Publicações BAD (Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas - E-Journals)
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Queremos uma lei de bibliotecas em Portugal?
No âmbito de uma investigação em curso com vista ao doutoramento em Ciências de Informação e Documentação pela Universidade de Évora sobre o tema “A Regulamentação Legal das Bibliotecas Públicas em Portugal” foi aplicado um questionário aos bibliotecários em exercício de funções em bibliotecas públicas portuguesas.O questionário foi realizado em plataforma online com o objetivo de diagnosticar a necessidade sentida pelos bibliotecários públicos portugueses de uma lei de bibliotecas, bem como apurar que domínios da atividade de uma biblioteca pública devem (na opinião dos inquiridos) ser objeto de medidas legislativas.A comunicação agora proposta apresenta os resultados obtidos com o tratamento das respostas ao questionário e representa a vontade dos bibliotecários públicos portugueses, contribuindo de forma substancial para a resposta à questão que motivou a investigação de doutoramento: Precisamos de uma lei de bibliotecas em Portugal
Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas: o estudo de caso das Bibliotecas UA
Num cenário em que cada vez mais a oferta de alternativas, com qualidade, de softwares em open source é maior e com o objetivo de darem resposta às necessidades dos utilizadores e das suas comunidades as instituições de ensino superior, sentem a necessidade de reavaliar as opções disponíveis ao nível dos seus Sistemas Integrados de Gestão de Biblioteca (SIGB). Neste contexto, as Bibliotecas da Universidade de Aveiro, reavaliaram o seu sistema proprietário e exploraram opções disponíveis de softwares em open source. O resultado do estudo apontou o Free Libre and Open Source Software (FLOSS) koha, como o software que mereceu a melhor classificação
Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro
O Projeto Rede de Bibliotecas da CIM Região de Aveiro, criado em 2012, assume-se como um novo paradigma de trabalho, resultado de um processo gradualmente evolutivo, exponenciado pela reorganização geográfica e administrativa do território (constituição das CIM’s) que veio desafiar a forma como as Bibliotecas Públicas gerem e disponibilizam o acesso aos seus recursos e serviços.Abraçar este novo arquétipo que derruba os limites que enquadram a tradicional definição de Biblioteca Pública é o desígnio deste projeto. Aspetos como a propriedade e a tangibilidade da coleção e dos serviços diluem-se neste contexto para darem palco ao acesso. Os constrangimentos económicos e as dificuldades sociais e profissionais que as Bibliotecas Públicas enfrentam reforçam a debilidade em que as coloca o trabalho isolado.Este Projeto pretende aferir o nível de integração e cooperação possível entre as Bibliotecas Públicas desta Região, procurando demonstrar as suas implicações na gestão dos serviços prestados, relacionando-as com o valor percebido pela comunidade. A gestão partilhada e concertada revela-se uma nova solução para antigos problemas.Reposicionar as Bibliotecas Públicas perante as oportunidades decorrentes do trabalho desenvolvido pelas CIM’s é um percurso necessário, que coage a uma abordagem distinta a uma realidade emergente que se apresenta como inexorável.
Serviços de referência e referência virtual nas bibliotecas públicas portuguesas
O serviço de referência, incorporando na sua organização, funcionamento e comunicação com o utilizador um conjunto de potencialidades disponibilizadas pela tecnologia, assume um papel fundamental na luta contra a desigualdade e o analfabetismo digital. Mediador entre informação e utilizador contribui não só para o fomento da literacia da informação, mas também para a criação de conhecimento.Apresentam-se os resultados parciais de uma investigação em curso sobre o serviço de referência virtual (SRV) nas bibliotecas públicas em Portugal. Partindo da análise de documentos orientadores internacionais e da observação de características estruturais da Rede Nacional de Biblioteca Públicas (RNBP), visa a concepção de soluções de desenvolvimento a aplicar a esta realidade concreta.Inserido no paradigma crítico, o estudo aplica métodos qualitativos sustentados na teoria fundamentada e foi aplicado sobre as 201 bibliotecas da RNBP. Destas, foram objecto de análise doze bibliotecas que efectivamente prestavam SRV e entrevistados seis bibliotecários. Os resultados apontam para a inexistência generalizada do serviço e para um funcionamento incipiente na maioria dos casos em que se verifica. Conclui-se que, quando funciona eficazmente, o retorno do ponto de vista dos utilizadores é satisfatório e altamente positivo, justificando a necessidade do seu desenvolvimento e do investimento que nele é feito
Auditoria ISO 16363 a Repositórios Institucionais
Este artigo descreve o processo de auditoria realizado a 26 repositórios institucionais de acordo com o normativo recentemente estabelecido, ISO 16363 - Auditoria e Certificação de Repositórios Digitais Confiáveis (Audit and Certification of Trustworthy Digital Repositories). Os repositórios estão atualmente alojados no serviço SARI do projeto RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal), um serviço de alojamento gratuito fornecido a instituições de investigação em Portugal. Este trabalho apresenta os primeiros resultados da análise das três dimensões: infraestrutura organizacional; gestão digital de objetos; e infraestrutura e gestão da segurança. Aborda o processo de auditoria e o seu alinhamento estratégico com os objetivos do projeto integrado com futuros desenvolvimentos relacionados com a preservação digital de repositórios institucionais.
O poder da informação na sociedade da informação e nas organizações empresariais
As implicações da Sociedade da Informação estão repercutindo no mundo organizacional e tornando a informação peça-chave para o seu desenvolvimento. Tal ação se faz presente porque a apropriação da informação restabelece as relações de poder; quanto maior a quantidade de informação, maior será a capacidade de intervenção na realidade. Nesse aspecto, a informação toma lugar de supremacia, seja quando socializada ou não. Assim, nosso objetivo neste artigo é discutir o poder da informação, tendo como pano de fundo o livro 1984, de George Orwell, visando levantar questões para uma maior reflexão acerca dos valores que há tempos permeiam a nossa sociedade
Avaliar o impacto da formação nas bibliotecas académicas: Análise dos dados de um programa de formação de docentes e investigadores
Este artigo analisa o conjunto dos dados obtidos após a avaliação de um programa de formação de docentes e investigadores em competências de recuperação, organização e marketing da informação. O programa foi implementado pela Biblioteca da Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e dirigido à sua comunidade académica. Os participantes foram convidados a preencher dois questionários após a formação, referentes à satisfação e ao impacto sentido na aquisição de conhecimentos e na sua utilização. Os resultados confirmam a importância pedagógica deste tipo de dinâmicas que colocam a ação da biblioteca académica no centro da missão educativa do ensino superior
Observatório de Ciência da Informação da Universidade do Porto: um projeto colaborativo de sucesso.
Um observatório constitui um instrumento de controlo, avaliação e divulgação de informação sobre uma determinada temática que visa estimular a colaboração entre os recetores e agentes. É apresentado o Observatório de Ciência da Informação da Universidade do Porto (OCIUPorto), desenvolvido por estudantes no âmbito da unidade curricular de Gestão de Serviços de Informação, do 3º ano da Licenciatura em Ciência da Informação (LCI), através de equipas constituídas anualmente com a responsabilidade da gestão e melhoria contínua. A estrutura interna dos conteúdos está agregada numa plataforma única e dinâmica organizada em secções: - Capacitar (percurso dos alumni); - Investigar (atuação científica); - Ser Profissional (vertente académica, profissional e empresarial); - Cooperar (cooperação interuniversitária e a internacionalização); - Comunicar (ligação da CI U.Porto ao exterior); - Ser Empreendedor (faceta inovadora e criativa). É uma plataforma de colaboração e comunicação que rapidamente integrou os licenciados, mestres e doutores em CI na U.Porto, uma componente pedagógica, corporizada no DELTCI - Dicionário de Terminologia em Ciência da Informação, e de orientação profissional, com o caderno de Perfis Profissionais em CI, suportando hoje uma vasta comunidade online sediada no sistema de informação da U.Porto e com extensões nas diversas redes sociais
Redes, galáxias, património digital: importa-se de repetir?
A preservação de informação digital está normalmente associada a uma componente fortemente tecnológica. Exemplos deste facto são as comunicações apresentadas ao iPRES, que maioritariamente privilegiam abordagens tecnológicas.Mas a preservação digital implica, para além da vertente tecnológica, uma organização social e organizacional mais eficiente para gerir este processo. Considerando que preservar o digital é significativamente dispendioso e que, normalmente, preservar informação não constitui, à exceção de instituições especificamente culturais, uma função nuclear das organizações, há vantagem em repensar a atividade numa perspetiva cooperativa e transversal, abandonando uma visão vertical e de certa forma isolacionista da questão.Aspetos igualmente importantes passam pela definição e metodologia de aplicação de um vastíssimo conjunto de metadados, muitos dos quais particularmente complexos, a utilizar para preservar não apenas a informação digital, mas igualmente o seu contexto organizacional, funcional e processual.Neste contexto, o projeto “continuidade digital” foi iniciado pela DGLAB com o propósito de avaliar a potencial conetividade entre diferentes comunidades de prática (CdP) tradicionalmente isoladas, para apurar a possibilidade de constituição de uma estrutura comum (RCPD) que crie e disponibilize a todas as instituições interessadas serviços destinados a preservar informação patrimonial digital
Sete anos de experiência, sete lições para o futuro: formando utilizadores em literacia de informação
O presente estudo faz o balanço da implementação e do desenvolvimento de uma estratégia de formação em literacia de informação, realizada na Biblioteca da Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Para captar essa experiência foram tidos em conta os quadros teóricos que englobam a literacia da informação e a formação de utilizadores. Metodologicamente optou-se pelo estudo de caso, baseado na análise da documentação interna produzida, incluindo estatísticas de utilização dos recursos de informação, e no tratamento longitudinal dos dados provenientes dos inquéritos aplicados aos utilizadores. Os sete anos decorridos desde o início do processo (2008-2014) foram marcados pela adaptação sistemática da estratégia à mudança contextual. O estudo conclui que os sete aspetos principais que se podem destacar desta análise podem ser compreendidos prospectivamente como sete lições para o futuro que podem apoiar a capacitação das bibliotecas universitárias portuguesas na ligação, transformação e criação de valor através da função pedagógica que desempenham no ensino superior