Sociedade Brasileira de Educação Matemática - Regional São Paulo (SBEM-SP): E-Journals
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Ensino de pré-álgebra através de jogos no 7º ano do Ensino Fundamental
Este artigo é decorrente da pesquisa realizada em 2008, a qual teve como objetivo desenvolver a pré-álgebra sob a metodologia de jogos em sala de aula no 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola particular de São Carlos/SP. As atividades de ensino foram realizadas durante o Estágio Supervisionado de Matemática na Educação Básica 3, disciplina oferecida pelo Departamento de Metodologia de Ensino – UFSCar. Tal metodologia foi escolhida por ter a característica de introduzir os estudantes num ambiente lúdico, conseguindo unir a brincadeira com os conteúdos que foram ou serão aprendidos em sala de aula. Foram desenvolvidos dois jogos, elaborados e adaptados com o auxílio do professor da turma. Tivemos a intenção de estudar conteúdos de pré-álgebra: generalização e verificação de padrões, sequências, introdução do conceito de variável em diversas formas, valores numéricos e linguagem matemática. A pesquisa é qualitativa uma vez que dela faz parte a obtenção de dados descritivos mediante contato direto e interativo do pesquisador com a situação objeto de estudo, segundo Neves (1993). Analisamos as falas e observações feitas pelos estudantes durante o processo de ensino e aprendizagem dos jogos. Ao final do estudo, constatamos maior comprometimento com suas aprendizagens e cumplicidade dos estudantes, durante o desenvolvimento das aulas
Tarefas investigativas: suas especificidades nas séries iniciais do Ensino Fundamental
As tarefas investigativas aparecem, nas pesquisas, como uma das opções na busca de um ensino de matemática baseado na participação mais ativa dos estudantes e que incentive a criatividade e a reflexão no processo de aprendizagem. O presente artigo pretende contribuir com essas discussões, traz reflexões sobre as potencialidades dessas tarefas nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Os dados analisados são parte dos dados obtidos em uma pesquisa realizada numa escola pública municipal com a professora e os estudantes de uma terceira série do Ensino Fundamental. Durante a pesquisa, foram realizados momentos de estudo sobre o tema com a professora, numa relação de parceria, e em sala de aula, duas tarefas investigativas envolvendo a participação dos estudantes. Os dados foram obtidos através de entrevista com a professora, gravações em áudio e vídeo, questionário respondido pela professora e relatórios feitos por ela, registros dos estudantes e anotações da pesquisadora. A análise realizada aponta para a possibilidade do uso das tarefas investigativas nas séries iniciais e, principalmente, revela especificidades referentes a esta etapa do ensino. As crianças iniciam, nessas séries, o contato com a Matemática escolar e, por isso, o incentivo ao desenvolvimento de atitudes investigativas pode ganhar uma maior amplitude, pois conta com a disponibilidade das crianças em se aventurar e em aceitar desafios, assim, esse tipo de tarefa, pode incentivar ainda mais essa disponibilidade e contribuir para que ela permaneça em séries posteriores. Também a contribuição ao desenvolvimento da capacidade de argumentar e de registrar dos estudantes, proporcionadas nas aulas que envolvem tarefas investigativas, ganha uma dimensão maior nesta fase, na qual os estudantes estão aprendendo a fazer o melhor uso possível dos diferentes tipos de textos para registrar e para comunicar suas idéias
A formação (Matemática) dos professores polivalentes
O propósito deste artigo se direciona para o questionamento da formação do professor polivalente nos cursos de Pedagogia para o ensino da Matemática nas séries iniciais de escolarização. A política de avaliação do desempenho escolar dos alunos egressos da quarta série do Ensino Fundamental mostra índices considerados insatisfatórios no que diz respeito às competências e habilidades matemáticas que deveriam ser desenvolvidas nesta etapa de escolarização. Este artigo apresenta algumas investigações acerca de estudos nesta vertente realizados no Brasil nas duas últimas décadas, perpassa pela formação desde a criação do curso Normal até os cursos de Pedagogia na atualidade. Destacam-se aspectos psicológicos na formação: as crenças e as atitudes de professores diante da Matemática; o ensino dos algoritmos e a proposta de estabelecimento de uma cultura para a Formação Continuada de Professores também estão presentes neste artigo, o qual é finalizado com algumas reflexões e perspectivas
Disciplinas introdutórias para Formação inicial de professores de Matemática e a transição "Ensino Médio - Ensino Superior"
A partir das recentes diretrizes nacionais para a formação de professores em cursos de licenciatura, a Universidade de São Paulo sugere, em seu Programa de Formação de Professores da USP, de 2004, que sejam introduzidas, em todos os seus cursos de licenciatura, duas disciplinas específicas, que levem o futuro professsor a lidar com questões educacionais e da prática pedagógica, já em seu primeiro ano de ingresso. O objetivo de nossa pesquisa foi, então, estudar qualitativamente como se caractariza o papel de uma destas disciplinas, num curso de licenciatura em Matemática, segundo a visão de dez alunos que a cursaram e que estavam concluindo esse curso. O referencial teórico para a análise baseia-se, principalmente, na proposta de Shulman para uma base de conhecimentos do professor e de Tardif, para uma epistemologia da prática profissional docente. Em vista da análise qualitativa realizada, concluímos que a manutenção dessa disciplina é adequada para a formação inicial de professores de Matemática, não apenas para que estes tenham um aprendizado mais significativo em outras disciplinas, mas também para lhes suscitar, desde o início da formação, reflexões sobre como o “conhecimento do conteúdo específico” e o “conhecimento pedagógico do conteúdo” puderam ser ampliados através da mesma, embora nem todos os entrevistados tivessem plena consciência desse fato, no momento em que a cursaram
Cubo de Rubik na aprendizagem da matemática
Os alunos em sua maioria não gostam de matemática e, como conseqüência, os professores encontram grande dificuldade em cativá-los. O uso de jogos na metodologia de ensino auxilia o professor a complementar suas aulas, faz com que os alunos se interessem pelas mesmas, pois o jogo estimula o raciocínio, capacita o aluno na elaboração de novas estratégias, ajuda no desenvolvimento da agilidade mental e proporciona um aprendizado matemático de forma divertida e prazerosa. O objetivo do trabalho é mostrar os resultados alcançados com a utilização de jogos no ensino da Matemática. Realizou-se um projeto onde o mesmo foi aplicado no projeto escola da família. A partir da aplicação dos jogos notou-se que os alunos passaram a desenvolver sua capacidade, não só de resolver problemas, mas de encontrar várias maneiras de resolvê-los. Concluindo que os jogos facilitam a aprendizagem, pois desenvolvem a capacidade de pensar, refletir e compreender conceitos matemáticos com maior precisão
Contribuições da Educação Matemática para a Formação Continuada de Professores nas séries iniciais
Este trabalho analisa o processo de educação continuada de oito professoras polivalentes de uma escola pública em Cubatão/SP. A investigação teve como objetivo re-significar e redimensionar o trabalho pedagógico, a partir de uma prática investigativa e reflexiva, com a alternativa metodológica da pesquisa-ação. Para tanto, foi ministrado um curso de formação continuada in loco, onde as reflexões e os conflitos revelaram que a compreensão que os professores têm de si mesmos como Educadores Matemáticos passa pelas mediações que eles estabelecem na busca de soluções para os desafios de sua condição e prática docente. Sendo a profissão docente, segundo Ponte (2006), Tardif (2000) e outros, um processo contínuo que não se esgota na formação inicial, foi imprescindível abrir este espaço à reflexão a fim de eliminar os mitos e preconceitos. A análise revelou a visão dicotômica entre ensino/aprendizagem, ainda bastante presente como fundamento da prática docente na escola. Como se acredita na relação indissociável entre esses conceitos, nossa perspectiva de trabalho apoiou-se na teoria dos campos conceituais de Vergnaud (1988), para quem a aquisição do conhecimento se dá por meio de situações já conhecidas, constituindo o viés da práxis investigativa
Sobre a teoria das proporções, o Método da Exaustão e os incomensuráveis
Este artigo busca, inicialmente, mostrar o aprimoramento na utilização de Número e Forma desde as civilizações egípcias, babilônicas e gregas, apresentando a evolução dos processos operatórios. Em seguida, aborda o caráter mensurável das medidas e as limitações de se operar com os números racionais e suas consequências na sociedade Pitagórica. Tal abalo nos paradigmas pitagóricos revelará a riqueza dos segmentos incomensuráveis, por meio de demonstrações da relevância histórica e prática do Método da Exaustão e da Teoria das Proporções de Eudoxo, bem como um processo memorável de Dedekind para relacionar os números irracionais com os racionais