Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    O destino pós-humano em Stelarc e Masahiro Mori

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    Neste artigo são apresentadas as conceções sobre o pós-humanismo do artista Stelarc e do cientistas da área da robótica Masahiro Mori. Em ambos os casos, realça-se a importância do desejo. Através de uma análise de alguns dos seus projetos, mostra-se como a obra de Stelarc traduz uma situação individual e coletiva de crise, a qual se traduz na criação de figuras monstruosas, decorrendo da natureza dos duplos. Mostra-se como essa crise conduz à recondução do humano a um estado de indiferença e automatismo que anuncia literalmente a morte, pensada como uma condição pós-humana. De seguida, mostra-se como o conceito de “Uncanny Valley” proposto por Mori representa uma perspetiva completamente oposta sobre a condição pós-humana, salientando-se a diferença entre os robôs e os humanos. Enquanto em Stelarc o pós-humanismo representa a destruição do humano, em Mori ele é antes uma sublimação que pode ser antecipada na personagem do Buda

    Hiperconexão: o pensamento na era da canibalização do tempo

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    O texto aborda a problemática do tempo na era da hiperconexão, em que o tempo passado online cresce progressivamente. Em que medida o tempo online consome outras dimensões da temporalidade, nomeadamente, o consumo do tempo com vinculação local, de proximidade, o tempo de fruir o aroma do lugar e das pessoas que estão no contexto de proximidade física. O tempo é simultaneamente o recurso mais estrutural da existência e o recurso mais escasso, que faz dos humanos seres de projeto. Equacionamos o sentido numa linha, que se configura como um segmento de reta, da qual se conhece o início, o nascimento, mas se desconhece o termo (morte). Já por si é um segmento de reta (quase) paradoxal, sabe da sua inexorável finitude, apesar de não ter presente a informação sobre o seu momento final. O texto propõe um conjunto de reflexões sobre paradoxos e ambiguidades do uso social do tempo no contexto contemporâneo da sociedade em rede mediada tecnologicamente

    Memória, verdade e justiça: visibilidade dos atos da Comissão Nacional da Verdade no Brasil

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    A pesquisa aqui apresentada procura responder a inquietações inerentes à natureza da construção e desconstrução do discurso de verdade na sociedade brasileira, tendo como pano de fundo a ditadura civil-militar que imperou no país entre as décadas de 1960 e 1980. O foco analítico principal é a atuação da Comissão Nacional da Verdade (2012-2014), que foi criada com o intuito de dar visibilidade a fatos sobre presos e desaparecidos políticos, na maioria dos casos, apresentando uma versão que muito diverge da contada pelo governo ditatorial. A nossa intenção é perceber como a reconstrução da memória nacional e individual a partir das investigações da CNV foi apropriada pelos meios de comunicação. Para nos assessorar na tarefa proposta, escolhemos como referencial teórico-metodológico os conceitos de dever de Memória, dever de Verdade e dever de Justiça, a partir de autores como Ricoeur (2012), Lalieu (2001) e Heymann (2006), entre outros. A nossa metodologia analítica é de cunho qualitativo e possui caráter histórico, procurando enfatizar o contexto político vigente no ambiente analisado

    Deambulações na cidade sobre a arte urbana e a moda

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    A cidade é a centralidade do mundo. Por lá se constroem realidades que espelham e alimentam o Homem contemporâneo, num exercício ora enquanto flanêur ora narcísico. Passa por essa exercitação a reconfiguração permanente do que somos e jogamos na própria urbe e, por conseguinte, na construção do mundo. A moda e a arte urbana são, a bem dizer, uma das suas expressões maiores e edificantes, uma vez que nela residem e dela se alimentam, num movimento perpétuo. O texto que aqui se solta é um olhar descomprometido sobre esses dois fenómenos sociais de contornos variáveis e multidiversificados. É, neste sentido, um exercício deambulante sobre duas das manifestações mais fecundas da cidade, esse lugar de vivências e interseções infinitas

    Redes emaranhadas no ciberespaço: indivíduos, objetos virtuais e ideias em circulação

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    Este texto pretende refletir sobre um conjunto de questões atuais relacionadas com o estabelecimento de comunicações entre os indivíduos. Começa com a contextualização e procura de definição de expressões como cibercultura, ciberespaço e redes. Como veremos, certos dispositivos não só facilitam a aprendizagem como permitem o entretenimento e a comunicação entre sujeitos localizados em lugares distintos. A internet, por exemplo, trouxe um mundo de possibilidades, mas no qual o indivíduo parece estar a ser cada vez mais observado e privado da sua liberdade. Existem diferentes sistemas e plataformas de comunicação na internet dirigidos a públicos e gostos distintos. A experimentação desses sistemas pode ser, de facto, diferenciada e dela serão indicados alguns exemplos. Por último, serão tratadas algumas das implicações da cibercultura no dia-a dia, a partir de dois casos: o modo como amiúde são vistos os indivíduos das novas gerações e a maneira como as recentes tecnologias permitiram novas formas de trabalhar. No final, espera-se que as indagações aqui trazidas possam contribuir para o estudo da especificidade do contexto do ciberespaço, arriscando novos modelos e distintos métodos

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