Publicações BAD (Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas - E-Journals)
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Bibliotecários de instituições de ensino superior quebram barreiras
Na atual sociedade de informação, potenciada por um conjunto diversificado e abrangente de ferramentas que facilitam o acesso à informação, torna-se indispensável que esta seja disponibilizada e partilhada em diferentes canais, permitindo um acesso e uso generalizado.Face à quantidade de informação hoje disponível na Web, aos olhos do utilizador comum os principais desafios centram-se ao nível dos processos de pesquisa, seleção e gestão da informação para fins académicos.No caso de utilizadores com necessidades especiais, nomeadamente utilizadores com deficiência visual (cegos, ou baixa-visão), o acesso à informação e ao conhecimento é facilitado através de tecnologias de apoio, uso de diretrizes de acessibilidade para a produção de conteúdos e desenvolvimento de plataformas acessíveis para pesquisa, descoberta e uso da informação.O novo modelo de ensino superior está focalizado no aluno e não no docente, o que exige da parte do estudante o desenvolvimento de capacidades de aprendizagem autónoma e de competências interpessoais, no ambiente académico e na sociedade.As bibliotecas de ensino superior têm, por isso, cada vez mais um papel ativo e dinâmico quer ao nível da criação de mecanismos alternativos que facilitam o acesso à informação aos utilizadores com necessidades especiais, quer no fornecimento de conteúdos e meios adequados ao desenvolvimento de competências de literacia de informação.Esta comunicação tem assim como objetivo apresentar a problemática ligada ao acesso à informação académica e científica por utilizadores com deficiência visual (cegos e baixa-visão) nas instituições de ensino superior público. Neste sentido são partilhados alguns exemplos de serviços de valor acrescentado desenvolvidos nas bibliotecas da Universidade de Aveiro (UA), pelo serviço de apoio ao utilizador com necessidades especiais, entre 2009 e 2012. As linhas de ação aqui apresentadas resultam de uma estratégia integrada para a área do serviço de apoio ao utilizador que tem como objetivos facilitar o acesso aos serviços de informação e aos conteúdos eletrónicos disponibilizados pelas bibliotecas, promover a compreensão dos recursos de informação e assumir um papel mais ativo e contínuo no processo de ensino aprendizagem
Formação para a Comunidade - Projeto em curso da Divisão de Bibliotecas
Vivemos atualmente, em Portugal, uma crise económica e social sem ímpar. É neste panorama de instabilidade que muitas vezes os serviços públicos encontram soluções e opções criativas para dar respostas às necessidades das comunidades em que se inserem.É também nestas alturas de crise que o papel social das Bibliotecas deve ser realçado, fornecendo ferramentas para que a população que servem, encontre formas de superar as suas dificuldades.Foi nesta perspectiva que a Divisão de Bibliotecas acolheu o projeto de formação para a comunidade local em Dezembro de 2010
Contextos emergentes da excelência
O conceito de Excelência (EFQM, 2003) está intimamente ligado ao desenvolvimento das teorias e modelos da gestão da qualidade e às dinâmicas da avaliação de desempenho nas organizações. Os conceitos de orientação para resultados, orientação para clientes, liderança, gestão por processos, desenvolvimento e envolvimento das pessoas, formação contínua, parcerias e responsabilidade social das organizações mantêm a sua actualidade e pertinência. Entre os temas emergentes, a EFQM (2010) tem vindo a destacar a criatividade e inovação, a sustentabilidade, a agilidade organizacional, a gestão do risco e a promoção dos produtos e serviços. Tendo por base os resultados de uma investigação sobre o modelo IPA Road Map (Sttratfield e Markless, 2009) e a sua aplicação na análise dos impactos em bibliotecas (Pinto, Ochôa e Vinagre, 2012) são apresentados os contextos emergentes numa análise prospetiva da agenda europeia para a cultura. Estes podem ser agrupados em quatro grupos temáticos, de acordo com a tipologia de impactos a analisar: Sociedade e economia, perceção e confiança; Qualidade de vida; comportamento informacional; conhecimento e competências na área da gestão da qualidade
Que estrutura organizacional nas bibliotecas universitárias?
Esta comunicação trata os temas que envolvem a estrutura organizacional das bibliotecas universitárias, tomando como ponto de partida um apontamento sobre as questões teóricas relacionadas com os modelos de estruturas organizacionais. O ambiente externo com todas as suas transformações, reflete-se no modo como as bibliotecas universitárias estão organizadas e gerem os seus serviços, desde as questões económicas e tecnológicas, ao meio universitário que tem exigências próprias às quais é necessário dar resposta. No seio da própria biblioteca: há que ultrapassar as resistências que possam existir para implementar planos de mudança; a liderança deve mobilizar os funcionários; deve-se ter em atenção os meios escolhidos para comunicar com os funcionários e com a comunidade académica, porque tudo contribui para o sucesso. Algumas bibliotecas universitárias, planearam e implementaram processos de mudança das suas estruturas organizacionais e a sua experiência serve de alerta para situações semelhantes. É dada uma especial atenção ao caso da Biblioteca da Universidade do Arizona por ser vista como um exemplo para as outras bibliotecas. A realidade portuguesa quanto a este tema é pouco conhecida por isso pouco representada nesta comunicação
É necessário alterar o processo de avaliação arquivística?
Na presente comunicação efetua-se um ponto de situação sobre o processo de avaliação em Portugal. Para melhor enquadramento, aborda-se o conceito de avaliação e de valores arquivísticos, descreve-se a génese do processo de avaliação neste país e realiza-se um balanço sobre o seu desenvolvimento, realçando as principais questões advindas da atual metodologia e da sua aplicação.Subsequentemente e tendo por objetivo a resposta à interrogação “é necessário alterar o processo de avaliação arquivística” reflete-se sobre caminhos possíveis para uma maior abrangência e controlo mais sistemático desse processo.
As tecnologias de informação e comunicação na promoção da leitura em bibliotecas escolares: uma revisão preliminar da literatura
Esta comunicação pretende apresentar o estudo, ainda em curso, que visa clarificar os conceitos de promoção de leitura e literacia e de tecnologias de informação e comunicação, conhecer os novos cenários e suportes de leitura e ver em que medida são conhecidos e utilizados na biblioteca escolar, a nível nacional. Pretende, também, dar a conhecer as ações desenvolvidas pela biblioteca escolar ao serviço da promoção da leitura, recorrendo às tecnologias de informação e comunicação; investigar a ligação da biblioteca escolar a programas e projetos curriculares de inovação pedagógica que façam uso das tecnologias de informação e comunicação e, finalmente, analisar o impacto das referidas tecnologias nas competências dos alunos, no âmbito da leitura e literacia
Bibliotecas escolares: estratégia, liderança e bom senso
O pensamento e o planeamento estratégico permitem abordar, numa perspetiva diferente, os recentes contextos das bibliotecas escolares do séc. XXI, exigindo uma nova postura do professor bibliotecário e da sua equipa relativamente à gestão das entidades documentais. Pensar e executar projetos à medida das necessidades dos seus utilizadores é acrescentar valor ao processo de conhecimento dos estudantes e ao trabalho da biblioteca escolar, delineando-lhe o seu posicionamento e diferenciação. O projeto “Venham lá os exames”, desenvolvido pela biblioteca escolar do Agrupamento de Escolas de Vidigueira, é um exemplo de como uma estratégia e uma planificação devidamente sustentadas pode ajudar a melhorar o sucesso educativo, dar resposta às metas elencadas no projeto educativo e permitir uma articulação entre a BE e os vários contextos dentro da escola
Da ficha bibliográfica aos dados relacionados: uma revolução em curso
Esta comunicação aborda a questão da desadequação das funcionalidades dos catálogos bibliográficos face às exigências dos utilizadores atuais, e da necessidade de desenvolver uma nova geração de catálogos que possuam a capacidade de ir para além dos aspetos tradicionais, não ficando a perder em funcionalidades relativamente a outros interfaces da WWW. Neste contexto, é sublinhada a importância dos profundos desenvolvimentos normativos que se têm produzido à escala internacional nos últimos anos, bem como o seu impacto nos instrumentos de produção e gestão de informação bibliográfica. São referidas, nomeadamente, a publicação da família FRBR, da nova ISBD consolidada, e do código RDA. É também abordada a evolução mais recente do formato UNIMARC, e a questão da possibilidade de integração dos dados bibliográficos na web semântica. Destacam-se as implicações que os modelos conceptuais e o novo código RDA têm na catalogação e no desenho futuro de catálogos, bem como no repensar das Regras Portuguesas de Catalogação. Refere-se o trabalho que neste âmbito tem vindo a ser desenvolvido na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), enquadrado nas suas funções normativas
Reformulação do sítio Web da Biblioteca da FEUP: objetivos, processo e conclusões
O sítio web de qualquer biblioteca universitária constitui uma das ferramentas mais importantes para a qualidade do serviço prestado aos utilizadores. A sua adequação às necessidades dos utilizadores determina a experiência de pesquisa de informação científico-técnica e, consequentemente, a qualidade dos processos da escola (quer do ponto de vista da investigação quer no ensino-aprendizagem). O aumento progressivo da disponibilização de recursos de informação e a prestação e serviços em linha obriga a que o sítio evolua constantemente. A revisão do sítio web constitui neste contexto um momento crítico para o serviço pelo esforço que envolve e para os utilizadores pelo momento disruptivo que constitui. Apresenta-se a abordagem definida para a revisão do sítio web da Biblioteca da FEUP, destacando-se o cuidado na definição do processo. Procurando-se a centralidade da construção do sítio nas necessidades e usos dos utilizadores, a revisão inicia-se com a caracterização dos diferentes tipos de utilizadores e os seus comportamentos de pesquisa de informação científico-técnica. Como objetivo central do projeto, constitui-se ainda a necessidade de definição de uma plataforma e a construção de um desenho que permitam que a necessária evolução deixe de assumir o carater disruptivo, mas antes suportem uma evolução contínua que não implique a aprendizagem de novos procedimentos pelos utilizadores
Políticas e mandatos de Acesso Aberto: perceções dos investigadores
Nos últimos anos os responsáveis políticos e institucionais da União Europeia têm reforçado o discurso de que o acesso à informação científica é essencial para o crescimento da investigação no espaço europeu. A definição de políticas e iniciativas no âmbito da União Europeia tem sido acompanhada pela realização de vários estudos e inquéritos aos investigadores e outros participantes do processo de publicação e disseminação dos resultados da investigação. Em Portugal, os projetos europeus MedOAnet, OpenAIRE e OpenAIREplus, com participação dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho (SDUM), desenvolvem um plano de ação que ajuda a implementar no terreno as políticas Open Access da Comissão Europeia.É neste contexto que a equipa de projetos Open Access dos SDUM desenvolveu um estudo, junto dos investigadores, que em Portugal, participam em projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pelo 7º Programa Quadro da Comissão Europeia ou financiados pelo European Research Council. O inquérito por questionário, promovido no âmbito deste estudo nos meses de Junho e Julho de 2012, organizou-se em quatro grupos de questões. O primeiro grupo caracteriza o investigador. O segundo grupo caracteriza os projetos em que o investigador participou ou participa financiados pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo 7º Programa-Quadro da Comissão Europeia. O terceiro grupo de questões identifica o nível de conhecimento, apreciação e atitude sobre o princípio do acesso aberto aos resultados da investigação. O quarto grupo caracteriza as práticas de publicação e de acesso aberto dos investigadores. Os resultados deste estudo, apresentados nesta comunicação, contribuirão para um melhor e mais detalhado conhecimento da opinião e das práticas dos investigadores em Portugal relativamente ao acesso aberto. Esse conhecimento será fundamental para apoiar a definição de recomendações de melhoria do atual sistema de comunicação científica nacional, bem como para identificação e implementação das estratégias das ações mais adequadas para promover o conhecimento e sensibilização dos investigadores e dos gestores das instituições relativamente ao acesso aberto, promovendo a sua concretização em Portugal em sintonia com as políticas europeias