Portal de Periódicos da Universidade Federal de São João del-Rei
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Psicanálise e literatura – O texto como sintoma
O artigo pretende desenvolver, com base na teoria de Freud e no ensino de Lacan, as articulações possíveis entre a psicanálise e a literatura, contemplando a vida e a obra de Clarice Lispector. Apostamos na escrita, vinda do real, marcando a singularidade que se prioriza na teoria e na clínica psicanalítica
As diversas faces da perda: o luto para a psicanálise
O presente estudo teve por objetivo caracterizar a produção sobre o tema luto na literatura psicanalítica atual, a partir de uma revisão bibliográfica constituída por artigos publicados nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PePSIC), produzidos no período de 2005 a 2016. A seleção dos artigos foi feita por meio da palavra-chave “luto”, tendo a amostra compreendido 40 artigos de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. A partir da leitura da amostra, os artigos foram categorizados nos seguintes eixos temáticos: Modos de elaboração do luto, Luto e outros conceitos da Psicanálise, e Luto em grupos. Como resultado da análise realizada, reconheceu-se a diversidade de perspectivas dos trabalhos que tratam do luto. Nos modos de elaboração do luto, a literatura apresentou vivências de perda de pais, filhos, elaboração de perdas por amputamento e desenraizamento identitário, bem como a discussão sobre luto em grupos. Foi possível observar a articulação do luto com os seguintes conceitos: lembrança, amor, apego, melancolia, depressão, sublimação, final de análise, desejo e identificação. Cabe salientar a importância de realização de estudos futuros que possam investir em reflexões acerca do luto, uma vez que as considerações trazidas por novos estudos podem ter implicações para a prática psicanalítica, o que favorece a problematização das relações existentes entre teoria e clínica.Palavras-chave: Luto; Psicanálise; Revisão bibliográfica
Clínica Psicanalítica e Instituições
As crianças autistas e psicóticas parecem provocar nos adultos que dela se encarregam a passagem constante da posição de impotência para a de onipotência. A clínica com estas crianças, por sua vez, coloca em cheque e leva às últimas consequências o que concebemos como constituição psíquica e subjetivação exigindo, pois, dos psicanalistas que a elas se dedicam uma disposição para as trocas interdisciplinares, para a não hierarquização e absolutização dos saberes, sobretudo diante da experiência de real, do vazio transferencial e da inconsistência da demanda que dirigem ao outro. Face a esses desafios no campo da psicanálise, o trabalho institucional sustentado pela equipe do Lugar de Vida – Centro de Educação Terapêutica em São Paulo, propõe uma prática psicanalítica ampliada que dialogue com o campo da Educação, concebendo-a também como partícipe da transmissão de marcas simbólicas na primeira infância, assim como da oferta de linguagem e de cultura às crianças que se apresentam inicialmente à deriva delas.Palavras-chave: psicanálise, instituição, autismo, Educação Terapêutica Clinica Psicoanalitica, Institución y Autism
A clínica do autismo em instituição
A questão abordada é a de como fazer para que uma instituição possa dobrar-se à singularidade do caso a caso e acompanhar a invenção de cada criança autista para estabelecer laços com o outro. Para responder tal questão, investiga-se as relações entre autismo e instituição na história da psicanalise e em sua teoria. E seguida, relata-se a experiência como participante da equipe que fundou o primeiro serviço público na área da saúde mental para tratamento de crianças autistas e psicóticas no Brasil, o Núcleo de Assistência a Criança Autista e Psicótica (NAICAP), assim como também a experiência como supervisora do trabalho do Ateliê Espaço Terapêutico, no Rio de Janeiro
Práticas educativas junto às famílias de crianças e adolescentes em quimioterapia antineoplásica oral: revisão integrativa
Objetivo: Analisar, nas produções científicas, as práticas educativas empregadas para orientação dos familiares e cuidadores de crianças e adolescentes com câncer quanto ao tratamento quimioterápico antineoplásicos orais. Método: Revisão integrativa da literatura disponível nas bases de dados LILACS via BVS, SCIELO, CINAHL, PUBMED e EMBASE, realizada no mês de setembro de 2020. Foram incluídos artigos originais que abordassem a temática. Excluíram-se aqueles que focavam práticas educativas direcionadas a profissionais, pacientes adultos e outros tipos de quimioterapia. Resultados: A amostra foi constituída de cinco artigos internacionais. As evidências foram agrupadas de acordo com o tipo de prática educativa: consulta clínica, orientações em grupo com dinâmicas, programa de manutenção domiciliar e produção de materiais educativos impressos. Considerações Finais: A educação em saúde é essencial no preparo de familiares de crianças e adolescentes em quimioterapia antineoplásica oral e a equipe de enfermagem deve desenvolver treinamentos e orientações que promovam um cuidado integral, seguro e resolutivo
Organização do processo de trabalho para atenção integral: potencialidades e desafios
Objetivo: Caracterizar a influência da organização do processo de trabalho de equipes de saúde da família na atenção integral à saúde da população. Método: Pesquisa descritiva, qualitativa, em dez unidades. Participaram 78 profissionais. Utilizou-se técnica de grupo focal guiada pelo roteiro Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. Resultados: Da análise agruparam-se categorias: Potencialidades na coordenação do cuidado nas unidades de saúde da família e Desafios para uma abordagem integral nas unidades de saúde da família. O pouco tempo de atuação, a rotatividade e o baixo investimento na formação complementar na área da atenção primária podem corroborar para os achados. Conclusão: Reforça a importância do investimento em recursos humanos, nesta área, capazes de conduzir o processo de trabalho para efetivar melhores práticas de atenção à abordagem integral
Cuidados com o recém-nascido em ambiente hospitalar: oportunidades de apoio e orientações
Objetivo: Analisar as orientações e o apoio profissional para o cuidado do recémnascido em ambiente hospitalar em três regionais de saúde do estado do Paraná. Método: Estudo analítico, transversal, desenvolvido em 2017 e 2018, em três Regionais de Saúde do Paraná, por meio de inquérito com 1.270 puérperas no alojamento conjunto. Para análise realizou-se teste t de Student com 95% de confiabilidade e teste exato de Fisher (
O trabalho de Assistentes Sociais e Psicólogos nos processos de adoção
O presente artigo teve como objetivo conhecer o trabalho das equipes técnicas das Varas de Infância e Juventude que realizam o processo de habilitação à adoção no estado do Espírito Santo. Participaram 37 técnicos, sendo 22 assistentes sociais e 15 psicólogos. A coleta de dados ocorreu por meio de um questionário semiestruturado, aplicado nas próprias Varas, com perguntas sobre: formação e prática profissional da equipe, dificuldades e iniciativas exitosas, adoção por homossexuais e o acompanhamento de famílias em período de convivência. Para tratamento dos dados, utilizamos a análise de conteúdo. Os resultados apontam a necessidade de ampliação das equipes; a precariedade da infraestrutura; a dificuldade em lidar com os mitos sobre a adoção e a importância do trabalho em rede. Conclui-se que o êxito do trabalho dos técnicos está na adoção bem-sucedida – a que não houve devolução – mais do que na quantidade de adoções realizadas