PODIUM Sport, Leisure and Tourism Review
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Valor Cultural e Ético do “Espetáculo Esportivo” na Grécia Antiga
Na Grécia Antiga, as praticas atléticas, antes mesmo de ser um objeto pedagógico, foi uma forma de produção cultural, e tinham nos Jogos Públicos sua principal forma de transmissão para toda aquela sociedade. Possuíam caráter sagrado e buscavam celebrar a honra dos deuses. Com o tempo, os Jogos realizados em Olímpia foram crescendo em importância, chegando a ser o acontecimento central de toda a cultura grega, interrompiam-se as guerras e uma multidão se dirigia para lá para apreciar os Jogos Olímpicos. Eram nestas ocasiões que se conheciam os novos heróis, o momento em que o homem chegava mais perto dos deuses, buscando sua transcendência. Com o tempo, os valores inerentes a cada grupo social vão se transformando, o que não foi diferente na Grécia, a condição religiosa foi sendo suplantada pelo espetáculo realizado por atletas profissionais, atingindo seu auge logo após o início do domínio romano. Este trabalho tem como objetivo fazer uma breve reflexão deste quadro, apoiado principalmente na mitologia que o sustenta.DOI: 10.5585/podium.v1i1.1
As Representações da Mídia sobre a Gestão Feminina no Clube de Regatas Flamengo
Este artigo tem por objetivo analisar as representações da mídia sobre as estratégias de gestão de Patrícia Amorim na presidência do Clube de Regatas Flamengo (CRF). A investigação da ação empírica exigiu a observação sistemática dos acontecimentos para compor o corpus pesquisado nos seguintes websites especializados em esportes: GLOBO.com, ESPN.com, SPORTV, Jornal Extra e Jornal do Brasil, durante seu mandato (2009-2012) e como primeira presidenta da história do Clube de Regatas Flamengo (CRF). A pesquisa foi desenvolvida por meio de dados secundários e os resultados foram organizados em duas categorias de análise temáticas, a saber: trajetória da dirigente, que inclui aspectos pessoais e profissionais e as práticas gerenciais, englobando aspectos de desligamento, contratação de integrantes da equipe, além de situações inesperadas e fora de um contexto de gestão.Os resultados apontam para uma gestão conturbada embora sua trajetória como dirigente esportiva se mostra relevante, valorizada por diferentes públicos, além de grande reconhecimento como atleta. As práticas gerenciais e as ações que as conduzem, necessita de postura adequada da dirigente, a necessidade de apoiarem-se nas características pessoais para defender seus objetivos, seus atos de coragem e persistência frente às adversidades e que as práticas utilizadas pela dirigente podem ser adotadas no cotidiano da liderança feminina cujas perspectivas se voltam para a melhoria de seus resultados.DOI: 10.5585/podium.v1i1.2
Editorial v. 1, n. 1
É com grande prazer que lançamos o primeiro número da PODIUM: Sport, Leisure and Tourism Review. A revista é um projeto interinstitucional, com a colaboração de inúmeros pesquisadores da área do esporte de diversas universidades do Brasil e do mundo.Trata-se de um projeto institucional da Universidade Nove de Julho – São Paulo, que fornece todo o apoio institucional e material que necessitamos para a elaboração da PODIUM. Torna-se desnecessário frisar o quanto os esportes se tornaram um fenômeno social de relevância no mundo contemporâneo. O desafio passa para um patamar muito mais elevado, quando sabemos que o Brasil será a sede das duas maiores competições esportivas do mundo nos próximos anos e em um intervalo de apenas dois anos. Com esse desafio em mente, a Universidade Nove de Julho organizou um projeto ousado: montar o primeiro mestrado profissional stricto sensu em Gestão do Esporte do Brasil. Para tal, contratou uma equipe de professores para trabalhar exclusivamente no projeto, aprovado em outubro deste ano. A ideia é oferecer meios à sociedade brasileira para formar futuros gestores do esporte que estejam preparados para não só aproveitar da melhor maneira os grandes eventos esportivos, mas também os legados desses eventos e todo um mercado ligado às atividades esportivas que cresce de maneira veloz. Outra atividade desenvolvida pelo grupo foi o I Encontro Internacional de Gestão do Esporte e do Entretenimento, com apoio da Capes e com palestras de professores da Universidade de Massachussets (EUA), Universidade de Sheffield (Inglaterra), Universidade de São Paulo, Universidade Nove de Julho e vários profissionais ligados aos esportes. Dentre os trabalhos apresentados, várias instituições do país se fizeram representar, como UFRJ, Unesp, UFPel, Puc-MG, entre outras. A qualidade dos trabalhos foi bastante elevada e muitos dos participantes foram convidados a enviar seus trabalhos para publicação na PODIUM...
Editorial v. 1, n. 2
É com enorme prazer que publicamos o segundo número de nossa segunda revista. Este número traz uma série de estudos interessantes, focados principalmente na Gestão do Esporte. O primeiro artigo da professora Rosa López de D’Amiconos traz uma pesquisa sobre opiniões de membros de seis organizações nacionais de ginástica: Austrália, França, Itália, Equador, Indonésia e Nova Zelândia, que são comparados à luz das teorias existentes da globalização e cultura esportiva de atletas de alto rendimento. “Variáveis internas e externas ao indivíduo que influenciam o comportamento de retenção de sócios fitness”. De autoria dos pesquisadores portugueses Celina Gonçalves, Abel Correia e Ana Diniz tratam de perceber a influência do comportamento dos consumidores na retenção de sócios em academias de ginástica. O artigo seguinte, realizado por quatro pesquisadores do LEL – Laboratório de Estudos do Lazer /DEF/IB/UNESP, “Vantagens organizacionais da Gestão da Informação e do Conhecimento em um sistema público: o caso Rede CedesMe”, tem por objetivo analisar as vantagens organizacionais da gestão da informação e do conhecimento no sistema da Rede CEDES, do Ministério do Esporte. A professora Gisele Maria Schwartz, Livre Docente em Ciências da Saúde pela UNESP, coordena o trabalho de seu grupo de pesquisa com excelência e traz uma ótima contribuição para a compreensão da necessidade de se repensar o papel da gestão do conhecimento nas organizações públicas. Os “Estudos Olímpicos” continuam a mostrar a sua vitalidade que ultrapassa, e muito, a simples contemplação dos Jogos Olímpicos. Alcides Vieira Costa, Gustavo Pires e Alberto Reppold Filho apresentam “Grandes linhas ideológicas de orientação estratégica do Comitê Olímpico Internacional: os Direitos Humanos”. O texto aborda os direitos humanos como uma linha ideológica de orientação estratégica do COI no período que decorreu entre os Jogos Olímpicos (JO) de Atenas (1896) e os de Pequim (2008)..
Gestão do Esporte Militar no Brasil: Uma Análise Histórica do Primeiro Modelo de Gestão Adotado pela Liga de Sports da Marinha (1915-1919)
Nos estudos sobre gestão do esporte, pesquisadores têm afirmado que as ligas esportivas foram organizadas com objetivo de maximizar os lucros das entidades e regular o mercado esportivo. No entanto, este modelo explicativo pode não se aplicar a todas as ligas fundadas no Brasil ao longo do século XX. Como consequência da aproximação dos militares da prática esportiva, foram fundadas em 1915 a Liga Militar de Football, no Exército, e a Liga de Sports da Marinha (LSM) com função de organizar a participação dos militares no esporte. Este trabalho buscou identificar a estrutura organizacional adotada pela LSM por meio de uma pesquisa histórica e as análises realizadas demonstraram que a LSM não se enquadra nas características de liga com objetivo de maximização de lucros defendido pelos teóricos da economia do esporte, caracterizando-se como uma exceção a este modelo generalizante.DOI: 10.5585/podium.v1i2.3
Mascotes do Futebol Carioca na Estratégia Mercadológica do Jornal dos Sports
Admitindo o futebol como elemento importante da economia capitalista na sociedade contemporânea, o presente artigo investiga a exploração de elementos ligados à sua espetacularização, durante a década de 1940. Práticas da imprensa esportiva revelam possibilidades de potencialização de ações que visam estimular o consumo e a identificação dos torcedores com seus clubes. As charges do cartunista argentino Lorenzo Molas para o Jornal dos Sports, sob a direção de Mário Filho, são analisadas aqui para se compreender as dinâmicas econômicas ao redor do fenômeno esportivo, se levarmos em conta que em pouco tempo passaram a marcar presença também nas mensagens publicitárias do matutino. Essas evidências motivou a tentar perceber em que medida o conceito de “Disneyzação” elaborado por Alan Bryman pode ser verificado no caso brasileiro aqui investigado. Procuramos observar vestígios do processo de “Disneyzação”, através da tematização, do merchandising e demais pilares da estratégia mercadológica dos parques temáticos observados por Bryman.DOI: 10.5585/podium.v1i1.1
Rio 2016 e o plano Brasil Medalhas: Seremos uma Potência Olímpica?
Com o início do Ciclo Olímpico Rio 2016, o tema resultado esportivo entrou na agenda esportiva brasileira. Os estudos voltados à busca de resultados entre nações têm revelado que o tema é tratado de forma quase que simplória através do Produto Interno Bruto (PIB) e o quadro de medalhas. Concomitantemente, foi lançado o Plano Brasil Medalhas. Posto isso, o objetivo do estudo é o de analisar a política adotada pelo país para o Ciclo Olímpico Rio 2016 através da questão por ora colocada: basta o investimento financeiro para a construção de uma potência Olímpica? O objetivo do Plano Brasil Medalhas 2016 é ficar entre os dez primeiros nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos através de uma estratégia voltada para o crescimento de medalhas conquistadas nas modalidades já ativadas e, a conquista de medalhas em modalidades sem esta tradição. A conclusão foi a de que apenas o investimento financeiro não é capaz de melhorar a eficiência em relação aos resultados dos Jogos Olímpicos. A análise do Plano Brasil Medalhas 2016 preconiza uma fragilidade aparente, podendo ser percebido como um plano emergencial para o Ciclo Olímpico Rio 2016.DOI: 10.5585/podium.v1i1.1