Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    Nove ilhas, sessenta e oito professores: desafios na conceção e gestão de uma oficina de formação em b-learning

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    A área curricular de História, Geografia e Cultura dos Açores (HGCA) começou a ser lecionada no 2.º ciclo do ensino básico em 2016/17 e no 3.º ciclo em 2017/18. A equipa que elaborou as orientações curriculares para esta nova área também concebeu e implementou uma oficina de formação dos primeiros professores responsáveis pela sua lecionação. A edição dedicada à lecionação no 3.º ciclo do ensino básico (8.º ano de escolaridade) decorreu em 2017/18 e foi frequentada por 68 professores, de escolas dispersas pelas nove ilhas dos Açores. Esta dispersão geográfica impeliu os promotores da oficina a adotarem um formato de b-learning. A componente online decorreu ao longo da maior parte do ano letivo e foi suportada por um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) criado na plataforma Moodle. Face à reduzida experiência da entidade formadora em e-learning e b-learning, a implementação desta oficina merece ser estudada, visando a construção de conhecimento que possa ser mobilizado no desenvolvimento de outros AVA. Neste enquadramento, definimos o seguinte objetivo geral: avaliar a satisfação dos formandos relativamente ao AVA que suportou a componente online da oficina de formação de professores de HGCA. Esta avaliação de satisfação incidiu, sobretudo, nos seguintes aspetos do AVA: usabilidade, agrado visual, adequação dos processos de comunicação. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online, ao qual responderam 63 formandos. Os dados obtidos revelam um grau de satisfação bastante elevado em relação ao AVA, em todos os aspetos considerados. Além disso, evidenciam algumas necessidades de melhoria na gestão da comunicação, sobretudo no que diz respeito à rapidez do feedback e à diferenciação dos destinatários de mensagens que não sejam fundamentais para todo o grupo. Estes resultados são encorajadores, considerando a importância que a formação a distância pode assumir uma região arquipelágica

    Cultura e Democracia: pensando a relação a partir do jogo tensional entre Estado e Sociedade Civil

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    Postulando um horizonte de indeterminação como solo em que se deixa enraizar a relação entre cultura e democracia, este trabalho pretende explorar sistematicamente a possibilidade de encontrarmos na própria ideia de democracia um dos estabilizadores de sentido para o conceito de cultura, a ser procedente a leitura de que há nele uma necessidade premente de permanência e de estabilidade. Ao restringirmos metodologicamente a democracia à sua compreensão de regime político e forma de governo cuja expressão orgânica se projeta num Estado, este último assume-se como um fator adicional de determinação a considerar nesta relação dialógica com a cultura, obrigando-nos a ponderar os seus limites, endógeno e exógeno. Esse será terreno fértil para explorar um novo ângulo de análise: a relação entre cultura e democracia, que é aqui, como foi dito, o problema da relação entre o Estado democrático e a cultura, poderá agora ser apreciada em toda a sua extensão a partir da clássica relação entre Estado e Sociedade Civil. No perímetro dessa relação, a intuição de que a cultura permitirá encontrar alguma forma de síntese para o permanente jogo tensional entre Estado e Sociedade Civil será colocada à prova, com pretendidos benefícios para a compreensão da relação, aqui explicitamente convocada, entre cultura e democracia

    A Comunicação na História

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    Este artigo examina as condições de produção e pesquisa do fenômeno comunicacional na história. Foca-se não na história da comunicação, mas em suportes da comunicação (mídia) como veículos de cobertura, armazenamento e transmissão de acontecimentos históricos. Analisa também os protocolos de escolha e produção acadêmicos

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    Media, cultura e as transformações do jornalismo

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    Este texto apresenta as principais reflexões e discussões teóricas realizadas no primeiro ano da pesquisa de Doutoramento sobre as transformações na produção de conteúdo jornalístico diante das novas dinâmicas de participação do público na web. Partimos do pressuposto que os pure players, como expressão dos novos media de jornalismo, se constituem como “lugares de fala” da sociedade civil e pautam temas não abordados pela media tradicional. A partir da compreensão de que é no ciberespaço como extensão da esfera pública (Dalhberg, 2001) que as mudanças latentes no jornalismo podem ser observadas, a problemática da pesquisa propõe responder como a produção de conteúdo dos novos media de jornalismo digital na cultura brasileira e francesa é impactada pelas campanhas de grande repercussão nos media sociais. O estudo propõe analisar comparativamente os pure players franco-brasileiros e o modo como o jornalista narra e apresenta os conteúdos na web, a partir da compreensão de que o uso das redes sociais nas redações alterou as práticas jornalísticas (Be Diaf, 2013), e que o público passa a influenciar a produção jornalística (Estienne, 2007). A análise preliminar permitiu constatar que embora os sites de notícias do Brasil e da França convivam na mesma paisagem midiática digital, apresentam diferenças significativas em seus modelos de negócio, pautas e natureza institucional

    A relevância da interculturalidade para uma prática mais inclusiva em trabalho social

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    Como ponto de partida para esta reflexão, cremos que é imprescindível considerar os elementos contextuais que afetam o desenvolvimento da intervenção social em sociedades multiculturais. São aspetos que requerem uma reflexão prévia para pensarmos o agir profissional. É necessário estar atento à nossa vida quotidiana para verificar que constantemente comunicamos e relacionamo-nos com pessoas que pensam, sentem, falam, interpretam, valorizam e atuam de formas distintas. Estas diferenças são herança de uma bagagem cultural própria, de valor inestimável que nos caracteriza e nos oferece a oportunidade de um enriquecimento mútuo. Neste trabalho revisitamos a necessidade de transformar o multicultural em intercultural e sublinha a sua importância na prática do trabalho social. Tem como referência alguns dados e alguns resultados de uma tese de doutoramento, defendida em 2017, sobre competência cultural (Bracons, no prelo). Assente numa metodologia qualitativa foi aplicada uma entrevista focalizada a assistentes sociais que trabalham com pessoas culturalmente diversificadas, no território de Loures

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