi avaliado emergência, tempo médio de emergência (TME) e índice de velocidade de emergência (IVE). Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de Lilliefors, transformando-o IVE por Log x + 1. Todos dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey a 0,05. O TME foi analisado pela avaliação não paramétrica de Kruskall-Wallis. A emergência, IVE e TME não foram influenciados pelos fatores testados. A porcentagem de emergência, IVE e TME não foram influenciados pelos fatores, sendo as maiores médias obtidas 57,25%, 0,71 e 6,0, não havendo a necessidade de embebição das sementes
Com o intuito de utilizar métodos estocásticos em sistemas produtivos visando o aprimoramento das análises e tomadas de decisão é que objetiva-se aplicar as cadeias estacionárias de Markov em um estudo de caso que demonstre estas potencialidades. Este método é aplicado no sistema agroindustrial, mais precisamente no setor agroalimentar (pesca), com a finalidade de analisar algumas etapas do processo de produção de filé congelado, de forma a auxiliar na mudança existente do setor, de tornar-se menos artesanal e mais competitivo
indústria de vitivinicultura gera uma grande quantidade de resíduos, na sua maioria, sementes, cascas e engaço, dentre estes, a semente de uva pode ser aproveitada para a extração de óleos, uma vez que apresenta alto teor de ácidos graxos benéficos à saúde. O objetivo do trabalho foi extrair o óleo da semente da cultivar BRS Violeta (Vitis labrusca) e identificar os ácidos graxos presentes no mesmo. As sementes foram separadas do bagaço, secas em estufa a 40 ºC por 24 horas e maceradas, em seguida foram acondicionadas em cartucho extrator e inseridas no Soxhlet, a extração ocorreu utilizando hexano como solvente por 5 horas. O óleo obtido foi esterificado com solução de NaOH em metanol e injetado no Cromatógrafo a gás da marca Varian 431-CG acoplado ao Espectrômetro de Massas da marca Varian 210-MS para posterior separação. Foram identificados os seguintes ácidos graxos: 20% de ácido palmítico, 16% de elaídico, 9% de esteárico, 3,1% de linolelaídico (Ômega 6), 1,1 % de octanóico e 1% de oleico (Ômega 9). A presença desses compostos auxiliam no sistema imunológico, atuam como anti-inflamatórios, antioxidantes e contra doenças do coração. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que a semente da cultivar BRS Violeta possui importante fonte de óleos, os quais podem ser empregados na indústria alimentícia, de cosméticos e farmacêutica
O morango é considerado um pseudofruto, sendo explorado principalmente em pequenas propriedades no Brasil. Possui grande aceitação pelo mercado devido à vários fatores: coloração exuberante, sabor e aroma agradável, além de ser rico em metabólitos secundários como os flavonoides, que possuem atividade antioxidante. Desta forma, considera-se o seu uma boa fonte de renda alternativa. O objetivo do trabalho foi avaliar a influencia do raleio das folhas na porcentagem de floração e consequentemente a produtividade na cultivar de morango Albion. O trabalho foi desenvolvido em casa-de-vegetação, com cultivo semi-hidropônico localizado na fazenda Pozzan em Palotina, onde foram realizados 4 tratamentos com 10 repetições em delineamento em blocos casualizados, sendo T1 - 0% de desfolha; T2 - 10% de desfolha; T3 – 20 % de desfolha; T4 – 30% de desfolha. Como avaliação foi contado o número de botões florais entre o estádio fenológico 1 ao 4 e frutos colhidos. Os diferentes tratamentos não interferiram no número de botões florais, porém no tratamento T3 houve diferença significativa no número de frutos em relação ao T1
A amoreira-preta é propagada vegetativamente, pela estaquia ou micropropagação. Este trabalho tem por objetivo testar o enraizamento ex vitro da amoreira-preta ‘Xingu’, com diferentes concentrações de ácido indolbutírico (AIB). As concentrações foram: 0; 500; 1000 e 2000 mg/L. Os explantes, segmentos nodais de tamanho médio de 2 a 3 cm, foram oriundos de experimento de multiplicação em meio de cultura MS comconcentrações de 6-benzilaminopurina (BAP). Os explantes foram imersos por 10 segundos em AIB e colocados em bandeja de isopor com vermiculita em casa de vegetação com nebulização. A avaliação das raízes foi realizada em WhinRhizo®. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 4 tratamentos, 6 repetições com 5 explantes por parcela. A altura das plantas foi superior na testemunha (9,3 mm) em relação a 1000 mg/L (7,0 mm), e não diferiu das demais concentrações (500 mg/L= 7,7 mm e 2000 mg/L= 7,9 mm). O número de folhas não apresentou diferença. Não houve diferença nas variáveis comprimento total das raízes, e comprimento nos intervalos de diâmetros (0 a 0,5; 0,5 a 1,0 e >1 cm), média dos diâmetros, superfície de contato entre raiz e solo, volume das raízes e área foliar. Foram analisadas a massa da matéria seca das raízes, caule e folhas, que não apresentaram diferenças entre os tratamentos. Recomenda-se o enraizamento ex vitro da amoreira-preta ‘Xingu’ sem o uso de AIB
A jabuticabeira (Plinia cauliflora) pertence à família Myrtaceae é nativa do Brasil.O objetivo foi determinar a estrutura populacional de seis população de P.cauliflora na região Sudoeste do Paraná. Foram identificadas, mapeadas e coletadas folhas de jabuticabeiras adultas nos municípios de Coronel Vivida(n=30), Pato Branco (n=25), Clevêlandia1 (n=40) e Clevêlandia2 (n=25),Chopinzinho (n=40) e Vitorino (n=30), totalizando 190 jabuticabeiras adultas. Realizou-se a extração de DNA e genotipagem dos indivíduos com uso de dez marcadores microssatélites. A AMOVA revelou que 19% da variação está entre as populações, 7% entre os indivíduos e 74% entre os indivíduos dentro das populações. A análise de PCoA (Analise de coordenadas principais), baseadana distância genética de Nei, mostram que as populações se dividiram em três grupos: Clevelândia2/Coronel Vivida/Pato Branco, Clevelândia1/Chopinzinho e a população de Vitorino, isolada das demais. A população de Vitorino apresentou alelos privados fixados com alta frequência. Alelos com baixa frequência são originados de mutações recentes que ainda estão aumentando sua frequência ou serão eliminados por não aumentarem o fitness da população. Para que segaranta o fitness das populações, é importante desenvolver políticasconservacionistas que mantenham uma alta diversidade alélica
A desfolha e o uso de reguladores vegetais, como o ácido abscisico (ABA),vem sendo estudado visando antecipar a época de colheita e aumentar asconcentrações de compostos fenólicos na casca de uvas tratadas, melhorando sua coloração. O uso de extratos vegetais Cymbopogon citratus e Stachytarpheta jamaicensis são pouco utilizados sobre caracteres na qualidade de uvas. Dessa forma, o objetivo de verificar o efeito da desfolha, da aplicação do ABA e de extratos vegetais no teor de flavonoides e de índice de coloração para uvas vermelhas (CIRG), em vinhedo comercial da cv. Malbec (Vitis vinifera L), em Água Doce, SC, durante dois ciclos consecutivos. Os tratamentos foram os seguintes: 1) testemunha (TEST); 2) desfolha no início da maturação (DIM); 3) desfolha 15 dias após a primeira (D15); 4) ABA 200 mg L -1 (ABA200); 5) ABA 400 mg L (ABA600); 7) extrato vegetal gervão 10% (GERVÃO) e 8) extrato vegetal de capim limão 10% (C. LIMÃO). Foram realizadas as avaliações de sólidos solúveis (°Brix), acidez titulável (% de ácido tartárico), pH, teor de flavonoides (mg 100g -1 (ABA400); 6) ABA 600 mg L-1) e índice CIRG. Para as análises químicas, não houve diferenças significativas em nenhum dos ciclos avaliados. Para os flavonoides no primeiro ciclo, houve redução significativa da DIM e GERVÃO, e ainda para índice CIRG, a DIM, ABA200 e ABA400. Já no seguinte ciclo, o ABA600 proporcionou maiores resultados quanto aos teores de flavonoides. Conclui-se que o ABA600 promove melhorias na qualidade fenólica da cv. Malbec
O relato apresentado traz uma abordagem da experiência vivenciada, no trabalho de extensão do Curso de Licenciatura em Matemática. Utilizando a metodologia dialética, se materializaram ações que não se esgotaram em si mesmas, mas projetaram-se na direção da transformação social, implicando na construção de um conhecimento capaz de gerar essas transformações, caracterizando-se, portanto, como educação em processo
Devido à grande quantidade de informações, a indústria da Construção Civil está aos poucos introduzindo a Tecnologia da Informação (TI). Este trabalho procura analisar, através de revisão bibliográfica, o uso de novas Tecnologias de Informação e Comunicação para as pequenas empresas do setor da Construção Civil e o papel dessa tecnologia como elemento integrador no setor de edificações. O objetivo principal é o de se discutir a possibilidade da TI deixar de ser somente uma ferramenta de suporte no setor, e passar a fazer parte da estratégia das empresas que nele atuam, tal como vem acontecendo na maioria das indústrias. Algumas dificuldades e deficiências na implantação da TI, como custo e profissionais desqualificados, não devem ser vistas como obstáculos para a implantação. Será necessário realizar mudanças nos procedimentos em uso e o sucesso da implantação da TI irá tornar a empresa mais competitiva