OJS - UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A BASE CARTOGRÁFICA
Este trabalho mostra os resultados obtidos na pesquisa bibliográfica e também na experiência da autora na geração de mapas, primeiramente como engenheira numa empresa de produção de mapas em escala grande, e depois como professora de Cartografia e Fotointerpretação no Curso de Geografia.É mostrado o ponto de vista de diferentes autores sobre o que é Base Cartográfica; depois discorre-se sobre tipos, precisão e escalas desejáveis para a Base Cartográfica, considerando a finalidade da mesma em áreas urbana, rural, e regional. Finalmente, são efetuadas considerações sobre a situação das Bases Cartográficas no Brasil, mostrando exemplos, e propondo um caminho para se criar uma mentalidade cartográfica em nosso país
PLANO DIRETOR DE GEOPROCESSAMENTO COMO SUPORTE PARA O DESENVOLVIMENTO DE SANTA CATARINA
A busca de novas tecnologias para gerenciar e administrar os diversos problemas relativos à um estado deve ser um processo constante nas administrações públicas.
O desenvolvimento de um Plano Direto Geoprocessamento para Estado de Santa Catarina - PDG/SC é fruto desta busca por novas tecnologias, principalmente para o gerenciamento, a análise e a disseminação de informações sobre o território catarinense.
A concatenação da informações espaciais e alfanuméricas dispersas em diversos órgãos é um desafio a ser enfrentado pela administração estadual. O PDG/SC aponta para o uso de novas tecnologias que facilitam o compartilhamento de dados e informações espaciais entre os órgãos da administração estadual.
O desenvolvimento do Plano indicará a utilização de capacidades básicas de softwares de sistema geográfico de informações, de tratamento de imagens, etc., e o desenvolvimento de aplicações que venham a atender a necessidade de diversos órgãos estaduais quando a utilização de informações espaciais
ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA RECEITA ARRECADADA DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS 1984/1994, REFERENTES AO IPTU E TAXAS
O presente trabalho tem por objetivo realizar uma análise da evolução da receita arrecadada do município de Florianópolis, entre os anos de 1984 e 1994, referentes ao Imposto Territorial e Predial Urbano - IPTU e as Taxas correlatas a este imposto. Procurando evidenciar as razões de ordem técnica e administrativa e política desta evolução seja positiva ou negativa, tendo como base legal o Código Tributário Municipal
DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS DIMENSÕES E ATRIBUTOS DO AMBIENTE URBANO
Neste trabalho, propõem-se uma metodologia de avaliação para ambientes urbanos à luz da satisfação dos usuários e dos desempenhos desses ambientes. Esta ferramenta baseia-se na estruturação de uma matriz de atributos e dimensões do ambiente construído, na explicitação dos seus inter-relacionamentos e na aplicação da ideia de fatores críticos de sucesso. A cidade constitui-se atualmente o habitat da maioria dos homens (mais de 70% das pessoas vivem em cidades no Brasil), no entanto, o gerenciamento do uso e ocupação do solo urbano, através de planos de ordenamento, não vem obtendo atenção das administrações públicas. Pouco se faz para avaliação dos impactos desses planos sobre a estrutura sistemática da cidade e sobre a vida dos seus usuários. Este trabalho pretende inicialmente definir estes atributos e dimensões. Com a definição desses atributos e dimensões, pretende-se identificar, através de quantificação, os fatores críticos de sucesso que poderão nortear prioridades para adoção de novos programas de planejamento urbano
UM ESTUDO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS PELA IMPLANTAÇÃO DE REFINARIA DE PETRÓLEO
A área de estudo Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho é de grande importância econômica ao estado de Pernambuco. Nos últimos anos com a construção do Complexo Industrial Portuário em Suape, o PIB do estado pernambucano vem obtendo altos índices. Há expectativa que esses índices aumentem com a implantação da refinaria de petróleo. A construção do Porto de Suape modificou as características ecológicas da área, acarretado em obras de aterros, dragagens e represamentos. Em decorrência destes fatos buscou-se mostrar os impactos, os desastres ambientais e problemas na saúde da população local. Para tanto, utilizou-se fotografias aéreas além da composição química do petróleo. Os resultados obtidos são informações qualitativas que caracterizam alguns aspectos das atividades no Complexo Portuário de Suape.
CONSIDERAÇÕES ACERCA DA INCLUSÃO DA VARIÁVEL TEMPO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA
Os Sistemas de Informação Geográfica (SIGs) são projetados para capturar, armazenar, visualizar, transformar e analisar informação geo-referenciada. Embora os SIGs constituam uma tecnologia capacitada para abordar problemas que envolvam o aspecto temporal dos dados, a representação da dinâmica espaço-temporal nesses sistemas foi ignorada até o final dos anos 1980. Para a inserção da variável tempo em SIG, diversas questões devem ser levadas em consideração. O presente artigo apresenta e discute questões relacionadas à inclusão da variável tempo em SIG. Inicialmente apresentam-se conceitos referentes à dimensão temporal em SIG. Em seguida, aborda-se a questão da semântica e da representação dos dados espaço-temporais em SIG. Por fim, apresentam-se as funções a que um SIG com características espaço-temporais deve atender
AVALIAÇÃO DO PROJETO SIGCIDADES NOS MUNICÍPIOS FLUMINENSES
As prefeituras brasileiras, com pouca tradição em planejamento e reduzida experiência na utilização de Geotecnologias, apresentam dificuldades na execução de ações de ordenamento territorial e confrontam-se com as políticas públicas instituídas por organismos federais, que estimulam o ordenamento territorial e adoção de medidas de planejamento pelo poder local. Diante deste quadro, o Ministério das Cidades, dentro do Programa Nacional da Capacitação das Cidades, lançou editais para capacitação de técnicos municipais, incumbindo as universidades brasileiras a tarefa de desenvolvimento das atividades com este fim. O projeto SIG aplicado ao ordenamento territorial municipal - SIGCidades vem sendo desenvolvido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) desde 2008 realizando cursos com este enfoque. O presente trabalho tem como objetivo apresentar as práticas no âmbito Projeto SIGCidades utilizadas nos cursos realizados e relatar os resultados de duas avaliações coletadas junto aos capacitados. Foram capacitados 170 técnicos de 79 municípios, representando 86% dos municípios fluminenses. Nos duas consultas efetuadas, o curso obteve avaliações favoráveis, além de ter incentivado a incorporação de recursos de Geoprocessamento na rotina de trabalho dos funcionários capacitados.
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE NO PLANO DIRETOR: Um processo educativo
A criação da Lei Federal nº 10.257 de 10 de julho de 2001, denominada Estatuto da Cidade, originou-se da Agenda 21, com base em acordo firmado entre nações, na ECO 92, no Rio de Janeiro. O Plano Diretor, importante instrumento na política de desenvolvimento e expansão urbana, passou a ser obrigatório para grande número de municípios brasileiros a partir da Lei do Estatuto da Cidade. A grande mudança no Plano Diretor pós-Estatuto está relacionada com a possibilidade de participação popular, e desta forma, busca-se abordar neste artigo aspectos da diversidade da população e aspectos do município, enquanto espaço público, no intuito de promover uma reflexão sobre a participação popular tanto nas decisões, quanto no usufruto do município, dentro do aporte da acessibilidade. A acessibilidade pode ser definida como condição de acesso e uso a todos os espaços e por todas as pessoas, independente de suas capacidades e/ou limitações – sejam elas temporárias ou permanentes
OS CUSTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL: Comparativo de valores percentuais de etapas construtivas de obras residenciais
Todos os empreendimentos requerem prévio planejamento e busca de informações sobre custos e seu gerenciamento a fim de minimizar riscos e despesas. O estudo sobre custos na construção civil realiza pesquisa na construção de 342 casas residenciais de até 100 m² padrão médio (média 62,57 m² - térreas) e 56 casas acima de 100 m² padrão médio (média 163,02 m² - 02 pavimentos) localizadas em 37 municípios do Estado do Paraná e de Santa Catarina. Os dados percentuais orçamentários obtidos são comparados com parâmetros de valores percentuais de etapas construtivas disponibilizados na literatura sobre a engenharia civil. Os resultados indicam que comparando percentuais de etapas construtivas de obras até 10 m² e acima de 10 m² os dois têm enquadramento nos parâmetros de Goldman, Moraes e da Revista Guia da Construção; entretanto a maior parte dos percentuais teve maior relevância para obras residenciais acima de 100 m2
MEDIDAS DE ORDENAMENTO TERRITORIAL EM ÁREAS SUSCETÍVEIS A INUNDAÇÕES
O Brasil apresenta uma urbanização desigual, que desencadeia no aumento de ocupações irregulares em locais impróprios ao assentamento humano. Dentre as principais consequências geradas por este processo, estão os desastres causados pela habitação em regiões ambientalmente frágeis, como as encostas e as margens de rios. Situações estas, muito comuns no estado de Santa Catarina. A urbanização do município de Joinville, entretanto, se estabelece em um contexto diferenciado. A origem da ocupação no município desenvolveu-se na planície do Rio Cachoeira, local de constantes inundações. Porém, mesmo com o conhecimento desta situação estruturou-se ali o centro urbano do município. Desde então, os danos ocasionados pelos eventos de fortes chuvas e/ou pela subida da maré, vem sendo constantes na rotina dos cidadãos. Com a estruturação da área urbana, a impermeabilização aumentou progressivamente, assim como os prejuízos causados pelas inundações. Desta forma, o poder municipal acompanha o crescimento de Joinville através da aplicação de medidas estruturais e não estruturais, visando a diminuição destes danos.