Publicações BAD (Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas - E-Journals)
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aBEIRAr – Uma Biblioteca do Ensino Superior num projeto de Ciência Cidadã
O Projeto de Ciência Cidadã – aBEIRAr – nasce de uma convergência de objetivos comuns entre diferentes parceiros que estão inseridos num território de montanha e no interior de Portugal. A valorização deste território constituiu o mote para que se desse início à criação e desenvolvimento do projeto, tendo sempre em conta o fundamental e imprescindível envolvimento do cidadão, entre o saber ancestral e o conhecimento científico. Haverá melhor forma de valorizar o território, do que cruzar os saberes e envolver os que nele vivem, ao mesmo tempo que se impulsiona a inovação tendo em conta a idiossincrasia territorial? É este o mote que sustenta o projeto aBEIRAr: participação do cidadão, reconhecimento do saber ancestral e científico para uma inovação efetiva e sustentável destes territórios tantas vezes esquecidos e pouco valorizados.
Programa de Mentoria da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação
Este Poster pretende apresentar e divulgar o Programa de Mentoria da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação (BAD) que inicializou em março de 2021. As convocatórias para cada edição do programa são anuais.
O programa tem como objetivos: apoiar os associados da BAD que desejem melhorar a sua prática profissional, quer estejam no início da sua vida profissional, ou não, através de um mentor que apoia, acompanha, aconselha e partilha conhecimentos, experiências e competências profissionais; possibilitar que um profissional com experiência consolidada oriente e acompanhe individualmente outro profissional que deseje evoluir profissionalmente.
Todos os associados individuais da BAD podem candidatar-se a mentorados, detentores de qualquer categoria profissional e habilitação literária, com ou sem experiência profissional na área funcional BAD. Os não associados que tenham sido alunos de cursos de licenciaturas e/ou mestrados na área da Ciência da Informação e Documentação, terminados até há 2 anos letivos antes do início da candidatura ao programa, também, podem candidatar-se.
 
Perceções das competências requeridas a futuros bibliotecários: um estudo internacional
Os bibliotecários são profissionais que se devem manter constantemente atualizados, procurando ativamente o desenvolvimento das suas competências profissionais, pelas próprias características das funções que desempenham. Porém, é importante perceber o que pensam estes atores acerca da sua atual formação de base, concretamente se esta tem vindo a acompanhar as tendências de atualização. Assim, partindo de uma analise prévia ao conteúdo de diversos documentos orientadores, emanados de associações internacionais, no sentido de encontrar as competências preconizadas para a área de atuação, é realizado um questionário ao nível internacional a futuros profissionais (estudantes de pós-graduação) na área das ciências documentais. O principal objetivo é o de procurar entender quais habilidades e competências que são valorizadas para o futuro desempenho profissional. O questionário foi aplicado a grupos de alunos de pós-graduação em Portugal, Macau e República Checa, evidenciando-se as perspetivas comuns entre os inquiridos sobre as competências necessárias e aquelas que são recebidas na formação inicial, concluindo-se que existem ainda algumas assimetrias entre as necessidades da profissão e a formação recebida, nas perspetivas dos futuros profissionais, independentemente do território a que pertencem
A coleção de Aires de Ornelas: um segredo nos catálogos manuscritos da Biblioteca do Exército
Para dar sequência ao trabalho iniciado em 2018, com a publicação da obra Libros Relege, Volve Lege o Livro Antigo na Biblioteca do Exército, e na perspetiva de alargar a investigação e propiciar novas fontes de informação, a Biblioteca do Exército considerou ser pertinente conhecer os inventários manuscritos dos fundos documentais do Ministério da Guerra, do Estado-Maior do Exército e da Direção da Arma de Artilharia, disponibilizando-os digitalmente. São 47 catálogos e oito pastas, de uso exclusivamente interno, que abrangem o período entre 1849 e 1999.
O estudo geral destes catálogos facilita a compreensão e a caracterização de mecanismos de aquisição, preservação e circulação, respondendo às questões de onde vêm os livros, como e quando foram adquiridos, quanto custaram, quem os encomendou, quais foram os seus fornecedores e os seus doadores particulares e institucionais, ou ainda a raridade das obras.
Em particular, estudamos a constituição da Biblioteca do Conselheiro Aires de Ornelas, presente num destes fundos, e analisamos os seus interesses e gostos literários, tornando-a acessível ao público, com títulos suscetíveis de despertar interesse de investigadores, eruditos ou curiosos, disponibilizando-a no catálogo em linha
Que Código de Ética para os profissionais da informação no século XXI?
Este trabalho pretende refletir sobre se o Código de Ética para os profissionais da informação português está adaptado às questões atuais que os profissionais da Informação enfrentam e têm que gerir na sociedade portuguesa. O estudo parte da revisão da literatura sobre Informação e Ética na Ciência da Informação de forma a enquadrar os conceitos e identificar as diversas tipologias de códigos de ética, seguido de análise documental dos códigos para identificar os valores éticos. Analisam-se códigos de ética destinados à profissão de bibliotecário, de arquivista e de profissionais da Informação, de vários países e dois códigos de âmbito internacional, todos produzidos por associações profissionais. Como conclusões, salienta-se a necessidade de os profissionais da área da Informação, em Portugal, terem um código que concretize valores que sejam representativos da diversidade de perfis profissionais e que realcem os desafios éticos profissionais do século XXI
As competências dos Profissionais da Informação na segunda década do século XXI
As últimas duas décadas trouxeram novos desafios aos profissionais da informação, num contexto de aceleração da produção da informação digital, a digitalização na sociedade de informação e o desafio da obsolescência dos suportes e da preservação e reutilização da informação. Ocorreram importantes mudanças na área científica da informação, nos perfis e nas competências dos profissionais. Esta comunicação tem como objetivo principal identificar novas competências, para apresentar as alterações recomendadas no contexto da atual sociedade da informação, a partir da análise dos referenciais, desde o Euro-Referencial I-D (2005) até documentos mais recentes como Records and Information Management Core Competencies (2017), sobretudo a partir de referenciais que as associações profissionais do sector e de outras, um pouco por todo o mundo, apresentam. No final deste trabalho, disponibiliza-se uma proposta com recomendações para a compreensão das competências dos profissionais e dos papéis emergentes que eles desempenham na atualidade, para que o exercício das suas atividades seja pautado pela qualidade, acompanhando as tendências e adaptados às novas funções e serviços
Literacia digital em estudantes das Ciências Sociais portugueses e espanhóis: uma análise qualitativa do uso de tecnologias móveis pós-pandemia
Pretende-se analisar comparativamente as perceções dos estudantes de Ciências Sociais portugueses e espanhóis sobre a utilização e inclusão das tecnologias móveis nos processos académicos de ensino-aprendizagem e refletir sobre o papel das bibliotecas de ensino superior e dos seus profissionais na promoção da literacia digital. A metodologia utilizada foi a sócio-construtiva exploratória de grupos focais, baseada numa amostra de dezoito estudantes finalistas de Psicologia e Educação. Nos resultados, os estudantes experimentam lacunas significativas nas suas competências no uso de tecnologias móveis. Percebem limitações atitudinais e tecnológicas nos seus professores. Também existem algumas diferenças de atitudes relativamente à inclusão das tecnologias móveis nos processos de ensino-aprendizagem. Os estudantes espanhóis mostraram melhores competências e os estudantes portugueses um nível mais elevado de autopercepção. Na discussão e conclusão, decorrente da pandemia destaca-se a necessidade de aproximação estudante-professor e as limitações técnicas de alguns professores, sendo necessária uma mentalidade de abertura a novos dispositivos e ferramentas tecnológicas nos processos de ensino. As instituições académicas, e os bibliotecários em particular, devem esforçar-se por compreender o âmbito e as possibilidades das tecnologias móveis para aumentar a motivação dos estudantes e para adquirir competências básicas em literacia digital. Esta reflexão é uma prioridade na otimização dos processos de ensino-aprendizagem
The social responsibility of Information literacy – librarians as leaders in the information society
Literacia da Informação é um direito humano fundamental. Não se pode existir na sociedade de hoje sem interagir com os vários cenários que a informação nos apresenta. A desinformação está em todo o lado. Os algoritmos tornam-se mais maliciosos todos os dias. Os indivíduos distribuem e difundem informações, muitas vezes sem entender o impacto de suas decisões. Todos os membros da sociedade são responsáveis pela compreensão dos sistemas de informação que utilizam. Como é que podemos encorajar as nossas comunidades a não só estarem conscientes, mas também a preocuparem-se com esta realidade? Como podemos capacitar as nossas comunidades a serem bem-sucedidas num cenário de informação em mudança? Como aumentar a tomada de consciência nas nossas comunidades abordando, ao mesmo tempo, as desigualdades sociais? Os bibliotecários podem inspirar um novo tipo de liderança nesta área se formos capazes de dar a olhar criticamente os nossos valores e práticas profissionais. Para que a responsabilidade social seja a base da literacia da informação, é preciso saber incorporar a pedagogia do cuidado e da empatia no nosso trabalho. Ao liderar com práticas inclusivas, podemos incentivar a participação aberta e informada dos cidadãos no panorama da informação
The Revival of Public Enlightenment: Libraries, Archives and Museums as Agents of Enlightenment and Democracy in a Digital Age
As Bibliotecas, os arquivos e os museus tinham a sua legitimidade enraizada no reconhecimento do seu papel como agentes de esclarecimento público. Está este papel ultrapassado numa era de educação em massa e acesso digital à informação ou continua a ser relevante e confere legitimidade às bibliotecas, arquivos e museus como instituições do saber? Nesta sessão serão discutidos os desafios que a digitalização coloca à sociedade no que diz respeito à democracia e ao esclarecimento, assim como a forma como esses desafios afetam o papel das bibliotecas, dos arquivos e dos museus
A Biblioteca do Iscte e o investigador: caminhar a par na Ciência
A Biblioteca do Iscte tem um longo, diversificado e reconhecido percurso no que respeita ao trabalho com os seus investigadores. Da criação do segundo repositório institucional em Portugal, em 2006, ao papel ativo e marcante que tem tido nos últimos anos na área da Ciência Aberta, foi desenvolvendo um conjunto de atividades que, apesar dos constrangimentos de recursos humanos especializados comuns a grande parte das bibliotecas de ensino superior, configuram serviços diferenciados e dirigidos a esta tipologia de utilizador. Cientes de que a literatura sobre a relação entre o investigador e o bibliotecário tem demonstrado divergência de visões quanto à relevância da mesma, aposta-se numa estratégia de proximidade, de acompanhamento e de esclarecimento, empenhando todos os esforços para evidenciar o potencial da Biblioteca como parceira de valor no percurso científico e académico dos investigadores. Neste poster pretendemos apresentar o portefólio de áreas de trabalho desenvolvidas nos últimos três anos na Biblioteca do Iscte e, sobretudo, refletir sobre as estratégias definidas, nas quais se inclui a franca cooperação com outros serviços da instituição, que julgamos poderão contribuir para que a Biblioteca e os investigadores, sem esquecer a particularidade dos seus papéis, tracem um caminho paralelo em prol da Ciência e do Conhecimento