Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    Símbolo, metáfora e mito na comunicação intercultural

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    As reflexões que nos propomos fazer procurarão abordar as questões implicadas na Comunicação Intercultural, a partir de algumas dimensões próprias da linguagem e de alguns dos seus aspectos centrais: o símbolo, a metáfora e o mito. Na verdade, trata-se de realidades que reflectem e produzem o imaginário cultural próprio e alheio a partir do qual toda a comunicação pode propriamente (dis)funcionar. Serão igualmente abordadas as questões relativas às diferentes modalidades de comunicação com o Outro, convocando para o efeito a hermenêutica cultural de Paul Ricoeur, designadamente na compreensão do objecto cultural enquanto potencial mediador por excelência no âmbito da Comunicação Intercultural

    Mundos locais, mundos globais: a diferença da história

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    Uma das dicotomias ‘clássicas’ da modernidade, especialmente na área das ciências sociais, estabelece uma oposição constante entre as sociedades ‘tradicionais’ – apresentadas como ‘locais’ – e a ‘modernização’ – fonte imediata de progresso e sinónimo de intensa dinâmica social. A modernidade ainda nos dias que corre assume foros de globalidade, de expansão de uma forma mais desenvolvida de ver e explicar o mundo, ou seja, perpetua o mito imperial do ‘Norte’. Neste texto discutimos um dos pilares-base da persistência de relações coloniais de subalternização após os processos de independência. De facto, a diferença colonial é refl exo de uma construção epistémica localizada pela desqualificação do saber do Outro, simbolizados pelo Sul global. A ‘monocultura’ científi ca, associada à racionalidade moderna, traz para o centro das discussões o problema da interculturalidade. Procurando fugir a soluções estereotipadas, este artigo procura discutir criticamente alguns exemplos alternativos de análises que permitem actuar em duas direcções: uma, no sentido de combater a noção dominante de conhecimento, sinónimo de monocultura da ciência moderna; outra, procurando compreender, a partir das bases, como diversos grupos sociais dialogam com estas imposições que lhes são colocadas e as formas de resistências que têm mobilizado contra estes

    Do pós-colonialismo do quotidiano às identidades hifenizadas: identidades em exílios pátrios?

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    Na era de uma branda euforia pós-colonial de língua ou expressão portuguesa, muitas têm sido as refl exões de natureza literária, ensaística, antropológica, histórica e política no que diz respeito a um entendimento contextualizado do pós-colonialismo de ‘tradição’ portuguesa. No entanto, não obstante os esforços competentes e irrefutáveis emergentes da reflexão investigacional, as margens sociais, culturais e quotidianas deste tempo pós-descolonização têm permanecido mudas e silenciosas. Este trabalho pretende reflectir sobre este universo dos ‘calados’, que formam o corpus social e humano deste Portugal multicultural e pós-colonial. Paralelamente, para uma apresentação mais justa e adequada aos objectivos do presente Colóquio, e, simultaneamente, com a proposta do presente trabalho, serão apresentados dados compilados a partir de um trabalho de campo, in progress, no âmbito do projecto de pós-doutoramento da autora, sob o título African Mozambican Immigrants in the former ‘motherland’: The Portrait of a Postcolonial Portugal

    Os brasileiros e sua relação com o sistema de saúde pelo olhar dos jornais: direito ou dependência?

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    Este estudo objetiva analisar os processos de mediação jornalística no tratamento do tema da saúde, a partir da forma como um conjunto de jornais brasileiros significam a relação da população com os serviços de saúde, ao reportarem os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgados em junho de 2015. Tomando-se em conta o caráter público e estatal do Sistema Único de Saúde (SUS), que orienta a política de saúde brasileira e é pautado pelo preceito constitucional de que saúde é “direito de todos e dever do Estado”, e, ao mesmo tempo, considerando-se o contexto neoliberal de valorização do mercado e comodificação de direitos sociais, no qual veio se consolidando o sistema, busca-se compreender de que forma os sentidos do sistema público como direito aparecem nos – ou desaparecem dos – discursos jornalísticos. Tomando-se os veículos jornalísticos como construtores de realidade, sustenta-se aqui o olhar sobre o jornalismo como ator político, regulando formas de fazer e de dizer. Foram analisados os títulos de cinco matérias, com base em conceitos da análise do discurso de Michel Pêcheux, em especial o de pré-construído, compreendendo-se, com Adriano Rodrigues, que o estudo dos títulos da imprensa tem particular importância na compreensão dos mecanismos discursivos

    O enquadramento jornalístico e a construção de identidades: a Europa e os refugiados

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    Portugal foi por tradição e ao longo de décadas um país eminentemente emigrante. Esta tendência tem-se, no entanto, vindo a alterar, com um aumento do número de indivíduos provenientes de outros países. Com o avançar do século XXI, a propensão para a deslocação de pessoas de outras nacionalidades para o nosso país – fruto também de uma cada vez maior abertura de fronteiras – tem-se vindo cada vez mais a verificar. Com o clima atual de insegurança, principalmente no Norte de África e Médio Oriente, potenciado pelo crescimento exponencial do terrorismo associado ao denominado Estado Islâmico, muitos milhares de pessoas viram-se forçados a fugir para a Europa. Ainda que em menor escala, Portugal não foi exceção e tem recebido alguns refugiados. Ora, este é um tema que se constitui, desde logo, como sendo de especial interesse jornalístico por parte dos média. É neste contexto que tentaremos refletir e encontrar respostas a algumas questões, que giram em torno da forma como os média constroem, ou não, a realidade, enquadram ou recriam contextos, apresentando ideias associadas a preconceitos, numa realidade que poderá ser, eventualmente, estereotipada

    Lusofonía e o sentido do encontro

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