Portal de Periódicos da Universidade Federal de São João del-Rei
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    Concepções da deficiência: Embates entre versões ocidentais e contemporâneas em Moçambique

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    O presente artigo tem por finalidade discutir as práticas profissionais de psicologia em Moçambique, especialmente no campo da deficiência, num contexto em que as crenças tradicionais são carregadas como marcas que se estabelecem nas relações interpessoais. Buscaremos as possíveis articulações entre os conhecimentos ocidentais, ditos "globais" e os conhecimentos tradicionais moçambicanos, ditos "locais”.Para ampliar nossas reflexões nos apoiamos nas buscas bibliográficas de autores como Altuna, Despret, Latour, Hawary, Saada, Mia Couto, Chiziane. Esses autoteres nos ajudaram a estender os horizontes e detalhar com mais vagar a questão da deficiência e suas relações com os antepassados, às crenças e a cultura. As narrativas que por opção designamo-las de relatos e memórias nos permitiram colher mais informações sobre as diferentes concepções da deficiência na sociedade moçambicana e foram usadas como forma de produção de conhecimentos. As entrevistas nos permitiram abordar algumas práticas profissionais de psicologia em Moçambique. Podemos aprender durante este processo de escrita que há sempre um perigo quando a história é contada de um lado apenas. Concluímos que precisamos partilhar os conhecimentos ocidentais assim como os tradicionais moçambicanos de modo que nos seja possível ter uma prática profissional mais acessível e acolhedora. E dessa, produzir conhecimentos que sejam "glocais", isto é, que articulem o local e o global

    Psicólogo escolar: fortalecendo a participação da família na escola

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    Esta pesquisa investigou alguns elementos que promovem ou dificultam a participação da família na escola. Participaram uma professora, um avô e uma mãe, e os resultados encontrados que fortalecem a relação família e escola, foram: (a) utilização de ferramentas da internet para transpor os espaços físicos da escola; (b) aproximação da/interação com a família do aluno; (c) conversas/diálogos com os pais sobre o desenvolvimento dos filhos em âmbito integral. Com relação aos fatores que impedem a participação da família na escola, observou-se que: (a) as reuniões acontecem em horário administrativo; (b) a escola desconhece a realidade da família; (c) os pais têm pouco envolvimento com o processo de desenvolvimento dos filhos. Em geral, constatamos que as estratégias de intervenção que visam a aproximação da família à escola devem ser permeadas por espaços que assegurem diálogo e fortalecimento das relações

    “Vida Loka”: vivências de jovens em contextos de exclusão e violência

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    Este artigo aborda uma pesquisa qualitativa de caráter longitudinal, da qual participaram cinco jovens que foram alunos de uma Escola Aberta. Esses jovens protagonizaram um documentário, no qual falaram sobre suas vivências, e após quatro anos foram contatados novamente para entrevistas. Assim, este artigo objetiva compreender os atravessamentos do estilo “Vida Loka” nas trajetórias desses jovens, sendo esse estilo um aspecto que se evidenciou relevante em suas experiências. Os resultados apontam elementos que parecem caracterizar a “Vida Loka”: a violência, a linguagem própria, as relações conturbadas com a polícia, etc. Ainda, os jovens manifestaram desejos e projetos de vida pertencentes a uma “Vida não Loka”, referentes à estabilidade e segurança, tais como constituir família, empregar-se, etc. Por fim, destaca-se a “Vida Loka” como uma “inclusão social às avessas”, bem como a importância do compromisso ético por parte dos profissionais e pesquisadores na compreensão de perspectivas mais reflexivas e menos excludentes. Palavras-chave: exclusão social; juventude; estilo de vida; identidade social; violência

    Compostagens do sensível - entre o chapéu e os pés, invenção de mundos

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    Ao considerar a vida como um valor, o que pode o feminino? Diante dessa questão, se tomarmos a realidade como um campo de forças, as forças do feminino assumem uma posição política, de luta e manutenção da vida, ao acolher a diversidade. A pergunta se desdobra para a clínica, para a pesquisa e para os modos de existir. Mas não há como abordar a questão sem questionar o neoliberalismo que domina o mundo atual. Entretanto, nele, o feminino transborda quando, como potência, afirma a vida como um valor. Daí, são propostas experimentações, aqui denominadas de ‘compostagem do sensível’, uma ferramenta para pensar a produção de conhecimento instigada pelo feminino, acompanhar os processos de subjetivação e experimentar outras linguagens. Nesse enfoque, é apresentada uma oficina com mulheres, estudantes de Psicologia.Palavras-chaves: Psicologia; metodologia; feminino; compostagem do sensíve

    O Pólo de Estudos Gestálticos como espaço de tecitura entre ensino, pesquisa e extensão: uma psicologia que se faz no feminino

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    Neste artigo, temos o intuito de apresentar o Pólo de Estudos Gestálticos, grupo de estudos que se faz constituído por três projetos de extensão: “Laboratório Gestáltico: configurações e práticas contemporâneas”, “GAPsi, – Grupos de Apoio Psicológico”, “COMtextos: Arte e Livre Expressão na Abordagem Gestáltica” e o projeto de pesquisa “Versões do sofrimento psíquico construídas por jovens na contemporaneidade: articulações entre a Teoria Ator-Rede e a clínica gestáltica”. Valendo-nos da metáfora da tecitura, vamos tecer juntas esse espaço que chamamos de Pólo, onde cada um dos nossos fazeres é representado por um tipo de linha, costurando-os entre ensino, pesquisa e extensão a partir de uma psicologia que se faz no feminino. Apoiadas em Annemarie Mol, Laura Perls, Fritz Perls, Paulo Freire, entre outras(os), além das nossas experiências, propomos aqui artesanalmente construir um modo coletivo de resistir aos padrões rígidos da academia, a partir de um fazer cuidadoso, situado, implicado e sensível.

    Musicoterapia Social e Comunitária: ações coletivas em pauta.

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    Neste artigo analisamos os conceitos de sujeito e coletivo presentes em publicações de Musicoterapia que adotam perspectivas sociais e comunitárias na América Latina. Analisamos oitenta e cinco publicações selecionadas a partir de uma revisão integrativa de literatura. Nossos resultados evidenciaram, por um lado, concepções orientadas por uma leitura social e histórica de sujeito e coletivo e, por outro lado, algumas orientações que partem de perspectivas subjetivistas e individualizantes para pensar essas mesmas categorias. Consideramos que as concepções de sujeito e coletivo orientam e (de)limitam a prática da Musicoterapia em contextos sociais e comunitários na América Latina e são pressupostos para construção de balizadores teóricos. Por fim, argumentamos que a música pode mediar encontros capazes de promover espaços de partilha e assim, contribuir no processo de superação de condições de desigualdade social, violência e múltiplas vulnerabilidades.  

    Atividade de trabalho e saúde de psicólogos do Suas: aproximações

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    Estudos sugerem relações entre o trabalho e o adoecimento de psicólogos que atuam no Sistema Único de Assistência Social (Suas). Considerando-se a importância da atuação do profissional de Psicologia nesses espaços, objetivou-se realizar uma aproximação entre o discurso dos psicólogos que atuam na proteção social básica, em Vitória-ES, sobre seu trabalho e a teoria da Clínica da Atividade, em especial o conceito de gênero profissional, a fim de viabilizar a discussão sobre atividade de trabalho e os atravessamentos que a envolvem no processo de produção de saúde/doença desses profissionais. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, que foram analisadas por análise de conteúdo conforme Bardin. Verificou-se que a possível fragilização do gênero desses trabalhadores contribui para que eles não se reconheçam em sua atividade, despotencializando a produção de saúde. Cabe promover estudos que busquem compreender em profundidade o gênero profissional desses técnicos e seus entrelaçamentos com a saúde laboral

    Narrativas LGBT de pessoas em situação de rua: repensando identidades, normas e abjeções

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    Este trabalho é oriundo de uma pesquisa-intervenção de inspiração etnográfica realizada com população em situação de rua de uma cidade do Nordeste brasileiro. Desde a perspectiva da análise institucional, a realização de entrevistas, além de oficinas, rodas de conversa temáticas e eventos, permitiu a produção de narrativas de vida. Com base nos registros das narrativas, observações e experiências em diários de campo, analisamos as categorias “Gênero, Sexualidade e Diversidade Sexual”, relativas às experiências de pessoas que se identificam como LGBT ou que se desviam do referencial cis-heteronormativo. Essas experiências são analisadoras das vidas LGBTs que habitam as ruas, explicitando graves violações de direitos, vulnerabilidades e exclusão em diferentes contextos sociais. Ressaltamos a necessidade de refletir sobre as categorias identitárias criadas e suas implicações nesse cenário, além da necessidade de luta por direitos, políticas públicas, entre outras lutas voltadas para a população em situação de rua que priorizem essas vidas precarizadas

    Psicologia na rua: delineando novas identidades a partir do trabalho com a população em situação de rua

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    A existência de pessoas em situação de rua (PSRs) é um fenômeno social relacionado com a organização das cidades, especialmente nos centros urbanos industrializados, e com desigualdades historicamente construídas. Nesse contexto, a Psicologia também tem se mostrado um campo de saber-fazer conectado com os desafios dessa população, ainda que desafiada em sua forma tradicional de exercício profissional. A presente pesquisa objetivou compreender as práticas de psicólogos no trabalho com as PSRs na cidade de Fortaleza-CE. Orientando-se a partir da metodologia qualitativa crítica-compreensiva, a pesquisa evidenciou que, na perspectiva psicossocial, a atuação no contexto de rua dá lugar a processos de produção de saúde e subjetividades, construindo novas linguagens e novos territórios mediante as realidades específicas e as singularidades dos sujeitos. A Psicologia tem sido convocada a instalar-se como instrumento de saber-fazer peripatético e a rearranjar os settings a cada ato criativo de produção de vida, buscando superar a tecnificação do cuidado

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