Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    Que temas e que ângulos os diários generalistas mais valorizaram no trabalho do PR?

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    A comunicação social possui hoje um papel essencial para a construção de uma sociedade devidamente informada. Sendo a política um dos temas mais mediatizados na atualidade portuguesa, procurámos, com base numa análise de quatro jornais generalistas da imprensa nacional portuguesa (Jornal de Notícias, Correio da Manhã, Público e Diário de Notícias), compreender quais os temas e os ângulos mais frequentes nas notícias divulgadas sobre o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no seu primeiro ano de mandato

    A dimensão cultural da política externa da União Europeia no período pós Maastricht

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    O final da Guerra Fria potenciou a projeção de novos atores, levando a um poder menos estatocêntrico. Assim, outras abordagens às Relações Internacionais surgem e, nesse sentido, a União Europeia (UE) viria a dar um contributo próprio na medida em que o tradicional hardpower vem dar lugar a uma visão mais participativa e inclusiva, seguindo a cartilha normativa, premiando os valores, a cooperação e a atração (softpower). Notamos que apesar da consolidação, nos anos 2000, de uma literatura académica acerca da UE enquanto ator normativo, que veio clarificar a sua ação externa sui generis, menor atenção tem sido dada à matriz cultural da União e como a mesma se materializa na sua política externa. Além de a cultura dar um contributo importante para que exista confiança entre as nações, ela faz parte da forma como a UE se concebe não só enquanto projeto de integração (dinâmicas internas) mas também como ela organiza as suas relações com terceiros. As dimensões culturais nas relações externas da UE ganham maior relevância a partir do tratado de Maastricht, sendo que se distinguem duas vertentes de “cultura” nos outputs da UE: a vertente normativa e a vertente material. A ligação destas duas vertentes faz parte da estratégia da política externa da UE enquanto instrumento estratégico

    Cocriação e avaliação de impactos em organizações culturais

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    O conceito de avaliação de impactos está intimamente ligado ao desenvolvimento das teorias e modelos da gestão da qualidade e às dinâmicas da avaliação de desempenho nas organizações, constituindo um desafio para todos os stakeholders. Os conceitos e práticas de orientação para os resultados, orientação para os clientes/cidadãos, liderança, gestão por processos, desenvolvimento e envolvimento das pessoas, formação contínua, parcerias e responsabilidade social das organizações mantêm a sua atualidade e pertinência, mas exigem novas investigações sobre fenómenos como o papel que a cocriação e a coavaliação desempenham. Tendo como objetivo participar no debate em curso e apresentar novos contributos para a resposta à questão “Como podemos medir os impactos das organizações culturais e o seu contributo para o desenvolvimento sustentável?”, é debatida a dinâmica da cocriação de valor e da aprendizagem colaborativa através da apresentação dos resultados de uma investigação (2012-2016) realizada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, que tendo por base sete potenciais dimensões de impacto – Economia, Educação, Património, Comunicação, Governança, Participação social e Igualdade de género –, discute a importância do desenvolvimento e transferibilidade de competências de avaliação de impactos como um dos fatores de sucesso da sustentabilidade das redes culturais

    Promoção da literacia digital através de dispositivos móveis: experiências pedagógicas no ensino profissional

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    Alguns professores continuam a argumentar sobre a influência negativa que os dispositivos móveis têm na concentração dos alunos. Porém há outros que encaram os desafios inerentes ao uso destas tecnologias e as integram nas práticas educativas, encontrando formas de apoiar e ampliar a aprendizagem dos alunos. A questão não é usar ou não usar as tecnologias dos alunos, mas como usá-las, que ferramentas e recursos devem ser aproveitados e quando. E se, efetivamente, os alunos têm nas mãos uma ferramenta pedagógica potente que a escola deve ter mais interesse em usar do que proibir? Na era digital, e com o uso generalizado dos smartphones, pelas gerações mais novas, é urgente criar estratégias pedagógicas e espaços de aprendizagens que misturem o desenvolvimento de competências curriculares e a utilização pedagógica destes dispositivos. A dispersão da atenção, o alheamento, a passividade e a adição tecnológica, de alguns alunos, levou-nos a conceber projetos e estratégias educativas para integrar estas tecnologias em atividades de aprendizagem significativa e desenvolvimento de competências de literacia digital móvel. Decorrentes destas práticas, apresentamos algumas das nossas experiências pedagógicas e dados relativos à perceção dos alunos face à integração dos seus dispositivos móveis como ferramentas de aprendizagem e apoio às atividades da sala de aula

    SOS Imprensa: 20 anos de exercício de cidadania e educação

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    Em 2016 o SOS Imprensa completou 20 anos de atuação. Iniciando suas atividades na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília – UnB (Brasília/Brasil) em 1996, como um projeto de extensão para apoiar vítimas da imprensa, passou em 2000 a ser um observatório e a fazer parte da RENOI – Rede Nacional de Observatórios de Imprensa, lançada em 2005. A propósito da celebração das suas duas décadas de existência, fizemos uma análise do conteúdo de suas publicações no Facebook, refletindo sobre as contribuições que as mesmas podem ter para uma educação para a mídia, considerada por autores como Herrera, Mota e Christofoletti, entre outros, como uma das funções dos observatórios de mídia, conceituados por Bertrand como MAS – Media Accountability Systems (ou MARS – Meios de Assegurar a Responsabilidade Social da Mídia). Entre campanhas, poemas e muitos artigos de opinião encontrados, utilizamos uma abordagem quanti-qualitativa para analisar que temas destacam-se nessas publicações, quais características mais se aproximam da noção de cidadania e participação que o observatório pretende ter e como esses textos podem nos ajudar a refletir sobre o que seriam boas práticas de jornalismo. Também foram feitos alguns questionários e entrevistas semiestruturadas com pessoas que fazem e fizeram parte da história desse observatório. O que fica claro para nós é que, apesar de oferecer um serviço de extrema importância ao público, a relevância do SOS Imprensa fica limitada devido à falta de conhecimento dos direitos que o cidadão brasileiro tem. E, neste caso específico, do Direito à Comunicação, o que nos faz pensar na urgência cada vez maior de uma Alfabetização Midiática como política pública no país

    A contribuição brasileira para o estudo da comunicação das organizações em contextos digitais

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    O capítulo discute a contribuição brasileira para a Comunicação Organizacional em contextos digitais, a partir do mapeamento dos trabalhos submetidos e apresentados ao grupo de pesquisa de Comunicação, Inovação e Tecnologias da Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp). Anualmente, a Abrapcorp realiza o principal evento científico da área de Comunicação Organizacional e relações públicas do Brasil. Desde 2007 o “Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas” aglutina os pesquisadores da Comunicação Organizacional aportando, a partir de debates e reflexões, uma sólida contribuição para esse campo de estudos

    Medir o agenda-setting nos comentários dos leitores às eleições legislativas de 2015

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    O presente estudo propõe o uso dos comentários dos leitores como objeto para medir os fenómenos de agenda-setting. A análise de frequência de palavras é o método escolhido para operacionalizar a avaliação do agenda-setting. O método proposto foi testado numa amostra de 741 artigos e 52.064 comentários do jornal Expresso, que englobam um período de cinco semanas entre 4 de setembro e 10 de outubro de 2015. A análise de frequência de palavras permitiu não só avaliar quais os temas abordados pelo jornal que mais ecoaram nos comentários, mas também estudar o processo inverso, ou seja, quais os temas abordados pelos comentadores que foram sub-representados nas notícias

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